Aquecedor a biomassa: o que é e porque é sustentável

Mais baratos que sistemas a gás ou elétricos, aquecedores a biomassa são solução sustentável para deixar a casa quentinha no inverno

Lareira a biomassa também é uma possibilidade para o aquecimento. Foto: Divulgação

por Gazeta do Povo

03/07/2019

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Uma nova solução em aquecimento tem despontado em casas sustentáveis pensando em causar menos impacto ao meio ambiente: os aquecedores a biomassa. O sistema que pode aquecer ar, água ou até o piso são uma alternativa real para quem pode investir em um sistema que, a longo prazo, vai gerar mais economia e menos poluentes.

Segundo Marlon Costa, engenheiro civil da empresa de sistemas de aquecimento Ecogetec, a primeira vantagem da biomassa é ser uma energia totalmente renovável. O calor vem a partir da queima de pelo menos um de três diferentes tipos de combustíveis disponíveis: lenha de eucalipto (árvore de reflorestamento), briquetes ou pellets — estes feitos a partir da serragem da madeira, formando pequenas rolhas.

Pellets de madeira são uma opção de combustível de aquecimento a biomassa. Em alguns sistemas, como no caso da Ecogetec, é possível a queima dos três combutíveis simultaneamente. Foto: Divulgação

As diferenças entre eles residem no tempo de combustão e no preço. “Em termos de custo mensal, a lenha de eucalipto é a mais barata. Em comparação a sistemas de aquecimento por energia ou gás, a biomassa sai 80% mais barato“, explica Costa. “Já o briquete tem economia de 55% e o pellet, 40%. A maior parte dos clientes acaba optando pela lenha, devido ao custo mensal”, informa. No entanto, no sistema de aquecimento de água da Ecogetec, a lenha precisa ser reabastecida a cada seis horas, enquanto o pellet pode ficar até 48 horas sem abastecimento.

Em residências, os calefatores funcionam em espaços de 40 a 180m², segundo a Pellet Brasil. Além dos tipos tradicional e embutido, que aquecem o ambiente em si, há os geradores de ar quente e os de água quente.

Baixo impacto ambiental

Nesse tipo de sistema, os subprodutos gerados pela queima são minimizados. “O principal resultado final são as cinzas, que normalmente são misturadas à terra e vira adubo”, explica Costa.

Esquema mostra como funciona o reaproveitamento sustentável dos subprodutos. Foto: Ecogetec/Divulgação

A fumaça também é reduzida, e Costa garante que não há emissões de gases tóxicos à atmosfera, já que o sistema reaproveita a fumaça como aquecimento para o próprio gerador. Como os ambientes internos não entram em contato direto com a fumaça produzida, não há desconforto para o morador.

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