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Patrimônio

Casarão preserva a história artística do Paraná

Prédio que abriga o Museu Alfredo Andersen foi cenário do desenvolvimento das artes plásticas no estado

  • Sharon Abdalla
 | Priscila Forone/Arquivo Gazeta do Povo
Priscila Forone/Arquivo Gazeta do Povo
 
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Com mais de cem anos, o casarão que abriga uma das instalações do complexo do Museu Alfredo Andersen é considerado um dos berços das artes do Paraná. Construído no final do século 19, o prédio serviu de residência e atelier-escola de Alfred Emil Andersen, um dos pais da pintura paranaense, e desde 1979 abriga o museu que homenageia o artista.

“Como veio da Europa, mais especificamente da Noruega, Andersen tinha formação e experiência que o colocavam muito além do que se produzia no campo artístico do estado. Ele ainda foi pioneiro em desenvolver um método para o ensino das artes”, explica Márcia Cristiane Kusmann, pesquisadora do Museu Alfredo Andersen.

A importância do artista para a história do Paraná é tamanha que fez com que a construção onde ele passou seus últimos anos de vida fosse tombada pelo estado, constando na lista dos prédios considerados como Unidade de Interesse de Preservação (UIP) da prefeitura.

Uma casa germânica

Antes de servir de moradia para a família Andersen, a edificação abrigou diferentes instituições. O único registro existente, entretanto, refere-se ao funcionamento de uma sociedade recreativa alemã, na qual eram realizados bailes e encontros.

Os traços germânicos também estão presentes na arquitetura eclética do imóvel, que tem características do estilo neoclássico desenvolvido pelos imigrantes alemães que se fixaram em Curitiba.

Construído em alvenaria de tijolos, o prédio tem dois andares e fachada simétrica, na qual se destaca a pequena varanda de peitoril metálico. As janelas receberam molduras e adornos arredondados confeccionados em massa, que também estão presentes na platibanda da fachada – faixa vertical que esconde as quatro caídas do telhado.

Casa de artes

O início da fase artística do casarão se deu com a mudança de Andersen para o imóvel, em 1915. Com a morte do pintor, vinte anos mais tarde, seu filho Thorstein Andersen deu continuidade as funções que o pai havia estabelecido para o local e ampliou a edificação para torná-la mais adequada às suas necessidades.

Para preservar a obra de Andersen, um grupo de admiradores e pessoas que conviveram com o artista instituiu, em 1940, a “sociedade de amigos”, pedindo que a residência onde o artista viveu e trabalhou fosse transformada em um museu.

“A ideia era preservar a história, conseguir passar para as próximas gerações a importância do trabalho de Andersen como professor e retratista das personalidades e da evolução do próprio estado”, explica Márcia.

A iniciativa tomou fôlego com a formalização, sete anos mais tarde, da proposta de desapropriação do imóvel apresentada pelo então deputado estadual Rivadávia Vargas. Em 1959, o desejo da “sociedade” foi concretizado com a abertura da Casa de Alfredo Andersen –Escola e Museu de Arte, que vinte anos mais tarde passou a receber a denominação de Museu Alfredo Andersen. Além da sede principal, outras duas construções mais recentes integram o complexo do museu.

Confira imagens do espaço interno do museu

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