O novo MacBook da Apple.

Apple revela novo (e levíssimo) MacBook e os preços do Apple Watch

Por
9/3/15, 18h07 6 min 19 comentários

No evento de hoje a Apple anunciou um acordo exclusivo com a HBO, chamou médicos para mostrar o novo ResearchKit, apresentou o novo MacBook e deu detalhes, incluindo preços e data de lançamento, do Apple Watch, seu relógio inteligente.

HBO Now e ResearchKit

O acordo com a HBO é um pedido antigo de quem, nos EUA, sonha em “corta o cabo”, ou seja, livrar-se da TV a cabo, mas não quer perder as séries da HBO como Game of Thrones, Boardwark Empire e Girls. O HBO Now é a solução para esse impasse: por US$ 14,99 ao mês (com o primeiro, grátis), ele permitirá assistir à programação do estúdio nos gadgets da Apple. A Apple aproveitou o momento para anunciar uma redução no valor da Apple TV, de US$ 99 para US$ 69. No Brasil, a caixinha continua custando R$ 399.

Já o ResearchKit (vídeo acima) é um framework de código aberto criado em parceria com universidades e centros de pesquisa. Ele se aproveita dos sensores e da presença maciça do iPhone para coletar, de forma consentida, dados das pessoas que ajudem a entender e combater doenças tais como diabetes, mal de Parkinson e câncer de mama.

Deu-se bastante ênfase na segurança dos dados e no acompanhamento, em tempo real, do que é compartilhado com os pesquisadores. Cinco apps baseados nesse framework foram mostrados também, e eles já estão disponíveis.

O MacBook mais leve de todos, mas o melhor?

O novo MacBook não tem “sobrenome” e é aquele vazado em janeiro pelo 9to5Mac. Tem tela de 12 polegadas, 13,1 mm de espessura e pesa pouco mais de 900 g. É um feito de engenharia, do tipo que se espera da Apple. A empresa encolheu em 67% a placa-mãe do MacBook comparada à menor até então, do MacBook Air de 11 polegadas; criou uma solução de baterias em camadas para enfiá-la em cada centímetro disponível no chassi; desenvolveu novos mecanismos para teclado e touchpad; e, enfim, colocou uma tela Retina num notebook levinho.

É perfeito? Não sei, mas por ser um gadget de primeira geração algumas ressalvas saltaram à vista. O processador, por exemplo, é um Core M da Intel. Se por um lado ele consome pouca energia e viabilizou a criação do primeiro MacBook sem ventoinhas, por outro o desempenho fica aquém dos Core i5 usados no MacBook Air. A autonomia é outro leve retrocesso. Em vez das 12h do Air de 13 polegadas, a do novo modelo aguenta até 9h. Compreensível: apesar do processador mais econômico, a tela de 2304×1440 pixels (226 PPI) deve consumir bastante energia.

Outra coisa que levantou sobrancelhas foi o novo teclado. Ainda é cedo para dizer qualquer coisa, mesmo àqueles que estão em São Francisco e puderam testá-lo, mas a primeira impressão foi de estranheza. Na Wired, David Pierce escreveu:

Por toda a conversa sobre as novas teclas borboleta, o novo e melhorado teclado, eu detestei de cara usá-las. Elas basicamente não têm movimento. Não é muito diferente de digitar em uma tela sensível a toques. (…) Eu talvez me acostume com o teclado borboleta com o tempo, mas ele não deixou uma boa primeira impressão.

Nilay Patel, do The Verge, também não se deu muito bem com o novo teclado:

É o mais próximo de digitar em uma tela de vidro de um tablet que você consegue com teclas físicas, e será preciso confiar no corretor automático na mesma medida quando você quiser digitar realmente rápido.

O último ponto de preocupação é a conectividade. A Apple apresenta o novo MacBook como uma máquina concebida para um mundo sem fios. Ele tem apenas uma porta USB-C, o novo padrão reversível que começa a ser adotado pela indústria, e é por ali que a bateria será recarregada. Fora essa, apenas a tradicional porta de 3,5 mm para fones de ouvido do outro lado. Precisa de mais portas? Compre um adaptador de US$ 80 (ou R$ 429 no Brasil).

Lá fora, com 8 GB de RAM, SSD de 256 GB e três cores à escolha (prata, preto e dourado), o MacBook começa em US$ 1.299. A Apple do Brasil já o colocou à venda, e o preço de partida é de assustadores R$ 8.499. Os demais MacBooks também sofreram um novo reajuste, em média de 10%. O dólar está caro; ser cliente da Apple no Brasil, idem.

O novo MacBook já está em pré-venda e tem lançamento agendado para 10 de abril.

Apple Watch: de US$ 349 a mais de US$ 10 mil

(Cara, como esses vídeos são hipnotizantes. Não olha muito, não, ou daqui a pouco você começará a enxergar sentido em gastar US$ 10 mil num relógio.)

A Apple também deu mais informações sobre seu relógio inteligente, o Apple Watch. A empresa mostrou apps de terceiros, fez uma recapitulação pelas funcionalidades já conhecidas, exibiu vídeos com Jony Ive falando dos materiais usados, confessou que a bateria dura 18h e, portanto, precisará ser recarregada toda noite e, enfim, revelou os preços.

A tabela é a seguinte (preços variam de acordo com o tamanho da caixa e a pulseira que a acompanha):

  • Apple Watch Sport: US$ 349 (38 mm) / US$ 399 (42 mm).
  • Apple Watch (aço inoxidável): US$ 549-1.049 (38 mm) / US$ 599-1.099 (42 mm).
  • Apple Watch Edition (de ouro 18 quilates): US$ 10 mil-sabe-se lá quanto.

Ele entra em pré-venda no dia 10 de abril e começa a ser vendido de fato no fim do mês, dia 24. O Brasil não está no mapa do lançamento, mas o site nacional do Apple Watch traz um promissor “Disponível em 2015.” Alguém arrisca o preço local do Apple Watch Edition?

Compartilhe:
  • Rafael Leite

    Quando eu penso que é impossível, a Apple afina ainda mais seus produtos! Depois que os gadgets estiverem tão finos quanto papel, qual será o próximo passo?

  • Lá vem o chato, mas não consigo entender um equipamento onde não consigo nem ao menos plugar o celular para carregar enquanto ele mesmo carrega. De resto não tem muito o que reclamar.

    O relógio, é outro que não absorvo. Quadrado, tipo o da Asus, e que tem uma coroa. Quem que usa um relógio tradicional acha fácil ficar mexendo na coroa do relógio? Mas é o que eu digo, a Apple tem hoje muito mérito e o toque de Midas é forte. Será um sucesso, venderá muito e os concorrentes mudaram tudo por causa dele.

    Fico triste por isso, mas vai acontecer. Eu preferiria o LG Urban no quesito design, independente do sistema embarcado.

    • Aparentemente, é possível fazer isso com o já famoso adaptador de $80. Acho que eles se preciptaram dessa vez, como foi o primeiro MacBook Air e o G4 Cube, produtos que posteriormente deram certo mas de começo não deu muito certo. A Apple sempre corta portas quando possível, mas nesse caso acredito que o dongle será um apêndice necessário para muita gente, tornando o corte de portas um estorvo para economizar milímetros…

      Sobre o relógio, acho legalzinho mas nada muito diferente dos outros, mas acho que a coroa funciona já que ela é grandona, diferente de relógios comuns: https://www.youtube.com/watch?v=nb_Pz-doIqA

      Em uma interface tão limitada, acho que é bom adicionar qualquer tipo de caminho extra de interação…vejamos se realmente melhora o uso.

      • Acho que criar um adaptador já no lançamento do produto e apresentá-lo como solução só não há grandes críticas por que é Apple, sim eu considero que ela tem um “crédito” entre grande parte do jornalistas e muitas vezes as pessoas tem mais paciência com ela. Certo, ela tem por onde merecer, mas acho que muitas vezes rola uma forçada. Uma entrada onde será realizado o carregamento do aparelho é muito fora da realidade para mim e acredito que para outros usuários. Mas oras, o usuário não sabe o que quer não é mesmo? Vide telas grandes! :p

        Sobre o relógio, não acho que ele deva ter muitas interações e a Apple, a meu ver, está forçando muito para um gadget que nem funciona sozinho de forma isolada. Acho que tem que existir a menor de quantidade de interações e a coroa não parece tão maior assim, existem relógio do Fasto nessa prporção e até maiores.

        Sei lá, acho que ela forçou, mas vai vender demais, é Apple.

        • A Apple tem a premissa de cortar o máximo dos seus produtos, então faz todo sentido você esperar isso dela já que ela abandonou muita coisa antes de todo mundo: Serial, VGA, drive de disquete, drive de DVD, Ethernet e agora portas USB.

          Nesse caso, acredito que seja premeditado (não me vejo usando esse MacBook), mas olhando a história é normal essa situação. Ou seja, a paciência com ela é mais que justa na minha opinião, principalmente porque ninguém compra esse tipo de briga que ela compra. Nunca vi Dell, Samsung, HP fazendo esse tipo de corte…aliás é bem raro surgir algo no mercado de notebooks de tão achatado que ele está.

          E concordo que está muita coisa para um relógio e, mesmo assim, continuo achando bastante sem utilidade. Preciso usar, mas no vídeo pareceu funcional a rodinha…mas e daí se não quero fazer nada com o relógio? Os Android Wear parecem mais focados, mas também não me interessaram muito.

          Por fim, vender deve vender bastante, mas depois de 6 meses saberemos se deu certo: produto ruim não dura, nem da Apple.

  • Daniel

    Um lindo notebook. Muito fino, bem leve e com ótima tela.
    Achei muito legal poder carregar o aparelho através da porta USB. Mas com uma câmera de 480p, uma unica entrada USB e por todo esse valor parece mais um netbook de luxo.

    • Ed

      Muito legal carregar a bateria do notebook pela própria porta USB, mas isso seria melhor se fosse uma porta extra, não?

      • Daniel

        Com certeza, essa porta USB única é o que mata ele.

        • Frederico

          Podia ter ao menos um hub embutido no carregador. Assim, quando ele estiver plugado à tomada, outras portas estariam disponíveis.

          • Harlley Sathler

            Sou usuário de Mac desde 1999, quando ele ainda se chamava Macintosh e era bege. Se tem uma coisa que aprendi ao longo desses anos foi nunca, mas nunca comprar qualquer produto Apple de primeira geração, Rev.1, Rev. A, etc. Sempre fica alguma coisa a desejar que eles consertam nas próximas versões ou gerações. Se a reclamação por conta dessa única porta for grande, a próxima versão da máquina deve vir diferente.

          • Daniel
  • Luis Henrique

    Esse Macbook é realmente lindo. Mas, se antes já era caro, onde em dia é inacessível. Não me vejo pagando mais de 3000 num pedaço de hardware ( que devido ao processador me deixará na mão em pouco tempo).

  • Ghedin, sei que não é hora, mas uma pauta bacana, e que tem muito a ver com o Manual, seria mostrar como está o cenário “cord-cutter” aqui no Brasil. Mostrar hardware e serviços utilizados (até mesmo pirataria), desafios, etc. É um tema que venho me interessando, até agora só tem material gringo, e acho aqui o melhor lugar para ler algo sobre isso!

  • Marcos Balzano

    Achei belo o novo Macbook, a unica porta USB não me fara falta, a unica coisa que desaponta é a falta de poder de processamento de o Intel Core M tem. o HBO é sim muito interessante, num mundo onde tenho que ter a TV de assinatura para poder assiná-lo, é muito bem vinda. E sobre smarwatches em geral, não me vejo comprando um tão cedo, enquanto não criarem um função para ele, e façam com que eu tenha de comprar um.

  • Rafael Machado de Souza

    tudo muito caro. com o valor desse Macbook eu compro uma moto e viajo pra Argentina.

  • rodrigo

    rapaz, não é um primor de placa como o texto diz, pois este processador é para tablets ou notebooks de uso leve ou moderado, não precisar de dissipador faz qualquer dispositivo ser mais fino, mas sempre recai na queda de desempenho pois não da para fazer muita coisa com 4.5w

  • Witaro

    Esse macbook é um manifesto que dentro do ecosistema da Apple faz sentido. Mas não é para mim. Ainda.

  • Tipo, eu nunca vou ter um macbook desse jeito, os preços só aumentam por aqui hahahaa..

  • Cara, eu gosto muito da Apple, pra não dizer que sou fanboy. Mas infelizmente, 8 mil reais é absurdamente fora da realidade do Brasil.