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Hong Kong, uma ilha de prosperidade e sucesso

Livre comércio, poucas barreiras, facilidade para empreender: eis os segredos dos hong-kongueses para encabeçar o ranking da Fundação Heritage de liberdade econômica

  • Jones Rossi
Imagem do Distrito Central de Hong Kong | ANTHONY WALLACE/AFP
Imagem do Distrito Central de Hong Kong ANTHONY WALLACE/AFP
 
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Com um território que ocupa 2.754 km², a mesma área do município de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, e 7,3 milhões de habitantes, um pouco mais que a população do Maranhão, Hong Kong é uma potência econômica. Tem um PIB de US$ 414 bilhões, o que proporciona aos seus cidadãos uma renda per capita de US$ 56 mil por ano, o equivalente a 180 mil reais. Para efeitos de comparação, a renda per capita brasileira não chega a R$ 15 mil por ano

O que foi capaz de transformar uma ilha do tamanho de um município baiano na primeira colocada do ranking de liberdade econômica da Fundação Heritage? E por que os países que estão nas primeiras colocações — Singapura, Nova Zelândia, Suíça e Austrália — são desenvolvidos? 

Um exemplo simples: para conseguir uma licença para abrir uma empresa em Hong Kong é preciso preencher um simples formulário, um processo que não toma mais do que poucas horas. Na maioria dos países desenvolvidos, não passa dos cinco dias. No Brasil, é uma via crúcis entre diferentes departamentos e dezenas de formulários que leva em média 117 dias. 

Esse é um dos motivos pelos quais a Fundação Heritage colocou Hong Kong no primeiro lugar de seu ranking. 

“Centro financeiro e empresarial excepcionalmente competitivo, Hong Kong continua sendo uma das economias mais adaptáveis do mundo. Um sistema legal de alta qualidade fornece proteção efetiva aos direitos de propriedade e apoia o Estado de Direito. Existe pouca tolerância com a corrupção, e um alto grau de transparência aumenta a integridade do governo. Eficiência regulatória e abertura ao comércio global dão sustento a um dinâmico clima de empreendedorismo”, afirma o relatório da Heritage

Um mergulho mais aprofundado em cada um dos aspectos analisados pela Fundação mostra a excelência da ilha. A propriedade privada é protegida por leis regidas por um judiciário independente. Os índices de corrupção são baixos. 

O sistema tarifário é simples e eficiente, e fica na faixa dos 15%. O país ganhou nota 100 em Saúde Fiscal: pudera, a dívida pública equivale a 0,1% do PIB — a do Brasil é de 76% do PIB e a da Itália é de 132%. 

A nota 89,4 em liberdade trabalhista se reflete no baixo índice de desemprego do país, abaixo dos 4%. Os preços também não sofrem controle, a não ser alguns subsídios e regulações para aluguéis, tarifas elétricas e de transporte público. 

O país não cobra taxas de importação e exportação. Investidores estrangeiros podem ficar com 100% da propriedade da empresa. 

Resta saber até quando este oásis vai durar. Depois de um século de domínio inglês, Hong Kong foi devolvida à China em 1997, sob a política que ficou conhecida como “um país, dois sistemas”. A China se comprometeu a não impor o socialismo e manter a autonomia de Hong Kong por 50 anos. Enquanto Hong Kong é um sucesso, a China é a 110ª colocada no ranking.

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