Como falar com alguém no WhatsApp sem adicionar o número

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13/12/18, 7h20 4 min Comente

Não é raro se ver em situações em que parece que o WhatsApp é o único meio de comunicação que existe. No comércio, entre profissionais liberais e ao fazer contato com novas pessoas, o aplicativo é quase sempre invocado e já ocupa o espaço que, em outros tempos, era destinado ao velho telefone ou ao e-mail.

Só que nem sempre os contatos estabelecidos pelo WhatsApp são duradouros, ou seja, em muitos cenários, não é desejável adicionar o número das pessoas na agenda de contatos apenas para uma conversa rápida. Pense em um negócio que você esteja fechando no Mercado Livre ou OLX, por exemplo. Felizmente, existe uma maneira de fazer esse contato sem encher a sua agenda com números de estranhos. Continuar lendo Como falar com alguém no WhatsApp sem adicionar o número

Converta seus arquivos PDF para lê-los com mais conforto no Kindle ou Kobo

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11/8/14, 14h20 4 min 5 comentários

E-readers modernos funcionam com formatos de arquivo específicos — AZW ou MOBI no Kindle, ePub no Kobo, Lev, Nook e outros. Eles têm inúmeras vantagens sobre o PDF, mas esse ganha em disponibilidade. A oferta de livros, teses, dissertações, monografias e documentos em geral no formato da Adobe é bem grande.

Com telas de 6 polegadas e outras limitações, os e-readers nem sempre recebem bem arquivos PDF. Uma das características do formato, a fidelidade da sua formatação não importa em qual dispositivo seja exibido, acaba jogando contra. Nisso, é comum abrirmos arquivos PDF em e-readers e nos depararmos com letras miúdas e páginas maiores que a tela, o que obriga a movimentações e uso intensivo do zoom, ações desengonçadas em e-readers que acabam tornando a leitura cansativa.

O Lev, da Saraiva, tem um recurso que visa amenizar esses contratempos, o PDF Reflow. A promessa é de que o sistema adapte a exibição de arquivos PDF à tela do dispositivo em tempo real. É um diferencial bacana e exclusivo, mas com um pouco de trabalho dá para ter resultados similares com qualquer e-reader convertendo ou otimizando o PDF antes da leitura. Continuar lendo Converta seus arquivos PDF para lê-los com mais conforto no Kindle ou Kobo

Quais dados o WhatsApp guarda dos usuários e como solicitar os seus

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28/5/18, 18h29 4 min 2 comentários

Por força do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) da União Europeia, diversos aplicativos e serviços tiveram que mudar políticas de privacidade e disponibilizar os dados que mantêm dos usuários acessíveis a eles. Além de subir a idade mínima dos usuários para 16 anos na Europa, o WhatsApp também liberou uma ferramenta de download de dados — e, felizmente, ela está disponível no mundo todo. Continuar lendo Quais dados o WhatsApp guarda dos usuários e como solicitar os seus

Google Banca vende revistas por R$ 0,99 cada

10/6/15, 9h45
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10/6/15, 9h45 1 min 17 comentários

Além do aluguel de filme grátis para quem tem Chromecast, o Google, em parceria com algumas das maiores editoras do Brasil, derrubou para R$ 0,99 o preço de várias revistas no Google Play Banca.

A promoção está no ar desde o início de junho e vale até o dia 15. Entre as editoras participantes estão a Abril, Globo, Escala e Alto Astral (infelizmente não tem o especial Guia da Selfie, nem o Guia da Netflix). Estão disponíveis títulos como Veja, Época, Carta Capital, Superinteressante, Galileu, GQ, Exame, VIP e algumas de culinária e celebridades. É uma seleção bem eclética, e o preço está bem abaixo do comumente cobrando — entre R$ 8 e 15, dependendo da revista.

As revistas podem ser lidas pelo navegador mesmo, ou usando apps — tem para Android e iOS.

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Tem um Chromecast? Parabéns, você ganhou um aluguel de filme no Google Play

2/6/15, 21h27
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2/6/15, 21h27 2 min 29 comentários

Sem muita esperança, acessei o site de ofertas do Chromecast para ver se, desta vez, a promoção valia aqui. É a segunda vez que o Google libera um aluguel grátis em sua loja de filmes para quem tem o dispositivo (ou o Nexus Player); na primeira nós, brasileiros, ficamos de fora. Mas agora, não! Veja como resgatar. Continuar lendo Tem um Chromecast? Parabéns, você ganhou um aluguel de filme no Google Play

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Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

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10/7/14, 21h10 1 min Comente
Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

Envie um endereço do Google Maps ao celular com um clique

10/6/15, 8h59
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10/6/15, 8h59 2 min 13 comentários

O cidadão cosmopolita moderno que se lança em aventuras nas selvas de pedra precisa de toda a ajuda que a tecnologia oferece quando se confronta com o desconhecido. Em outras palavras, ter que ir a um endereço novo implica, quase que obrigatoriamente, no uso de um app de mapas. Continuar lendo Envie um endereço do Google Maps ao celular com um clique

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Se a política de privacidade de um app é ruim para a União Europeia, ela é ruim para você também

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8/5/18, 10h48 3 min Comente

No próximo dia 25, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) entra em vigor na União Europeia. Trata-se de uma nova legislação que enrijece os deveres das empresas que coletam dados pessoas. É por isso que você tem recebido um punhado de notificações e e-mails avisando de mudanças nas políticas de privacidade de apps e sites. E é pelo mesmo motivo que o Unroll.me deixará de operar na Europa, segundo o TechCrunch. Continuar lendo Se a política de privacidade de um app é ruim para a União Europeia, ela é ruim para você também

5 serviços de streaming para quem cansou das séries da Netflix

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6/3/18, 12h14 6 min 22 comentários

A Netflix está oficialmente no Brasil desde setembro de 2011. De lá para cá, o serviço mudou bastante. As séries originais, inexistentes naquela época, hoje povoam as listas de produções sugeridas. Os filmes de terceiros, que eram o carro-chefe, perderam espaço. Tudo isso é resultado do próprio sucesso da Netflix, que acaba dificultando renovações e novos contratos com outros estúdios. Continuar lendo 5 serviços de streaming para quem cansou das séries da Netflix

Importação como pessoa física: proibições, impostos e outros cuidados para evitar surpresas

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26/12/13, 14h28 7 min 153 comentários
Caixa dos Correios feita em casa.
Foto: Crystian Cruz/Flickr.

Um pouco tarde para as compras deste Natal, os Correios em parceria com a Senacom divulgaram um boletim de proteção ao consumidor com orientações importantes sobre a importação de produtos por pessoas físicas. A falha no timing é perdoável porque, apesar de mais frequente no fim do ano, comprar de sites estrangeiros se tornou uma prática comum para muita gente aqui — nos últimos dois anos, houve um aumento de 389% em encomendas do tipo.

DealExtreme, AliExpress, Tmart, Etsy, eBay… Muitos sites enviam produtos para o Brasil, uns até sem cobrar frete. Como lá algumas categorias de produtos saem bem mais em conta que aqui, por que não importá-los?

Existe regras na compra de produtos de fora. Tal ato é, como o boletim enfatiza, um de importação. O documento de sete páginas condensa o que importa em uma linguagem acessível, prevê casos excepcionais e vem com um punhado de links para entender melhor a burocracia da importação.

Importante: as regras descritas abaixo, como bem lembrou o leitor Leandro, valem para quando a encomenda é recebida pelos Correios. Nas palavras dele: “se vier por courier como DHL, FedEx ou UPS, é um pouco diferente, já que os Correios não participam do processo e todo o desembaraço é feito pela transportadora”. Um caso alternativo famoso que o Leandro cita é o da Amazon, que faz algum tempo passou a enviar mais coisas além de livros e periódicos cobrando os impostos na hora da compra.

Abaixo, alguns dos pontos mais importantes. Recomendo, porém, a leitura do documento original.

Proibições

Dá para importar um punhado de coisas sem problemas, ainda que alguns itens mais sensíveis dependam da anuência do órgão responsável.

Alguns produtos, porém, são proibidos. A lista é grande e pode ser vista neste PDF dos Correios.

Há uma limitação física também: encomendas muito grandes ou muito pesadas são devolvidas à origem. Os limites são os seguintes:

  • A maior dimensão deve ter até 1,05m.
  • A soma das dimensões (altura + largura + comprimento): não pode ser maior que 2m.
  • Peso máximo pode ser de até 30 kg (trinta quilos) sendo que vai variar o limite de acordo com a modalidade postal contratada pelo remetente.

A lista é concomitante, ou seja, a sua encomenda precisa respeitar esses três itens. Extrapolou um, diga adeus a ela.

Produtos isentos de imposto

Encomenda disfarçada de presente.
Foto: Arlindo Pereira/Flickr.

Livros, jornais e periódicos são isentos de imposto, bem como presentes dados de pessoa física para pessoa física desde que o valor aduaneiro, ou seja, a soma do valor, frete e seguro (se houver), não ultrapasse US$ 50.

Algumas lojas oferecem o “serviço” de remover rótulos e outros indicadores de que se trata de uma compra, para que o produto pareça um presente. Como é prática antiga (e fajuta), imagino que o pessoal da Receita esteja atento a esse jeitinho. Não cola mais.

Medicamentos acompanhados de receita médica também não pagam imposto, mas precisam passar pela fiscalização da ANVISA.

Tributação de encomendas

A tributação de encomendas feitas por pessoa física cai no Regime de Tributação Simplificada, ou RTS, que dispensa a contratação de despachante para o despacho/desembaraço. O teto em valores para essa categoria é de US$ 3.000; acima disso é preciso a contratação de um despachante e aí o processo fica caro e complexo.

Para produtos de até US$ 500, o desembaraço depende do pagamento de uma Nota de Tributação Simplificada, que consiste em 60% do valor aduaneiro. Os Correios mandam a nota para o endereço do destinatário e esse precisa ir à agência fazer o pagamento, aceito apenas em espécie.

Entre US$ 500,01 e US$ 3.000, as despesas aumentam. Além da alíquota de 60%, incide também ICMS (varia de estado para estado) e uma taxa de despacho aduaneiro no valor de US$ 150. A contratação de um despachante é opcional.

Fiscalização da Receita Federal

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Galpão da Amazon no Reino Unido.
Galpão da Amazon UK. Foto: Chris Watt/Flickr.

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Todas as encomendas que chegam ao Brasil estão sujeitas à fiscalização da Receita Federal. Ela tem por objetivo confirmar as informações anexadas à encomenda, inclusive os valores declarados, e verificar se o produto se enquadra em um dos casos especiais que dependem de anuência de outro órgão para entrar no país — o boletim dos Correios lista essas situações na terceira página.

O site da Receita esclarece como essa verificação é feita. Entre outras coisas, informa que a verificação pode ser realizada por amostragem de volumes e embalagens, o que explica porque aquele seu primo que importa o mundo nunca foi pego. Ele apenas deu sorte de nunca ter caído nessa amostragem.

Cuidados na compra

O boletim é um amigão e dá dicas de boas práticas sobre como se precaver para o caso de problemas na compra. Por melhor que seja a reputação da loja em questão, imprevistos acontecem.

Logo de cara, ele esclarece que os Correios não têm acordos comerciais com site algum lá de fora. Eles apenas fazem a ponte entre fornecedor e consumidor desde que no país de origem a postagem no país de origem tenha sido feita através da administração postal oficial por uma modalidade que seja distribuída no Brasil pelos Correios. Dessa forma, ao entrar no país a encomenda ganha aquele código de rastreamento para acompanhar o trânsito dela pelo site dos Correios.

É preciso ficar atento ao site também. Da mesma forma que existe muita loja charlatã no Brasil, no exterior não é diferente. Em conglomerados como eBay e Etsy, que funcionam de modo parecido com o MercadoLivre, ou seja, são vitrines para pequenos vendedores, atenção redobrada. Vale pesquisar a reputação do vendedor, se ele teve muitas reclamações, coisas que os próprios sites fornecem aos interessados.

Guarde todos os comprovantes e tire screenshots da oferta, do anúncio, do que puder. Mesmo internacional, ainda assim se trata de uma relação de consumo, logo ela está protegida pelo Código de Defesa do Consumidor e pode-se recorrer ao PROCON para reclamar de irregularidades na relação. Antes de apelar para a justiça, tente conversar com a loja. Já recorri ao suporte da DealExtreme e em algumas negociações no eBay; nesses casos os vendedores foram muito atenciosos e resolvemos tudo por email mesmo.

A legislação aduaneira exige a guarda de documentos relacionados à importação por cinco anos. Eles podem ser pedidos pela Receita Federal ou pelo Banco Central.

O prazo máximo para a entrega de uma encomenda importada é de 180 dias. Caso um produto venha com avaria e precise ser devolvido para reparos ou troca, deve-se recorrer à Exportação Temporária. Este PDF explica o trâmite.


Comprar nos exterior sem sair do Brasil é uma boa pedida para pagar menos e ter acesso a produtos que não estão à venda ou são difíceis de encontrar em algumas cidades brasileiras. Use as dicas acima com sabedoria e boas compras!

5 dicas para editar áudio no Audacity

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27/3/14, 11h20 8 min 20 comentários

Existem duas formas de dominar uma software. A primeira é frequentando cursos formais, passando etapa por etapa, lição por lição, seguindo à risca um roteiro preparado por especialistas e ministrado por um deles. A segunda é metendo a cara, lidando com as dificuldades e dúvidas que surgem no caminho e tirando dúvidas no YouTube e em blogs como o Manual do Usuário.

Meu caso com o Audacity, um software de edição de áudio gratuito e aberto, se encaixa na segunda forma. Comecei a usá-lo ainda na época do WinAjuda (RIP), para editar o finado podcast de lá. A escolha se deu principalmente pela gratuidade e, apesar desse critério fraco, acabou não sendo uma de toda ruim. Pelo menos funciona e tem até uns truques bacanas.

Como você deve saber, uso o Audacity para editar o podcast do Manual do Usuário. É um trabalho relativamente simples, mais braçal do que intelectual, mas que só chegou a esse estado graças às dicas que colhi nesses anos, vindas do YouTube, de posts em fóruns e da documentação oficial. Se você nunca se aventurou com edição de áudio, tem vontade, mas não quer começar no zero, siga as dicas que descreverei abaixo.

1. A interface do Audacity

O Audacity se divide em três grandes áreas. Em cima, ficam os controles de áudio (que inclui os imprescindíveis botões “gravar” e “reproduzir”, e que podem ser substituídos pelas teclas R e Barra de espaço, respectivamente) e, um pouco ao lado, algumas ferramentas que você usará bastante. Na sequência, gráficos que mostram como o áudio está sendo gravado, útil para identificar e corrigir o clipping, aqueles estouros no áudio que machucam os ouvidos, e algumas ferramentas de edição substituíveis pelo mouse.

No meio ficam as faixas. O Audacity trabalha com quantas faixas você quiser. Ao acrescentar um arquivo de áudio externo (basta arrastá-lo para dentro da janela do programa), uma nova faixa é criada. Se quiser iniciar uma limpa, é só clicar no menu Faixas, depois em Adicionar Nova… e escolher a desejada.

O áudio aparece nas faixas como riscos azuis. Acho que todo mundo já viu, talvez em tonalidades e softwares diferentes, mas a representação é bastante padronizada. Com os olhos dá para saber se uma faixa está com o volume baixo, alto, se está clippando e até em que momento, no caso de um podcast descontraído, as pessoas dão risada.

Vale a pena gravar qualquer besteira e mexer nos controles da barra de ferramentas para se familiarizar com eles. Para começar a brincar, é importante entender esses ícones:

Esses botões serão muito usados.
Ferramentas do Audacity.

As duas primeiras são bem importantes. O primeiro ícone transforma o cursor em um seletor de texto — ou, no nosso contexto, de trechos das faixas. Dá para utilizar, inclusive, algumas convenções de editores de texto aqui, como clicar em um ponto da faixa, segurar a tecla Shift e depois clicar em outro para selecionar o intervalo. O bom e velho clique duplo, segundo o botão no último e arrastando o cursor, também funciona.

Outro bacana é o segundo, o risco azul com a bolinha no meio entre dois indicadores, chamada ferramenta de envelope. Ele permite diminuir o volume de uma faixa e, usado em pares, fazer aquele truque de diminuir a música de fundo quando alguém fala. (Note que, para fade in e fade out, existem ferramentas específicas e bem mais fáceis de usar no menu Efeitos.)

Por fim, a ferramenta de ajuste de tempo — é aquela seta que aponta para os dois lados, a segunda na linha de baixo. Com ela, o cursor passa a arrastar blocos de áudio. É indicada para o trabalho com duas ou mais faixas, e permite, entre outras coisas, alocar perfeitamente efeitos sonoros e músicas.

A lupa, como você deve imaginar, serve para dar zoom. Ela funciona bem, mas no meu workflow incorporei teclas de atalho (para mim, mais ágeis e precisas). Ctrl + 1 aproxima o zoom, Ctrl + 3 diminui e Ctrl + 2 volta ao 100%.

2. Cortando e juntando áudio

Cortar um pedaço da faixa é edição mais básica — e uma das mais simples. Para separar uma faixa em duas, basta clicar no local desejado, ir em Editar, depois Cortar bordas e, por fim, Separar — ou aperte Ctrl + I, para ir mais rápido.

No meu uso, porém, o que eu faço mais é remover completamente trechos inteiros. Dessa forma, por exemplo, uma conversa anterior à gravação de fato se vai com alguns poucos cliques. E é uma ação tão simples quanto dividir uma faixa.

Com o mouse, marque o trecho desejado com a ferramenta de seleção. Caso erre na seleção por alguns poucos segundos, não se preocupe, não é preciso tentar acertar todo o processo do zero: ao aproximar o mouse das extremidades da seleção, o cursor vira uma “mãozinha”. Dê um clique duplo segurando o botão no segundo, e você poderá arrastar a seleção novamente para fazer um ajuste fino.

Quando um trecho está selecionado, ao clicar no botão de reprodução (dá para substitui-lo com um toque na barra de espaço), apenas ele é tocado; isso é bom para delimitar perfeitamente o que se deseja cortar ou remover. Estando tudo certo, dê um toque na tecla Delete e aquele trecho sumirá, unindo as duas pontas que sobraram.

Mas e se em vez de remover esse trecho, eu queira apenas silenciá-lo? O processo é o mesmo, o que muda é só o último toque. Em vez da tecla Delete, aperte Ctrl + L. Já se, em vez de silenciar, o objetivo for acrescentar trechos de silêncio, basta entrar no menu Gerar, clicar em Silêncio, definir a duração dele e dar Ok.

3. Normalizar várias faixas

Normalizar nivela os volumes no Audacity.
Normalizar o áudio.

É bem comum em podcasts com dois ou mais membros, mesmo quando são usados microfones idênticos (oi, Paulo!), os volumes saírem desnivelados. Felizmente, um dos vários efeitos do Audacity ameniza bastante esse problema que, de outra forma, seria bem chato de solucionar.

Se apenas as faixas de fala estiverem abertas, um Ctrl + A para selecionar tudo resolve. Caso contrário, será preciso fazer a seleção manualmente — e recomendo, para tanto, que você gaste algum tempo usando as teclas Shift, Home, End e as setas esquerda e direita; parece bobagem, mas usar o teclado em vez do mouse é, não raramente, mais rápido e essas teclas são universais, ou seja, também são úteis no navegador, no Word, em qualquer lugar que trabalhe com texto/seleção.

Enfim, quando todas as vozes estiverem selecionadas, entre no menu Efeitos, depois clique em Normalizar… Existem alguns parâmetros ali, mas comigo o padrão quase sempre funciona a contento. Às vezes surgem alguns clippings, mas nada que outro efeito, que veremos a seguir, não resolva.

Antes de normalizar os volumes, porém, considere fazer a dica a seguir, de eliminação de ruídos. A lógica é muito simples: você não quer normalizar barulhos indesejados, mas apenas as vozes, ou música, enfim, o que você gravou. Remover tudo que for desnecessário ou inesperado aumenta a eficácia da normalização.

4. Elimine ruídos

(Eu poderia ter facilitado e invertido as dicas, né?)

A menos que você tenha um equipamento profissional e faça gravações em uma sala com boa acústica, ruídos surgirão na sua fala. (E convenhamos: se você está gravando nessas condições, não precisa ler isso aqui.)

Remover ruídos.
Dá para remover ruídos no Audacity.

Um dos efeitos mais bacanas do Audacity é o de remoção de ruídos. Sua aplicação é parecida com a do efeito anteriormente visto, mas tem uma pegadinha: ela é feita em duas etapas.

Primeiro, é preciso ensinar ao app o padrão de ruído a ser eliminado. Para isso, encontre um ponto de silêncio na fala, algo comum em podcasts (e considerando que as vozes sejam gravadas em faixas exclusivas). Selecione o trecho silencioso, entre no menu Efeitos, depois em Remover ruído… e, na janela que aparece, clique no botão Obter perfil de ruído.

A janela se fechará e, aparentemente, nada terá mudado. Mas mudou sim: agora o Audacity sabe o que deve buscar e eliminar.

Dessa vez, selecione toda a faixa antes de voltar ao menu Efeitos, item Remover ruído… Lá, clique no botão Ok e espere a mágica acontecer — dependendo do seu hardware, pode demorar um pouco.

5. Como corrigir o clipping

Clip Fix, efeito do Audacity, corrige o clipping.
Corrigindo clipping no Audacity.

Como explicado, clipping é o “estouro” em uma faixa. Dá para ver quando isso acontece nas ondas: ele chega às extremidades da faixa e, ao ser executado, machuca os ouvidos.

O efeito Clip fix, dentro do menu Efeitos, ameniza e em muitos casos elimina o clipping. Para usá-lo, selecione o trecho clippado e clique na opção. Uma caixa de diálogo surgirá. Clique em Ok e veja, ou melhor, ouça a mágica acontecer.


Para quem ainda não teve tempo ou interesse em explorar o que o Audacity oferece, essas dicas são um belo começo. Se você já é experiente e tiver alguma outra para compartilhar, use os comentários. Outros entusiastas, eu e os ouvintes do podcast agradecemos!

O melhor lifehack para a sua produtividade? Dormir

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30/3/15, 8h49 6 min 30 comentários

“Produtividade” é algo que todos buscamos. Executar mais tarefas com mais facilidade – quem pode não querer isso? Na busca pela otimização quase sempre recorremos a incrementos: se eu passar a fazer isso, produzirei mais; se comprar esse equipamento, trabalharei com mais conforto. Mas e se o contrário se apresentar como um caminho? E se, para produzir melhor, você precise produzir menos?

Uma coisa que nunca entendi é a ideia de madrugar em cima de um projeto. Ou estudando. Entendo a glamourização do ato, como quando Tim Cook escreveu no Twitter ter dormido um pouco mais que o habitual para um grande dia, até as… 4h30 da manhã. De fato, dormir pouco faz com que pareçamos mais importantes e reforça a ideia de trabalho duro, mas não é sinônimo de produzir melhor. Com frequência, troca-se qualidade por quantidade, o que não é interessante em muitas áreas.

Quando minhas pálpebras ganham vida própria, o foco passa a se perder com facilidade e para continuar é preciso recorrer a líquidos baseados em cafeína, algo está errado. Eu estou no lugar errado. Deveria estar em uma cama, não trabalhando. Continuar lendo O melhor lifehack para a sua produtividade? Dormir