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Série Vizinhos do verde

Essencialmente residencial

Entorno do Jardim Botânico tem casas antigas de médio padrão e apartamentos em construção

  • Daliane Nogueira
Jardim Botânico: o metro quadrado de imóveis novos na região varia de R$ 1.900 a R$ 2.100 |
Jardim Botânico: o metro quadrado de imóveis novos na região varia de R$ 1.900 a R$ 2.100
 
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Essencialmente residencial

Cartão postal de visita obrigatória para os turistas que passam por Curitiba, o Jardim Botânico tem em seu entorno grande número de residências antigas de médio padrão e algumas áreas com instalações de órgãos públicos, como um campus da Universidade Federal do Paraná. “A região era povoada an­­­­tes da implantação do parque (inaugurado em 1991), mas a estrutura e a valorização do bairro, que seguiu o nome do parque, melhorou bastante”, opina o proprietário da imobiliária Reis, Manoel Reis. Ele atua e mora na região desde 1971 e conta que o bairro começou a se formar com a ocupação por funcionários da rede ferroviária, que até hoje passa por ali. “Pessoas que trabalhavam no moinho Anaconda (que fica na Rua Engenheiro Leão Sounis) também passaram a morar no bairro. Muitos imóveis são de herdeiros desses primeiros moradores”, diz Reis.

A maioria dos terrenos do bairro é ZR-1 e admite construções de até dois pavimentos. Essa característica determina o perfil dos imóveis à venda no entorno do Jardim Botânico. A reportagem da Gazeta do Povo localizou cinco casas, um apartamento e um terreno à venda, além de uma sala comercial para locação.

A Rua Hildebrando de Araújo é a que concentra o maior número de residências à venda. A via é sem saída e termina no cruzamento com a Rua Engenheiro Ostoja Roguski, de frente para o parque. A imobiliária Reis anuncia um imóvel no número 235 da rua. A casa tem 340 metros quadrados, 30 anos de construção e é vendida por R$ 510 mil.

No número 1.035, a Paraná Brokers vende uma casa com 390 metros quadrados e quatro dormitórios por R$ 980 mil. O imóvel tem 828 metros quadrados de área total. Outra opção na via é vendida pela Imobiliária X. O imóvel fica na esquina com a travessa Terézio Porto, tem 900 metros quadrados de área total e custa R$ 950 mil.

A duas últimas opções de casas no entorno do parque são anunciadas pela imobiliária Thá. Uma fica na Avenida Prefeito Omar Sab­­­­­­­­bag, a 150 metros do Jardim Botânico. O imóvel tem 220 me­­­­­tros quadrados e custa R$ 450 mil. A outra residência fica na Travessa Leocádio Pereira da Costa, uma quadra antes do parque. A área de 400 metros quadrados é negociada por R$ 600 mil.

Valorização

Uma das faces do Jardim Botânico fica na Avenida Presidente Affon­­­­so Camargo. Nessa região o perfil imobiliário muda, há imóveis comerciais e alguns prédios residenciais em construção ou entregues recentemente.

O apartamento localizado pa­­­ra venda no entorno do parque fica na avenida, próximo ao acesso à Avenida São José. O imóvel, negociado pela Joli Imóveis, tem 3 dormitórios, 128 metros quadrados, duas vagas de garagem e custa R$ 139 mil.

No número 2.599, está localizado um terreno ZR-4, de 432 metros quadrados, anunciado pela Mar­tins Cardoso Corretor de Imóveis por R$ 350 mil. O único imóvel disponível para locação fica no número 2.703 da via e é administrado pela Apolar Imóveis que pe­­de R$ 950 mensais pelos 106 me­­tros quadrados.

Entre os imóveis em construção na região um dos maiores é o Residencial Botânica, lançado pela Abyara em 2008 e em construção pela JL. O imóvel terá cinco torres com 28 pavimentos cada. Outro imóvel em construção é o Bellagio Residencial, da 3B&A incorporadora, na Rua João Batista Ribeiro.

O franqueado da Apolar Imó­­­veis no Cajuru, Renato Moro, atua na região e explica que o preço do metro quadrado de imóveis novos nos bairros Jardim Botâ­nico e Cristo Rei varia de R$ 1.900 a R$ 2.100. “A presença do parque ajuda nessa valorização. Em muitos imóveis no Cristo Rei, o fato de se ter vista para o Jardim Botâ­nico é um argumento de venda”, afirma.

Na avaliação do corretor, os imóveis usados admitem preços entre R$ 1.650 e R$ 1.800 o metro quadrado. Para Manoel Reis, a valorização poderia ser maior se houvesse mais empenho em resolver a questão da criminalidade. “Não dá para negar que o bairro fica bem próximo da Vila das Torres, um local que concentra conflitos entre traficantes e outros problemas. O parque é um motivo de procura pelo bairro, mas é preciso resolver essa questão de segurança”, opina.

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