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Influência alemã

Thalia, um exemplar da arquitetura eclética

Com 133 anos, sede do clube na Comendador Araújo tem traços da arquitetura eclética com traços barrocos

  • Sharon Abdalla
Prédio foi construído com base na arquitetura eclética e tem elementos na fachada que flertam com traços barrocos do século 17 e 18, mas não na sua essência. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Prédio foi construído com base na arquitetura eclética e tem elementos na fachada que flertam com traços barrocos do século 17 e 18, mas não na sua essência. Hugo Harada/Gazeta do Povo
 
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Um patrimônio da cultura alemã em Curitiba. Esta é a Sociedade Thalia. Fundado no século 19, o clube é um símbolo da preservação e divulgação da memória dos imigrantes germânicos. Sua sede social, localizada na Rua Comendador Araújo, pode até passar despercebida pelos mais desavisados, mas basta um olhar mais atento para perceber que o prédio preserva uma parte da história da cidade.

O início das atividades da sociedade, em 1882, foi resultado do desejo de 19 famílias vindas da Alemanha de se reunirem com os seus conterrâneos para matar a saudade da terra natal. Os primeiros encontros eram realizados no antigo Teatro Hauer, na Rua Mateus Leme. Depois, passaram pela Praça Tiradentes e a Rua XV de Novembro, sempre em endereços alugados.

“As famílias que se estabeleceram em Curitiba eram mais intelectualizadas, por isso o objetivo da sociedade estava mais voltado à cultura. Como a cidade não contava com iluminação pública, os encontros eram realizados aos sábados de lua cheia, para que as famílias pudessem retornar às suas casas”, conta o presidente do Thalia, Vilmar Anildo Schultz.

A mudança para o prédio próprio, que abriga a sede social do Thalia, ocorreu em meados da década de 1940. O terreno foi adquirido pelo clube em 1938 e o prédio, construído pelos Irmãos Thá, inaugurado quatro anos depois.

Na época, a novidade movimentou Curitiba e o clube passou a receber eventos memoráveis, como os bailes dos Estados e das Nações, além do Carnaval Bossa Nova. “Naquele tempo, as pessoas esperavam o Carnaval com ansiedade. Eram dias de festa que terminavam no chafariz da Praça Osório”, lembra Schultz. Quando a prefeitura proibiu o encerramento da festa nas águas da praça, o banho se transformou no “Banho de Cinzas”, na piscina do clube.

Com traços ecléticos, o prédio tem nos vitrais um dos destaques de sua fachada, simbolizando o prenúncio dos tempos modernos.

Expansão

Para responder a demanda e ampliar a oferta de lazer para seus associados, o Thalia iniciou seu processo de expansão primeiramente para o campo, em 1967, com a fundação da Sede Fazenda, no município de Balsa Nova.

Cinco anos depois, nascia a Sede Praia, com uma área de 2 mil m² construídos na Ponta de Caieiras, em Guaratuba. Em 1988, foi lançada a pedra fundamental da Sede Olímpica, quarto espaço do clube localizada no Tarumã. Com 5 mil m² construídos e 105 mil m² de terreno, o espaço deverá receber ainda neste ano as obras do novo ginásio de esportes.

Hoje, o Thalia reúne 11 mil associados – entre sócios e dependentes – e tem suas atividades baseadas no tripé cultura, recreação e esporte. Segundo o presidente, uma das maiores dificuldades do clube tem sido investir na preservação do prédio, que depende da liberação do município para a venda do potencial construtivo do empreendimento. “Estamos há quatro anos buscando a liberação para a comercialização de cerca de 6 mil m² de potencial. Mesmo provando que estes recursos seriam direcionados para manter a construção, ainda não tivemos a liberação”, pontua.

Veja mais fotos da sede social do Thalia

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