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Os cactos são fáceis de serem cuidados e proporcionam um ótimo efeito de decoração. Ambientação feita na Verdifique Plantas para Interiores. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo
Os cactos são fáceis de serem cuidados e proporcionam um ótimo efeito de decoração. Ambientação feita na Verdifique Plantas para Interiores. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo | Foto: Fernando Zequinão

Sem dúvida, os cactos se destacam não só pela beleza exótica, mas também pela resistência: as regas não precisam ser frequentes e são plantas que dispensam adubos e cuidados específicos. A baixa manutenção tem chamado a atenção de quem não abre mão de ter plantas em casa, mas não tem tempo para cuidar delas com tanta frequência.

Projeto do Studio Boscardin.Corsi. Foto: Eduardo Macarios / Divulgação
Projeto do Studio Boscardin.Corsi. Foto: Eduardo Macarios / Divulgação

“Os cactos são muito esculturais, têm uma estrutura única que diverge bastante da maioria das plantas. Além disso, são práticos e muito fáceis de cuidar. Acredito que por este motivo estão se tornando cada vez mais populares na decoração”, destaca Edgard Corsi, do escritório de arquitetura Studio Boscardin.Corsi.

Ambientação com cactos na Verdifique Plantas para Interiores. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo.
Ambientação com cactos na Verdifique Plantas para Interiores. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo. | Fernando Zequinão

Apesar da praticidade, os cactos não são indestrutíveis. Segundo a arquiteta e proprietária da Verdifique Plantas para Interiores, Virgínia Fraiz, este tipo de planta morre com o excesso de rega, pois as raízes acabam apodrecendo. “Precisamos observar onde os cactos vivem na natureza. São espécies de regiões desérticas, de sol pleno e que estão acostumadas com pouca água. Por isso, essas plantas, assim como as suculentas, acumulam água para os períodos de estiagem e não podem ficar, de forma alguma, com o solo constantemente úmido”, explica Virgínia.

Detalhe de cactos na decoração. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo
Detalhe de cactos na decoração. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo | Fernando Zequinão

A profissional explica que a frequência da rega vai depender do local onde o cacto está. “A rega dos cactos é moderada. Isso significa que o solo deve estar completamente seco para regá-lo novamente”, orienta. Geralmente, se a planta recebe bastante sol, será preciso regar uma vez por semana. Mas se a incidência de luz solar direta é baixa, pode ser que a rega seja necessária apenas a cada 15 ou 20 dias. “O ideal é sempre tocar o solo e sentir como está. Se não estiver úmido, está na hora de regar”, completa a arquiteta.

Para quem não se dá bem com plantas em casa e diz que “mata até cacto”, a especialista dá a dica: “cactos só morrem por falta de luz e excesso de água. Fora isso, não exigem outra manutenção, pois não precisam de poda e nem de adubo, afinal, eles não encontram isso em seu habitat natural”, ensina.

O local em que a planta será colocada precisa receber luz solar diretamente ou, se não for possível, pelo menos ter uma alta incidência de luz. “As cactáceas são plantas de sol pleno. Nas condições ideais, deveriam receber seis horas de sol diariamente, no mínimo. É claro que, dentro de casa, raramente temos essas condições. Então, se o lugar recebe entre uma e duas horas de sol por dia, a planta já terá um bom desenvolvimento”, afirma a arquiteta.

Edgard Corsi também ressalta a importância de observar bem o local: “é preciso pensar no décor do ambiente de acordo com os nossos gostos. Se queremos ter cactos, então, temos que escolher um espaço adequado para ele. Não adianta você querer decorar o banheiro com uma planta como o cacto, que não gosta de umidade. Vai acabar não funcionando”, alerta.

Já em relação à decoração, o lugar ideal para a planta pode ser definido pela dinâmica do dia a dia, segundo Corsi. “Uma boa dica para escolhermos onde colocar os cactos, é o funcionamento da casa e a nossa rotina. Se temos crianças ou pets, por exemplo, não é muito bom termos essas plantas em lugares baixos ou no chão, afinal a maioria delas têm espinhos e podem acontecer acidentes”, ressalta. Para o profissional, a alternativa nestes casos é trabalhar com este tipo de planta em pontos mais altos. “Costumo utilizar muito os cactos em composições em nichos suspensos ou em estantes e prateleiras mais altas. Eles são um ótimo elemento decorativo pras estantes e funcionam bem sozinhos ou com outros elementos, como livros e objetos de decoração. Já os cactos maiores, como o mandacaru, trazem bastante verticalidade aos projetos”, observa.

Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo
Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo| Fernando Zequinão

As plantas da família das cactáceas também funcionam em qualquer estilo arquitetônico. “São um elemento coringa em vários projetos, do industrial ao contemporâneo”, destaca Corsi. A principal dica em relação à composição é apenas na escolha do vaso ou cachepô. “A planta é um elemento vivo, então pode ser utilizada em qualquer estilo. A única observação é o cachepô, que deve compor com o restante do décor utilizado”, ensina o profissional. E já que estamos falando sobre os vasos, Virgínia Fraiz alerta para a drenagem: “essas plantas gostam de solo arenoso e bem drenado”. Então, não esqueça, opte por um modelo que tenha furo de drenagem, assim você evita que o solo fique encharcado demais e a água fique empoçada na superfície.

E se você é apaixonado pelos cactos, mas não tem um ambiente que receba sol direto ou muita luminosidade, a Virgínia Fraiz tem uma boa notícia: há uma espécie que não precisa de tanta incidência de luz. “O Rhipsalis teres, ou cacto-macarrão, como é mais conhecido, é oriundo de regiões de mata, diferente da maioria das plantas desta família. Por isso, ele é uma excelente opção para ambientes internos”, ressalta.

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