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Foto: Evellyn Muller/Divulgação Casacor
Foto: Evellyn Muller/Divulgação Casacor| Foto: Evellyn Muller/Divulgação Casacor

Na casa das avós sempre foi assim: as plantas ornamentais de um lado e a horta do outro. Em caixas, latões ou direto na terra, as plantas comestíveis, ervas e algumas árvores frutíferas eram cultivadas com pouca ou nenhuma finalidade estética.

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Hoje, não só pelo espaço que os alimentos orgânicos e as dietas vegetarianas têm ocupado em nossa rotina, as plantas comestíveis e frutíferas passaram a ser incorporadas como um elemento vital no paisagismo, trazendo ao ambiente não apenas um ar moderno e descolado, como também sustentável e de alto valor nutricional.

Nada de ficar em um canteiro escondida. Esse tipo de planta passou a fazer parte do delicado equilíbrio entre o bonito, funcional e saboroso.

Para o paisagista João Jadão, essa combinação entre ornamental e nutricional veio para ficar. Principalmente com a ampliação do conhecimento sobre as PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como é o caso da ora-pro-nóbis, a taioba e o peixinho.

"Recentemente fiz um projeto para uma área de cobertura gourmet incorporando vasos de peixinho, que é uma folha, que assim como a rúcula, já chegou a ser confundida com erva daninha", conta o profissional.

"O resultado foi incrível porque os clientes passaram a consumir essa folha empanada, na churrasqueira e refogada porque ela inclusive lembra o peixe, não só no formato, como também no gosto", conta.

As dicas de Jadão para acrescentar plantas e ervas comestíveis no jardim são simples. A primeira é procurar ajuda profissional para se certificar de que a espécie é de fato comestível e evitar intoxicações.

A segunda dica é atentar-se a necessidade hídrica e de espaço de cada tipo de planta, agrupando as que possuem um ciclo parecido. "É preciso entender o uso e o tamanho de cada planta. A capuchinha, por exemplo, é usada tipicamente para forração. A ora-pro-nobis como uma cerca viva, então demanda um certo espaço", lembra.

Para quem é iniciante no assunto uma boa ideia é começar incorporando itens mais conhecidos ao jardim, começando por ervas como o alecrim e o manjericão, que garantem um aroma único ao ambiente. Em seguida passar para composições mais exóticas. "Eu recomendo o hibisco e a taioba", arremata Jadão.

Outras espécies, não tão populares assim e que podem dar um bom efeito visual e gastronomico no jardim, são a pata-de-elefante, a bertalha (espinafre-indiano) e a azedinha (erva-vinagreira).

Para ajudar você a se inspirar, a HAUS selecionou quatro projetos de jardins comestíveis. Confira!

Bens Comestíveis, por Pine House

  • Foto: David Fenton
  • Foto: David Fenton
  • Foto: David Fenton
  • Foto: David Fenton

A paisagista norte-americana Leslie C. Bennett é especializada em agricultura urbana em pequena escala. Fundadora da Pine House, uma empresa de design de jardins comestíveis, Bennet é autora do projeto Bens Comestíveis, o jardim desta galeria de imagens, com pouco mais de 58 m².

A concepção do projeto leva em consideração, ervas como o manjericão roxo, folhas para salada, folhas e árvores frutíferas. "Para mim, paisagens comestíveis são um relacionamento de longo prazo", explica a paisagista. "Meu foco específico é projetar e construir jardins funcionais e que tenham um belo projeto estrutural, incorporando produtos comestíveis perenes, como árvores frutíferas, arbustos e ervas aromáticas em todas as paisagens ornamentais", explica a profissional.

Jardim dos Chefes, por Catê Poli e João Jadão

  • Foto: Evellyn Muller/Divulgação Casacor
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  • Foto: Evellyn Muller/Divulgação Casacor
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O Jardim dos Chefes, projeto assinado por Catê Poli e João Jadão é um ode as ervas, flores comestíveis, temperos e chás. Todos os exemplares estão plantados diretamente na terra e incorporadas as espécies não comestíveis. Inspirado nos chefs Janaína e Jefferson Rueda, o jardim tem 250 metros quadrados e foi apresentado para a Casacor SP 2019.

No espaço, uma oliveira, tamareiras e jabuticabeira convivem em perfeita harmonia com capuchinhas e lantanas, umas das flores comestíveis mais conhecidas. Entram também no projeto o manjericão e o alecrim, e chás como a cavalinha.

Para arrematar, o design explora tons terrosos, o azul índigo e tecidos furta-cor em azul e laranja. Destaque para a chaise assinada pelo designer Alfio Lisi, da linha Amado.

Jardim residencial moderno, por Homestead Design Collective

  • Foto: Erin Scott
  • Foto: Erin Scott
  • Foto: Erin Scott
  • Foto: Erin Scott

Esse projeto inspirador criado pela especialista em jardins de colheita, Stefani Bittner, alia agricultura orgânica, jardinagem e estética. Proprietária da Homestead Design Collective, uma empresa de design de paisagem da área da baía de São Francisco, Bittner aposta em frutos orgânicos, como os mini tomates, mas também em folhagens e ervas, tudo isso coexistindo no mesmo espaço de piscina e lazer.

A profissional também é autora de dois livros (somente em inglês) especializados no assunto: The Beautiful Edible Garden (R$ 93, na Amazon) e Harvest: Unexpected Projects Using 47 Extraordinary Garden Plants (R$ 100, na Amazon).

Bowl comestível, por Alice Collyer

  • Foto: Alice Collyer
  • Foto: Alice Collyer
  • Foto: Alice Collyer
  • Foto: Alice Collyer
  • Foto: Alice Collyer

A blogueira apaixonada por design de interiores, Alice Collyer arriscou-se ao reformar a própria varanda. O projeto, colocado em prática na Cornualha, um condado inglês, mescla suculentas, ervas e outras plantas comestíveis, mas de forma bem mais minimalista.

O ponto focal para onde foram direcionadas as comestíveis são os bowls espalhados pelo ambiente, que levam uma mescla de cebolinha, camomila, curry, hortelã e até abacaxi.

Já no canteiro central, um mix de flores ornamentais, ervas como o tomilho, frutíferas como arbustos de mirtilo, groselha e o coração de bananeira, além de flores comestíveis como a verbena, cosmos, lavanda e jasmim.

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