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Opinião

O que os progressistas esquecem: antes do Estado de bem-estar social, cuidávamos uns dos outros

  • PorBen Shapiro
  • The Daily Signal
  • 28/03/2019 17:51
Atividades caritativas são acompanhadas de algo que o redistributivismo governamental não pode alcançar: um sentimento de pertença social e de participação em um tecido social (Foto: Pixabay)
Atividades caritativas são acompanhadas de algo que o redistributivismo governamental não pode alcançar: um sentimento de pertença social e de participação em um tecido social (Foto: Pixabay)| Foto:

No fim de semana de 9 e 10 de março, o novo rosto democrata e a queridinha socialista Alexandria Ocasio-Cortez discursou na conferência South by Southwest. Enquanto se sentava em meio à enorme benesse oferecida pelo capitalismo – equipamentos eletrônicos de primeira linha, um enorme público pagante – Ocasio-Cortez arremeteu contra o capitalismo.

Ela chamou de "irredimível" o sistema que tirou 80% do mundo da extrema pobreza desde 1980. Ela protestou contra a injustiça que é as pessoas terem que trabalhar em vez de ficarem escrevendo poesia – como se os países socialistas fossem famosos por garantir que as pessoas trabalhassem apenas com empregos que considerem espiritualmente gratificantes.

Finalmente, ela estabeleceu sua linha de ataque mais contundente: os Estados Unidos assim como estão são "lixo", porque, no país, "se você não tem um emprego, você é deixado para morrer".

Leia mais: Quem tem medo de Ben Shapiro?

Essa é uma crítica estranha considerando a longa história de mortes associadas ao socialismo – cerca de 45 milhões de mortes sob o governo de Mao, algo entre 30 e 40 milhões sob Stálin e cerca de 2 milhões sob Pol Pot, para começar.

Mas é uma crítica ainda mais estranha, considerando que a expectativa de vida aumentou radicalmente durante o capitalismo: em 1850, a expectativa média de vida na Europa era de 36,3 anos, enquanto hoje a expectativa média de vida na Europa é de aproximadamente 80 anos.

Leia mais: Por que as pessoas continuam se iludindo com o socialismo apesar das evidências

Além disso, os Estados Unidos atualmente possuem pleno emprego efetivo. Nossos pobres correm perigo de morrer de obesidade, não de fome.

E nós gastamos, em nível estadual e federal, pelo menos 1,1 trilhão de dólares por ano em programas assistenciais de bem-estar social. Isso equivale, segundo dados do censo, a quase 9 mil dólares anuais por domicílio nos Estados Unidos, ou quase 28 mil dólares para cada pessoa que vive em situação de pobreza nos Estados Unidos.

Leia mais: As promessas vazias do socialismo

Mas vamos levar o argumento de Ocasio-Cortez à extremidade lógica. Presumivelmente, ela é a favor desses caros programas governamentais e acha que, na ausência deles, os pobres seriam deixados para morrer nos Estados Unidos. Será que isso verdade?

Absolutamente não.

Ocasio-Cortez comete o mesmo erro que muitos da esquerda cometem: ela confunde a redistribuição de renda estatal com o próprio tecido social. Em sua opinião, não há tecido social sem a presença do governo.

Leia mais: Taxas de pobreza extrema despencam sob o capitalismo

Além disso, o tecido social não-governamental seria uma ameaça à igualdade – como disse o senador Bernie Sanders, em 1981: "Não acredito em instituições de caridade". O New York Times relatou que Sanders questionou os "conceitos fundamentais em que as instituições de caridade se baseiam”, já que o governo era a única entidade apta a ajudar os pobres.

Isso é pura bobagem.

Antes do surgimento do Estado de bem-estar social massivo, os norte-americanos doavam enormes quantias para a caridade. Em 1926, congregações religiosas gastaram mais de 150 milhões de dólares em projetos que iam além da manutenção e conservação das igrejas, com governos estaduais gastando apenas 23 milhões e governos locais gastando 37 milhões, segundo os economistas Jonathan Gruber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e Daniel Hungerman, da Universidade de Notre Dame.

Leia mais: As pessoas são menos egoístas no capitalismo

Os norte-americanos sempre deram enormes quantias à caridade. E essas atividades caritativas são acompanhadas de algo que o redistributivismo governamental não pode alcançar: um sentimento de pertença social e de participação em um tecido social.

Mercados mais livres geram prosperidade. E o governo não é o tecido social. O reconhecimento desses dois fatos simples explica o que fez os Estados Unidos prosperarem – e pode nos ajudar a prosperar novamente, apesar daqueles que preferem derrubar os mercados e o tecido social e substituí-los pela mão pesada de um governo centralizador.

Tradução de Giovani Domiciano Formenton.

©2019 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.

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Comentários [ 3 ]

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  • A

    ARIEL TEIXEIRA

    ± 109 dias

    Isso é um fato: as pessoas não morriam de fome antes do estado de bem estar social. Havia, e muita, caridade. A caridade governamental desestimula a privada. Essa é bem maior nos EUA que na Europa, por exemplo.

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    • D

      Danilo G.

      ± 109 dias

      Texto alienígena, totalmente descolado da nossa realidade. Aliás, reduzir tudo a uma dis**** entre esquerda x direita, socialismo x capitalismo é um simplismo tacanho. A sociedade é muito mais complexa e diversa, não se reduz a esta bipolaridade. Só alimenta o Fla x Flu ideológico, que pode ser interessante no futebol, mas péssimo para a sociedade.

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      • A

        André

        ± 109 dias

        A Gazeta deveria, sempre que puder, traduzir os textos de Ben Shapiro.

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