Paris vai inaugurar jardim em homenagem a Marielle Franco

Terraço público junto à Gare de l'Est, uma das principais estações de trem da capital francesa, receberá o nome da política brasileira no próximo sábado (21)

Foto: Divulgação

por HAUS

19/09/2019

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A Prefeitura de Paris anunciou no último dia 16 de abril o local que receberá o nome da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada no dia 14 de março de 2018. Será um jardim público junto à Gare de l’Est, uma das principais estações de trem da capital francesa. O ato de criar um espaço em homenagem à política brasileira foi aprovado por unanimidade pelos vereadores de Paris em 1º de abril. A inauguração será no sábado (21) e contará com a presença da família de Marielle, a pedido da prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo.

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Foto: Bigstock

A rue d’Alsace (Rua da Alsácia, em tradução livre), que margeia o futuro jardim, é uma espécie de corredor, passagem de pedestres apressados. O comércio é típico de bairro, com uma livraria e algumas lojas, bares e restaurantes populares.

Numa loja de celulares, o balconista Sarder Ataur, do Bangladesh, há oito anos em Paris, desconhece quem seja Marielle Franco, mas apoia a iniciativa do espaço verde. “Vai ser bom para todos e também para os comerciantes”, opina para a rádio francesa RFI.

Os amigos portugueses Varela e Natalino estão ali por acaso, aguardando uma outra pessoa. Também não conhecem a vereadora brasileira, mas gostam da ideia de um jardim no local.

Imagem: Divulgação

Num dos bares da rua, Guillaume, vigia no bairro, também é a favor. “Conheço bem a região, há uns três anos isto aqui era um local de bêbados, é uma ótima ideia de se fazer um jardim”. Ele nunca tinha ouvido falar da vereadora carioca, mas ao ser informado de que Marielle era uma mulher, negra, gay e defensora dos direitos humanos, ele acha a proposta melhor ainda. “Gosto dessa homenagem, vai torná-la conhecida”, explica.

A estudante Julie, de 20 anos, almoçava um sanduíche em um vão da escadaria da rua da Alsácia junto com uma amiga. Ela se lembrava vagamente do caso da vereadora assassinada. “Aprovo o gesto, acho absurdo uma pessoa ser morta por causa do que ela pensa”, declarou.

Foto: Patricia Moribe/RFI

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