Detalhe da tampa do MacBook Pro.

MacBook Pro por alguém que sempre usou notebooks Windows

Por
26/11/15, 9h52 14 min 174 comentários

Eu estava satisfeito com meu notebook. Muito. Mesmo com três anos de uso, ele me atendia bem: era rápido, confiável, leve e até bonito. Não tinha planos para trocá-lo tão cedo, especialmente com esse cenário desolador da categoria no Brasil. Mas aí a mão do destino pesou, ele me foi roubado e tive que comprar um novo. Acabei com um MacBook Pro.

Não pretendo escrever um review. Por outros motivos achei que valia a pena escrever alguma coisa sobre o MacBook Pro aqui. Na verdade, dois em especial. Primeiro porque o tema cabe no que proponho discutirmos aqui no Manual do Usuário — novos gadgets e como eles se encaixam nas nossas vidas. O outro, porque, embora estejamos distantes nos últimos anos, por muito tempo tive uma relação de proximidade com a Microsoft, mais especificamente com o Windows. Uma relação que, ao menos no dia a dia, meio que chegou ao fim.

Um pouco de contexto

Quando estava no Ensino Médio criei um site chamado WinAjuda. Era, como o nome sugere, uma tentativa de ajudar pessoas com problemas em seus computadores rodando o sistema da Microsoft. (Na verdade, foi o primeiro assunto que me ocorreu a fim de pretexto para exercitar minhas recém-adquiridas habilidades com HTML.) Aquilo cresceu ao longo dos oito anos em que o site ficou no ar, me trouxe alguns bons frutos e, de certo modo, pavimentou a minha carreira.

Em 2007, por exemplo, fui convidado pela Microsoft para conhecer sua sede no Brasil. Foi a minha primeira viagem a trabalho e quando tive o primeiro contato direto com executivos de uma grande empresa. Mais tarde, no começo de 2010, fui agraciado pela Microsoft com o título de Most Valuable Professional, uma honraria que eles concedem a líderes de comunidades independentes acerca dos seus produtos. Durou só um ano e aproveitei menos do que poderia, mas encarei como um reconhecimento do trabalho feito no WinAjuda. Em 2013, já no Gizmodo, viajei para San Francisco e cobri uma BUILD, conferência anual para desenvolvedores da Microsoft. Vi Ballmer falar alucinadamente a menos de 10 metros. Foi legal, foi tudo muito bom.

O WinAjuda não existe mais. Em 2010, vendi o site para a Digerati, editora que publica a Revista Oficial do Windows no Brasil, que decidiu, em algum ponto do passado recente, arquivar (ou apagar) o conteúdo do meu antigo site e redirecionar o endereço para o da revista.

Eu também mudei desde então. A transição do centro gravitacional da tecnologia de consumo para o mobile me levou a um distanciamento da Microsoft. A estratégia desastrosa com dispositivos móveis, decisões malogradas no Windows e, principalmente, as eternas promessas não cumpridas ou entregues pela metade — algo que eu sentia mais por acompanhar de perto a empresa — me fizeram procurar por alternativas. Gosto de várias empresas e gosto muito da Microsoft, mas não ponho o apreço por nenhuma acima dos meus interesses. Se o concorrente oferece algo melhor, por que não usá-lo?

Aquele notebook Samsung Série 9 era a última coisa da Microsoft que existia no meu workflow. Rodava o Windows, ainda na versão 8.1 Update. Além de ter um papel importante na minha história profissional, o Windows era, até então, o único sistema para computadores que havia usado por mais de uma semana ininterruptamente desde que tive o primeiro contato com eles. (Experimentei o Linux em diversas ocasiões, mas essa semana para o Giz foi o período mais prolongado de uso.)

O MacBook Pro que uso agora, rodando o OS X El Capitan, embora se apresente como amigável vem com uma proposta levemente diferente. Ele exige um mínimo de boa vontade. Eu estava disposto, desta vez, a dar uma chance, a usar de fato outro sistema e encarar a curva de adaptação que todos, em menor ou maior grau, impõem.

Faz mais ou menos um mês que estou usando o notebook da Apple. Já adaptado, é hora de relatar a mudança. Achei mais fácil e didático dividi-lo em duas partes: uma referente ao hardware e outra ao software. São duas metades que, juntas desde a concepção, fazem um produto superior.

O hardware do MacBook Pro

MacBook Pro numa mesa.

Este é, fácil, o notebook mais agradável que já usei, mas não por uma distância muito longa do meu antigo Série 9. Na verdade, acho aquele notebook da Samsung mais bonito; é nos detalhes que o da Apple vira o jogo e, no fim, acaba sendo um produto melhor.

O MacBook Pro é robusto, potente e fácil de usar. Quando digo “fácil”, não é ao software que me refiro, mas sim num nível de hardware mesmo. O teclado é ótimo: as teclas têm o espaçamento ideal, bom “travelling”, dão o feedback exato para se fazerem sentir e passar confiança a quem digita. O touchpad é irretocável. Grande e preciso, ele casa muito bem com a suavidade do OS X ao lidar com rolagens, seleções e zoom. O meu modelo é um daqueles mais recentes, já com a função Force Touch no touchpad. Isso significa que ele detecta a pressão dos toques, acionando comandos diferentes quando apertado com mais força. Não é nada do outro mundo, mas me vejo usando-o com frequência para coisas como buscar a definição de palavras (no dicionário nativo!) ou alternar entre as janelas abertas de um mesmo app.

MacBook pro visto de cima.

Tudo parece estar no melhor lugar possível, como o posicionamento dos alto-falantes, por exemplo. O design unibody transmite uma sensação boa de robustez. Ele é bonito e funcional, e tem alguns detalhes que, por mais óbvios que sejam, são raríssimos de se ver em outros notebooks: não há qualquer adesivo grudado no notebook nem inscrições, obrigatórias (essas ficam no software) ou de branding (qualquer um sabe que se trata de um MacBook Pro). Parece que a continuidade do projeto, o mesmo há anos, com leves mudanças (ou seriam ajustes?) pelo caminho, somada às prioridades da Apple, resulta nesse conjunto que, particularmente, me atrai mais. (Existe coisa mais abominável num notebook do que aqueles adesivos gigantes, ou mesmo os pequenos, nos apoios para os pulsos ao lado do touchpad?)

Detalhe da tela Retina.

O que mais chama a atenção ao ligar o MacBook Pro é a tela Retina. À distância normal que alguém fica enquanto digita, os pixels são indistinguíveis, parece papel impresso. Há alguns solavancos em sites não adaptados que tornam algumas imagens borradas. Fica estranho, mas é tolerável. Na maior parte do tempo não há do que reclamar.

Outro aspecto muito legal e que costuma ser negligenciado pelas fabricantes de notebooks Windows é a autonomia da bateria. Meu uso é relativamente leve, consiste em muita navegação web, e-mail e editor de texto. Eventualmente abro o Pixelmator, um editor de imagens mais simples e amigável aos não iniciados no Photoshop. Como uso ele majoritariamente em casa, sempre ligado à tomada, até agora só exauri a bateria uma vez. E demorou um bocado. A autonomia é comparável à de um bom tablet, o que é sensacional para um notebook.

Conector MagSafe desgastado.

A única bola fora, aliás, bem fora, é o conector do MagSafe. A ideia e a execução são estupendas; o problema é que o plugue meio que descascou o compartimento do conector. Não dá para ver, a menos que você olhe diretamente para o buraco, mas… poxa, é dos detalhes que a Apple se gaba, certo? O teclado também já está meio “brilhante” em alguns pontos. Como é o segundo notebook premium que apresenta esse desgaste precoce, nem critico. Deve ser natural, ou são as minhas mãos, ou… sei lá.

São contratempos estéticos e, mesmo sendo isso um problema, eles são mínimos. De outra forma, o MacBook Pro não me trouxe dores de cabeça. É um hardware muito, muito bom. Não cogito usar Windows aqui, mas a ideia não é condenável — e, pelo que pesquisei, é simples e possível de dois modos, via Parallels ou Boot Camp. É um hardware fantástico, talvez sem paralelo na indústria, suficiente para se destacar independentemente do OS X. Só que muitos dizem não abrir mão de hardware da Apple apenas por causa do software, justificativa que também faz sentido. O OS X, embora não seja coisa de outro mundo, é bem bacana.

O software do MacBook Pro

Teclado e parte da tela do MacBook Pro.

Uma coisa que é preciso dizer logo de cara é que o OS X não é um salto tão grande quanto alguns usuários de longa data ou aficionados por Apple podem nos fazer pensar. Isso, claro, tomando-me por base e estendendo esse parâmetro ao que seria um “usuário médio”.

Acho que para alguns perfis o poder das raízes Unix do OS X e alguns apps exclusivos devem fazer diferença, mais ainda para quem usa o sistema há muito tempo e incorpora rotinas complexas no dia a dia. Para gente comum, curiosos ou interessados em deixar o Windows de lado (talvez pelo hardware da Apple), ele eventualmente revela alguns facilitadores; nada, porém, imprescindível. O bom é que isso ajuda a tornar o processo de migração tranquilo. Não tive nem perto dos entraves que esperava que fosse ter.

É inegável que o OS X é mais bonito que o Windows. Além do bom gosto na parte estática, o sistema parece mais fluido, com animações suaves, agradabilíssimas. O Windows nunca foi algo bonito, à exceção, talvez, do Windows 7, mas cumpre suas tarefas a contento. No Mac rola a mesma coisa, mas o caminho é mais agradável aos olhos.

Algumas coisas que a Microsoft tenta implementar desde o Windows 8 já são praxe no OS X, como o dicionário/corretor ortográfico que abrange o sistema inteiro, o gerenciamento simplificado de aplicativos e as ideias paralelas de ocultá-los e fechá-los de fato — Commando+H e Command+Q, respectivamente. No geral, ele não é tão fechado quanto o iOS, mas dá para sentir que ambos compartilham dos mesmos princípios. Também são notáveis os aspectos que os separam. O OS X é mais maleável, pode ser mais exigido, mas àqueles que não querem fazer uso desse poder ele se apresenta como um sistema bem amigável e fácil de usar. Ele não é intimidador, é convidativo.

Menu do Safari com teclas de atalho em destaque.

Uma vantagem que provavelmente não tem tanto apelo ao público em geral, mas que para mim foi uma grata surpresa, é a atenção enorme com atalhos do teclado e o fato deles funcionarem da mesma forma em quase todos os apps. A barra de menus, no topo, exibe-os em frente aos comandos correspondentes e a consistência através dos apps agiliza muito o trabalho de quem prefere recorrer mais ao teclado do que ao mouse/touchpad. Alguns são casca grossa, como o que cola texto sem formatação (Command+Option+Shift+V), mas o mero fato de que algo assim existe já me deixa feliz1. As teclas auxiliares, Command, Option e Control, são meio confusas, mas com o tempo se acostuma. Alguns atalhos, porém, atentam contra a fisiologia humana — o Command+Control+A para arquivar e-mails no Mail é dureza. No geral, é bom ter tantas opções e essas poderem ser descobertas com facilidade.

Aqui e ali encontrei coisas que ainda não estão bem resolvidas. O sistema de divisão de janelas ocupando toda a tela, que apareceu no El Capitan, equivalente ao Aero Snap do Windows, é péssimo. Do modo de acioná-lo à execução em si, tudo fica aquém da solução da Microsoft. O Finder, que muitos usuários de Mac reclamam, tem coisas legais e outras nem tanto. A Dock, se deixada fixa, ocupa uma boa parte vertical da tela — e ainda tem a barra de menus no topo. Ocultá-la resolve o problema do espaço perdido, mas torna menos ágil o acesso aos apps.

Outras soluções, a maioria, arrisco dizer, são bem feitas e úteis. Até apps em tela cheia (Command+Control+F) acabo usando vez ou outra, algo a que nunca recorri no Windows (navegador, no caso) pelo isolamento que causava. No OS X, arrastar três dedos lateralmente pelo touchpad me permite navegar entre áreas de trabalho virtuais e apps em tela cheia com conforto e rapidez, o que viabiliza o recurso para mim. É preciso estar aberto a mudar velhos hábitos e, por alguns dias, lutar contra alguns cacoetes. Com o tempo, essas pequenas alterações vão sendo internalizadas e se consolidando.

Venho usando a maioria dos apps nativos e não sinto falta do que deixei para trás no Windows. Meu navegador é o Safari, o cliente de e-mails é o Mail e alguns textos maiores, como este, escrevo no Pages. O Numbers dá algum trabalho, mas nada muito diferente do que teria no Excel, dada a minha inabilidade com planilhas e números em geral. O Spotlight é bem esperto e um economizador de tempo. Consigo alternar entre unidades de medida, peso, moedas e obter rapidamente outras informações básicas do tipo, apenas apertando Command+Barra de espaço e começando a digitar. Mesmo ainda arranhando a superfície do OS X e restrito a apps básicos/nativos, certas coisas se sobressaem quando comparo meu novo workflow ao antigo, do Windows. Porém, repito: nada muito drástico.

Convertendo moedas no Spotlight.

Como os apps nativos da Apple não abrangem tudo o que preciso, fui à Mac App Store pegar o que faltava. Desses eu uso mais o Pixelmator, um editor poderoso, porém simples, que supre as ausências do IrfanView e do Fireworks. Para edições em arquivos HTML e CSS, optei pelo Atom. O meu querido Notation foi substituído pelo app oficial do Simplenote. Também instalei Spotify, Telegram, Slack, Pocket, Dropbox e Filezilla.

Editando uma foto com o Pixelmator.

Estou de olho no Byword, para editar textos em modo imersivo, e no Tweetbot. O problema é que eles são caros, ainda mais porque são cobrados em dólar. Já morri no Pixelmator e devo deixar mais alguns trocados com desenvolvedores terceiros. Assinei o Appshopper e sempre fico de olho em promoções. É a vida do iOS migrada para o computador e é o que se paga pelo zelo e qualidade dos apps para Mac.

Por que o MacBook Pro?

Vista diferente do teclado do MacBook Pro.

O que eu faço com o notebook, basicamente, é ler e escrever. Vez ou outra abro um editor de imagens e uns arquivos do site para alterar HTML e CSS, mas mesmo disso qualquer notebook consegue dar conta. Poderia ter pego um dos notebooks “ideais para o consumidor brasileiro” que nos são empurrados aqui, mas não quis.

Comodidade conta e ter um equipamento confiável ajuda muito, especialmente por ser a minha ferramenta de trabalho. Se puder (obviamente), não economize naquilo que você mais usa. É o tipo de economia burra da qual somos lembrados, reiteradamente, a cada olhada de lado na tela que se mostra inútil porque fica esbranquiçada fora do ângulo ideal, toda vez que a rolagem de uma página falha por culpa de um touchpad ruim ou quando, naquelas ocasiões onde o editor de imagens se faz necessário, ele demora horrores para abrir ou responder até que, eventualmente, trava. Talvez seja um exagero, mas nesse caso é preferível pecar por excesso.

Um Mac não era a minha primeira opção, porque o Windows sempre me satisfez e, como pude agora constatar, ele não me limitava se comparado às alternativas. Até cheguei a comprar um notebook da Samsung antes dele, o Style S20, crente de que se tratava de uma atualização direta do antigo Série 9, o que, para minha decepção, não se revelou verdade — a tela, embora tenha resolução maior, apresenta ângulos de visão severamente limitados e o acabamento caiu muito de qualidade. Devolvi.

E aí, na hora de buscar alternativas, vi que as realmente boas e equiparáveis a este MacBook Pro, como o XPS 13 da Dell e o ThinkPad X1 da Lenovo, custam o mesmo ou até mais caro. Achei que era hora de experimentar o OS X e tudo mais. Até agora, tem se mostrado uma decisão acertada, livre de arrependimentos.

Revisão por Guilherme Teixeira.

  1. Alguns apps no Windows implementam essa função de forma independente, como Chrome e Office.
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  • Bruno Sanzio

    Eu sempre disse aqui nos comentários… Enfim, esse notebook vai te segurar por uns bons anos, eu já passei por Pro 15, modelo retina 13, e para mim o melhor é o Air mesmo. Investimento do Retina e muito alto, e para quem já usa um Mac a muitos anos não vale muito a pena , e para isto mesmo que você faz segura tranquilamente. Acredito que sua próxima aquisição seja um monitor Ultrawide.

    Ah, recentemente chegou um modelo da Samsung Style S40, concorre com o Macbook 12, acredito que você cairia de amor por eles.

  • Bruno Sanzio

    Eu sempre disse aqui nos comentários… Enfim, esse notebook vai te segurar por uns bons anos, eu já passei por Pro 15, modelo retina 13, e para mim o melhor é o Air mesmo. Investimento do Retina e muito alto, e para quem já usa um Mac a muitos anos não vale muito a pena , e para isto mesmo que você faz segura tranquilamente. Acredito que sua próxima aquisição seja um monitor Ultrawide.

    Ah, recentemente chegou um modelo da Samsung Style S40, concorre com o Macbook 12, acredito que você cairia de amor por eles.

    • concordo contigo, já passei por pro 13, pro 15 retina e prefiro o air, pelo investimento. derrubei café no retina e deu perda total (prejuízo quase 16k)
      a máquina era muito boa, mas hoje eu vejo que a minha necessidade já é suprida com um air

      • sandro

        VI que este post e antigo, mas estou com muita duvida, se pego um Macbook Air 2017, 13″-1.8Ghz – core i5 – 128GB SSD…..nao sei se pego ele ou o Macbook pro 2015 13″- de tela Retina 2.7 Ghz -128gb ssd – como vi seu comentario sobre o mac Air ..quero saber se ainda pensa assim, lembrando que eu vou editar pequenos videos e trabalhar com Musica……Obrigado…

        • Pessoalmente, descartaria o Air de cara pela tela. É ruim para os padrões de hoje, sem falar que o macOS está cada vez mais adaptado às telas Retina.

    • Meu antigo, da Samsung, tinha resolução similar à do MacBook Air. Esse eu nem cogitei pela tela mesmo. Já que iria trocar, achei que valia a pena pegar um com tela Retina, especialmente porque não pretendo ter um monitor externo — falta espaço aqui no apartamento.

      Eu vi esse Style S40, até cheguei a cogitá-lo em vez do S20, na época, mas desisti pelo tamanho e hardware (Core M).

  • bem-vindo, ghedin =)

  • Ótimo texto! Mas não consigo parar de pensar na facada ($$$) que é. Mesmo sendo um produto e tanto.

  • Frederico

    Dois comentários irrelevantes:
    a) As fotos ficaram melhores, estão com tom mais quente. Até sem encaixarem melhor com as cores do site;
    b) Não chegou no Fabio;

    Ghedin, em algum momento você cogitou iPad com teclado, que tanto vendem como notebook killer pro usuário comum?

    • Valeu pelo elogio às fotos. Aproveitei um solzinho que apareceu aqui ontem (há dias Maringá está nublada) e consegui um efeito legal. (Não entendi o comentário do Fabio.)

      Não cogitei, porque não serve para mim. Gosto da multitarefa e de janelas esparsas, e o iPad é meio limitante nesse sentido. Sem falar que o Pro custa mais caro do que paguei nesse MacBook, então…

      • Fabio Montarroios

        acho q ele se referia a quantidade de caracteres! esses cara são tudo xarope… nem liga.

    • Fabio Montarroios

      E olha q “I’m not a rapper'”, hem?

    • Fabio Montarroios
      • Frederico

        Sim, fiquei cabreiro com isso. Pior foi que não faz muito tempo que você questionou como eles se mantinham…

        Não sabia que o Charles Cosac vivia de mesada, que Naify não aplicava mais e que a editora não fechava no azul e que dava tanto prejuízo. E ele não vai vender a editora, pelo menos por ora.

  • Rafael Leite

    Meu ASUS ficou mais bonito depois que removi os adesivos.

    • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Primeira coisa que faço quando compro um notebook: removo os adesivos e formato o windows.

      • tuneman

        foi o que fiz no meu Lenovo. Remover os adesivo e reisntalar o sistema. hahaha

  • Boa, Ghedin! Concordo com praticamente tudo e ainda aproveitei pra pegar umas dicas que não sabia. Meu uso também é restrito basicamente a leitura, edição de texto e imagem, e eu tô bem satisfeito com o meu Air 13″. Me identifiquei muito com a questão do brilho nas teclas! Evito, tento manter limpo, mas uma hora é inevitável…

  • Paulo Pilotti Duarte

    i) Nem sabia que tinham adesivos ainda nos notebooks, o último que comprei, um Chromebook, não veio com adesivos; pensei, erroneamente, que esse era o padrão atual.

    ii) Minha experiência com o OS X começou em 2011 (ok, começou em 98 quando meu pai me comprou um “Power Macintosh G3 beige”, mas, se não me engano, ele não rodava o OS X) e de lá pra cá eu passei do deslumbramento à frustração. O Lion era um ótimo sistema, mesmo para quem vinha do Windows 7/Ubuntu: rápido, ágil e bem resolvido (as coisas fluíam muito bem, o boot era rápido mesmo com HDD etc. a versão subsequente foi boa (Mountain Lion) chegando ao que eu considero o ápice do OS X, o Mavericks. Desde então, desde que a Apple se viu pressionada por todos os lados para ter uma integração maior entre OS X e iOS, os sistemas deles tem me agradado menos e menos. Acho a identidade gráfica nova – que começou no Yosemite – muito estranha (ou seria estranha apenas para quem veio do Mavericks? – e acaba me desagradando em alguns pontos, mas isso é bem supérfluo pra mim. O que me pegou mesmo – e me fez voltar ao Windows na versão nova, o 10 – foi a atualização pro El Capitan. O sistema hoje, pra mim que não tenho SSD e não pretendo ter, o El Capitan é bem ruim de usar. Já me disseram que a intenção da Apple é migrar tudo pra SSD e, como é relativamente praxe, eles estão “largando de mão” o desenvolvimento focado em HDD. Se for isso, é só mais um motivo para que eu abandone de vez o ecossistema da Apple. Hoje em dia, por conta de vários motivos, o Windows é meu SO principal no Mac Mini e vai continuar sendo por um bom tempo [1].

    [1]: Cabe dizer que eu não gosto de notebook para trabalho, talvez fruto da minha profissão que “exige” teclados completos – sou tradutor e tenho uma média de 7000 palavras/dia pra traduzir e não raro escrevo artigos/relatórios tão grandes quanto – ou seja, em notebooks, por melhor que seja o teclado, é bem complexo de se usar por longos períodos de tempo.

    Edit: Ganhei o “Power Macintosh G3 beige” em 98/99 [provavelmente] e não em 94. Em 94 eu tenho qse certeza que usava um Cobra comprado num leilão, ou algo do tipo, não me recordo.

  • Paulo Pilotti Duarte

    i) Nem sabia que tinham adesivos ainda nos notebooks, o último que comprei, um Chromebook, não veio com adesivos; pensei, erroneamente, que esse era o padrão atual.

    ii) Minha experiência com o OS X começou em 2011 (ok, começou em 98 quando meu pai me comprou um “Power Macintosh G3 beige”, mas, se não me engano, ele não rodava o OS X) e de lá pra cá eu passei do deslumbramento à frustração. O Lion era um ótimo sistema, mesmo para quem vinha do Windows 7/Ubuntu: rápido, ágil e bem resolvido (as coisas fluíam muito bem, o boot era rápido mesmo com HDD etc. a versão subsequente foi boa (Mountain Lion) chegando ao que eu considero o ápice do OS X, o Mavericks. Desde então, desde que a Apple se viu pressionada por todos os lados para ter uma integração maior entre OS X e iOS, os sistemas deles tem me agradado menos e menos. Acho a identidade gráfica nova – que começou no Yosemite – muito estranha (ou seria estranha apenas para quem veio do Mavericks? – e acaba me desagradando em alguns pontos, mas isso é bem supérfluo pra mim. O que me pegou mesmo – e me fez voltar ao Windows na versão nova, o 10 – foi a atualização pro El Capitan. O sistema hoje, pra mim que não tenho SSD e não pretendo ter, o El Capitan é bem ruim de usar. Já me disseram que a intenção da Apple é migrar tudo pra SSD e, como é relativamente praxe, eles estão “largando de mão” o desenvolvimento focado em HDD. Se for isso, é só mais um motivo para que eu abandone de vez o ecossistema da Apple. Hoje em dia, por conta de vários motivos, o Windows é meu SO principal no Mac Mini e vai continuar sendo por um bom tempo [1].

    [1]: Cabe dizer que eu não gosto de notebook para trabalho, talvez fruto da minha profissão que “exige” teclados completos – sou tradutor e tenho uma média de 7000 palavras/dia pra traduzir e não raro escrevo artigos/relatórios tão grandes quanto – ou seja, em notebooks, por melhor que seja o teclado, é bem complexo de se usar por longos períodos de tempo.

    Edit: Ganhei o “Power Macintosh G3 beige” em 98/99 [provavelmente] e não em 94. Em 94 eu tenho qse certeza que usava um Cobra comprado num leilão, ou algo do tipo, não me recordo.

    • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Conta como tá sendo tua experiencia com o chromebook =D

    • Anderson Sac

      Conta como tá sendo tua experiencia com o chromebook =D [2]

      • Paulo Pilotti Duarte

        Existe um texto pra colocar no Mediu – repositório de todos os textos de relato de do Chromebook – mas faltam algumas coisas a serem corrigidas/atualizadas.

        Em linhas gerais, a minha experiência com ele é muito boa. Apesar do corpo de plástico, ele tem uma construção firme (Samsung), é bem leve e tem uma bateria boa dentro do possível. O teclado é bom de digitar o touchpad é melhor do que 90% dos notebooks com preço até R$2.5k,

        No uso diário, como eu disse mais acima, eu pouco exijo dele. Não é meu computador principal (o principal é esse Mac Mini) e sim o computador que vai comigo pra faculdade (quase) todo o dia. Os aplicativos dele são variados, muitos são um web app que abre o Chrome dele, mas, muitos outros rodam como se fossem uma aplicação separada – como o Pocket, Hacker News, MarkDown, Telegram) o que ajuda a separar as coisas e não fica abrindo abas e mais abas no Chrome. Não indico pra quem só quer ter ele porque você vai sentir muita falta de coisas mais básica, como um Word, mas, pra ser o notebook de levar por aí, indico muito. Indico mais do que um tablet.

        Sobre consumo de conteúdo, podcasts e música eu sempre escuto no telefone, então não sei como ele se saí. Ele tem player de vídeo embutido e roda Netflix sem problema nenhum.

        Em termos gerais, a experiência com ele é bem boa, mas, meu uso é bem lowprofile (mesmo no desktop) e se resume a escrever umas notas de aula, ver alguma coisa no Youtube, ler notícias no browser e alguns artigos no Pocket.

  • Fernando

    Sobre os atalhos no teclado, vai em configurações > teclado > atalhos > atalhos de aplicativos. Por lá você pode adicionar e alterar o atalho para qualquer item do menu de qualquer aplicativo do OS X. De nada. hehe

  • Naiana Fernandes

    Ghedin, passei só p dizer como é delicioso ler seus textos e que cada vez ficam melhores. São fluídos e facilmente compreensíveis. Principalmente pelo destaque do seu olhar e ponto de vista sobre tecnologia e cotidiano que remete ao meu interesse. Por ser usuária de windowns a muito tempo, e achar que ele atende minhas necessidades (básicas como as suas) não gostei do sistema Apple no pouco contato que tive (mais na parte mobile) por seu sistema fechado não me permitir usar softwares/app aos quais estou habituada, mas com seu texto comecei pensar a respeito sobre dar uma nova chance. Obrigada.

    • Toda mudança de sistema exige algumas adaptações mesmo, mas fiquei surpreso com a tranquilidade que foi. Em smartphones eu acho mais fácil transitar entre os sistemas, mas no computador, pela complexidade maior, esperava ter mais dificuldades. Tive ajuda e gastei um tempo pesquisando alternativas e soluções (ainda vivo pesquisando “como faz isso ou aquilo no Mac” no Google, haha), mas é possível mudar sim.

      Obrigado pelo elogio :)

  • andrecatapan

    Eu comprei o meu rMBP 13 no ano passado numa promoção muito boa da Americanas. Sempre usei Windows e tenho mais ou menos as mesmas impressões que você compartilhou aqui. Eu não acho que, em linhas gerais, o mac seja absurdamente melhor que um computador com Windows 10, por exemplo (uso um no meu trabalho e não tenho muito do que reclamar). O OSX tem, entretanto, algumas pequenas coisas que (pra mim) fazem bastante diferença. São coisas bobas, como o reading mode do Safari (que acho mais prático do que uma extensão do Chrome, por exemplo) ou então o dicionário integrado, que me ajudam muito, uma vez que passo boa parte do tempo lendo e escrevendo. Como dependo bastante do Office, no Windows a execução é bastante superior. Tive uma série de problemas com o Office 2016 para Mac que só foram solucionados com os últimos updates do El Capitan.

    • Vejo muita gente comentar sobre o Office no OS X, e aí fico com a dúvida: o iWork não dá conta?

      • andrecatapan

        Não sei, nunca tentei. Como meu uso é acadêmico (estou terminando o Mestrado), não há nada melhor que o bom e velho Word. Não é a melhor maneira de organizar um texto, tenho certeza (acho o Scrivener muito, mas muito superior – ah, e hoje está com $ 20 de desconto #ficadica), mas uso muito um software de gerenciamento de referências (Mendeley) que só tem plugin para Word. Além disso, o modo de revisão/correção me ajuda muito, não sei se conseguiria implementar isso com o Pages.

        • Ah, saquei. É, quando se tem esse nível de complexidade no workflow, qualquer mudança já fica complicada. Eu estou me virando bem no Pages porque só abro e escrevo — eventualmente formato nas normas da ABNT, mas é raro e é algo superficial.

          • andrecatapan

            hahaha, é verdade. A própria atualização do Office 2011 para o 2016 me deixou maluco por uns 2 meses. Quando eu quero escrever alguma coisa mais simples, sem formatação, acabo indo para o Evernote ou o OneNote mesmo.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Metendo-me na thread alheia: sinto isso também, minha solução hoje é me manter no Office 2007 no Windows, não me adequei aos novos.

            Em termos de editor de texto não consigo ver nenhum concorrente para o Word. O sistema de tracking de correções, versões, comentários, etc é muito melhor nele (tem nos outros, não sei no Pages porque nunca usei por mais de 23s) e muito mais ágil e transparente.

            Para escrever academicamente eu gosto de usar Latex – que aliás é mais fácil de instalar no OS X – e exportar as referências em formato alguns formato compatível – se não me engano o Google Scholar e o Semantic Sholar fazem isso automaticamente inclusive.

          • andrecatapan

            Sim. Já ouvi falar do Latex, um conhecido da área das computação só escrevia nele. Quem sabe eu pesquise um pouco sobre ele quando for para o doutorado, por agora vou ficar só com o que eu domino. =]

        • Curiosidade: você de exatas, humanas ou biológicas?

          Eu estava discutindo no Facebook e, na minha cabeça, todo mundo de exatas usava LaTeX ao invés de Word…mas o cara disse que é comum usar o Word mesmo e algumas revistas até pedem que seja mandado em Word para revisão.

          • Eu também vejo o pessoal de exatas só usando o LaTeX.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Sobre esse último ponto eu posso falar – trabalhei numa revista Qualis A1 – com conhecimento de causa.

            Pede-se em .doc porque as pessoas raramente seguem as regras de avaliação duplo-cega (nem avaliador nem autor sabem a identidade) e não apagam as referências ao próprio nome, ao projeto de pesquisa (em áreas mais restrita, pelo projeto é fácil saber quem escreveu o artigo) e por vezes não apagam as referências próprias ao final. Isso gera uma grande carga de trabalho extra para quem controla o fluxo da revista, mas, não se tem usualmente tempo hábil para retornar o artigo e pedir que o autor mesmo apague esses pontos, então, é normal que a própria revista “limpe” o arquivo antes de enviar aos pareceristas.

            A revisão é sempre feita pelo autor, até poque, teoricamente, não é recomendado pelo SCIELO que a revista altere o texto enviado pelo autor mais do que apagar referências/nomes.

          • andrecatapan

            Meu mestrado é na área das Exatas, porém a minha pesquisa é bastante conceitual. Conheci apenas uma pessoa que utilizou o LaTeX. Para todos os outros a combinação Word + Mendeley é imbatível. Todos os artigos que eu já submeti foram mandados em .doc mesmo, algumas revistas já fornecem um template pra você escrever “dentro”, outras pedem sem nenhum tipo de formatação (fica bem estranho, mas aí é norma deles mesmo).

          • Interessante, aqui todo mundo usa, tirando a curva de aprendizado não vejo muita vantagem no Word…o template de Word do programa de mestrado acho que nem é mais atualizado.

            O Mendeley funciona bem com LaTeX também, gera todas as referências no padrão, bem simples de usar.

        • Fabio Montarroios

          cara, que dica legal esse mendeley. não conhecia e achei extremamente prático, porque reúno vários pdfs pra leitura e fica bem bagunçado o jeito q eu faço e acabo até me esquecendo de alguns q são bem importantes. e esse lance da citação então… é perfeito!

          • andrecatapan

            O Mendeley muda vidas.

        • CEGMont

          Mendeley é um espetáculo!

  • Amaranto Júnior

    Texto mais que excelente.
    Eu sempre fui (ta bom, ainda sou um pouco!) meio hater da Apple. Em grande parte pelos preços cobrados. Em relação ao iOS, prefiro mesmo o Android, mas por questões pessoais (abertura do sistema, principalmente).
    Quanto ao hardware, não há o que questionar.
    Entendo sua escolha e acho que foi racional, mas o novo reajuste aplicado logo após a sua compra já a coloca em xeque. Os preços estão mais do que surreais.
    Não conheço o OSX, mas você confirmou o que sempre imaginei, que há um melhor polimento do sistema, mas nada de outro mundo como alguns amantes da Apple pregam.

    • Andre Guilhon

      Eu também era. Migrei meio que forçado para um MBAir há um tempo (uns 3 ou 4 anos acho) e mudei de ideia.
      Tinha tudo que eu precisava, e mesmo depois de tanto tempo satisfazia todos os meus requisitos. Era muito mais rápido que muito computador atual “top de linha”.
      Mas a diferença maior mesmo, para mim, é o trackpad. Deixei de usar mouse depois dele. Pessoas me perguntam pq eu não uso um mouse sem fio, e eu respondo que é pq o Trackpad é infinitamente melhor.
      Infelizmente voltei a usar um note “comum” agora, e sinto muita falta do meu querido trackpad! Mas de resto, é mais do mesmo, com algumas diferenças pequenas (na minha opinião)!

    • CEGMont

      Cara, o OSX é uma maravilha de facil, bonito, e muito rapido. Consigo transitar entre ele e Windows muito tranquilamente. Vale!

    • Harlley Sathler

      Cara é que o Windows evoluiu bem nas últimas versões. Na época do Windows XP e OS 10.4, havia um abismo entre os dois sistemas. O Windows melhorou e o OS X, em alguns aspectos, piorou. Até 2006, quando por falta de ace$$o eu usava Windows em casa (mas já usava Mac no trabalho desde 1999), era praxe ter que formatar a máquina a cada 6 meses ou menos. Desde 2006 só formato computador quando troco HD ou faço upgrade de sistema, mas mesmo assim o trabalho que tenho para voltar com meus programas e arquivos é tão pequeno que nem se compara. Hoje o Windows está menos chato com isso, mas depois de quase 10 anos, não animo mais a voltar.

  • Eu estive viajando e cheguei a testar tanto o Macbook novo quanto o Surface Book. A qualidade dos dois é impecável. O Mac achei lindíssimo, apesar das limitações malucas no hardware. O trackpad e o teclado são de excelente qualidade.
    O Surface Book me encantou pela qualidade da tela (nunca imaginaria que pudesse encontrar uma tela tão nítida em notebook) e da construção em geral (a dobradiça é feia mas passável). Enfim, é um baita notebook/ híbrido, apesar do preço me afastar em ambas as opções.

  • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    O que eu faço com o notebook, basicamente, é ler e escrever. Vez ou outra abro um editor de imagens e uns arquivos do site para alterar HTML e CSS

    Pra esse uso, no seu lugar, eu teria pego um chromebook de 4gb.

    • Nahh, não. Não indico Chromebook para ninguém como máquina principal.

      • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Conheço quem tem e tá adorando.
        No medium então, dezenas de relatos de sucesso dele como máquina principal.

        • Ah sim, com boa vontade e paciência, qualquer coisa rola. Mas a web, apesar de todo o avanço, ainda fica devendo em alguns aspectos a aplicações nativas. Acho legal (e uso) várias coisas na web, mas prefiro, sempre que possível, usar apps nativos.

          • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            Aí vai depender do conceito de app nativo.
            No chromebook a proposta é essa quebra. O que nos outros sistemas parece um app web, nele a ideia é parecer nativo. Ícones em baixo.
            Até mesmo a unity implementou isso no ubuntu.
            Achei interessante o pessoal que trabalha com desenvolvimento web usando ele.

          • Ahh, você entendeu o que eu quis dizer :)

            Abrir uma imagem da câmera com 5 MB num editor web, por exemplo, só o upload já me deixa para trás perto de abrir a mesma no Pixelmator ou Photoshop. Sem falar nas eventuais limitações do que é possível.

            Eu gosto muito da ideia do Chromebook e acho ele melhor que um notebook Windows de entrada, mas para vários perfis a web como plataforma ainda não é tão boa.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Assim, eu uso o Chromebook como segundo computador por dois motivos: i) não quero carregar um notebook normal e ii) não preciso de um notebook porque meu uso é sempre em casa (não carrego trabalho pra fora do meu home-office).

            Acabo usando ele apenas como computador na faculdade – pra ler, escrever notas etc – e nos intervalos pra navegar na web e arrumar algumas coisas. Acho que ele se comporta muito melhor do que um tablet nesse sentido – o iPad vai e volta dentro da mochila, mas ele tem ficado em casa quase sempre atualmente – porque te dá mais opções e mais conforto.

          • Fabio Montarroios

            pra velhacos como eu, ainda prefiro um software do q algo rodando na web. fui escrever um texto no google docs e coisas bizarras aconteceram (usando o chrome). no word ou mesmo alternativos, isso nunca aconteceu.

          • Ranner Barbosa

            escrevo geralmente tudo da faculdade no google docs pra caso precise pegar quando to la etc, e ó, nunca aconteceu nada bizarro não rapaz

          • Fabio Montarroios

            bizarro vc não achar bizarro! mas, sei lá, deve ser pq escrevo muito rápido, então. fiz datilografia qdo era criança, rapá!

          • Ranner Barbosa

            não completou o curso né fabio? fica errando tudo, refaz vai! HAHAHAH brincadeira, mas deve ser por isso mesmo, la é de boassa comigo

          • Fabio Montarroios

            puts, lembro do meu pai insistindo/brigando comigo pra aprender essa desgraça… notadamente não deu muito certo, pq sai tudo errado mesmo.

  • Leonardo Celos

    Houve algum texto mais aguardado do que este no Manual?

  • Leonardo Celos

    Houve algum texto mais aguardado do que este no Manual?

    • Fabio Montarroios

      fiquei um tanto desapontado, na verdade… achei que seria um post (sério como este) e um vídeo com um musical sobre o assunto (debochando da apple, do bill gates, de nós leitores, dos fan boys etc). digamos q o post sobre o BAK (q me apresentaram num post livre) já despontava como uma espécie de prelúdio ( http://gizmodo.uol.com.br/bak-794-tablet-review/ ).

    • Tem o do Chromecast, que ainda não saiu :(

      • Enquanto isso, já saiu a segunda versão do dispositivo. Comprei um para a namorada mas vou pedir emprestado para ver se ele supre as faltas da primeira versão (de início: ele é bem mais feio e desengonçado que o primeiro)

        • Quais as faltas da primeira versão que você observou?

          • Primeiramente: Wi-fi 5ghz. No geral, o wi-fi era meio falho, as vezes ele dava umas travadinhas aqui e ali, demorava um pouco para responder. Coisas que passam batido mas que (dizem) ter melhorado. A interface, por si só está bem mais bonita.

          • Harlley Sathler

            O foda de WiFi a 5GHz é que o alcance do sinal não é tão longo quanto o de 2.4GHz, mas acho que optaram por aquela banda em detrimento a esta em função da quantidade de interferência.

          • Mas o Chromecast novo é dual band, não?

          • Harlley Sathler

            Não sei bem. Li as especificações mas não me recordo desse detalhe. Mas o meu comentário nem foi só do chromecast. No geral é assim. O meu router em casa é dualband e está instalado em cima da casa. Raramente eu consigo me conectar ao rádio de 5GHz.

          • Até onde sei não muda nada no software entre os dois modelos, só o conjunto de antenas e suporte a 802.11ac (além, óbvio, do visual). Ou estou enganado?

          • O processo de Configuração está diferente, mas não cheguei a ir tão distante e checar o que mudou. Depois que pedir emprestado, jogo num Post Livre as minhas impressões.

          • O processo de Configuração está diferente, mas não cheguei a ir tão distante e checar o que mudou. Depois que pedir emprestado, jogo num Post Livre as minhas impressões.

          • Andre Guilhon

            E por falar nisso, cadê o post livre? CADÊ?

    • Frederico

      Na Mochila com leitores

      • Esse eu posso adiantar que está prestes a virar realidade.

        • Frederico

          2016 promete!

    • Barbaric Boomerang

      O review do Chromecast?

  • Boa Ghedin!

    Só “faltou” dizer se você fez um seguro nesse seu macbook pro, já que tem um preço um pouco elevado.

    Excelente “review” !

  • Luis Cesar

    “Se puder (obviamente), não economize naquilo que você mais usa. É o tipo de economia burra da qual somos lembrados”

    O ano era 2013, os preços ainda eram amigáveis e eu deixei de comprar um Air 13 por conta disso. Creio que hoje eu ainda não estaria precisando mudar de máquina.

  • Luciano

    Ainda não li o review. Depois complemento. O OSX é bom, mas vai te dar dor de cabeça se tu precisar transitar em máquinas com OSX e Windows com HD Externo. Sim, existem algumas soluções (mas as que sempre funcionam sao pagas). No momento nao estou conseguindo gravar no HD Externo (NTFS) com o El Capitan.

    E, convenhamos: é uma encheção de saco precisar praticamente fazer um curso de programação a cada alteração de SO para conseguir gravar em NTFS…

    O ponto sendo: se você usa somente um ecossistema, show de bola. Caso contrário, melhor ficar com o ecossistema dominante.

    • Harlley Sathler

      Cara, a Paragon vira e mexe coloca o driver NTFS deles em promoção. Tá, é pago, mas lembro que comprei a licença há uns 4 anos por quase nada. Estou com a mesma versão até hoje e tudo funciona muito bem (não precisa ficar fazendo upgrade a cada versão).

  • CEGMont

    O gerenciador de arquivos do OSX para quem trabalha em ambiente de colaboração com Sharepoint, OndriveFB, Evernote Bs e Project é limitadíssimo, impossível. Diretório de usário, então, esquece! Esse OSX pode ser bonito, agradável, fluido, e tudo isso ai que foi dito no post, mas nada se compara ao serviço que de fato o Windows entrega frente ao demais. Faz o OSX parecer brinquedo de criança!

    Minha irmã, que usa massivamente AutoCad AMA o OSX, e não troca por nada. Mas é pessoa independente, não está vinculada a ambientes colaborativos e segurança de arquivos nem nada disso. Usa Dropbox, essas ferramentas mais para uso pessoal e independente. Enfim… AMA seu iMac. Faz sentido, eu acho.

    Na primeira semana de uso do Macbook 12, o qual utilizo somente para viagens e porque graças ao meus bom deus FIREFOX existe para o nosso bem, já fui logo “boot campando” e estou EXTREMAMENTE satisfeito com o desempenho do pequeno.

    Windows 10 + Macbook 12 = MDMA PURO… Só faltava tela touch! ;)

  • CEGMont

    Ghedin, vc não acha que pode valer a pena fazer um post dedicado a falar somente do touchpad, o quão maravilhoso ele é? Honestamente, acho o touchpad do Mac, atrelado o OSx, claro, uma obra top-top.

    • Taichou12

      Não!! Pelo amor de Deus, pra que tanta babação?

      • CEGMont

        Cara, mas é a mais pura verdade. O touchpad é ótimo! E sao mais de 15 movimentos, que funcionam com perfeição.

        • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

          Noça!!!!111

        • Olha, é realmente ótimo e o suporte nativo é melhor e com mais opções que em máquinas Windows, mas não achei nada tão distante do meu antigo Série 9. Ele tinha até um extra que reconhecia toques (não precisava apertar o botão para executar o comando), algo que estranhei no MacBook Pro a princípio.

          • Harlley Sathler

            Você pode personalizar isso no OS X. No meu, toque com um dedo faz as vezes de clique esquerdo e toque com dois dedos clique direito. E o arrastar com 3 dedos. Ou toque duplo para arrastar/toque simples para soltar.

          • Hmm, sim, aqui funciona assim também. Estava me referindo a não precisar apertar o touchpad (fazer o “click”). No Série 9, bastava encostar o dedo para que o sistema reconhece o toque.

          • Hmm, sim, aqui funciona assim também. Estava me referindo a não precisar apertar o touchpad (fazer o “click”). No Série 9, bastava encostar o dedo para que o sistema reconhece o toque.

          • José Carlos Pardal

            Mas no touchpad do Mac você também pode mudar isso no Ajustes pra não precisar do “click”. Funciona como o amigo de cima falou: 1 tap com um dedo em qualquer lugar do touchpad é o esquerdo e com dois dedos ele abre o menu do direito.

            Em tempo: Spotlight é vida. Faço laudos de 30 clientes por dia. Achar algum especificamente digitando apenas as primeiras letras do nome em 2 ou 3 segundos é fantástico.

          • Boa! Realmente dá certo também. Justo agora que estava habituado a clicar!!

          • CEGMont

            Sim, Ghedin… É justamente a essa possibilidade de personalização do touch é a que me referido. O @harlleysathler:disqus está correto.

            “Sem click”, apenas com toques, é possível efetuar uns 5 tipos de comandos diferentes.

          • Harlley Sathler

            Então! No OS X isso é configurável! Você pode configurar para não precisar fazer o click e ele reconhecer um toque como sendo o botão esquerdo.

            Ou não entendi de novo?!

  • Troquei minha workstation de Windows para Mac esse ano no trabalho e assino em baixo as considerações. O Spotlight foi uma surpresa e tanto e o Dock gigantesco fica sempre no auto ocultar aqui, deixando a navegação por conta dos gestos no Magic Mouse e do Mission Control.

    O pior ponto é pregar um novo layout de acentuação na memória muscular e despregar quando pego meu notebook Dell. Mas, de modo geral, foi uma melhoria tão significativa no meu workflow que eu corri atrás do Elementary OS pra suprir a carência no notebook.

    • Alt+C/Alt+V para copiar/colar em máquinas Windows. Já está acontecendo comigo.

  • Cecília

    @bcivfguhdz:disqus, por que não torna público seu perfil no Disqus? Gostei muito do que escreveu no Post livre #38, e seria bom acompanhar seus outros comentários.
    Me perdoem o uso desse espaço para nota totalmente aleatória.

    • Fabio Montarroios

      oi, cecília. de tudo q escrevi ali, naquele dia especificamente, deve ter tido um ou dois pensamentos úteis. mas todo os demais comentários foram bem menos inspirados, então não perdes absolutamente nada. eu comento com o pessoal aqui no post livre às sextas já um tanto assiduamente. então, vc acha as minhas lorotas nesse post de modo mais concentrado. nos demais posts eu raramente comento, pq não tenho muito o q acrescentar às sábias palavras do mestre ghedin (e outros q comentam q sabem infinitamente mais do que eu). mas, mesmo assim, já devo ter chegado ao limite de tolerância dos demais participantes, tamanho os impropérios proferidos aqui. não deixo o perfil público, assim como o meu nome, pra não facilitar a vida do google na disseminação do q eu digo e penso sem a minha permissão. acho q talvez vc pondere da mesma forma sobre isso se se importar com essa coisa…

    • Fabio Montarroios

      Atendido tardiamente, Cecília. Mas não deposite muitas expectativas! E participe do Clube do Livro. Tem bastante coisa boa lá.

  • Taichou12

    Quanto ao teclado, teve muita dificuldade por não ser padrão abnt2??

    • Nada, de boa. Há muito tempo eu usava teclado padrão internacional, então foram só uns dois ou três dias para estar adaptado. Apanhei um pouco das teclas especiais do Mac (Command e Option, principalmente), mas o período turbulento de adaptação com essas já passou também.

    • Nada, de boa. Há muito tempo eu usava teclado padrão internacional, então foram só uns dois ou três dias para estar adaptado. Apanhei um pouco das teclas especiais do Mac (Command e Option, principalmente), mas o período turbulento de adaptação com essas já passou também.

      • ditom

        Há uns dois anos atrás desisti de comprar um mac por conta da ausência de um teclado ABNT2.
        Sinceramente acho um descaso a Apple fazer um teclado português de Portugal e não fazer um ABNT2.
        Hoje acho que eu não compraria também por conta do preço…

        • Fabio Montarroios

          pior q o ç seria útil tb aos franceses. mas se vc for ver, várias línguas no mundo não são contempladas e demandam acrobacias.

  • Eu sempre acho interessante imaginar o “porquê” das opiniões das pessoas em relação aos produtos de tecnologia e vejo mais motivos históricos do que práticos para os MacBooks serem tão bem vistos. Talvez, um dos produtos mais unânimes de tecnologia.

    Pessoas muito “influentes” usam Macs

    As grandes vantagens do OS X são aproveitadas por quem precisa lidar com determinados tipos de desenvolvimento e, pelo que dizem, com pessoal que trabalha com imagens e vídeos. O mais importante: os MacBooks são ótimos produtos para jornalistas e blogueiros.

    O OS X é Unix, então é comum que ferramentas de desenvolvimento open-source funcionem ok no OS X e a Apple oferece o kit básico de ferramentas para desenvolvedores (gcc, Python, Ruby, etc…). O Windows é muito pior nesse aspecto, a linha de comando funciona de forma muito distinta do Linux, por exemplo, o Ruby demorou para ser bom de utilizar no Windows…no começo era um parto. Para alguns o Linux ainda é o melhor para desenvolvimento, mas o Windows com certeza é menos prático se você quer trabalhar com linguagens não-Microsoft. A Microsoft tem grande presença em soluções corporativas, mas entre startups e academia, a galera provavelmente não gosta de Windows. Fora, é claro, desenvolvedores iOS obviamente usam Macs.

    Eu realmente não faço ideia das diferenças entre ferramentas, mas pessoal da área chamada criativa parece ter predileção forte por OS X: não sei se por motivos objetivos, ou costume, mas é comum. Além disso, acho que o Jobs até fazia de propósito, mas sempre o pessoal gostava de lembrar que a Pixar usava Mac Pros por exemplo.

    Por fim, os blogueiros. Até a popularização dos ultrabooks, apenas a Apple oferecia bons produtos para quem precisa trabalhar longe de tomadas. Os MacBooks Pro eram relativamente leves, bonitos, suficientemente poderosos e tinha uma bateria incomparável, o Windows 7 era terrível nesse aspecto. Depois veio a segunda geração do Air, criando o produto perfeito para esse nicho que a mobilidade é foco.

    Em resumo, todos esses perfis são cool de alguma forma né? A Apple sempre frisou nesse aspecto (Think Different, I’m a Mac…) e isso parece ter aumentado já que o desenvolvimento web/mobile e blogueiros que citei surgiram nos últimos 20 anos…antes disso os Macs eram menos interessantes falando de forma objetiva.

    Ninguém gasta dinheiro com Windows

    O pessoal gosta de frisar a diferença de preços dos PCs em relação a Macs jogando tudo em “grife”, o que faz bons devices como o Series 9 que o Rodrigo Ghedin usava ser caso raro. Quantas vezes vocês não ouviram: se é para pagar esse preço, pego um Mac logo!

    Das pessoas mais leigas, um comportamento comum que eu vejo é o cara passar a vida usando notebooks Windows barato e, quando se enche de usar coisa com problemas, compra um Mac: ignora o fato de nunca ter investido dinheiro em um bom computador WIndows e dá importância desproporcional a “mágica” da Apple e não a economia com outros computadores.

    O Windows era simplesmente ruim anos atrás

    O Windows nunca teve um caminho suave, sempre é uma versão ruim e outra boa, o que torna a sua evolução lenta e muitas pessoas acabam usando sistema defasados como WIndows XP e Windows 7. Nesse sentido, muitas pessoas acabam se batendo em problemas antigos por anos…como era a necessidade de formatar o computador de tempos em tempos “por uso” ou ser atacado por malwares simples por usar um piratão.

    O Windows é perfeito para alguém quem entende bem de tecnologia, mas não entra nas categorias acima. Para o usuário básico, essa inconstância (Windows Me, Vista e 8) gera aversão a atualização e são justamente esses os que mais sofrem instalando porcarias no computador.

    No OS X, há menos malware para instalar e nunca teve esse problema de degradação de desempenho, então vejo usuário rolha que nem atualiza o OS X gratuitamente mas está feliz com ele funcionando como sempre. O Mac atende a maior vontade dela: nunca ter que se importar com o próprio computador.

    Conclusão

    Os MacBooks são ótimos produtos, mas acho que esses fatores ajudaram a gerar uma aura em torno do produto. Inclusive, talvez pela maioria dos usuários que discutem sobre tecnologia não enxergar problema no Windows, há um pouco de raiva que o @bcivfguhdz:disqus citou no grupo em relação a “todo mundo” usar MacBooks e achar o máximo.

    • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      O que a Apple tem é hype.
      De resto, dá tudo no mesmo entre windows e os x.
      Até o windows 8 eu ainda tinha uma máquina com ele e outra com os x.
      Depois do 8.1 me desfiz da máquina da apple.
      Agora com o W 10, nem pensar em apple. Ainda mais por esse preço.
      Não vejo sentido em pagar caro para fazer algo que o concorrente faz custando menos.

      • Ué, mas foi justamente o que eu expliquei: o porquê desse hype que se criou.

        • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

          Sim. Eu sei que foi isso que vc explicou.
          Eu apenas reforcei hahahah.

      • Harlley Sathler

        Hoje em dia até concordo que há muito mais hype que qualidade. A Apple decaiu bastante em termos de software nos últimos anos (comecei a usar esporadicamente em 1999 e assiduamente quando puder comprar o meu primeiro Mac a partir de 2006). Há alguns anos atrás as diferenças eram mais gritantes.

        • tuneman

          não acho que a Apple “decaiu”, mas penso que a diferença entre OSX e Windows diminuiu. o Windows 10 tem seus bugs, mas de longe é a melhore versão do sistema até então.

          • Harlley Sathler

            Decaiu! No mercado profissional, o novo Mac Pro lata de lixo perdeu toda a flexibilidade de customização necessária a muitos profissionais, ela descontinuou softwares como o Aperture e já pisou na bola com o Final Cut Pro há algumas versões ao ponto dos clientes voltarem a versão anterior (não sei como está hoje). No mercado de consumo ela substituiu o iPhoto, cheio de recursos interessantes, pelo Fotos, completamente pelado. Até nos utilitários do El Capitan ela pisou na bola! Pra conseguir reparticionar meu fusion drive na hora de instalar o sistema eu tive que inicializar com uma versão anterior porque o Disk Utility não conta com mais nada que não seja um particionamento simples ou a opção de formatação. Pra conseguir zerar um HD há alguns dias fui obrigado a baixar o Yosemite, extrair o aplicativo dele, editar num editor hexadecimal e retirar a rotina de verificação de versão para conseguir fazê-lo rodar na versão mais nova do sistema. Na transição pro Snow Leopard há alguns anos ela removeu o Creator Code do sistema, algo que me permitia ter um controle muito mais granular sobre qual aplicativo abriria cada um dos meus arquivos. Isso sem falar na substituição do networkd como daemon de gerenciamento de conexão de rede padrão no Yosemite em prol de uma contraparte desenvolvida por ela própria e que não funcionava. Soltaram isso pra todo mundo e muita gente teve dor de cabeça com a conexão de rede até que saiu o 10.10.5 e que trazia consigo o networkd de volta. Esses são alguns exemplos das pisadas na bola que a maçã vem dando com software nos últimos anos. Mas concordo que o Windows 10 talvez seja a melhor versão do sistema até então. O El Capitan não é a melhor versão do OS X até então. A Microsoft tem feito o dever de casa e o sistema deles está melhorando. A Apple tem deixado a desejar. Em quase 10 anos usando um Mac por todos os dias tem dado pra perceber.

    • Seu comentário me lembrou de um fun fact desse curto período com o MacBook Pro que acabei esquecendo de publicar: consegui instalar um “adware” no OS X.

      Tinha baixado o FileZilla do SourceForge e, ora, apenas dei dois cliques no ícone para iniciar a instalação. Ele até ofereceu alguma porcaria do Yahoo junto, que eu declinei, mas mesmo assim um tal de Advanced Mac Cleaner foi instalado junto e, pior, mesmo depois de removê-lo continuei recebendo popups esporádicos de outro app bizarro, o Free Cloud Backup.

      Aí, como faziam os antigos, pesquisei no Google e removi os pedaços dessa praga na unha, direto do Finder. Aqui, para quem eventualmente cair na mesma cilada: https://discussions.apple.com/thread/7131348

    • Paulo Pilotti Duarte

      Degradação de desempenho seria a mesma versão ao longo do tempo? Se for, não é 100% verdade. O El Capitan sofre com isso (é comum se fazer uma “fresh install” do OS X a cada nova versão).

      Se for por outro lado, degradação de desempenho na mudança de versão, também, não é 100% verdade. Houve uma degradação do desempenho ao longo das últimas 3 versões (bem aparente inclusive, ou, todo mundo que eu vejo em fóruns ou converso e que usa OS X está tendo a mesma percepção subjetiva).

      De resto, concordo basicamente com tudo.

      EDIT: Não sei se temos comparativos versão a versão do OS X no mesmo hardware, mas, em comparação com o Windows 8 eu me lembro de alguns que mostravam o Windows 8 mais rápido.

    • Fabio Montarroios

      cara, eu acho q um profissional tem q sempre buscar a melhor ferramenta e a melhor ferramenta nem sempre é a mais badalada. como se sabe, em qualquer segmento produtivo e criativo, tem cara q é jiraiya e faz o impossível com equipamentos subestimados por todos seus pares. mas talento e precisão ferramental (instrumental se preferir um termo menos medieval) geralmente andam juntos.

      só q há um mar de leigos no meio disso tudo e eles, pra felicidade dos mega empresários fodões, enchem seus bolsos com a gastança desses leigos, pq na falta de talento, há essa esperança de preencher um certo vazio com a melhor ferramenta (falando muito genericamente aqui e não menosprezando ninguém, q fique bem claro).

      certo dia, tirando uma foto de uma igreja em ouro preto, MG, como leigo q sou na arte, portava uma canon para semi-profissionais, trombei com um cara q, ao me pedir conselhos de equipamentos, disse a ele q sendo um leigão como ele era, o ideal seria optar por equipamentos baratos e modelos de entrada, afinal, ele não tinha cara e nem pinta de cartier-bresson não revelado. daí ele disparou: “mas eu quero uma nikon, q é a mais foda q os fodas usam”. pode até ser a mais foda (tem essa guerrinha tosca de quem usa canon ou nikon… e povo se mata por isso), mas sendo um leigo, ele provavelmente nunca ouviu falar das leicas (q não à toa copiaram o modelo de negócio da apple qdo estavam à beira da falência e perceberam q eram produtos de nicho e q não tinham q competir com canon, nikon, sony etc) e o quão fabulosas elas são (são mesmo). eu não tenho 9k pra comprar uma m9, mas eu bem q gostaria de ter uma, mesmo não sendo fotógrafo associado da agência magnum, saca? e qdo eu trombro na rua com um cara q tá com uma leica eu penso: fdp… mas nos fundilhos queria eu ser o proprietário da celebrada câmera. então o povo chora qdo vê um mac brotando de uma mochila (sem pensar muito se o cara é pro ou é amador), pq talvez queira um tb ou talvez estejam realmente aborrecidos com o fato de valorizarem mais o ferramental do q o talento.

      me parece mais um dilema do mundo do consumo (do consumismo frenético no qual nos enfiamos dia após dia) do q do mundo do trabalho propriamente, pq para profissionais o q importa é o resultado e se instrumentos melhores dão resultados melhores, é questão de tempo pra q um profissa chegue ao q precisa.

      o resto, me parece, e posso estar sendo um mala, é o tal do hype q todo mundo pega carona qdo tem uns cascalhos extras. eu q não sou profissional de nada (mas q preciso de um bom monitor, pq trabalho com acervo de imagens e de um bom som, pq trabalho com acervos de música), cá estou sofrendo com um dell meia-boca (pra ser suave no adjetivo) e um tanto aborrecido com esse windows 10 q simplesmente não permite q o note desligue qdo eu aperto o botão desligar – entre outras traquinagens e insolências.

      qdo tem reunião na firma e vem algum fodão lá nos apresentar seus préstimos, acho q meio q todo mundo espera q o cara saque da bolsa (geralmente de couro e muito chiq) um mac. do contrário, as coisas não se encaixariam no esteriótipo q todos têm do empresário bem sucedido e no qual o próprio empresário espera se encaixar para corresponder ao q ele vai cobrar pelo projeto no fim da reunião. o mesmo me parece qdo entro num escritório de arquitetura e todos trabalham com um mac qdo poderiam trabalhar com um pc, mas se se convencionou que mac’s trazem melhores resultados e impressionam os clientes já q há uma aura de sucesso na própria apple (e na qual todos querem pegar carona, pq só o hype não explica tudo). assim é e provavelmente assim vai ser.

      sem falar no lance da autoafirmação e até mesmo na constituição de um ser autoconfiante – especialmente no meio criativo (de vários segmentos e não só o publicitário), pq qdo ter uma ideia é algo ultra delicado de se conseguir, se ter um mac ajuda uma pessoa no percurso de um resultado melhor – mesmo ele não sendo tão necessário – me parece q o efeito placebo pode dar certo, mas mesmo assim ainda é uma decisão bem pessoal isso e eu acho q tendemos todos a sermos severos demais com as outras pessoas – eu costumo ser. daí q, fazendo um mea culpa até, e mesmo sem concordar com os métodos empresariais da apple, q todos sabemos submete pessoas a duras jornadas de trabalho, me pego querendo um mac pro por conta da tela fabulosa, já q trabalho diariamente com imagens e além de querer um bom resultado, há o prazer do e no ofício a considerar tb.

      o ghedin ter um mac pro me parece ser o caminho natural pra ele (e vejam q ele se dava bem com o note antigo, pq ele cai no lance do jiraiya), pois ele é profissional de fato (ora, ele tem a escrita como ofício!). esses dias ouvi o paulo higa falando o porquê optou por um mac e ele tb é profissional: suas justificativas envolviam o seu ofício, mas mesmo q não fossem. e aí q está!

      eu tenho um moto G e a despeito da blackfriday, jamais pagaria o q muitos vão pagar em novos aparelhos em “promoção”. é muito provável q 90% não precise de aparelhos tão ultra fodas assim, mas vão comprá-los do mesmo jeito, pq há muitos outros fatores envolvidos. ia atrás de um moto x play ou coisa q o valha, mas ponderei: pra quê? e eu acho q o profissional faz essas ponderações bem, pq, evidentemente, não pode brincar em serviço. eu, como leigo, geralmente faço besteiras…

      e pra fechar: qdo dizem q a apple faz tal produto e esse produto é “estado da arte” eu fico bolado. pq, como já se deu, diante de um quadro do picasso e um marmanjo ao lado do quadro, falando em seu iphone 6s, como alguém poderia usar o termo arte pra falar de um produto tão sem singularidade e valor histórico!? invoco todos os demônios que conheço em busca de sentido (walter benjamin, por exemplo) e rumino: “q desrespeito”.

      edit: só pra observar, uso (antes usava mais) um G5 pra alguns trabalhos e, geralmente, a experiência não é lá muito boa. conheço uma série de atalhos, mas como é uma máquina compartilhada, cada hora a pego de um jeito e o uso por muitas pessoas faz com q ela fique consideravelmente zoada, sem falar q é a única máquina apple na rede. alguns sortudos têm mac’s comprados pela firma pra usar, mas, infelizmente, não é o meu caso. senão daria pra ter um contato maior com o ambiente apple.

    • Fabio Montarroios

      cara, eu acho q um profissional tem q sempre buscar a melhor ferramenta e a melhor ferramenta nem sempre é a mais badalada. como se sabe, em qualquer segmento produtivo e criativo, tem cara q é jiraiya e faz o impossível com equipamentos subestimados por todos seus pares. mas talento e precisão ferramental (instrumental se preferir um termo menos medieval) geralmente andam juntos.

      só q há um mar de leigos no meio disso tudo e eles, pra felicidade dos mega empresários fodões, enchem seus bolsos com a gastança desses leigos, pq na falta de talento, há essa esperança de preencher um certo vazio com a melhor ferramenta (falando muito genericamente aqui e não menosprezando ninguém, q fique bem claro).

      certo dia, tirando uma foto de uma igreja em ouro preto, MG, como leigo q sou na arte, portava uma canon para semi-profissionais, trombei com um cara q, ao me pedir conselhos de equipamentos, disse a ele q sendo um leigão como ele era, o ideal seria optar por equipamentos baratos e modelos de entrada, afinal, ele não tinha cara e nem pinta de cartier-bresson não revelado. daí ele disparou: “mas eu quero uma nikon, q é a mais foda q os fodas usam”. pode até ser a mais foda (tem essa guerrinha tosca de quem usa canon ou nikon… e povo se mata por isso), mas sendo um leigo, ele provavelmente nunca ouviu falar das leicas (q não à toa copiaram o modelo de negócio da apple qdo estavam à beira da falência e perceberam q eram produtos de nicho e q não tinham q competir com canon, nikon, sony etc) e o quão fabulosas elas são (são mesmo). eu não tenho 9k pra comprar uma m9, mas eu bem q gostaria de ter uma, mesmo não sendo fotógrafo associado da agência magnum, saca? e qdo eu trombro na rua com um cara q tá com uma leica eu penso: fdp… mas nos fundilhos queria eu ser o proprietário da celebrada câmera. então o povo chora qdo vê um mac brotando de uma mochila (sem pensar muito se o cara é pro ou é amador), pq talvez queira um tb ou talvez estejam realmente aborrecidos com o fato de valorizarem mais o ferramental do q o talento.

      me parece mais um dilema do mundo do consumo (do consumismo frenético no qual nos enfiamos dia após dia) do q do mundo do trabalho propriamente, pq para profissionais o q importa é o resultado e se instrumentos melhores dão resultados melhores, é questão de tempo pra q um profissa chegue ao q precisa.

      o resto, me parece, e posso estar sendo um mala, é o tal do hype q todo mundo pega carona qdo tem uns cascalhos extras. eu q não sou profissional de nada (mas q preciso de um bom monitor, pq trabalho com acervo de imagens e de um bom som, pq trabalho com acervos de música), cá estou sofrendo com um dell meia-boca (pra ser suave no adjetivo) e um tanto aborrecido com esse windows 10 q simplesmente não permite q o note desligue qdo eu aperto o botão desligar – entre outras traquinagens e insolências.

      qdo tem reunião na firma e vem algum fodão lá nos apresentar seus préstimos, acho q meio q todo mundo espera q o cara saque da bolsa (geralmente de couro e muito chiq) um mac. do contrário, as coisas não se encaixariam no esteriótipo q todos têm do empresário bem sucedido e no qual o próprio empresário espera se encaixar para corresponder ao q ele vai cobrar pelo projeto no fim da reunião. o mesmo me parece qdo entro num escritório de arquitetura e todos trabalham com um mac qdo poderiam trabalhar com um pc, mas se se convencionou que mac’s trazem melhores resultados e impressionam os clientes já q há uma aura de sucesso na própria apple (e na qual todos querem pegar carona, pq só o hype não explica tudo). assim é e provavelmente assim vai ser.

      sem falar no lance da autoafirmação e até mesmo na constituição de um ser autoconfiante – especialmente no meio criativo (de vários segmentos e não só o publicitário), pq qdo ter uma ideia é algo ultra delicado de se conseguir, se ter um mac ajuda uma pessoa no percurso de um resultado melhor – mesmo ele não sendo tão necessário – me parece q o efeito placebo pode dar certo, mas mesmo assim ainda é uma decisão bem pessoal isso e eu acho q tendemos todos a sermos severos demais com as outras pessoas – eu costumo ser. daí q, fazendo um mea culpa até, e mesmo sem concordar com os métodos empresariais da apple, q todos sabemos submete pessoas a duras jornadas de trabalho, me pego querendo um mac pro por conta da tela fabulosa, já q trabalho diariamente com imagens e além de querer um bom resultado, há o prazer do e no ofício a considerar tb.

      o ghedin ter um mac pro me parece ser o caminho natural pra ele (e vejam q ele se dava bem com o note antigo, pq ele cai no lance do jiraiya), pois ele é profissional de fato (ora, ele tem a escrita como ofício!). esses dias ouvi o paulo higa falando o porquê optou por um mac e ele tb é profissional: suas justificativas envolviam o seu ofício, mas mesmo q não fossem. e aí q está!

      eu tenho um moto G e a despeito da blackfriday, jamais pagaria o q muitos vão pagar em novos aparelhos em “promoção”. é muito provável q 90% não precise de aparelhos tão ultra fodas assim, mas vão comprá-los do mesmo jeito, pq há muitos outros fatores envolvidos. ia atrás de um moto x play ou coisa q o valha, mas ponderei: pra quê? e eu acho q o profissional faz essas ponderações bem, pq, evidentemente, não pode brincar em serviço. eu, como leigo, geralmente faço besteiras…

      e pra fechar: qdo dizem q a apple faz tal produto e esse produto é “estado da arte” eu fico bolado. pq, como já se deu, diante de um quadro do picasso e um marmanjo ao lado do quadro, falando em seu iphone 6s, como alguém poderia usar o termo arte pra falar de um produto tão sem singularidade e valor histórico!? invoco todos os demônios que conheço em busca de sentido (walter benjamin, por exemplo) e rumino: “q desrespeito”.

      edit: só pra observar, uso (antes usava mais) um G5 pra alguns trabalhos e, geralmente, a experiência não é lá muito boa. conheço uma série de atalhos, mas como é uma máquina compartilhada, cada hora a pego de um jeito e o uso por muitas pessoas faz com q ela fique consideravelmente zoada, sem falar q é a única máquina apple na rede. alguns sortudos têm mac’s comprados pela firma pra usar, mas, infelizmente, não é o meu caso. senão daria pra ter um contato maior com o ambiente apple.

      • Michel Ribeiro de Melo Silva

        Eu sou antropólogo e pesquiso justamente relações de consumo e sociabilidade. Eu poucas vezes vi explicações tão claras e objetivas pra como padrões de consumo às vezes determinam relações sociais e de trabalho. Várias vezes eu converso com a minha esposa sobre isso. Ela é fotografa e tem uma constante ansiedade por comprar equipamentos novos. Às vezes pensar em formas mais eficientes de aproveitar o ferramental que temos é mais importante do que todo o esforço envolvido em trocar tudo pelo que é “novo”, “mais moderno” e “melhor”. Eu nunca vi nada na vida que seja “melhor” sem aspas, ou que seja seguido de uma restrição e/ou adequação.

        • Fabio Montarroios

          pô, cara, legal saber dessa sua linha de pesquisa. e legal saber q és um antropólogo! fiz uma aula de pós recentemente e, se não estou enganado, um dos participantes se queixou da ausência de uma análise antropológica pra uma determinada questão… e, pra ser sincero, a antropologia podia estar mais presente mesmo nos meus estudos :( estou com um livro bacana aqui pra ler, mas acho q é mais um título de efeito do q qualquer outra coisa: “antropologia do cyborgue”.

          o lance com as câmeras é realmente um problema… mas eu reparo mais nos q veem a fotografia como arte e, às vezes, eles até constroem suas próprias câmeras e aparatos pra um registro. é bem interessante, diga-se. mais interessante do q muita foto tirada com o mais novo lançamento. daí q o hype em cima de equipamentos e novidades não me atraí muito. mas tudo depende da narrativa q vc vai seguir e às vezes calha de vc precisar de um drone, de uma lente ultra luminosa etc etc…

          acho q algumas ferramentas são sim aperfeiçoadas e passam por ótimas atualizações, mas duvido q os profissionais sejam seduzidos tão facilmente por essas “melhorias”. pior q muitas dessas “melhorias” são apenas marketing, daí isso confunde quem trabalha a sério e deixa os leigos pirados e ansiosos por mais e mais num movimento sem fim. não à toa há tantos fóruns discutindo e comparando as coisas, pq orientar-se em qualquer segmento ficou difícil não só pela quantidade de opções, q aqui no brasil é limitada, mas por uma falsa diversidade q convém a indústria e pouco a quem consome…

          pô, mas fala mais do seus estudos. com certeza é bem interessante!

          • Michel Ribeiro de Melo Silva

            Se for o livro da Donna Haraway, leia com muito carinho. É um livro excelente, muito embora ela fale bastante sobre feminismo (o livro é um dos clássicos recentes do movimento feminista) ela acabou meio que influenciando muito o uso da metáfora do ciborgue como modelo de representação da cultura e sociedade atual.

            No momento eu tô concluindo minha pesquisa de dissertação de mestrado sobre os circuitos de lazer dos nerds da minha cidade, eu tô aprofundando os estudos nisso agora, e de fato tem pesquisas que mostram como alguns bens sempre serviram de demarcadores dentro das sociedades humanas. Desde sempre foi assim, provavemente vai continuar sendo. O que muda são esses bens culturais. Antigamente eram colares de contas, roupas e etc, hoje os marcadores de distinção são os nossos celulares, notebooks e tablets.

            E se tu lembrares qual é a pergunta que surgiu na tua aula, manda aí, que eu vejo se indico alguma coisa lá pro pessoal debater

          • Michel Ribeiro de Melo Silva

            Se for o livro da Donna Haraway, leia com muito carinho. É um livro excelente, muito embora ela fale bastante sobre feminismo (o livro é um dos clássicos recentes do movimento feminista) ela acabou meio que influenciando muito o uso da metáfora do ciborgue como modelo de representação da cultura e sociedade atual.

            No momento eu tô concluindo minha pesquisa de dissertação de mestrado sobre os circuitos de lazer dos nerds da minha cidade, eu tô aprofundando os estudos nisso agora, e de fato tem pesquisas que mostram como alguns bens sempre serviram de demarcadores dentro das sociedades humanas. Desde sempre foi assim, provavemente vai continuar sendo. O que muda são esses bens culturais. Antigamente eram colares de contas, roupas e etc, hoje os marcadores de distinção são os nossos celulares, notebooks e tablets.

            E se tu lembrares qual é a pergunta que surgiu na tua aula, manda aí, que eu vejo se indico alguma coisa lá pro pessoal debater

          • Fabio Montarroios

            é esse mesmo, cara! acho legal ela dar ênfase ao feminismo, pq além estar muito em voga hj, tenho interesse, pq me falta mesmo reportório sobre feminismo – do qual só pego carona e apoio. e me parece bem atual, pq se vc ver o ciborgue mesmo como projeção e metáfora, não é q tem uns caras imprimindo próteses em impressoras 3d em casa? não me parece improvável q em breve tenha gente se amputando pra se tornar um ser biônico e novas frentes de discussão vão surgir qdo se atingir um sonho ciborgue e a metáfora for ultrapassada! tempos loucos pela frente outra vez.

            curioso q em alguns posts aqui no site do MdU já rolou umas tentativas de classificar o nerd e a coisa meio q não avançou muito. um olhar antropológico seria bem interessante nesse caso e deve ser algo q dê pra perceber no seu mestrado. qdo tiver concluído e disponível pra leitura, não deixe de avisar o pessoal daqui. vários leitores têm uma pegada mais acadêmica e certamente terão interesse.

            puts… não lembro qual foi a pergunta e o contexto exato. tb não achei nada nas minhas notas, infelizmente.

    • best comment!

    • Diria ainda que a Microsoft pagou o preço de ter um S.O. que funciona com diversas fabricantes de hardware diferentes, inúmeros drivers.
      Se um dia a Microsoft “grilar”, e começar a monopolizar fabricação de Hardware para PC´s (já tem o surface aí), significaria a falência de inúmeras empresas de hardware que usam o S.O. dela pra vender, mas ela alcançaria esse status refinado que a Apple conseguiu.

      Basta ligar o foda-se para integração de hardware, deixar a Dell e etc se fuderem, bloquear drivers de terceiros nas versões recentes, monopolizar tudo e fazer algo super integrado.

    • Louis

      Você escreve muito bem.

  • acid boy

    já pensou em usar linux ? sei que a curva de aprendizado é grande se comparado ao windows mas a estabilidade e fluidez do sistema são incomparáveis, nesse momento estou escrevendo esse comentário de um computador antigo comprado em 2009 rodando lxle e que me atende bem nas tarefas básicas, e me mantem longe dos Malwares e vírus do windows que tanto me incomodavam (meu irmão menor usa o computador então sabe como é), as soluções open-sorce me atendem bem apesar de não ser um sistema tão pratico quanto o windows

    • Sim! Inclusive já testei o Ubuntu como sistema principal (tem um link aí no texto). O que sempre me trouxe de volta ao Windows foi, como você citou, a praticidade, mas acho que o Ubuntu e algumas outras distros mais user-friendly são aptas para o dia a dia — e isso vem de longe.

      Agora, com o Mac, tenho menos motivos para recorrer ao Linux, mas é uma alternativa perfeitamente viável.

      • Taichou12

        Eu ainda acho que o linux é um sistema de nicho, tal qual mac os x, eu prefiro assim.

    • Gnull

      Parceiro do Linux (eu não uso mas sempre o acompanho), vi o novo KDE e foi o único ambiente linux que achei bonitão, já usou, como ele se comporta? Dizem que é muito pesado…

      • Taichou12

        Já vi o novo KDE, realmente é muito bonito, mais ainda prefiro o velho gnome de guerra. Da uma olhada no gnome 3.18.

        • tuneman

          S2 Gnome.
          essa semana eu removi de vez o Windows 10 do meu notebook. quase não o usava mais, então converti todo o HDD para Ext4

          • Ninguém aqui usa o Elementary OS? Dizem ser a distro que mais se aproxima do OS X e, pelo menos por vídeos e screenshots, parece bem redonda.

            Aos interessados: https://elementary.io/pt_BR/

          • tuneman

            até pensei…, mas os times de desenvolvimento do Gnome e KDE são muito maiores, então a chance do projeto acabar são mínimas. em termos de usabilidade o Gnome está excelente.

          • Eu usei, até desencanar e fazer um hackintosh pra dar uma sobrevida ao meus desktop.

            O elementary OS era muito legal, mas aí os apps como Sketch, Affinity Designer, não tem pra linux só pra mac acabei largando mão, sem contar que não existe app nativo pra oneDrive e nem o Office 365 não instala no linux.

      • acid boy

        realmente a kde é uma interface pesada bem mais pesada que as outras a unica que eu tive problemas em rodar no meu pc velho apesar de ser bonita exige um pouco mais de hardware mais nada que um processador mais novo não aguente

  • Macintosh

    Ótimo relato de experiência Ghedin.

    • CEGMont

      Ghedin é foda… Escreve bem pra caramba! Sabe dosar a ideia, faz bom uso das palavras… Devia estar escrevendo para grandes publicacoes, com seu estilo proprio, claro.

  • Harlley Sathler

    Meus dois cents:

    Bateria: A longa duração sempre foi uma característica de notebooks da Apple, pelo menos desde a volta de Jobs ao comando. Meu iBook G3 de 2001 me rendia 6 horas de bateria, numa época em que equipamentos top com windows mal chegavam a 3 horas.

    Interface do OS X: Sei que isso é uma questão de gosto, mas eu detestei a nova interface. O Mavericks tinha uma interface mais bonita.

    Atalhos de teclado: Isso porque você não viu o atalho usado na inicialização para o famoso Zap na PRAM: Command + Option + P + R. Os usuários mais antigos brincam que é o comando que te exige 20 dedos nas mãos.

    Dock: Você pode ajustar o tamanho. Pessoalmente deixo o meu sempre visível, mas ocupando um espaço menor. Mantenho o efeito de ampliação do dock ativado para facilitar a vida quando arrasto o mouse por cima dele. O ajuste pode ser feito nas preferências do sistema/dock ou simplesmente clicando e arrastando verticalmente aquele divisor que tem perto da lixeira.

  • Kodos Otro ✓

    Apesar de ter muitos detalhes que são sem importância alguma para mim mas que te chamaram a atenção, é bom ler um texto imparcial sobre isso!

  • A barreira entre eu e um Macbook é apenas financeira, pois curiosidade não falta.

    • tuneman

      poderiam ter o esquema similar aos barbeadores da philips. não se adaptou em 3 meses pode receber o dinheiro de volta. =P

    • Frederico

      Idem. E na pior das hipóteses, é só instalar Windows de novo.

  • Figor

    Vou chutar que a troca do Chrome pelo Safari teve mais impacto que a mudança de SO, vai dizer?

    • CEGMont

      Quero Edge no OSx #prontofalei

    • Tem sido bem parecido, na verdade. O Safari passa a sensação de ser um pouquinho mais limitado, mas é pouca coisa mesmo e, depois que habilitei as ferramentas de desenvolver (vêm desativadas por padrão), ficou bem ok. Eu já não tinha problema com o Chrome no Windows, então não foi uma mudança muito drástica no fim das contas :)

      • Figor

        E as extensions?

      • Figor

        E as extensions?

  • Maxnoob

    Perdemos :

  • Ed

    Já usei bastante os apps da suíte iWork (Pages principalmente), mas me rendi ao MS Office para Mac. Acho que o único defeito dele é a demora para abrir, mesmo com SSD.

    Para edição de código-fonte já experimentei o Atom, mas ainda prefiro o SublimeText.

  • Vinicius P.

    não sei se já comentaram, mas dá pra colocar o dock na lateral da tela

  • Louis

    Ótimo texto Ghedin, mas, sinto que você ainda tinha algo a dizer.

    • Hmmm será? Daria para falar mais, mas me ative aos principais pontos da ~experiência. Só faltou mesmo o relato do ADWARE que consegui instalar, aí foi para os comentários.

    • Hmmm será? Daria para falar mais, mas me ative aos principais pontos da ~experiência. Só faltou mesmo o relato do ADWARE que consegui instalar, aí foi para os comentários.

  • Leonardo Celos

    Por favor, não falem TANTO da black friday amanhã ( hoje, já é 00:03) !
    Grato.

  • Anakin

    Saudades OS X, meu iMac quebrou e não tive condições de comprar outro :( haha

  • CEGMont

    Kd o Ghedin?????

    • o/

      • CEGMont

        Estamos carentes de assunto… Estava aqui contando as economias para contrarar Olivia Pope ja… Hahahaaa

  • Jr. Malafaia

    Tenho um Dell Vostro, fabricação 2009, grosso, parece uma chapa de fritar hambúrguer do Mc Donalds, mas tem 6GB de RAM, 250GB de HD e um processador Intel i3 de quase 3GHz de velocidade. Ele veio com o W7 Home Basic de fábrica e na primeira semana que o W10 foi liberado, recebi, baixei e instalei. Usei o W10 até novembro, comecei um curso de reciclagem na empresa e, durante 3 semanas, usei um PC desktop da Dell com o Ubuntu instalado. Nos intervalos das aulas passei a mexer bastante no PC, verificar a disponibilidade de aplicações, até baixando e usando algumas e não tive dúvidas: dei uma bica no Windows e instalei a melhor distro Linux no meu Vostro velho de guerra. Nem quis mantê-lo em alguma partição. Estou muito satisfeito com o Ubuntu. Casou bem com meu notebook. Provavelmente, em fevereiro, com a grana do PPR no bolso, vou comprar um note mais moderno, e independente de marca, modelo e configuração, vou instalar o Ubuntu nele.

  • Andrei Alves

    Eu não costumo comentar artigos de sites/blogs novos que conheço – como foi o caso aqui – mas a maneira como você expôs ao público essa sua mudança de “ecossistemas”, de forma simples e objetiva, ao meu ver, é digna de reconhecimento, sem falar que o conteúdo do texto dificilmente é abordado em outras páginas, até mesmo em sites especializados; parabéns pelo texto.

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