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Novo ‘trem do futuro’ faz trajeto entre Campinas e São Paulo em 6 minutos

Hyperloop, trem desenvolvido por Bibop Gresta, foi apresentado durante a Smart City Expo Curitiba 2019. Empresa tem planos de desenvolver a tecnologia no Brasil

Bibop Gresta explica o desenho e a tecnologia presentes na ‘cápsula’ de transporte. Foto: Michel Willian/Gazeta do Povo

por Keyse Caldeira*

22/03/2019

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Uma das figuras mais esperadas do Smart City Expo 2019, Bibop Gresta, conquistou a plateia com seu estilo descontraído e despojado. Desde 2013, Gresta está à frente do projeto de criar o Hyperloop, um sistema que alia a velocidade de aviões a um modelo de negócio de cápsulas de transporte em terra idealizado por Elon Musk. No entanto, avisa antecipadamente: “A eficiência do sistema está acima da questão da velocidade”.

Bibop Gresta, co-fundador e presidente da Hyperloop, apresenta como o revolucionário sistema de transporte criado por Elon Musk funciona. Na foto, ele demostra como as pessoas geralmente agem pra conseguir espaço no transporte público cheios – tudo pra conseguir entrar -, um problema a ser solucionado com urgência. Foto: Michel Willian/Gazeta do Povo

Cada cápsula possui 30 metros de comprimento e capacidade para transportar de 28 a 40 pessoas a velocidade de até 1.223 km/hora. Nesse sistema, a previsão é de transportar até 160 mil passageiros por dia. Em um projeto prévio, o trajeto entre Campinas e São Paulo, de 80 km, seria feito em apenas 6 minutos e 37 segundos. “São Paulo é uma das cidades com trânsito mais intenso do mundo. Em uma sexta-feira são ao menos 180 km de congestionamento. Na China é mais complicado ainda, sem falar no problema da poluição”, compara Gresta.

Do futuro? Não, do presente

No momento, a empresa está com projeto em andamento em Toulouse, na França, e até o final deste ano 1,5 quilômetro construído deve estar finalizado. É o primeiro trecho do sistema em tamanho real. Outro trecho viabilizado foram cinco quilômetros em Abu Dhabi em um parceria firmada para construção de uma linha comercial. A previsão de entrega é para 2020.

Segundo a empresa, há acordos em andamento com 12 países. “Queremos resolver o problema da mobilidade, sem criar outros. Somos silenciosos e nosso sistema não infere no meio ambiente ao redor, seja no campo ou na cidade”. No Brasil, a empresa pretende implantar um Centro Global de Inovação em Logística em Minas Gerais e aguarda a concretização de parcerias.

Cápsula de transporte. Foto: Keyse Caldeira/Gazeta do Povo

Apostando também na parceria com investidores privados, Gresta afirma que o retorno do negócio leva entre 8 a 15 anos. Não há preço estimado da passagem. “Depende da natureza de cada projeto e das políticas do país onde será implantado para definição desse valor de passagem”, explica. Gresta reforça que é preciso repensar o conceito das cidades para o patamar de smart cities. “A mobilidade urbana é fundamental para as cidades, hoje focadas no uso de carros, um meio ineficiente de transporte. Precisamos pensar em bem-estar e reduzir o tempo dos trajetos.”

No desenvolvimento deste sistema trabalham 800 pessoas, somando cerca de 70 mil horas de trabalhos da equipe de engenharia.

*Especial para Gazeta do Povo

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