Projeto do Joshua Costa com 4 mil garrafas no subsolo de uma residência em São Paulo | Divulgação
Projeto do Joshua Costa com 4 mil garrafas no subsolo de uma residência em São Paulo| Foto: Divulgação

Nos moldes tradicionais, sem climatização e menos custos

Para quem busca uma adega no estilo mais tradicional possível, a melhor opção, na opinião da designer Gisele Büsmayer, é pensar no espaço durante a construção da residência. Foi o que ela fez em sua casa há três anos, em parceria com duas arquitetas que trabalham no mesmo escritório – Cristiane Maciel e Sony Luczyszyn.

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Dicas

Para ter uma adega em casa é importante estar atento a alguns detalhes. Confira:

> Quem adquire uma adega também deve saber organizá-la. Os vinhos mais novos e claros devem ficar abaixo dos demais.

> É importante sempre fazer a manutenção e identificação dos produtos.

> Na limpeza, não devem ser usados produtos de odor forte, pois podem alterar o sabor do vinho. Água e sabão são suficientes.

> Se a opção for adquirir uma adega climatizada, não esqueça de orçar o custo com energia elétrica. As adegas do tipo pequena, com capacidade para 24 a 150 garrafas, adicionam cerca R$ 30 por mês na conta de luz. Já as médias, para 150 a 500 garrafas, têm um gasto de cerca de R$ 80. As grandes, até 3 mil garrafas, têm um custo médio de R$ 120 mensais.

  • Transformação de escritório em adega, no projeto de Priscila Müller
  • Projeção de adega comunitária que será construída no Rio de Janeiro. Cada porta tem capacidade para 60 garrafas
  • Gisele Büsmayer e seu marido planejaram a adega antes de construir a casa

Um canto de sala, o espaço ocioso embaixo da escada, o quarto da empregada, a sala de jantar, o escritório ou mesmo o subsolo. Todos esses são exemplos de áreas que podem ser utilizadas para a instalação de uma adega em casa, tendência que marca cada vez mais presença nos projetos arquitetônicos. Climatizada ou não, o mais importante é compor o ambiente de acordo com o gosto e bolso de cada um.

O grau de intensidade do desejo de adquirir uma adega é um dos primeiros itens a ser levado em consideração, ressalta a arquiteta Priscilla Müller. "Muitas pessoas gostam de vinho, querem armazenar a bebida em casa, mas não têm a intenção de guardar três mil garrafas", exemplifica. Priscila comenta que a presença da adega nos projetos de arquitetura tem aumentado nos últimos anos. "A maioria das pessoas pensa em um lugar específico para armazenar a bebida. Alguns são jovens que gostam de receber, de promover festas. A adega se tornou mesmo um item de beleza no projeto", diz.

Existem vários tipos de adega. As mais tradicionais são construídas no subsolo, para aproveitar a temperatura natural do ambiente. Outra opção mais correta para quem não tem a possibilidade nem espaço disponível para escavações, são as adegas climatizadas, ou caves de vinho, espécie de geladeiras ou armários que podem ser embutidos no projeto de decoração, desde pequeno a grande porte. O custo de cada adega do tipo cave fica entre R$ 500 e R$ 10 mil.

Pensar na integridade do vinho deve ser a preocupação no momento de projetar o espaço, considera a arquiteta Milena Schulmeister. "Os principais cuidados são com o calor, umidade, luminosidade e o correto posicionamento das garrafas, que devem ficar deitadas ou de cabeça para baixo", aconselha. Já Priscila destaca que muitas pessoas querem apenas um espaço para a bebida. "É possível fazer uma adega sem climatização, mesmo que não seja a maneira mais adequada para armanezar o produto."

As caves de vinho são ideais para onde não há amplo espaço disponível. "Quando a área comporta, o interessante é criar um ambiente refrigerado com potência para todo o espaço", diz Milena.

A arquiteta tem se especializado em criar projetos em apartamentos que não dispõem de área para a execução de adegas climatizadas. "Para reduzir custos a adega deve ser prevista já no projeto arquitetônico, o que evita futuras adaptações e reformas. As adegas tipo geladeira/armário são mais práticas e econômicas", aponta Milena.

Para Joshua Costa, proprietário e designer da Joshua Adegas Climatizadas com sede no Rio de Janeiro, é preciso ter cuidado com caves de vinho oferecidas a preços módicos. Segundo ele, com um investimento a partir de R$ 3 mil é possível adquirir adegas de qualidade e feitas de maneira personalizada. Costa trabalha há 12 anos com a criação de adegas artesanais feitas em madeira.

Se a ideia é usar uma área maior da casa ou do apartamento, vale a pena pensar no espaço que se tem disponível. A arquiteta Priscila criou um projeto em que a adega climatizada tornou-se o centro da residência. Com capacidade para cerca de três mil garrafas, no lugar do escritório ou de uma possível ampliação da sala de estar foi adaptada a adega. "Nesse caso, o dono da residência é um amante de vinho, enólogo, e mudou de casa para ter aonde armazenar as bebidas", comenta.

Comunitárias

Um conceito que começa a ganhar mais adeptos no mercado brasileiro é a construção de adegas comunitárias em condomínios residenciais. O designer Joshua Costa está projetando uma com capacidade total para 54 mil garrafas, no Rio de Janeiro. Serão 900 portas, sendo que dentro de cada uma delas caberão 60 garrafas. A adega ficará localizada no lobby do resindencial e contará com sala de degustação. "Será uma das maiores do país", afirma.

Costa diz que um dos principais benefícios é a redução de custos de implantação e manutenção para cada um dos condôminos. "Além disso, por estar localizada no lobby do condomínio facilita a socialização entre as pessoas e até mesmo a formação de clubes do vinho", diz.

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