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Vista geral do Largo da Ordem, em Curitiba. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Vista geral do Largo da Ordem, em Curitiba. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo

Para estimular a criação de cidades autossuficientes e globalmente conectadas, onde é possível que a fabricação digital mude a forma como produzimos alimentos, energia e até a fabricação industrial, surgiu em 2011 o conceito de Fab City, iniciativa internacional lançada pelo Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC), o Center for Bits and Atoms do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a prefeitura de Barcelona e a Fab Foundation.

Dirigido pelo urbanista Tomas Diez, diretor do Fab Lab Barcelona, o projeto está conectado à rede global de Fab Labs, mas não se limita ao conceito: inclui ainda um grupo de reflexão composto por acadêmicos, profissionais, empresários e urbanistas que trabalham juntos para mudar o paradigma da economia industrial atual por um ecossistema de inovação circular sustentável. O objetivo de uma Fab City é desenvolver cidades totalmente produtivas e globalmente conectadas, com habitantes que partilham seus conhecimentos para resolver os problemas locais.

Curitiba foi eleita em agosto a primeira Fab City do Brasil, em evento realizado em Santiago, no Chile. Foto: Divulgação
Curitiba foi eleita em agosto a primeira Fab City do Brasil, em evento realizado em Santiago, no Chile. Foto: Divulgação

Primeira cidade brasileira a aderir ao conceito e ser aprovada, em agosto deste ano, Curitiba se insere no cenário global das Fab Cities dando um passo importante na área da inovação, segundo destaca o presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Frederico Lacerda.

“O Vale do Pinhão engloba justamente este conceito, de transformar a antiga zona industrial curitibana em uma zona industrial 4.0, focada em tecnologia e inovação. Na América Latina, só Santiago, no Chile, é uma Fab City. Londres também está em processo de adesão. Podemos dizer que estamos na vanguarda das grandes metrópoles mundiais“, comemora Lacerda.

18 cidades pelo mundo aderiram ao conceito de Fab City. Foto: Reprodução
18 cidades pelo mundo aderiram ao conceito de Fab City. Foto: Reprodução

Barcelona, modelo global

Primeira cidade a colocar em prática o conceito de Fab City, Barcelona tem em seu bairro Poblenou uma área de 1,5 km² que é cenário de conceitos inovadores, marcando a parceria do governo local com a iniciativa privada e a academia. No Poblenou, por exemplo, restaurantes são abastecidos com produtos locais, materiais reciclados geram recursos e as fontes de energia são sustentáveis.

“O conceito de Fab City basicamente mescla fabricação digital, cidades sustentáveis e inteligentes e economia circular. Nesse sentido, Barcelona é um dos melhores exemplos de cidade do futuro que temos hoje no mundo”, resume Frederico Lacerda.

Poblenou, bairro de Barcelona que se tornou modelo em pequena escala de uma Fab City. Foto: Divulgação
Poblenou, bairro de Barcelona que se tornou modelo em pequena escala de uma Fab City. Foto: Divulgação

A iniciativa, acrescenta o presidente da Agência Curitiba, busca reinventar a maneira como operamos nossas cidades, sua relação com os cidadãos e a natureza por meio de uma deslocalização da produção. “Os ideais dos Fab Labs, como criatividade, colaboração, ciência, cultura e tecnologia, são espalhados em grande escala por toda cidade”, pontua.

*Especial para a Gazeta do Povo

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