Deputado quer regulamentar as profissões de youtuber e influenciador digital

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7/11/18, 14h01 4 min Comente

Dois projetos de lei apresentados pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) no dia 31 de outubro chamaram a atenção por tratarem de tema moderno e, ao mesmo tempo, fazê-lo de uma maneira esquisita, para dizer o mínimo. Em um (PL 10938/2018), da Fonte pretende regulamentar a profissão de “youtuber profissional”. No outro (PL 10937/2018), a de “influenciador digital profissional”. Continuar lendo Deputado quer regulamentar as profissões de youtuber e influenciador digital

O preço do iPhone nunca subiu tanto no Brasil como em 2018

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31/10/18, 15h12 4 min Comente

A Apple aproveitou os anúncios dos novos MacBook Air, Mac mini e iPad Pro nesta terça (30) para revelar os preços dos novos iPhone no Brasil. O mais barato, o iPhone XR, custa a partir de R$ 5.199. Nunca o iPhone encareceu tanto entre uma geração e outra no país. Continuar lendo O preço do iPhone nunca subiu tanto no Brasil como em 2018

O novo smartphone da Palm quer fazê-lo usar menos o smartphone

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16/10/18, 11h08 5 min Comente

Antes do iPhone e dos milhares de smartphones Android dominarem o mundo, havia a Palm, com seus PDAs, espécie de smartphone que não faz ligação, e alguns “celulares inteligentes” — desengonçados, lentos, mas pioneiros. Agora, em 2018, a Palm está de volta. Não é a primeira nem a segunda vez que ela retorna do limbo, mas, desta vez, a proposta é um pouco diferente: um smartphone que promete fazê-lo usar menos o smartphone. Continuar lendo O novo smartphone da Palm quer fazê-lo usar menos o smartphone

O Android é o novo Windows Phone

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4/10/18, 16h15 4 min Comente

O Windows Phone já era um moribundo quando, em outubro de 2017, a Microsoft oficializou o seu fim. Na época, a notícia foi recebida quase com indiferença pelo mercado e usuários. Muito antes dela, a Microsoft já tinha feito uma mudança em sua estratégia móvel e jogado o Windows Phone para escanteio. Hoje, o sistema móvel da Microsoft é um antigo rival. Continuar lendo O Android é o novo Windows Phone

Perguntas sobre a (não) redução de US$ 300 para US$ 150 na cota de importação em viagens por via terrestre

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22/7/14, 15h36 2 min Comente

Vários erros nessa história da diminuição da cota de isenção em produtos importados por via terrestre, fluvial ou lacustre de US$ 300 para US$ 150, não? Acompanhe a linha do tempo comigo — e corrija-me se eu escrever alguma bobagem.

A notícia do Zero Hora, de ontem, informou que um funcionário da Receita Federal em Santana do Livramento disse que turistas se surpreenderam com medida, que já estaria valendo. Ela se embasa na Portaria nª 307, publicada no Diário Oficial da União. Mas hoje, Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal, disse ao G1 que o valor antigo é o que está valendo e assim continuará por até um ano, já que a mesmo publicada no Diário da União, a redução ainda precisa de regulamentação da Receita.

A redução se deve a outra novidade da Portaria 307, que estabelece uma cota extra, de US$ 300, para lojas francas (os free shops comuns em aeroportos internacionais) que serão implantadas em “cidades gêmeas”. O problema é que nem toda cidade de fronteira tem uma gêmea no país vizinho. Como ficam esses casos? A Receita não sabe. Segundo Barreto, “não sabemos como vamos fazer. Porque tem uma regulamentação própria do Mercosul que regula tudo isso. Neste período, a gente espera amadurecer”. As cidades elegíveis ainda precisam de lei municipal para autorizar esse tipo de comércio.

Outra coisa é a discrepância com as regras para quem viaja de avião. A cota, para quem compra no free shop no retorno ao país, também é cumulativa e igual à das compras feitas fora — ou seja, US$ 500 + US$ 500. Segundo a portaria, para viagens internacionais terrestres essa soma ficará US$ 150 + US$ 300. Por que a diferença?

O Light Phone 2 é legal, mas você não precisa dele para fazer as pazes com o smartphone

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5/3/18, 14h57 5 min 14 comentários

Uma das críticas mais frequentes às empresas de aplicativos e Apple e Google, donos dos dois principais sistemas operacionais de smartphones, é o design viciante dos seus produtos. Tudo, dos mecanismos de funcionamento às cores usadas, são calibrados para gerar o maior nível possível de engajamento — em outas palavras, para que não abandonemos jamais nossas telinhas. Uma startup do Brooklyn, em Nova York, há anos oferece uma alternativa radical a essa abordagem dominante na tecnologia móvel. Continuar lendo O Light Phone 2 é legal, mas você não precisa dele para fazer as pazes com o smartphone

Quem compra tablet de menos de R$ 300?

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5/11/14, 8h45 5 min 75 comentários
Um tablet bem barato -- e ruim.
Foto: Giovana Lago.

A parte mais interessante da tecnologia de consumo, para mim, não é ela por ela, não são os gadgets que analiso aqui. É a parte que fala sobre como os dispositivos, serviços online e todas as demais coisas legais (e não tão legais) que orbitam esse mundo nos afetam. “Nós”, aqui, tanto enquanto indivíduos como no todo, a sociedade.

É preciso estar atento para perceber as alterações mais sutis. Pensar nas grandes, porém, facilita o entendimento do que quero dizer. Um exemplo fácil é como a popularização do celular destruiu os telefones públicos, os famosos orelhões. Eles passaram de utilidades urbanas tão presentes que viraram até tema de música a peças de museu a céu aberto em menos de uma década. Esse tipo de transição acontece a todo momento, a dificuldade está em percebê-la durante o processo, especialmente naquelas que não são aferíveis tão facilmente quanto os orelhões, ou seja, que não estão visíveis a qualquer um que põe o pé na rua.

Por interessar-me nisso e escrever a respeito, fico um tanto incomodado pela posição que ocupo. E falo isso quase que no sentido literal: sempre escrevi sobre tecnologia de casa, em regime home office, e tenho círculos de amizades relativamente homogêneos no que diz respeito a como eles consomem tecnologia. Nessa, acabo meio desconectado da realidade, basicamente o que disse Paul Thurrott no Twitter: Continuar lendo Quem compra tablet de menos de R$ 300?

Quem são Kunlun e Qihoo 360, empresas chinesas que compraram o Opera

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10/2/16, 10h19 4 min 92 comentários

A Opera, empresa norueguesa que desenvolve há muito tempo um navegador web homônimo, recebeu uma oferta de compra de um consórcio de empresas chinesas no valor de US$ 1,2 bilhão. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas e de órgãos regulatórios, mas tudo indica que será fechado — o conselho, inclusive, “decidiu unanimemente pela recomendação” da aprovação. Ele diz muito sobre duas áreas da tecnologia em alta: navegadores web e China. Continuar lendo Quem são Kunlun e Qihoo 360, empresas chinesas que compraram o Opera

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

O retorno da nova Nokia

11/1/17, 8h56
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11/1/17, 8h56 5 min 30 comentários

A HMD, empresa formada por ex-funcionários da Nokia, revelou recentemente o primeiro smartphone com a marca finlandesa que será lançado após a venda da divisão de dispositivos móveis à Microsoft. O Nokia 6, um intermediário sem muitos atrativos óbvios, será exclusivo para o mercado chinês. Ainda assim, muita gente comemorou por aqui. Há motivos? Continuar lendo O retorno da nova Nokia

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Entenda a “falha” do Flash/JSONP

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9/7/14, 9h24 3 min 8 comentários

O engenheiro do Google Michele Spagnuolo publicou uma prova de conceito chamada Rosetta Flash que permite a alterar a composição de arquivos no formato SWF, do Flash, para enviar requisições web a sites comprometidos e, com isso, obter cookies de autenticação. Na prática, essa técnica permite que se obtenha dados de login e outras informações sensíveis.

Como ele explica ao Ars Technica, não é bem uma falha que viabiliza esse cenário, mas sim a combinação de dois recursos: a conversão de código binário em caracteres alfanuméricos de arquivos do Flash e o JSONP, uma técnica de comunicação que viabiliza aos desenvolvedores a requisição de dados em diferentes servidores — prática desestimulada pelas brechas que abre e que, de outra forma, é impossível graças à política de mesma origem. Tanto que o essa operação já era conhecida pela comunidade de segurança da informação, e ignorada ante a falta de ferramentas públicas capazes de realizar aquela conversão em caracteres dos arquivos SWF.

Agora, não falta mais. Desde a publicação da prova de conceito alguns sites importantes afetados, como Twitter e Tumblr, consertaram os buracos em seus sistemas. A Adobe lançou uma atualização para o Flash que faz o mesmo do lado cliente, a versão 14.0.0.145, já disponível no site oficial. Quem usa o Chrome, ou o Internet Explorer 10 ou 11 no Windows 8 ou superior, deve esperar a atualização automática — o Flash bem embutido nesses navegadores. Para verificar qual a versão do Flash em uso no seu, visite esta página.

Quem ainda usa Flash?

Em maio desse ano o Google tornou padrão o player HTML5 do YouTube para usuários do Chrome, tornando desnecessário, salvo raras exceções, o plugin do Flash para ver vídeos ali. Há cada vez menos motivos para se ter o Flash instalado, e como os dispositivos móveis com Android e iOS provam, dá para viver bem sem ele.

Só que existem exceções. Perguntei, no Twitter, o que leva as pessoas a manterem o Flash ativado. Algumas respostas foram elucidativas, começando pela explicação do Micael sobre streaming ao vivo e vídeos que são exibidos com DRM:

Algumas outras aplicações dependentes do Flash ainda não têm substitutos, também. Adriano Brandão lembrou dos vídeos da Globo e de serviços de streaming de música, como Rdio e Deezer; Marcelo Carreira, dos sistemas de monitoramento de câmeras; e o Bruno Luiz, dos sites de vídeo indicados para o público adulto. E aqui, no Manual do Usuário, descobri que o WordPress exige o Flash no uploader de imagens.

Plugins só rodam se permitidos pelo usuário.Dependendo do seu perfil e equipamentos, dá para abolir o Flash. Não é tão simples, mas é possível. Um meio termo é a ativação por clique. Desse modo todos os plugins ficam desativados por padrão, mas podem ser trazidos à vida com um clique do usuário no elemento bloqueado. Dá, também, para definir exceções, domínios inteiros que ignoram essa opção e rodam plugins.

No Chrome, entre nas configurações, role a página até embaixo e clique no link “Configurações avançadas…” No tópico Privacidade, clique no botão Configurações de conteúdo… e, em Plug-ins, marque a opção Clique para reproduzir.