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Manter a casa sempre arrumada é mais produtivo do que arrumá-la somente nos dias que antecedem as festas de fim de ano. Foto: Bigstock.
Manter a casa sempre arrumada é mais produtivo do que arrumá-la somente nos dias que antecedem as festas de fim de ano. Foto: Bigstock. | Foto:

Fim de ano é tempo de festas e celebrações, mas também de preparar a casa para o novo ano. Em geral, a ideia é “limpar e organizar para recomeçar”, mas conforme quem entende do assunto, pode ser mais produtivo tentar manter a casa sempre em ordem. “Acabamos deixando para ‘dar um up’ na casa no fim do ano, mas o certo seria fazer um pouquinho todos os dias para não acumular tarefas. No fim do ano já estamos cansados, com muitos compromissos, e a organização se transforma em um fardo”, diz a personal organizer Rafaela Oliveira, do blog Organize Sem Frescuras. Além de tirar esse peso, a proposta de “diluir” — e manter — essa grande organização ao longo do ano ajuda a poupar tempo o ano todo. “Quando você está trabalhando no computador e tem um monte de coisa em cima da mesa, aquilo te distrai. Ou quando você quer encontrar alguma coisa e há várias fora do lugar, demora mais”, explica Rafaela.

Para a proposta dar certo, no entanto, é preciso internalizar que a re-organização é algo bom e se preparar para ela. “É mais fácil deixar as coisas como estão do que pensar em uma nova organização, pois tudo o que dá um trabalho maior provoca preguiça ou repulsa”, afirma a psicoterapeuta e gestora executiva do Instituto Vita de Ensino e Pesquisa (Ivep), Helina Ogasawara.

Persistência também é necessária para que os novos comportamentos se transformem em hábitos e não sejam apenas fogo de palha. O resultado, conforme Helina, é maravilhoso. “Organizar, o que quer que seja, é maravilhoso. É transformar as coisas, entrar em um ambiente de um jeito e sair com ele de outro. Isso me motiva diariamente”, resume.

Use o 5S

De origem japonesa, a técnica de qualidade 5S pode ser aplicada na organização da vida pessoal, da casa ou de ambientes de trabalho. Os cinco “S” de que fala o nome do método são os sensos de utilidade (seiri), de arrumação (seiton), de limpeza (seiso), de asseio (seiketsu) e de auto disciplina (shitsuke).

“Primeiramente, penso no que é útil e o que não é. Tirando o que não é útil, eu vou organizar o que sobrou. Depois que já vi o que é útil e já organizei, é hora de limpar”, explica a psicoterapeuta Helina Ogasawara, sobre os três primeiros passos da aplicação da técnica. O asseio corresponde à manutenção da limpeza e da organização, e à realização habitual de tarefas que talvez fossem “guardadas” para dias de grandes limpezas. “Como lavar as cortinas ou os tapetes”, diz Helina. A autodisciplina diz respeito à incorporação dos hábitos dessa manutenção e também à negação da preguiça quando ela tentar impedir que você arrume algo desarrumado imediatamente.

Não é só organizar os armários pontualmente, é preciso mudar a forma como nos relacionamos com a casa, para mantê-la organizada. Foto: Bigstock.
Não é só organizar os armários pontualmente, é preciso mudar a forma como nos relacionamos com a casa, para mantê-la organizada. Foto: Bigstock.

Siga esses passos 

1. Antes de organizar a casa, organize-se

A organização pessoal vai ajudar a aceitar as mudanças necessárias para a organização da casa e os novos hábitos associados a ela. “Primeiro você se propõe a fazer a mudança interna, para então organizar [as coisas ao seu redor]”, diz Helina. Para isso, é possível usar um método como o 5S (ver box na próxima página) ou colocar todas as suas ideias no papel. Assim, depois de estabelecer metas para si, determinam-se os objetivos para a casa, com prioridades e o tempo necessário para que cada um seja cumprido. Então é só seguir o cronograma. Vale lembrar que as metas podem ser de curto, médio e longo prazo, mas que o tempo para a realização das atividades não deve ser muito longo. Na hora de agir, desligue o celular ou utilize técnicas para aumento de produtividade se for necessário.

2. Separe e descarte aquilo que não faz sentido manter em casa

O primeiro critério para essa classificação é a utilidade do objeto, seja uma roupa, sapato, utensílio de cozinha ou artigo de decoração. Se você não o utiliza mais, seja por falta de hábito, porque deixou de servir (no caso de uma roupa) ou porque está estragado, ele provavelmente pode ser descartado. Quando as roupas ou objetos têm um valor sentimental, é importante avaliar se não há outra forma de guardá-los na memória, como por meio de uma foto. O que for separado pode ser doado ou colocado no lixo apropriado, dependendo do estado em que se encontra.

3. Categorize os objetos e determine onde serão suas “casas”

Esse é o momento em que se estabelece onde cada coisa será guardada e com que outros objetos. Para isso, pode ser necessário recorrer a produtos organizadores, como caixas, latas e outras. “Dá para soltar a criatividade nessa hora”, diz Rafaela.

4. Antes de guardar tudo, limpe

Tanto os objetos quanto os locais onde eles serão armazenados precisam ser limpos. Geralmente, a combinação água mais sabão neutro dá conta da limpeza, sem que seja necessário recorrer a produtos mais fortes.

5. Coloque uma musiquinha e convoque a família.

Tanto a música quanto a participação de todos os moradores da casa tendem a deixar as tarefas mais leves, e às vezes mais rápidas. É importante, porém, conscientizá-los sobre a importância da organização, em vez de apenas obrigá-los a participar.

6. Seja persistente

A lógica é não permitir que a casa, seu lugar de conforto, fique desarrumada, suja ou minimamente desconfortável. “Sujou? Limpe de novo. Viu que está desorganizando? Organize”, afirma Helina. Com um pouco de esforço e persistência, as ações que contri buem para que a casa permaneça arrumada tornam-se hábitos, que passam, então, a ser realizados sem esforço.

* Especial para a HAUS

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