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ONG exibe casa a custo zero para pessoas em situações de vulnerabilidade

ONG TETO aproveitou o Smart City Expo Curitiba 2019 para divulgar sua moradia emergencial em meio à discussão sobre cidades inteligentes

Raphael Gonzaga, coordenador do TETO em Curitiba, mostra a casa padrão da ONG. Foto: Michel Willian/Gazeta do Povo

por Diego Denck*

26/03/2019

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Todo brasileiro sonha em sair do aluguel e possuir a sua casa própria, mas nem sempre isso é algo fácil de ser conquistado. Iniciativas públicas, como o Minha Casa Minha Vida, tentam democratizar o acesso à moradia – no entanto, pessoas em situações de vulnerabilidade social muitas vezes ainda estão à margem dessa inclusão. É nesse cenário que entra o TETO, uma organização que distribui casas para a parcela mais pobre da população como forma de incentivar a infraestrutura da comunidade.

>> Conheça o TETO, o Programa Vivenda e o Moradigna, três empresas que visam fortalecer comunidades através da reforma de casas ou da construção de infraestrutura

Presentes no Smart City Expo Curitiba 2019, evento que aconteceu entre os dias 21 e 22 de março, a ONG mostrou a casa padrão de 18,3 m² que é fornecida para famílias que moram em comunidades extremamente carentes ou em ocupações. A TETO substitui as construções existentes por essas casas pré-moldadas, que têm custo de fabricação entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, mas que não geram quase nenhuma oneração aos futuros habitantes.

Pintura das casas na comunidade A Favorita, em Araucária (PR). Foto: Flickr/Comunicação TETO PR

Como funcionam as casas

As residências de madeira são feitas a partir de estruturas pré-moldadas e são construídas em pouquíssimo tempo. A ONG acompanha as ocupações para selecionar as famílias em maior vulnerabilidade que irão receber a residência. O coordenador da ONG em Curitiba, Raphael Gonzaga, explica que a casa é programada para abrigar até 4 pessoas, mas que a realidade nem sempre é essa, já que algumas famílias acabam juntando ainda mais moradores debaixo do primeiro teto digno de suas vidas.

Voluntários do TETO no Jardim Independência, comunidade de São José dos Pinhais. Foto: Flickr/Comunicação TETO PR

Gonzaga explica que o valor máximo de cada uma dessas moradias emergenciais é de apenas R$ 200 às famílias beneficiadas, mas mesmo esse custo pode ser zerado caso os habitantes participem do transporte ou da alimentação dos voluntários que constroem as moradias, por exemplo.

10 anos e 19 países

A TETO começou a operar no Chile e já está presente em 19 países da América Latina e do Caribe. No Brasil, são 10 anos de atuação com cerca de 4 mil casas entregues – 240 delas só na região de Curitiba.

*Especial para Gazeta do Povo

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