Espécies originais do projeto de paisagismo de Burle Marx para o condomínio São Luiz, um dos edifícios mais icônicos de São Paulo, concebido por Marcello Fragelli.
Espécies originais do projeto de paisagismo de Burle Marx para o condomínio São Luiz, um dos edifícios mais icônicos de São Paulo, concebido por Marcello Fragelli.| Foto: Renato Navarro

Depois de quatro décadas reservados apenas para moradores do condomínio São Luiz, um dos edifícios mais icônicos de São Paulo assinado por Marcello Fragelli, os jardins projetados pelo mundialmente renomado paisagista Roberto Burle Marx foram abertos para a cidade. A conquista é do estúdio de arquitetura e design Perkins&Will, que conduziu recentemente um projeto de renovação do térreo do condomínio, e abriu os espaços de contemplação para os pedestres.

O acesso às torres, que antes era dividido em duas recepções separadas - uma na Av. Pres. Juscelino Kubitschek e outra na R. Leopoldo Couto de Magalhães Jr. -, foi unificado. “Revisitamos os fluxos e usos dos espaços, e percebemos que havia uma grande praça com paisagismo do Burle Marx, muito bonita e pouco utilizada”, conta o arquiteto Fernando Vidal, diretor do estúdio de arquitetura São Paulo.

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“Adicionamos mais acessos de pedestres, criando um conceito de fruição e melhorando a qualidade das infraestruturas já existentes, como restaurante e café, entre outros, que também eram de uso exclusivo dos usuários e visitantes do edifício”, explica Vidal.

Detalhe da nova recepção central do condomínio São Luiz.
Detalhe da nova recepção central do condomínio São Luiz.| Renato Navarro

A nova recepção consiste em uma caixa de frames metálicos e divisórias em vidro transparente, interferindo o mínimo possível no design original e ajudando a integrar a recepção ao restante do térreo. “A ideia foi pousar a recepção no local, sem interferir no design. Queríamos complementar e potencializar, não interferir”, afirma Fernando.

Todo o projeto foi pensado para preservar também o piso do térreo, também assinado por Burle Marx. A caixa que contém a recepção, por exemplo, é levemente elevada para evitar danos às pedras portuguesas.

Parte da praça privativa com jardins assinados por Burle Marx em edifício de São Paulo.
Parte da praça privativa com jardins assinados por Burle Marx em edifício de São Paulo.| Renato Navarro

A arte de Burle Marx também foi exaltada na vegetação, quando o escritório do paisagista foi convidado para restaurar o projeto original, com espécies da Mata Atlântica, algumas muito raras.

A sutileza e leveza do retrofit permitiram maior eficiência no processo e contribuíram com a transformação desse espaço privado em espaço público, onde todos poderão desfrutar de um local de descanso, contemplação e interação, próximo a importantes áreas públicas, como o Parque do Povo, por exemplo.

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