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GAMIFICAÇÃO

Os jogos como aliados do aprendizado

Ambiente virtual simula com alunos as dificuldades no gerenciamento de uma cidade

  • Londrina
  • Equipe SESI
O professor Renato Zandrini e os participantes do projeto: Daniel Monteiro e Ana Clara Fontenelle | Acervo pessoal SESI
O professor Renato Zandrini e os participantes do projeto: Daniel Monteiro e Ana Clara Fontenelle Acervo pessoal SESI
 
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Um dos maiores desafios da atualidade é despertar no aluno a motivação e fazê-lo encontrar significado nos conteúdos abordados nas salas de aula, deixando de lado a atitude passiva e buscando soluções de problemas de seus próprios interesses.

Foi com esse pensamento que Renato Zandrini, professor de Física e de Estudos Tecnológicos e Atualidades do Colégio Sesi Internacional de Londrina, se dedicou a fazer com que seus alunos compreendessem a importância que o planejamento urbano e a política, de modo geral, têm na vida das pessoas. “Eu queria que eles percebessem não apenas a importância de escolher bem os candidatos em quem iriam votar, mas também o funcionamento do sistema político e o quanto pode ser difícil o processo de planejar, construir e gerenciar uma cidade que tem que enfrentar uma série de adversidades”. 

Ambiente virtual 

O projeto teve início no terceiro trimestre de 2016, a partir da curiosidade dos estudantes para com o tema. Os alunos visitaram a Câmara de Vereadores de Londrina, onde aprenderam sobre as atribuições do poder legislativo. Divididos em equipes, assumiram papeis de representantes de secretarias municipais, em gestões de Educação, Transporte Público, Saúde e Saneamento, por exemplo. 

A atividade foi desenvolvida nas disciplinas de Atualidades, Produção Textual e Ciências Aplicadas, todas ministradas em inglês, e trabalhada no ambiente virtual do Minecraft, o Education Edition. “A escolha do ambiente virtual surgiu pelas limitações que seriam impostas para a simulação de uma prefeitura, que tem de lidar com problemas de ingerência, falta de recursos disponíveis para a construção dos elementos planejados, lentidão e falta de comunicação entre equipes”. 

Para o professor, “a vivência desses fatores foi evidenciada ao longo das avaliações mostrando como um jogo pode significar mais do que um aumento da motivação e engajamento dos alunos. E também apontou problemas reais, fazendo com que os alunos compreendessem o que é a gestão pública e desenvolvendo uma visão crítica mais consciente”. 

Por esse e outros projetos aplicados em sala de aula no ano passado, Zandrini foi um dos dois professores brasileiros escolhidos pela Microsoft para participar do evento E² | Educator Exchange, realizado no Canadá, em março de 2017. 

Ideias tomam forma 

Daniel Monteiro tem 17 anos, mora em Cambé, no Norte do estado, está no segundo ano do Ensino Médio, e foi um dos participantes do projeto. Segundo ele, conhecer o funcionamento de uma prefeitura e as dificuldades no processo de construção de uma cidade sustentável, foi um dos maiores desafios. “Mas o formato de aprendizagem foi muito bom, além de divertido. Também aprendi a importância da comunicação e da cooperação entre as equipes para o planejamento e a construção, para a administração dos conflitos sobre onde construir a cidade ou sobre o valor de recursos que seria gasto para isso”, explica. 

Aos 16 anos, Ana Clara Fontenelle Limaverde Cabral não acreditou que o jogo pudesse trazer algum resultado no aprendizado, quando a proposta foi trazida para a sala de aula. “É um jogo que meu irmão mais novo costuma jogar. Fiquei descrente. Mas logo me interessei pelo construir a cidade e me surpreendi, mesmo que não se aplique cem por cento na vida real. Com o jogo conseguimos projetar as ideias e saber o que vai e o que não vai funcionar”, diz. 

Aluna do terceiro ano do Ensino Médio, Ana Clara conta que o planejamento foi um dos pontos mais importantes. “Quando é só você a decidir alguma coisa é fácil, mas quando há mais gente e todos interferem, as decisões se direcionam para os próprios interesses e tudo fica mais difícil”. 

Para ela, o melhor da experiência foi ter a visão das ideias tomando forma, com o trabalho conjunto das equipes. “Não parecia que conseguiríamos construir uma cidade, mas tudo foi se encaixando”, conclui. 

O professor Renato ressalta que “a tecnologia educacional não veio para substituir os professores, mas para empoderar os alunos a fazer muito além daquilo que a escola lhes proporcionar, deixando o limite em suas mãos”.

O texto foi produzido pela Gerência de Educação Básica e Continuada do SESI, que mensalmente mostrará neste espaço os resultados do Projeto Ler e Pensar em suas escolas.

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