Homem no escuro mexendo em um celular com brilho elevado.

Como ajustar o brilho do smartphone para não importunar outras pessoas

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18/7/18, 11h11 4 min Comente

Quando você está em um ambiente escuro, qual a melhor configuração para o brilho da tela do smartphone? Se você respondeu “no máximo”, errou.

Pode soar contraditório, mas a intensidade do brilho é proporcional à iluminação do ambiente, ou seja, quanto mais claro estiver, mais brilho é necessário para tornar a tela legível. Debaixo do Sol do meio-dia, por exemplo, é bem provável que nem o brilho máximo seja capaz de tornar a visualização confortável. No escuro? O mínimo é suficiente.

Lembre da última viagem noturna de ônibus ou avião que você fez. É bem provável que tenha se deparado com alguns smartphones que mais pareciam refletores, tão forte era o brilho das telas.

Essa situação, aliás, é um incômodo aos que estão à sua volta, principalmente àqueles que querem aproveitar a viagem para descansar — quase todos nós. Brilho máximo em locais escuros é uma poluição visual equivalente a ouvir música sem fones de ouvido em lugares públicos. Não seja essa pessoa.

Se o bem-estar dos demais não lhe diz muito, há também desvantagens pessoais no uso do brilho máximo na penumbra. O excesso de luz incomoda aos olhos e quanto mais brilhante a tela, maior é o consumo de bateria do smartphone.

Em sua documentação sobre baterias, a Apple recomenda que se “reduza a luminosidade da tela ou ative o Brilho Automático para aumentar a duração da bateria”. E já reparou que, quando aqueles modos de economia de bateria são ativados, uma das mudanças é que o brilho da tela diminui consideravelmente? Não é por acaso. A Apple também diz que “o Modo de Pouca Energia reduz o brilho da tela, as animações do sistema e otimiza o desempenho do dispositivo”.

A melhor solução para lidar com o brilho da tela, pois, é deixá-lo no automático. Praticamente todos os smartphones à venda contam com um sensor de luz ambiente, disposto na parte frontal, que auxilia o sistema operacional a controlar o brilho da tela automaticamente.

Ao manter o controle do brilho no automático, evita-se o trabalho de reajustar manualmente o brilho a cada mudança de ambiente, algo que nem sempre lembramos de fazer. E, de qualquer forma, o controle do brilho continua disponível, permitindo algum ajuste pontual — por exemplo, quando preciso ouvir um vídeo no YouTube, aplicativo que exige que a tela permaneça ligado para manter o vídeo rodando, coloco o brilho no mínimo possível para não desperdiçar energia.

Pelo bem dos seus olhos, da bateria do seu smartphone e do sono das pessoas ao redor, deixe o brilho no automático. Obrigado!

Outras defesas para os olhos

Comparativo com Night Shift ativado e desativado em dois dispositivos iOS.
Night Shift ativado no iPad (esquerda) e desativado no iPhone. Foto: Kouki Kuriyama/Flickr.

Algumas pesquisas apontam que o brilho azulado das telas de smartphones e computadores inibem a produção de melatonina, o principal hormônio associado ao sono.

Há alguns anos, algumas fabricantes passaram a oferecer um “modo noturno” que filtra a luz azul da tela, deixando-a com um aspecto amarelado que, em tese, interfere menos na produção de melatonina pelo corpo.

Os sistemas da Apple para smartphones e computadores, iOS e macOS, contam com a função ali chamada de “Night Shift” (mesmo nas versões em português). O Windows 10, da Microsoft, também. No Android, ela foi incorporada no Android 8 “Oreo”, mas outras fabricantes, como Asus, Motorola e Samsung, oferecem-na em versões anteriores através das suas personalizações do sistema.

Em todos os casos, é possível ativar manualmente o modo noturno ou programá-lo de acordo com a presença de luz solar. Novamente, o modo automático é recomendável.

Existem outras duas melhorias em telas visando o conforto ocular que ainda são bastante incipientes na indústria.

O modo “True Tone”, presente nos iPhones de 2017 (8, 8 Plus e X) e na linha iPad Pro (com exceção do modelo de 12,9 polegadas de 1ª geração), adapta automaticamente a temperatura das cores da tela à da luz ambiente. É algo sutil, mas que atenua mudanças bruscas entre a tela e o ambiente, tornando a transição menos agressiva aos olhos.

A outra novidade é a taxa maior de atualização das telas, de 120 Hz. Os iPad Pro de 2017 e o Razer Phone (não vendido no Brasil) são alguns dos poucos dispositivos móveis que contam com essa tecnologia. A vantagem é que, com uma taxa de atualização mais rápida, a interface se apresente de modo mais suave e natural ao usuário.

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