Banheiro transportável converte fezes em energia e pode ser instalado em lugares remotos

Projeto do escritório de arquitetura Spark é impresso em 3D e pode ser instalado em qualquer ambiente

Foto: Spark/divulgação

por HAUS

03/01/2019

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O reaproveitamento de dejetos humanos para a geração de energia e até de fertilizantes é o tema da vez quando o assunto é a sustentabilidade. Depois do vaso sanitário que não utiliza água nem esgoto, apresentado pelo filantropo e bilionário norte-americano Bill Gates, cofundador da Microsoft, é a vez do projeto assinado pelo escritório de arquitetura Spark, de Singapura, despertar a atenção (e a curiosidade) do mundo para a questão sanitária.

Imagem: Spark/divulgação

Trata-se do “The Big Arse Toilet”, um banheiro impresso em 3D, facilmente transportável e que pode ser instalado em qualquer ambiente. Desenvolvido em apoio ao Dia Mundial do Toalete, celebrado no último dia 19 de novembro e instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) para combater a defecação aberta e as questões de saneamento e higiene na Índia, o protótipo converte os resíduos humanos em biogás e, este, em eletricidade.

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Os módulos são impressos a partir de uma mistura de fibra de bambu processada e resina de polímero biológico e foram dimensionados para funcionar por 10 anos. Segundo o escritório, a energia elétrica gerada é suficiente para abastecer uma comunidade com oito residências.

Imagem: Spark/divulgação

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“O The Big Arse Toilet foi desenvolvido para destacar o fato de que não está sendo feito o suficiente para fornecer soluções para indivíduos vulneráveis que são os mais afetados pela falta de acesso ao nível de saneamento que a maioria considera como garantida. Nossa proposta poderia ajudar a prevenir doenças e ajudar no desenvolvimento da comunidade, levantando barreiras sociais enfrentadas particularmente por mulheres em comunidades rurais, muitas vezes significando sérias consequências para sua saúde, perpetuando os níveis desproporcionais de doenças associadas à pobreza e à defecação a céu aberto”, diz Stephen Pimbley, parceiro da Spark, em nota publicada no site do escritório.

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