Milhões de adolescentes estão revoltados com a nova atualização do Snapchat

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13/2/18, 8h36 1 min 15 comentários

Foi difícil, tanto que demorou anos, mas finalmente o Snapchat conseguiu completar a sua missão e tornar seu app difícil também para os públicos adolescente e de jovens adultos, os únicos que até então conseguiam usá-lo.

Segundo o The Daily Beast, milhões estão reclamando da atualização e retweetando pedidos para que ela seja revertida, incluindo uma petição no Change.org com mais 600 mil assinaturas.

Parabéns, Snap!

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  • Nossa vingança contra os xovens.

    O mundo dá voltas. Parece que o jogo virou, não é mesmo?

  • Matheus De Sena

    Eu tenho a impressão que os executivos da Snap são graduados na “Escola Yahoo!” com especialidade em “Estratégias de Suçeco”.

  • Ana Carolina

    até hoje não entendo o snapchat… nunca tive vontade de experimentar

    • Ele é feito para a geração Z. Digo, sua usabilidade é pautada na naturalidade com a qual um certo grupo de pessoas, que nasceram dividindo o colo dos pais com celulares e tablets, tem com a tecnologia. Por isso sua interface é gestual: o Snapchat não quer ser o Facebook dos “tios”, cheio de botões e interfaces incoerentes a cada quatro celulares. O Snapchat quer ser o Subway Surfers, só com seguidores e celebridades.

      • Ana Carolina

        hm, sim, mas não vejo tanta utilidade em muitos casos. Ok, pode ser útil mandar mensagens/fotos com “validade”, que vão desaparecer… Mas não é o tipo de coisa que se usa toda hora, acho. Talvez o contato entre amigos fique mais dinâmico, mas não vejo por que iria acompanhar um “famoso” por lá. Ou uma personalidade qualquer, enfim. Se o que ele fala é legal, interessante e pretende atingir o máximo de pessoas, por que essa coisa da mensagem desaparecer? Aí tanto
        dinamismo não faz muito sentido pra mim. E já que outras redes disponibilizam coisas similares (vídeos curtos que vão sumir), faz menos sentido ainda… bom, sei lá.

      • Ana Carolina

        em segundos
        hm, sim, mas não vejo tanta utilidade em muitos casos. Ok, pode ser útil mandar mensagens/fotos com “validade”, que vão desaparecer… Mas não é o tipo de coisa que se usa toda hora, acho. Talvez o contato entre amigos fique mais dinâmico, mas não vejo por que iria acompanhar um “famoso” por lá. Ou uma personalidade qualquer, enfim. Se o que essa pessoa fala é legal, interessante e pretende atingir o máximo de pessoas, por que essa coisa da mensagem desaparecer? Aí tanto
        dinamismo não faz muito sentido pra mim. E já que outras redes disponibilizam coisas similares (vídeos curtos que vão sumir), faz menos sentido ainda… bom, sei lá.

      • Ana Carolina

        hm, sim, mas não vejo tanta utilidade em muitos casos. Ok, pode ser útil mandar mensagens/fotos com “validade”, que vão desaparecer… Mas não é o tipo de coisa que se usa toda hora, acho. Talvez o contato entre amigos fique mais dinâmico, mas não vejo por que iria acompanhar um “famoso” por lá. Ou uma personalidade qualquer, enfim. Se o que essa pessoa fala é legal, interessante e pretende atingir o máximo de pessoas, por que essa coisa da mensagem desaparecer? Aí tanto
        dinamismo não faz muito sentido pra mim. E já que outras redes disponibilizam coisas similares (vídeos curtos que vão sumir), faz menos sentido ainda… bom, sei lá.

        • A questão da efemeridade parece ter ligação com a falta de importância das coisas simplesmente divertidas, conforme eu escrevi aqui 👉🏼 https://twitter.com/Jacksilsan/status/855826500997828610 Independente disso, o Snapchat parece apontar para o tipo interação que teremos com a tecnologia em breve, bem mais analógica e gestual do que hoje, com 99% dos apps se valendo de alguma navbar com botões.

          • Ana Carolina

            li, não entendi muito bem a parte da ”falta de importância”.

            ”Mergulhando na questão, porém, é possível afirmar que atualmente da-se importância ao que é naturalmente “definitivo”, ao que tem coerência, ao que tem relevância, ao que tem fundamento. Pois muitos dos membros da geração Z e Y não estão nem aí para os posts de um ex-BBB ou pessoas do tipo – embora a curiosidade faça muitos darem aquela stalkeada marota. Ver uma vez, pra nunca mais. Já um texto do Cortella merece ser lido e relido várias vezes, por várias gerações.”

            uai… não vejo esse cenário. Uma noiva de um bbb está com mais de um milhão de seguidores no instagram, provavelmente vai conseguir mais. E muitos membros masculinos de todas as gerações vão apenas procurar a rede em que seja mais provável encontrar fotos da mulher de biquíni. Para esse tipo de ”stalkeada marota”, o snapchat me parece desnecessário… não sei se estou errada. A não ser que as pessoas sejam amigas, como eu disse. Aí muda a coisa. Não acho que essa opção do snapchat ajude muito nessa parte de ”olhadas ocasionais”… você pode fazer isso em todas as redes.

            até entendo que existe alguma utilidade nessa ”efemeridade”, como você disse… às vezes você quer compartilhar alguma coisa de forma despretensiosa. Não tão pretensiosa como um post no facebook (ha-ha-ha). Uma careta, um copo de café, um sei lá o que… e outras coisas que você não quer deixar permanentemente registradas em alguma rede. Ou você quer mandar algo despretensioso para uma pessoa específica/grupos específicos também… entendo.

            a graça é justamente a espontaneidade, se começa a ser usado de outro modo… não acho tão legal.

            Para quem não tem esse objetivo e nem tem muitos contatos/amigos… acho que não faz sentido hahaha porque há muitas outras formas rápidas de acompanhar as pessoas públicas.
            Desculpe pelo textão, se quiser não precisa responder.

          • Adoro textão, isso não é problema pra um “tio” de 35 anos, acostumado a ler em coisas em objetos ancestrais chamados livros.
            Talvez eu devesse ter incluído a questão do números de seguidores nessa minha “tese”. Celebridades sempre tem mais seguidores que intelectuais, e mesmo assim o conteúdo veiculado tende a ser efêmero. Um bom episódio do Nerdologia tende a ser revisto várias vezes, já um post no Stories do Instagram não, até pelo prazo de validade do mesmo; o que vale apena é revisitado. A prova necessária pra atestar tal situação, de dar mais importância a um episódio do Nerdologia do que a um post no Stories (ou em qualquer outra rede, pois efemeridade não é uma características do Snapchat apenas), seria acompanhar pessoas que seguem ambos os tipos de fontes, e ver como elas interagem com o conteúdo.
            A questão de ver mulheres de biquíni me parece ser de outra ordem, pois há pessoas, mulheres inclusive, que no Instagram seguem homens tatuados (por exemplo); digo, isso não me parece ter ligação com efemeridade, mas sim com questões sexuais, de libido e até de frustração, e também com parte das nossas raízes culturais enquanto ocidentais, especialmente nós brasileiros, que temos também a cultura indígena arraigada em nosso modo de viver, fora o “gosto” que muitos de nós possuem por uma sacanagem (características essa que ao me ver se manifesta muito evidentemente na música, especialmente nos “hits de verão”).
            O Snapchat vale apena para os jovens por causa sua interface. Não a toa, o último redesign do Snapchat causou a ira dos usuários, fazendo a Snap voltar atrás. A idéia de arrastos é algo de alguma forma mais natural para os adolescentes do que tentar decifrar a função de um botão em uma navbar, especialmente no Facebook, que adora testar novas interfaces a cada, sei lá, oito atualizações mensais. Dito isso, me parece que o Facebook estava condenando no médio prazo, antes de inserir Stories em tudo que é app.

          • Ana Carolina

            hahaha! Você quer textão, @? [é uma gíria :P]

            ”Um bom episódio do Nerdologia tende a ser revisto várias vezes, já um post no Stories do Instagram não, até pelo prazo de validade do mesmo; o que vale apena é revisitado.”

            sim, mas isso é muito subjetivo. Há pessoas que não querem ver um episódio desses… que dirá rever. Isso serve para qualquer coisa, claro. Os conteúdos supostamente ”relevantes” não recebem necessariamente mais atenção. E muitas coisas ”irrelevantes” são vistas e revistas pelo nicho que as consomem. O que não vale a pena é revisitado milhões de vezes também

            sim, justamente! Falei isso de foto porque você disse:
            ”[…] embora a curiosidade faça muitos darem aquela stalkeada marota. Ver uma vez, pra nunca mais.”

            nessa parte de curiosidade, de ver fotos, de procurar saber… não vejo como a efemeridade iria ajudar. E não necessariamente isso prova que a pessoa dá valor ao que é ”relevante”.

            como você disse, com celebridades é diferente… e o snapchat faz menos sentido para elas [eu não seguiria, ao menos].
            Porque se a pessoa coloca um vídeo público no snapchat, provavelmente vai colocar coisas parecidas em outras redes públicas… não faz sentido para mim criar um conteúdo exclusivo ”público” no snapchat haha

            só faria sentido se fosse mensagem privada, mais restrita… aí sim!

            o que as pessoas buscam ao seguir uma pessoa pública [suas opiniões, sua beleza, corpo, seu estilo de vida, ou seu conteúdo mesmo] não vai mudar *tanto* de rede para rede, em tese…
            se eu sigo um homem porque ele é bonito, ele continua bonito no instagram
            se eu sigo alguém que posta coisas interessantes, essa pessoa vai publicar em várias redes
            por que eu seguiria no snapchat se a pessoa não vai mandar nada específico para mim?

            resumo: em vários casos não vejo por que produzir um conteúdo ”exclusivo” para o snapchat

          • De fato, o Snapchat se acha arrogantemente uma plataforma diferenciada por causa da sua interface e da sua efemeridade, mas essas são características bem fáceis de se copiar, e que atraem um certo público. Resumindo, eles atendem a um nicho, e o disputam com concorrentes.
            Falar de forma generalizada sobre o uso das redes sociais sempre pode gerar contra-argumentação, pois o caso-a-caso tende a revelar pequenas diferenças nas preferências. Tipo, usar Facebook para manter contato com amigos, Instagram para acompanhar artistas de quadrinhos, Twitter para notícias, Reddit para acompanhar grupos, Disqus para comentar em sites de tecnologia… Isso é um caso particular, que pode ser mais ou menos comum em termos de padrão de uso. Um ou outro detalhe pode ser bem específico na forma de usar. E aliás, a tal da Vero tá começando a ganhar uma certa popularidade, bem como o Twitch tá começando a ganhar mais criadores de conteúdo, que antes escolhiam quase que unanimamente o YouTube.

          • Ana Carolina

            @jacksilsan:disqus, você disse que as pessoas de certas gerações buscam efemeridade. Sim, realmente. Mas não sei se as pessoas ”dão importância às coisas definitivas, coerentes, relevantes, com fundamento” [do texto lá].

            penso assim:
            ok, as gerações mais novas encaram de maneira diferente a interação virtual.
            Curtiu uma página de um fulano? Tirou uma foto com ele? ”Vish, me exclui do facebook, por favor” Não atualizou seu status de relacionamento no facebook? Não curtiu uma publicação de aniversário da esposa? Ih, podem ter terminado… e a lista é longa e muito mais sutil. Ações que são vistas de forma completamente diferente por pessoas mais velhas…

            mostrar apoio virtual a qualquer coisa é MUITO relevante para a geração mais nova.

            Uma piada qualquer no facebook pode não significar nada para alguém de 40 anos…

            para alguém mais novo, você fez questão de postar aquilo, por assim dizer. Isso já muda o peso que uma ação tem.

            o que você fala numa mesa de bar, na ”vida real”, nem sempre é a sua real opinião… mas você fez questão de POSTAR aquilo? Opa, aí tem.

            e essas coisas podem engessar um pouquinho a forma de usar as redes oficiais… as pessoas buscam uma coisa mais despretensiosa também.
            Se um adolescente não quer prejudicar o feed do instagram com alguma foto que não está tão bonita, ele pode colocar no stories apenas (haha… uma pessoa mais velha não faria isso, provavelmente!)
            Se você quer conversar de maneira mais despretensiosa, talvez se sinta mais à vontade num perfil alternativo no twitter…

            …longe do peso que o seu ”perfil oficial” tem nas costas ao postar uma foto, um post, etc. Acho que o snapchat se encaixa nesse contexto, como o @ghedin:disqus falou

    • A grande contribuição do Snapchat foi a efemeridade. Uma foto ou vídeo que some após ser vista ou em 24 horas tira muito do peso e da fricção do ato de compartilhar. Uma bobagem que você ache interessante, mas que não gostaria de que ficasse atrelada a sua persona online indefinidamente, cabe nesse modelo — mesmo sendo uma bobagem, daqui a 24 horas vai sumir mesmo.

      Para quem “produz conteúdo” e quem se interessa por essas pessoas, o senso de urgência gerado também traz algum benefício.

      Quando o Snapchat explodiu aqui, achei bem divertido: http://www.gazetadopovo.com.br/manualdousuario/snapchat/ Depois da introdução dos Stories, a coisa ficou menos pessoal e o uso à moda antiga diminuiu bastante. Hoje, de fato, acho que não faz muito sentido usar o Snapchat em vez do Instagram porque a expectativa mudou (virou broadcasting no lugar de comunicação um-para-um).

    • Ana Carolina

      @jacksilsan:disqus, você disse que as pessoas de certas gerações buscam efemeridade. Sim, realmente. Mas não sei se as pessoas ”dão importância às coisas definitivas, coerentes, relevantes, com fundamento” [do texto lá].

      penso assim:
      ok, as gerações mais novas encaram de maneira diferente a interação virtual. Nós damos muito mais peso, como o Ghedin disse, ao que acontece aqui.
      Curtiu uma página de um fulano? Tirou foto com ele? Não atualizou seu status de relacionamento no facebook? Não curtiu uma publicação de aniversário da esposa? Ih, podem ter terminado… e a lista é longa e muito mais sutil. Ações que são vistas de forma completamente diferente por pessoas mais velhas…

      mostrar ”apoio virtual” a uma causa é MUITO relevante para a geração mais nova.
      Uma piada qualquer no facebook pode não significar nada para alguém de 40 anos…

      para alguém mais novo, você fez questão de postar aquilo, por assim dizer. Isso já muda o peso que uma ação tem.

      o que você fala numa mesa de bar, na ”vida real”, nem sempre é a sua real opinião… mas você fez questão de POSTAR aquilo? Opa, aí tem.

      e essas coisas podem engessar um pouquinho a forma de usar as redes oficiais… as pessoas buscam uma coisa mais despretensiosa também.
      Se um adolescente não quer prejudicar o feed do instagram com alguma foto que não está tão bonita, ele pode colocar no stories apenas (haha… uma pessoa mais velha não faria isso, provavelmente!)
      Se você quer conversar de maneira mais despretensiosa, talvez se sinta mais à vontade num perfil alternativo no twitter…

      …longe do peso que o seu ”perfil oficial” tem nas costas ao postar uma foto, um post, etc.