i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Netflix

Série mostra a incômoda proximidade do pedófilo Jeffrey Epstein com políticos e celebridades

  • PorGabriel de Arruda Castro, especial para a Gazeta do Povo
  • 29/09/2020 16:51
maxwell Epstein
A procuradora interina dos EUA no Distrito Sul de Nova York, Audrey Strauss, anuncia acusações contra Ghislaine Maxwell.| Foto: Johannes EISELE/AFP

Uma série documental recém-lançada pela Netflix investiga a atuação de um pedófilo que circulava entre os ricos e poderosos nos Estados Unidos: Jeffrey Epstein, o magnata que abusou sexualmente de dezenas de garotas – a maior parte, menores de idade – e que foi encontrado morto na prisão no ano passado.

Embora não preencha todas as lacunas, a série traz um excelente trabalho jornalístico, com depoimentos detalhados das vítimas, de testemunhas e de investigadores. 'Epstein: Poder e Perversão' ajuda a entender por que o abusador agiu de forma impune por pelo menos duas décadas.

A série mostra que Epstein, um aluno relapso que não conseguiu terminar a faculdade, tornou-se hábil em ganhar dinheiro por seu talento com números – e a capacidade de manipulação que lhe seria útil também em sua perversão sexual.

A maldade de Epstein emerge, sem retoques, nos quatro episódios da série, cada um com aproximadamente uma hora de duração. Com fotografia bem elaborada e edição de alto nível, a série da diretora Lisa Ryant tem também o mérito abordar um assunto incômodo no mundo das celebridades.

O seriado dá espaço à história de vida das vítimas. A maior parte delas, adolescentes vindas de famílias desestruturadas ou que haviam passado por algum trauma que as deixou emocionalmente vulneráveis a um predador como Epstein. Justamente por isso, a conduta do pedófilo é ainda mais condenável. Com dinheiro de sobra, mansões e acesso a um mundo de luxo, ele abusou de seu poder e prestígio para atrair garotas emocionalmente fragilizadas.

O seriado não se furta a mostrar que, na lista de amigos de Epstein, estavam figuras como Donald Trump, o diretor Woody Allen e o ator Kevin Spacey. Mas uma figura, em especial, chama atenção pela proximidade com o pedófilo: Bill Clinton, que esteve 26 vezes no jato particular em que Epstein levava as garotas – e as oferecia a seus amigos – para viagens internacionais. Infelizmente, o seriado não vai a fundo na investigação da conduta de Clinton, que nega ter mantido qualquer relação sexual imprópria.

A série, por outro lado, gasta bastante tempo descrevendo o processo judicial, na Flórida, em 2007, que terminou em um acordo amplamente favorável a Epstein e, na prática, permitiu que ele continuasse fazendo novas vítimas.

Neste caso, o vilão é Alex Acosta, que era o principal promotor no estado da Flórida e depois se tornaria Secretário de Trabalho (uma espécie de ministro) do governo Donald Trump.

De forma geral, a abordagem de 'Epstein: Poder e Perversão' é equilibrada. No episódio final, por exemplo, ao tratar da controversa morte de Epstein na prisão, o documentário mostra que, embora haja indícios de que ele cometeu mesmo suicídio, como diz a versão oficial, alguns médicos contestam essa versão.

A principal pergunta que emerge dos quatro episódios é: como Epstein conseguiu praticar seus crimes sem ser incomodado por tanto tempo? A série não responde a pergunta de forma taxativa, mas dá pistas. Uma delas: chantagem pura e simples. A mansão de Epstein em Nova York tinha câmeras escondidas em todos os cômodos, inclusive nos banheiros.

A lição principal do documentário é a de que, quando um abusador em série tem acesso a dinheiro, poder e a cumplicidade dos poderosos de um lado e, de outro, garotas emocionalmente imaturas, o resultado é o pior possível.

Epstein está morto, mas sua esposa, a igualmente perversa Ghislaine Maxwell, foi presa em julho deste ano, depois de um ano foragida. Se ela abrir seu arquivo, a Netflix terá material para muitos outros seriados.

3 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 3 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

  • A

    Afonso Celso Frega Beraldi

    ± 19 horas

    Tem gente da esquerda (Psol e agregados que estão aí para desagregar a família e o Brasil) e do STF que acha que pedofilia é doença e não crime...para eles Epstein deve ser heroi....

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • G

      Gustavo

      ± 21 horas

      A mesma Netflix que lança "Lindinhas" faz essa série sobre pedofilismo!!!!

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

      • C

        Carlos Andrade

        ± 1 dias

        É a velha história da "imparcialidade". Se a situação fosse inversa Clinton sequer seria mencionado e Trump estaria na mídia dia e noite por conta dessas viagens no pedoavião para a pedoilha.

        Denunciar abuso

        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

        Qual é o problema nesse comentário?

        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

        Confira os Termos de Uso

        Fim dos comentários.