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Série Vizinhos do verde

Parque Barigui: imóveis valorizados

A área verde mais frequentada de Curitiba, criada no início da década de 1970 com o objetivo de conter as enchentes na região, hoje tem influência direta no preço dos imóveis próximos

  • Fabiane Ziolla Menezes
A valorização dos terrenos do Bigorrilho, um dos bairros que circundam o Barigui, foi de 97,2% entre abril de 2009 e abril de 2010, segundo dados do Secovi-PR |
A valorização dos terrenos do Bigorrilho, um dos bairros que circundam o Barigui, foi de 97,2% entre abril de 2009 e abril de 2010, segundo dados do Secovi-PR
 
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Parque Barigui: imóveis valorizados

Um dos parques mais antigos e o mais frequentado de Curitiba, o Barigui foi criado em 1972 com o objetivo de ser uma grande área de preservação e contenção das enchentes do Rio Barigui na região, que hoje comporta partes dos bairros Bigorrilho, Mercês, Santo Inácio e Cascatinha. “Na época, diante do Plano de Pre­­­ser­­­­vação de Fundos de Vale, constatamos que a maioria das nossas grandes bacias estavam preservadas. Curitiba optou por um caminho bem diferente do que ocorria em outras cidades do Brasil e do mundo”, conta o coordenador do departamento de Parques e Praças da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sérgio Galante Tocchio. Com a implantação do parque, os imóveis ao redor se valorizaram. O entorno do Barigui é formado por terrenos ZR-1, com permissão de casas de, no máximo, dois andares e sempre residenciais. O perfil de casas hoje é diversificado, do médio ao alto padrão, e vários terrenos vagos, mas poucos à venda. Na visita da reportagem nas ruas próximas do Parque Barigui foram encontradas três casas e seis terrenos à venda – nenhuma placa de locação.As residências ofertadas vão de R$ 2.847 a mais de R$ 5 mil o metro quadrado, dependendo da área, da idade e outras características de construção. A imobiliária Thá vende duas delas. A primeira possui dez anos de construção, fica na esquina das ruas Dr. Antônio Alves Souza e Fausto Fressato, possui 298,54 metros quadrados, quatro quartos e custa R$ 850 mil. A segunda está localizada na Rua Ernesto Casa­­­grande. Com apenas um ano de construção, possui 866,29 metros quadrados de área (incluindo piscina e quintal amplo) e quatro suítes. O preço pedido é R$ 3,690 milhões. Segundo o diretor da imobiliária Thá, José Renato Pallu, “o parque é um referencial imutável para os imóveis próximos, o que, junto com a escassez de oferta, ajuda e muito a valorizá-los. A área verde na cidade tem a mesma importância de estar de frente para o mar em um imóvel no litoral.”

Na Rua Padre Olímpio, uma casa, com 550 metros quadrados, está sendo comercializada pela Senzala Imóveis. Possui três quartos, garagem para cinco carros, em um terreno de 670 metros quadrados por R$ 1,6 milhão.

Terrenos

No entorno do Parque Barigui há vários terrenos ainda vagos, seis à venda encontrados pela reportagem, com preços entre R$ 345 e R$ 800 o metro quadrado. Todos são muito próximos ao parque. O mais caro fica na Aluizio Fran­­ça, de frente, e está com uma placa da imobiliária Thá. É uma área de 739 metros quadrados, com preço de R$ 618 mil.

Na Rua Dr. Ney Leprevost, fundos do parque, há dois terrenos disponíveis e um deles pertence ao autônomo Sezinando Castro Lopes, que mora no local desde os 12 anos de idade. Hoje, com 57 anos, ele está vendendo o terreno onde está a sua casa e a do seu pai. “Vou usar o dinheiro da venda do terreno para começar um novo negócio. Se não fosse por isso não sairia daqui. Adoro o ar puro deste lugar”. O pai, Bene­­­­dito Castro Lopes, tem uma história longa com a região. Antes mesmo da implantação do parque ele já morava ali com a família. “Viemos para cá em uma época que não tinha nada, nem luz”, recorda o aposentado de 83 anos, que foi funcionário da empreiteira da Prefeitura de Curitiba e ajudou a construir o Barigui. O terreno onde estão as duas casas possui 780 metros quadrados de área e está sendo vendido por R$ 500 mil.

Ao lado da família Castro Lopes, há duas áreas à venda pela imo­­biliá­ria Razão. São áreas de 607,50 me­­tros quadrados. O de frente pa­ra a Rua Dr. Ney Leprevost custa R$ 250 mil e o terrenos dos fundos, com fachada para a Emilio Mercuri, R$ 210 mil. “Os terrenos perto do parque custam um pouco mais caros, com preço médio de R$ 550 o metro quadrado”, diz um dos proprietários da Razão, Nelson Pietniczka.

Para o vice-presidente de Lan­çamentos e Comercialização Imo­­biliária do Secovi-PR, Carlos Paulino, “ter um local tranquilo para fazer caminhadas e cuidar da saúde perto de casa tem influenciado muito na compra de um imóvel.”

Outros dois terrenos próximos do par­­­que são comercializados direto com os proprietários. Um fica na Rua Padre Olímpio, tem área de 1.250 metros quadrados e custa R$ 550 mil. O outro está localizado na es­­­­­­­­quina das ruas Pedro e José Noga­­­rolli. Possui 667 metros quadrados, com uma casa de ma­­deira antiga ainda em pé.

*Próximo domingo passeio público

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