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Justiça do Chile condena 53 pessoas por assassinatos na ditadura

Um dos condenados já soma 700 anos de prisão por violações dos direitos humanos

  • São Paulo (SP)
  • Estadão Conteúdo, com Redação
 | RODRIGO GARRIDO/REUTERS/ARQUIVO
RODRIGO GARRIDO/REUTERS/ARQUIVO
 
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A Justiça do Chile condenou, na segunda-feira (3), 53 agentes repressores da ditadura de Augusto Pinochet por responsabilidade na execução de nove membros do Partido Comunista (PC), em 1976. A sentença é uma das maiores do país relacionadas a violações aos direitos humanos. 

As condenações dos militares, todos da Direção de Inteligência Nacional (Dina), a polícia secreta da ditadura chilena, que atuou entre 1973 e 1977, oscilaram entre três e 20 anos de reclusão. Entre os condenados estão o brigadeiro Miguel Krassnoff Martchenko, que, com essa sentença, já soma 700 anos de prisão por violações dos direitos humanos.

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A pena mais alta aplicada no processo em questão recaiu sobre o tenente-coronel Ricardo Víctor Lawrence Mires, que recebeu pena de 20 anos de prisão por oito sequestros qualificados e de 15 anos pelo homicídio qualificado do sindicalista Víctor Manuel Díaz López, secretário geral do PC

Além de Díaz López, outros sete militantes da cúpula do partido foram vítimas: Mario Jaime Zamorano Donoso, Onofre Jorge Muñoz Poutays, Uldarico Donaire Cortez, Jaime Patricio Donato Avendaño, Elisa del Carmen Escobar Cepeda, Lenin Adán Díaz Silva e Eliana Marina Espinoza Fernández. Os corpos foram jogados no mar.

Durante a ditadura de Pinochet, de acordo com números oficiais, cerca de 3,2 mil chilenos morreram nas mãos de agentes do Estado. 

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