i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Saúde Pública

Casarão centenário abriga a primeira maternidade do Paraná

Construído na década de 1920, o prédio central da Maternidade Victor Ferreira do Amaral possui dois andares e foi projetado em arquitetura eclética térrea com linhas coloniais

  • PorSharon Abdalla
  • 04/04/2015 16:00
 | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O prédio baixo de cores claras que abriga a Maternidade Victor Ferreira do Amaral se destaca entre os vizinhos modernos que não param de chegar à região do Água Verde. Construída na década de 1920, a edificação se transformou em um patrimônio da história arquitetônica e da saúde pública do estado ao abrigar a mais antiga maternidade do Paraná. Não à toa, o prédio integra a relação de Unidades de Interesse de Preservação (UIPs) da prefeitura de Curitiba.

Quem foi Victor Ferreira do Amaral?

Uma das figuras mais ilustres da história de Curitiba, Victor Ferreira do Amaral e Silva era médico, educador e político. Nascido em 1862, na Lapa, aos 9 anos veio para a capital junto do avô José Ferreira Bueno. Aos 12 anos viajou sozinho ao Rio de Janeiro. Na corte, recebeu o diploma da formação em Humanidades e o de Doutor em Medicina, com especialização em ginecologia e obstetrícia. Acreditando que todos deveriam ter direitos iguais, principalmente na saúde e na educação, voltou a Curitiba, onde abriu uma clínica, trabalhou na Santa Casa e lutou pelo projeto da Universidade do Paraná ao lado de Nilo Cairo. Entre outras atividades, foi deputado estadual, redator-chefe e um dos fundadores do Diário do Paraná e da Gazeta Médica e o primeiro reitor da UFPR. Morreu aos 90 anos “de tanto viver”, como atestou o médico, amigo da família.

O hospital, no entanto, nem sempre teve endereço à Avenida Iguaçu, 1.953. A Maternidade do Paraná, como antes era chamada, nasceu em 1913 para o “ensino de obstetrícia e cumprimento da função social” da então Universidade do Paraná – hoje Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua primeira sede estava localizada na Rua Comendador Araújo, no prédio que atualmente abriga o Shopping Omar.

Novo lar

A mudança para o prédio atual ocorreu em 1930, quando a maternidade ganhou novas instalações e foi rebatizada em homenagem ao professor e chefe do curso de obstetrícia da UFPR, Victor Ferreira do Amaral.

350

é o número aproximado de novos curitibanos que nascem todos os meses nas instalações da Maternidade Victor Ferreira do Amaral, a primeira do Paraná. Hoje, o hospital é voltado à assistência humanizada ao parto, atendendo principalmente adolescentes e gestantes de médio e baixo risco que são atendidas pelo programa municipal Mãe Curitibana.

“Em 1925, uma senhora chamada Adalgisa Bittencourt doou o terreno. Lili Santerre, por sua vez, fez campanha para a arrecadação de recursos e materiais para a construção da maternidade. No Natal daquele ano foi lançada a pedra fundamental”, conta Marcos Takimura, chefe da divisão médica da Maternidade Victor Ferreira do Amaral. Há época, o atendimento era direcionado para pacientes dos sistemas público e privado.

Com cerca de 1,5 mil m², o prédio central da maternidade foi construído em arquitetura eclética térrea com linhas coloniais. O eixo central da edificação, marcado pela presença de dois pavimentos, destaca-se na fachada, assim como as janelas em madeira e suas molduras de alvenaria.

Tempo de mudanças

Com a inauguração do Hospital de Clínicas (HC), em 1961, a maternidade passou a funcionar sob a responsabilidade da Fundação Caetano Munhoz da Rocha, ligada à Secretaria Estadual de Saúde. Passados 33 anos, o hospital voltou ao comando do governo federal e foi fechado para reforma. “A maternidade só foi reaberta em 2001 e segue funcionando até hoje sob a gestão do Ministério da Educação”, lembra Takimura.

Em 2015, a maternidade voltou a compor as unidades funcionais do complexo do HC, resgatando suas raízes com a UFPR. Suas instalações são campo de ensino de obstetrícia de baixo e médio risco para estudantes de graduação, pós-graduação e formação continuada na área da saúde.

Voltada à assistência humanizada ao parto, a Maternidade Victor Ferreira do Amaral é referência no atendimento de gestantes adolescentes e de grávidas de médio e baixo risco pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente pelo programa Mãe Curitibana. Também foi o primeiro hospital da capital a receber uma banheira para parto na água. Todos os meses, cerca de 350 novos curitibanos nascem em suas instalações.

Fontes: Silvia Bueno, IPPUC, e Maria Matilde Zraik Baracat, bioquímica e diretora administrativa da Maternidade Victor Ferreira do Amaral.
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.