Superlotados, cemitérios de Hong Kong são mais caros que casas

A situação foi denunciada pelo fotógrafo inglês Finbarr Fallon com sua série "Dead Spaces", mostrando como se organizam os cemitérios verticais de Hong Kong

Série de fotos do inglês Finbarr Fallon, “Dead Space” denuncia a superlotação dos cemitérios de Hong Kong. Foto: Finbarr Fallon

por Gazeta do Povo

06/09/2019

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Hong Kong está quase sem espaço para enterrar seus mortos. A enorme densidade urbana da cidade — que tem o metro quadrado mais caro do mundo — faz com que os cemitérios estejam cada vez mais cheios e que a cremação seja cada vez mais incentivada pelo governo.

A situação foi registrada pelo fotógrafo finlandês Finbarr Fallon na sua série de fotos mais recente, chamada “Dead Space”, que realizou entre 2015 e 2019 com lentes teleobjetivas.

 

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Os cemitérios de Hong Kong são peculiares pois, além da densidade urbana, a tradição chinesa do Feng Shui orienta que túmulos se localizem em encostas, com vista para as faixas litorâneas da cidade. Assim, o cemitério se desenvolve em curvas de nível, como se fossem grandes degraus.

Foto: Finbarr Fallon

O preço de cada sepultura em cemitérios particulares supera o preço de uma casa, se comparado por valor do metro quadrado. A pesquisa Global Living 2019, que aponta as cidades mais caras do mundo para morar, aponta que o preço médio de uma residência é de U$ 1,2 milhões (R$ 4,89 milhões). Ao mesmo tempo, um túmulo em um cemitério privado pode custar até U$ 382 mil (R$ 1,56 milhão).

Por isso, segundo o Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental de Hong Kong, mais de 90% dos mortos já são cremados na cidade. A construção de novos cemitérios é proibida na cidade, e os cemitérios públicos são obrigados a garantir que os restos mortais sejam exumados e cremados após seis anos para dar lugar aos recém-chegados.

Foto: Finbarr Fallon

“Contrapostas ao cenário de arranha-céus imponentes, as fotografias destacam a contestação espacial aparente em uma cidade onde os vivos e os que partiram são tão intimamente próximos”, relata o fotógrafo no seu Instagram.

Foto: Finbarr Fallon

Fallon é fotógrafo especializado em arquitetura e reconhecido mundialmente por ser trabalho. Em 2016, foi indicado ao prêmio organizado pelo The Royal Institute of British Architects (RIBA), um dos mais renomados da área.

Veja mais fotos dos cemitérios de Hong Kong:

Foto: Finbarr Fallon

Foto: Finbarr Fallon

Foto: Finbarr Fallon

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