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Foto: Carlos Piratininga
Foto: Carlos Piratininga| Foto:

Posto de observação atenciosa do movimento das ruas, lar das namoradeiras, símbolo de status social. No Brasil, as varandas remetem aos alpendres, herança provável da época dos bandeirantes, presentes na arquitetura das zonas rurais, e uma forma de aproveitar o ar livre sem ter que sair porta afora. Assim como as sacadas, os terraços e os jardins permitem um escape quando estar entre quatro paredes começa a se tornar sufocante.

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Em alguns casos, é preciso recorrer a ferramentas para que esses espaços possam ser aproveitados o ano inteiro. Pequenas mudanças nos ambientes ajudam a torná-los verdadeiros oásis de relaxamento e encontro.

“Quando pensamos em um projeto de varanda, o maior desafio é tornar o espaço aproveitável, não só no sentido de fechar com vidro para evitar frio e vento, mas pensar em como utilizá-lo, quais atividades que serão feitas lá para ter um aproveitamento do ambiente. É preciso pensar nos gostos dos moradores, o que costumam fazer, do que sentem falta”, sugere a arquiteta Cristiane Schiavoni.

Em apartamentos, a solução mais comum para garantir o conforto térmico das sacadas e varandas é bastante óbvia: fechá-las com vidro. “É um sistema inteligente que gosto de usar, já que no frio pode ser fechado e, no calor, você consegue abrir completamente sem perder a vista.”

Foi essa a opção dela no projeto da sacada de em um apartamento no Panamby, em São Paulo, onde moram um casal e seu bebê recém-nascido. Além de receber amigos e garantir um espaço de convívio para a família pegar sol e repousar, a varanda é utilizada para atividades com o bebê e prática de yoga.

Foto: Carlos Piratininga
Foto: Carlos Piratininga

Por conta disso, a arquiteta optou por versatilidade e um toque de misticismo na decoração, com um banco-baú que serve para receber, mas também para guardar os brinquedos da criança. Um deck em madeira recobre o piso original e tapetes e almofadas ajudam a aquecer o espaço.

As cores quentes utilizadas por Cristiane também estão no projeto da Casa Shangai, assinado por Sérgio Valliatti e Luciana Patrão, do escritório Valliatti &Tomasi Patrão. Em um terreno de 1.200 m² com 480 m² de área construída, um amplo deck com piscina é parte da área social da residência.

Foto: Celso Pilatti
Foto: Celso Pilatti

“O destaque é a integração desta área externa com o bosque de preservação existente no entorno. É uma varanda coberta faceando o bosque com lounge de contemplação protegido com um pilar arquitetônico revestido com tijolo bruto. Este ambiente faz a transição entre os espaços internos e a área externa descoberta”, ressalta o arquiteto Sérgio Valliatti.

Foto: Celso Pilatti
Foto: Celso Pilatti

À frente do confortável sofá vermelho, uma mesa de centro possui nicho em aço que serve de dispenser para uma lareira a álcool e de recipiente para gelo, formando um cooler para resfriar bebidas no verão. “Esta área foi projetada num ‘canto’ da volumetria e está protegida pelo pilar, evitando que o espaço fosse cruzado por ventos que impossibilitassem o uso.”

Integração

Em ambos os projetos, a sacada e o jardim se comunicam diretamente com outros ambientes sociais das residências. Essa também é uma das características da unidade assinada pelo arquiteto David Bastos para seu próprio uso. “Eu adoro áreas externas e esse é o espaço que eu mais gosto de ficar. O único fator que impede o uso é a chuva, mas ainda assim, o jardim fica anexo a uma área coberta com uma jacuzzi grande, um espaço gourmet com adega, churrasqueira e uma mesa de jantar”, explica.

Foto: Filippo Bamberghi
Foto: Filippo Bamberghi

Localizado no 18º andar de um edifício nos Jardins, em São Paulo, o terraço teve paisagismo assinado por Alex Hanazaki. As cores vivas do mobiliário italiano assinado por Paola Lenti dialogam com o verde da intensa vegetação e a madeira utilizada para revestir o piso e as paredes, quebrando a frieza do concreto.

“Os móveis demandam alguns cuidados para não pegar chuva. Eles são pontos importantes do projeto e muito confortáveis. Temos guarda-chuvas e guarda-sóis disponíveis para usar em dias de calor ou de chuva”. Para os dias de frio, a solução é muito prática: um baú reserva mantas para os visitantes se cobrirem, o que contribui para o ar intimista dos encontros.

Foto: Filippo Bamberghi
Foto: Filippo Bamberghi

Segundo o arquiteto, como o espaço fica em uma cidade relativamente quente e as paredes são altas, não foi necessário investir em tecnologias de aquecimento. No entanto, ele recomenta que “terraços ou jardins abertos em apartamentos podem ser beneficiados de recursos como lareiras a líquido ou para mesas de centro, bem como aquecedores externos de piso ou acoplados às paredes”.

*Especial para HAUS.

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