Foto de divulgação do iMac Pro.

Guia Prático #151: O computador de R$ 98 mil

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11/3/18, 13h51 1 min 13 comentários

No podcast desta semana, eu (Rodrigo Ghedin), Emily Canto Nunes e Joel Nascimento Jr. debatemos o preço do iMac Pro no Brasil. Na configuração máxima, chega a R$ 98; na mínima, não sai da loja da Apple por menos de R$ 38 mil. Além de (tentarmos) racionalizar esses valores, falamos do alto custo que gadgets têm por aqui, a falta de opções intermediárias e com bom custo-benefício em diversas categorias de produtos e até da questão do status. Ainda existe quem compre celular por isso?

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Links citados no programa

Foto do topo: Apple/Divulgação.

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  • luis

    É fato que muitos brasileiros enxergam a Apple como uma grife. Só acho que não pode haver generalização. Nem todo mundo que consome produtos da marca é ostentador. O iPhone, por exemplo. Há muitas pessoas que gostam do sistema, que prezam por um aparelho sempre atualizado (o que proporciona uma maior longevidade ao mesmo) e também pela qualidade dos aplicativos em geral, mesmo naqueles que se encontram nas duas plataformas.
    No Android o usuário pode fazer mais. É fato. Mas há os fatores mencionados acima que pesam para o iPhone. O usuário é quem vai decidir.
    Infelizmente o ônus desse status sem sentido é grande. Seja por conta daqueles que compram pra aparecer, ou por conta daqueles que criticam.

  • Taichou12

    iPhone no Brasil você pode financiar em até 48x sem juros e sem entrada, primeiro pagamento só em março.

  • Gabriel Arruda

    Pegando o gancho do Joel: o preço da Apple Brasil é uma polêmica que não existe e, digo mais, ela não tem nenhuma política especial para o Brasil.

    Quando você olha os preços dos produtos, para mim é claro que eles têm uma planilha que simplesmente calcula o dólar mais os impostos de importação. Fica em torno de 6x a 8x o preço em dólar, o que se aplica para DELL (XPS 13) e Lenovo (Carbon X1) para efeitos de comparação.

    Ou seja, NADA diferente dos concorrentes, a diferença é que não vai gerar tanto clique fazer um post indignado com outras marcas. A Apple traz praticamente todos os seus produtos, inclusive os mais caros, enquanto outras marcas saem do mercado ou trazem apenas produtos acessíveis.

    • Joel Nascimento Jr

      Eu bem concordo. 19 mil dólares na conversão chega a cerca de sessenta mil, 50% entre taxas de importação, garantia etc, beira nisso mesmo.

    • O único problema que eu vejo nessa comparação é que eu não consigo acreditar que eles importam os produtos pagando o preço de varejo do exterior.

      (seja a Apple, seja qualquer outra marca… A comparação que eu falo é com o preço em dólar)

      • Gabriel Arruda

        Os impostos que eles pagam não são os mesmos de pessoa física, tem o ICMS que é 18% sobre o preço final por exemplo (em São Paulo).

        Acho que não faz muito sentido essa ideia de que as empresas “se aproveitam” de brasileiro, porque mesmo com o mercado em crise os preços continuaram aumentando e a Xiaomi, que se destaca justamente pelo preço, acabou caindo fora por causa das questões tributárias em cima de importados.

        Acho que essa ideia de que “vende porque alguém compra” é bem limitada, já que o Brasil claramente tem um mercado pequeno para o seu tamanho…seria muita ingenuidade de algum empresário achar que bons preços não aumentariam substancialmente as vendas de alguns produtos.

        • Paulo Pilotti Duarte

          Não são os mesmos impostos que são pagos pela Apple e a margem de lucro do empresário brasileiro é maior que a média mundial. Tem bastante literatura sobre isso, principalmente sobre carros (o lucro chega a ser 3x maior no Brasil em relação aos outros países).

          Tem a questão de tributação sim e ainda tem a questão de logística brasileira (malha rodoviária x malha ferroviária) que encarece o produto, ainda temos seguro mais alto (zonas deflagradas onde os correios são roubados diariamente, por exemplo) e outros problemas de países sem infraestrutura social-coletiva como o nosso.

          Dito isso, dentro de um segmento de luxo, não faz sentido o problema ser, necessariamente, o preço. Provavelmente para a Apple simplesmente não vale a pena ter um preço menor do que os quase R$100k porque esse mercado consumidor não se atenta a esse tipo de variável.

          Existe sempre um “ponto ótimo” dentro de uma precificação onde não vale a pena baixar porque as vendas maiores não resultariam em um lucro que se justifique e nem aumentar a ponto de perder o status de exclusividade/luxo que o produtos tem consigo.

          Provavelmente a Apple não mexe nesses preços por estar nesse ponto ótimo de vendas x lucro no Brasil. Os empresários sabem muito bem disso e simplesmente não vale a pena o aumento de toda a cadeia que isso poderia gerar. Nem sempre vender mais é exatamente melhor, o crescimento precisa ser sustentável a ponto de manter-se por um período longo de tempo com um lucro que justifique um aumento na operação inteira (pessoas, logística, fabricação etc.). Então não é uma ideia limitada pensar que os empresários não baixam o preço de certos produtos porque eles vendem mesmo assim, aliás, pelo contrário, faz bastante sentido econômico, ainda mais quando se tem uma linha mais diversificada.

          E empresas se aproveitam de todo mundo, elas vendem no limite máximo de preço que o mercado está disposto a pagar (e algumas ficam brabas quando o mercado não se dispõe a pagar e fazem lobby no governo para regulações, mas isso é outro argumento) por determinado produto, essa é a base do capitalismo, inclusive.

          • Gabriel Arruda

            Minha impressão é que o mercado nacional tem barreiras enormes para entrada, é um parto para dar certo, mas depois disso a vida esta ganha como podemos ver com os bancos e montadoras. Um caso recente foram os carros chineses, que tentaram entrar no mercado agressivamente, mas foram controladas pelo lobby das montadoras no governo.

            Concordo plenamente que nem sempre vale a pena expandir, é igual aquela ladainha de que o “mercado” poderia resolver a questão dos Correios, quando me parece óbvio que não faz sentido fazer entregas do Sudeste para o Norte por exemplo.

            O que eu discordo é que a ideia de que a Apple acha bom esse mercado de 5% de iOS no Brasil estagnado (ou diminuindo), simplesmente porque essa não é a estratégia dela em outros países. Do tipo, que ela ativamente aumenta os preços no Brasil acima do resto do mundo para evitar que mais gente comprem e “banalize” o produto.

            É um chute, mas acho que a Apple nem deve perder tempo com expectativas de venda do iMac Pro, faz um preço “confortável” de importação e o que vender tranquilo. Não é opção para a Apple não vender como outras empresas fazem, pelo menos não lembro de nenhum produto deles que não é vendido na loja brasileira.

            Acho “legal” a empresa ter todo o portifólio, nem que seja para exibir na loja e facilita o oferecimento da garantia mundial….que é mais complicado para produtos que não são vendidos aqui segundo a própria Apple: https://macmagazine.com.br/2015/11/16/apple-brasil-passa-finalmente-atender-qualquer-modelo-de-iphone-6s6s-plus-em-territorio-nacional/

            Posso estar errado, mas diferente das montadoras, acho que a Apple Brasil está longe de ser uma fonte de receita relevante para a empresa. E acho que ela tentou ter mais relevância na época da construção da fábrica quando se esperava mais do iPad como produtos…mas o produto em si não vingou como esperado.

            Em resumo, concordo com os pontos, só não me parece que a Apple é um caso de player que está querendo restringir mercado por preço.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Acho que ela não quer restringir o mercado via preço, acho que essa restrição existe naturalmente por conta do modelo de negócios + aparelhos dela e, nessa posição, ela está confortável para não se importar em se expandir num mercado marginal como o brasileiro. Simples.

            Aqui um telefone top de linha ainda é um artigo de luxo, seja da Apple ou da Samsung, e ambas estão confortáveis com esse mercado do modo como está e não tem motivação pra mudar isso.

            Mercado é sempre motivação e expectativa de lucro, a Apple tem lucro e não tem motivação/expectativa de mudança desse cenário no longo prazo, provavelmente, o que faz com que ela simplesmente faça o menor esforço possível para atender o Brasil. Ela ter 5% do mercado brasileiro mantendo o lucro ainda é interessante pra ela, mesmo se isso baixar, caso o lucro se mantenha, ainda será interessante. Nenhuma estratégia da Apple parece ser voltada para a massificação dos produtos que ela vende, pelo contrário. E, claro, o fetiche da Apple no Brasil ainda existe (e deve perdurar) e isso certamente é levado em conta na hora de se pensar numa estratégia de vendas/preços por aqui.

            Se você notar, inclusive, parece que Android e iOS sequer são concorrentes, a Apple canibalizou as outras empresas de não o Google/Android na sua escalada nesses últimos anos (pegou mercado da RIM, principalmente): https://goo.gl/CmEPLQ

      • Joel Nascimento Jr

        Sim, mas tem o fator p “preço sugerido ao consumidor”.

  • Jorge Paulo Jr.

    Sobre o status da marca. Pouco mais de 20 anos atrás não dava para comprar o top de linha, xyz, com ar condicionado e usb-z de qualquer produto. Apenas os MUITO ricos tinham. Agora com o acesso, todo mundo quer “mostrar” que também pode.

  • Thiago

    Estou chorando só em imaginar o valor que vou gastar trocando a tela do meu Macbook Pro 13 2013…

  • Gustavo Kamino

    O Brasil é caro? É. Mas acho que comparando com EUA é complicado, lá é muito barato. Moro a um ano em Portugal, e não é tão discrepante os valores. Alguns itens até são mais baratos. Comprei um zenfone no Brasil mais barato que comprei aqui (perdi o brasileiro e quis comprar o mesmo modelo). Mesma coisa pra alguns notebooks. Apple realmente é mais caro, mas não tanto. Ipad 32gb na fastshop tá 2350, e aqui convertendo da uns 1800. É mais caro, mas também nem tanto.

    A vantagem grande daqui é a disponibilidade. Dá pra comprar na europa toda sem imposto a mais, e as coisas da china chegam rápido.