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Projeto do Estúdio Cipó, das arquitetas  Fernanda Angelo e Elisa Meirelles. Foto: Estúdio360
Projeto do Estúdio Cipó, das arquitetas Fernanda Angelo e Elisa Meirelles. Foto: Estúdio360 | Foto: FotoEstudio36O O E

Elas crescem em direção à luz solar, sustentam-se em superfícies e cobrem a área utilizada de apoio graças a seus caules finos e flexíveis que se adaptam ao ambiente. Por isso, as trepadeiras possuem um alto valor estético e também podem se tornar um elemento de decoração muito atrativo para o jardim.

Além da estética, a arquiteta paisagista Catê Poli destaca outras vantagens do cultivo deste tipo de plantas, como contribuir para o conforto térmico do espaço, por sua capacidade de fazer sombra. Mas a opção por elas pode vir com algumas pegadinhas e desafios que atravancam o crescimento.

Foto: Evelyn Muller
Foto: Evelyn Muller

Na hora de escolher a superfície de sustentação da trepadeira, por exemplo, Catê sugere evitar muros lisos, já que nenhuma espécie vai se fixar ali. “A grande maioria das trepadeiras precisa ser conduzida, com fio de nylon ou cabo de aço, para que ela vá se enrolando e subindo pela estrutura”, explica.

Além de iluminação adequada e solo fértil, para que cresçam fortes, saudáveis e seguras, a profissional alerta que as trepadeiras precisam ser muito bem estudadas, já que cada variedade possui suas particularidades. “É preciso entender as espécies para fazer o cuidado ideal. Cada uma possui um determinado tempo de rega e poda e o descuido com essas atividades pode fazer com que a trepadeira se torne uma inimiga. Por isso, é importante ter paciência e respeitar suas características”, diz a profissional, que ainda alerta que algumas espécies podem arrancar a pintura e até mesmo abalar as estruturas do muro.

Projeto do escritório Dantas & Passos. Foto: Maura Mello
Projeto do escritório Dantas & Passos. Foto: Maura Mello

O paisagista Ademar da Silva Brasileiro, conhecido em Curitiba como o Mago Jardineiro, conta que existem espécies que são “falsas trepadeiras”. “A planta pode ser reptante, que rasteja, e pode ser confundida com trepadeira, ou ter o crescimento escandente, ou seja, que se pendura. Nesses casos, ao plantar ela precisa ser amarrada, porque não é uma trepadeira verdadeira, não se sustenta por si só na superfície”.

A sugestão do profissional é que, na hora de adquirir a planta, seja feita uma consulta junto ao paisagista, já que uma mesma espécie pode ser encontrada em mais de uma variedade. “Há plantas como a buganvília, que às vezes é trepadeira, às vezes é arbórea, às vezes arbustiva. Se a raiz é muito grande e ela é plantada num vaso, ela não vai bem porque precisaria crescer mais nas raízes para a parte aérea também crescer. Também pode ser que a trepadeira seja plantada em um lugar que não poderia ter raiz muito grande e ela engrossa a raiz e acaba quebrando calçada, atrapalhando o encanamento” exemplifica.

Projeto do Estúdio Cipó, das arquitetas  Fernanda Angelo e Elisa Meirelles. Foto: Estúdio360
Projeto do Estúdio Cipó, das arquitetas Fernanda Angelo e Elisa Meirelles. Foto: Estúdio360 | FotoEstudio36O O E

Embora existam algumas espécies de plantas trepadeiras que prefiram espaços com sombra e internos, como as jiboias, a maior parte delas, especialmente as que geram flores, preferem os externos, pois precisam de mais luz.

Em relação à proteção contra insetos e pragas, também é preciso ficar atento e optar sempre por inseticidas naturais que não danificam a plantação. “São opções com o custo acessível e que não agridem o ambiente e as plantas”, explica Catê Poli.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Segundo ela, alguns cuidados são universais quando se fala em trepadeira. “Elas devem ser plantadas no chão. É preciso também tutorar com cabo de aço ou treliça, dando um tipo de suporte para que a trepadeira possa se apoiar e subir. Nesse caso, a exceção fica para a Unha de gato e Falsa Vinha, que se grudam sozinhas. A grande maioria delas precisa de sol e não vão bem por muito tempo em vasos”, detalha.

Conheça os tipos mais comuns de trepadeiras:

Sapatinho de Judia

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

É uma trepadeira muito ornamental, de crescimento rápido. Bastante tropical, gosta de calor e umidade e pode ser utilizada em pergolados altos, pois cresce em forma de cortina, com cachos floridos que ficam pendurados. Belas e vibrantes, as flores passeiam por tons de amarelo e vermelho e são amadas pelos beija-flores.

Congeia

Foto: José Eduardo Deboni/ Flickr
Foto: José Eduardo Deboni/ Flickr

De crescimento médio, mas fácil de manter, a Congeia chama atenção por sua enorme quantidade de flores, em um elegante tom de rosa chá. Também muito utilizada como arbusto, é perfeita para um jardim com ares de casa de campo. Tolera bem as podas de contenção e cresce bem em climas quentes, como o do Brasil.

Bougainville/Buganvília

Foto: PxHere
Foto: PxHere

A tão conhecida Primavera é uma trepadeira lenhosa, com florescimento abundante. Encontrada com flores em diversos tons – apesar de a nativa ser apenas a lilás – ela necessita de muito sol e espaço de raiz para crescer. Não gosta muito de adubo e pede pouca rega para que fique forte e vistosa.

Jasmim Estrela

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Vários jasmins podem ser utilizados como trepadeira, mas a espécie Jasmim Estrela é a mais comum. Com um delicioso aroma e flores brancas, pequenas e com formatos estrelados – daí seu nome – a espécie é muito resistente. Perfeita para ser utilizada em pergolados, muros e portões de jardins mais campestres, gosta de ambientes ensolarados.

*Especial para HAUS.

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