Post livre #100

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1/9/17, 17h49 1 min 97 comentários

Nossa, o tempo passa, o tempo voa, e o post livre já chegou ao número 100. Sobre o que vocês gostariam de falar nesse primeiro dia pós-agosto que também é uma data a se comemorar, afinal que outro blog independente tem espaço para seus leitores serem também protagonistas? Então vem falar conosco das novidades da IFA, da Quantum, ou do podcast que atrasou porque um dos participantes gravou sem fone de ouvido com microfone…

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  • A cultura pop é uma árvore bem grande com raízes em várias vertentes, cuja copa abriga muitos frutos, entre eles a cultura nerd. E um dos grandes gurus nerds de todos os tempos faria 100 anos no último doa 28 de agosto. O canal Pipoca & Nanquim produziu três excelentes vídeos sobre Jacob Kurtzberg, verdadeiro nome do Rei Jack Kirby, o visionário ilustrador, roteirista e (em segredo) ocultista que uniu como ninguém ilustração, ficção científica e misticismo para criar universos inteiros, que são a base da Marvel e que mudaram os rumos da DC nos anos 70. Várias gerações de crianças e adolescentes deram seus primeiros passos na leitura e no pensamento reflexivos com com as histórias criadas por Kirby. Não exite família perfeita, o Quarteto Fantástico mostra bem isso. Às vezes fazemos coisas que não gostamos pois somos obrigados, e o Surfista Prateado tem o pior dos fardos. Eram os Deuses astronautas? O Quarto Mundo (DC) e a saga de Thanos (Marvel) convidam o leitor e refletir sobre o assunto – e servem de base para os atuais filmes do MCU e do DCEU, sejam eles bons ou ruins. #ThankYouJackKirby https://youtu.be/0-qUxKqGzFM
    https://youtu.be/rl57y7_D2LI
    https://youtu.be/U4tlCJvbJCY

  • Maicon Bruisma

    O que as pessoas ganham sendo fanboy? Pergunto isso pq sempre vejo pela Internet, mas há uma coluna especial que sempre vejo: comparação de câmeras no TudoCelular. As pessoas tentam adivinhar qual câmera é ao invés de votar na melhor, o que acaba gerando muita imparcialidade. Basta ver o link que segue, onde claramente o Mi6 foi melhor em muitas imagens e mesmo assim o S8 e iPhone foram votados como melhores. Não entendo o pq.

    https://www.tudocelular.com/android/noticias/n99168/camera-galaxy-s8-iphone7-xiaomi-mi6-oneplus5-foto.html

    • Não ganham porcaria nenhuma mesmo. Fanboy é um fenômeno a ser estudado: o que leva uma pessoa a defender com unhas e dentes uma empresa para a qual ela não trabalha? Às vezes parece que as grandes corporações ganharam status de times de futebol ou bandas mundialmente famosas.

      • Maicon Bruisma

        O pior é que na maioria das vezes nem o aparelho a pessoa tem.

        • Binho_0

          Não tem pq não pode comprá-lo… Acho q algo equivalente se dá com carros. As pessoas ficam muito empolgadas falando de carros. É uma coisa louca…

          • Maicon Bruisma

            Ou motos, tenho pelo menos dois amigos que são assim. Apesar de empolgante, a conversa é baseada em sonhos e não possibilidades reais, dava pra cortar o assunto visto que não possui utilidade, mas estragar a alegria deles seria maldade, afinal eles são meu grupo, pelo qual eu torço como não faço por qualquer outra coisa

          • Binho_0

            Eu acompanhava muito discussões sobre moto, pq ia comprar uma. FELIZMENTE desisti da ideia. Mas era isso tb: um amor pelas motos q era difícil de entender. Pra quem está de fora sempre é.

          • Ligeiro

            Discussões em grupos geralmente são mais passionais do que racionais. O “amor as motos” também tem a haver com pertencimento. No entanto, no que noto nos grupos de fãs de motos, há dependendo de como tem o relacionamento, atitudes positivas.

            Mas há também as atitudes irracionais compartilhadas. Infelizmente, há uma tolerância para abusos no uso de motos – escapamentos abertos, comportamentos de trânsito inadequados.

            Isso acaba notório em grupos de fanáticos – muitas vezes atitudes prejudiciais à uma população ou parte dela, são justificadas pelo grupo, este que busca explicações para esta atitude de forma a não ser repreendido pela ação feita. Trolls/haters de internet, galerinhas apoiadores de uma linha política ou econômica… Todo mundo quer “ter um lado para apoiar”. E as vezes ao apoiar este lado, prejudica outros lados.

          • Binho_0

            Fanáticos são um caso à parte. Eles não admitem qualquer dúvida ou questionamento ao q idolatram. Então é bem mais complicado. Não acho q fanboy seja um tipo de fanático e nem q ele possa a vir se tornar um. Fanboy, nos termos mais convencionais possíveis q se possa ter do q seja um, é um cara q não representa ameça. É quase um mosquito chato q vc espanta. É claro q qdo são muitos, vira um enxame e isso é mais incômodo e isso te obriga a se afastar. Acho q nesse sentido o torcedor, o cara q vai pra rua mesmo defender lá sua bandeira, é o q pode mais facilmente transitar entre o simples torcer e o fanatismo. Veja como as torcidas de futebol se enfrentam ou mesmo militantes políticos. Eles vão do ‘paz e amor’ a ‘guerra aniquiladora’ num estalo. Eu nunca soube de um fanboy q tenha agredido uma pessoa. Mas posso estar desinformado qto a isso.

          • Ligeiro

            Creio que está certo quando divide o fanboy do troll / hater, apesar de um troll também ser possível de ser fanboy, e um fanboy se tornar facilmente um fanático. Por isso os coloco em um pacote similar: em todo caso, seja um fanboy simples, um troll ou fanboy fanático e troll; são pessoas que de alguma forma incomodam e provocam.

            Como você mesmo colocou, não admitem dúvida ou questionamento. Esse é o perigo. Dependendo de como as relações com esta pessoa rola, ela se fecha e vê quem duvida de sua certeza como inimigo.

            E ainda mais que estamos em uma zona cinzenta atual, onde as pessoas estão questionando tudo, e ainda tendo certeza de coisas questionáveis (terra plana é a mais notória…), então nisso temos problemas sérios.

          • Binho_0

            Assim um filme chamado ‘o céu sobre os seus ombros’. Já te adianto q tem q ter cabeça aberta pra ver esse filme. Mas ele é um síntese dessa conversa já q podemos ser muitos num só.

          • Binho_0

            Troll e hater é um tipo obscuro. Não dá pra saber se ele poderá ser ou não uma ameaça. Desconfio q na maioria dos casos, não, mas como alguns passam dos limites, fazendo ameaças e estimulando pessoas a agir, pode ser q um deles tire a bunda da cadeira e vá lá fazer algo como um atentado ao objeto de ódio. Tem um caso aqui, de uns caras ameaçando uma blogueira feminista, a Lola, e a coisa ficou grave… e a ameaça permanece.

            https://www.youtube.com/watch?v=zFNRytdgGJM

          • Binho_0

            Mas é normal uma discussão envolver o lado emocional, afinal, somos humanos e temos um lado emocional q, diga-se, costuma ser predominante em nossas ações todos os dias. Agora, situações irracionais levadas adiante seja por um cara perigoso ou por multidões, como bem sabemos, podem dar merda. Atiradores e linchamentos, por exemplo. Mas talvez o linchamento seja uma das maiores demonstrações de irracionalidade e emoção num comportamento coletivo… Claro q pode ter sádico no meio de um linchamento, mas geralmente eles se dão pela comoção geral e pelo sentido de restauração seja da ordem ou de algum evento (assassinato, estupro, roubo etc). Depredação tb, é um ato irracional q as pessoas fazem loucamente – com exceção com badernistas profissionais, pagos ou não, pra fazer uma quebradeira e incendiar a massa. Troll e hater de internet eu classifico como bundas-moles q não aguentam um peido… agora pode ter gente perigosa no meio tb, mas devem ser exeção.

          • Ligeiro

            Só não vou dar um curtir pois acho que falhou na hora de opinar sobre algumas coisas, seja por linchamento ou sobre o que é um troll (não acho que trolls sejam bundas moles – eles infelizmente elegeram um bunda mole nos USA).

          • Binho_0

            Existe essa tese de q os caras solitários no porão, q nunca namoraram, nunca conseguiram fazer amigos, q nunca etc tomaram conta e decidiram os rumos do país graças a ação sorrateira em fóruns obscuros e trolagens mais abertas no facebook. Pode ser q tenham tido parte, agora elencá-los como responsáveis é demais. Nada tão complexo qto uma eleição – ainda mais a americana q é simplesmente caótica – se resolve assim… Procure vídeos de linchamentos e vc verá o quão terríveis eles são. Vi um de um acusado de estupro uma vez e é simplesmente perturbador o q fazem com o cara. É muito difícil me imaginar numa situação como aquela, de agressão tão covarde, mas isso avaliando à distância, friamente… Será q no meio da turba eu não me comportaria da mesma forma!? Difícil saber até o q pensar sobre isso. Daí q eu não tenho como ver de outro modo. Aquele vídeo da VICE sobre os fascistas americanos, do cara lá entrevistado, e depois ele aparecendo choramingando num vídeo é categórico nesse sentido. É ou não é um autêntico bunda-mole? Todo machão dizendo q vai matar quem interferir etc, mas tava chorando pq estragaram a festinha dele outro dia… Cara, essa gente é perturbada e precisa de tratamento. FELIZMENTE aqui armas ainda são proibidas, mas lá, como não são, a gente viu daqui a merda q um troço desse pode virar.

          • Ligeiro

            Do jeito que escreve e usa o termo bunda-mole, é mais um incentivo para trolls se voltarem contra você. Pense sobre ;)

          • Binho_0

            Já conversei com pessoas esquentadinhas na internet e pessoalmente. Fazê-las voltar a si não é tarefa fácil e a depender do estado de ânimo, impossível. Outro dia, no mercado, um valentão empurrou, fazendo-o cair, um velho mendigo de muleta. Fui o único a me interpor na frente do valentão e tive q ouvir, calmamente os berros dele, tentando dissuadi-lo, juntamente com a companheira do cara, do q ele fazia era totalmente errado e desnecessário. Minha vontade era arrebentar o cara na porrada pela covardia, mas felizmente tive controle pra detê-lo de continuar agredindo o velho sem apelar para mais violência. Ainda bem q nem ele e nem eu tínhamos uma arma, pois poderíamos usá-la numa situação dessa. E, cara, ser valentão com um velho de muletas é ser MUITO bunda-mole (covarde se preferir). Se fosse um cara fortão ele ia ficar pianinho e ia embora… Na internet um troll é isso, um cara q ataca (seja lá quem for), pq não teme ser atacado de volta. Eu não tenho por onde ter respeito por gente assim.

          • Maicon Bruisma

            Claro que cada pessoa pensa diferente, mas é que sou acostumado a amar o que é vivo, natural, não coisas

          • Binho_0

            Tem gente q idolatra a Kéfera, por exemplo… A gente para e vê o faz a Kéfera? Nada de mais e por que tanta devoção?

          • Ligeiro

            A Kéfera é uma “personagem”, podemos dizer. As pessoas idolatram pois em algum aspecto ela agrada seus seguidores. O jeito de falar, de atuar, etc.

            Fora que ela se fez como referência para uma geração também. Muitos de nós (eu incluso) não a acompanhamos por dois motivos: um por preconceito (a gente “torce o nariz” para este tipo de gente) e outra por relevância (ela não nos soa relevante, não tem assunto que nos interessa). Ainda mais há o fato que a Kéfera já mostrou que ganha dinheiro também com quem a odeia ou critica. Ela provoca quem crítica negativamente ela. Então… Podemos dizer que ela “quer audiência” (bem, na verdade hoje ela mudou um pouco e busca a carreira de atriz, mas…).

            Nós aqui gostamos das palavras do Ghedin, da Emily e de vários outros – somos fãs, mas sabemos também o limite e ambos nos tratam como humanos, então não somos “fanboys”, pois sabemos até onde podemos defender ou criticar. Só achamos estranho eles (e não só) não terem um alcance maior, conquistando até fãs da Kéfera (se bem que neste caso, Ghedin tem um histórico de ter feito uma crítica em cima do livro dela… :p ).

          • tuneman

            ou guitarras.
            sério, têm muito mais gente sendo fanboy e especulando sobre equipamento do que realmente tocando com ele.
            uma Gibson de 800 dólares é boa? Têm que ser né? custou uma fortuna.
            aí aparece um Eddie Van Halen da vida e mostra que dá pra fazer uma revolução apenas com uma guitarra montada com pedaços de outras.

      • Paulo Pilotti Duarte

        Pertencimento, basicamente é isso que alimenta “fanboys”. Essa sensação de pertencimento traz uma sensação de completude. E isso sempre existiu, fanboy é um nome novo pra um fenômeno bastante estudado, conhecido e disseminado da psicologia.

        REF: https://goo.gl/bQwbzL

    • Ligeiro

      Tem que ver o lado psicológico disto.

      Ser “fanboy” é se sentir pertencido a algum grupo que tem gostos similares. Não é diferente de um “torcedor fanático” de algum time por exemplo.

      Por um tempo aqui nestas interwebs, fanboy era visto de forma negativa. Mas em algum momento, resolveram comprar a ideia e com isso ganhar com eles. Fanboys são torcedores fieis e também uma “primeira linha de proteção”. Com isso é mais fácil atacar críticas contra uma marca ou nome – seja ele empresarial, de mídia ou político. O fanboy defende a marca tal como um jogador que ama a camisa defende seu time, o torcedor amante de seu time defende seu gosto (e as vezes até briga feio por isso), ou, em um comparativo estúpido, um soldado defende seu regimento ou país.

      Hoje com as pessoas buscando uma identidade para si, com medo de ficarem “em cima do muro”, caem na facilidade de “comprar uma ideia”. E isso vai dos celulares até a política. Vide hoje a briga de “liberais” ou “direita” contra pessoas contrárias a ideia de liberal ou direita; ou o pessoal contra a esquerda.

      Enfim. Enquanto ficarmos em “panelas”, vamos ter este tipo de coisa.

      • Maicon Bruisma

        De qualquer forma pra mim todos são negativos, torcedor é uma coisa, fanático é outra, e todo fanático é doente.

        • Ligeiro

          Discordo um pouco, até porque sinceramente tenho um pouco de preconceito quanto ao futebol. Noto que muitos que são fãs e se dizem torcedores no final agem como fanáticos e vivem tentando provocar times adversários. E isso contamina.

          A gente precisa tratar essa doença, mas é algo difícil.

    • Binho_0

      Fiquei, e muita gente ficou, abismado com aquele movimento todo do fãs da MI vindo pra cá, pra ver uma palestra de um cara e tal. Achei bizarro as pessoas dizendo q amavam aquela marca (q eu sinceramente nunca tinha ouvido falar até então, mas isso não conta, claro). É basicamente isso q o @paulopilotti:disqus falou: sentimento de pertencimento. Acontece sentimento similar qdo vc está numa torcida de futebol. É um sentimento forte de pertencimento àquele grupo de pessoas q vc nunca viu na vida, q se reúne ocasionalmente num estádio, e depois vai embora cantando feliz ou lamentando a derrota. Como futebol já não interessa mais assim tanta gente, ou melhor, como há muitas outras coisas q podem interessar as pessoas nos dias de hj, me parece normal q as pessoas fiquem nessa condição de devoção a uma marca pra fazer parte de um grupo q se reúne ocasionalmente pra falar bem ou mal de determinados produtos. Mas na minha hierarquia pessoal das coisas, o fanboy é algo ou alguém q precisa comer muito arroz com feijão ainda pra ter alguma coisa interessante a ser notada. Foi o caso do pessoal da MI q eu só notei pela condição bem peculiar mesmo de parecer algo tão fervoroso por um celular, baterias e outras quinquilharias.

      • Maicon Bruisma

        Excelente resposta. Gostaria de entender essa noção de pertencer a algum lugar ou grupo, de certa forma sempre me senti deslocado mas com o tempo passei a entender que não sou eu tenho problemas, que preciso de uma razão para estar onde e quando estou, e sim os outros que se prendem a qualquer coisa fútil e ignoram o que realmente vale a pena se apegar

        • Paulo Pilotti Duarte

          Esse seu pensamento configura por si só um pertencimento a um grupo – de quem se sente deslocado – tanto que existem milhares de pessoas com esse mesmo sentimento.

          O sentimento de pertencimento, de grupo, gera o sentimento de completude. É isso que “bate” quando você está entre iguais, mesmo que os iguais sejam diferentes de todo o resto.

          Hipsters são assim, por exemplo.

    • tuneman

      isso ocore tambem por que o consumidor precisa justificar um gasto.
      se ele gasta 4 mil em um smartphone ele vai defender esse investimento.
      isso ocorre com diversas marcas ‘overpriced’

      • Maicon Bruisma

        Esse é o meu argumento base, sempre uso, sempre faz a pessoa calar a boca. O aparelho pode ser uma merda, mas como a pessoa pagou caro ela precisa de alto convencimento de que não fez cagada, isso acaba despertando fúria e agressividade

      • Binho_0

        é um valor tal de capital empatado numa coisa tão besta (seja carro, celular ou qualquer outra coisa) q, não à toa, a pessoa prefere arriscar perder a vida, reagindo num assalto, por exemplo, a entregar logo e se livrar da ameaça… esse auto convencimento é uma coisa triste, pq as pessoas gastam pra sentirem melhores, pra mostrarem q podem gastar X+X+X, pra se exibirem, pra isso e para aquilo. raramente vejo um gasto vultoso se justificando seja por desempenho ou por utilidade mesmo. e isso vale simplesmente em todas as áreas de consumo ou serviço. imagina essa grana toda indo para questões mais prioritárias da vida das pessoas… acho q muitos problemas não existiriam ou não seriam tão grandes hj.

        • Paulo Pilotti Duarte

          Se as pessoas não consumirem desse modo desenfreado, dê adeus ao capitalismo.

          • Binho_0

            Acho q só as empresas q fabricam produtos caríssimos iam rodas nessa busca por luxo, destaque e diferenciação. O premium vem daí, claro, de criar produtos acessíveis de marcas q vendem produtos de luxo, mas ainda assim são produtos caros. Eu não sei mensurar, mas não acho q o dinheirão dos capitalistas vêm daí, dos produtos de luxo…

          • Ligeiro
          • Paulo Pilotti Duarte

            Mas isso é problema de ter um produto sem demanda e não conseguir criar a demanda. Foi o mesmo caso da Juicero que é tão “inútil” quando uma cafeteira em capsulas, mas não conseguiu criar a demanda.

          • Ligeiro

            Mas cafeteira em capsulas deixa o lugar mais “limpinho” :op

            Na verdade, o ruim da ideia da cafeteira em capsulas é justamente ter que ficar comprando capsulas em vez de comprar só o refil (o recheio). Sorte que já existe sistemas de capsulas reutilizáveis :)

          • Paulo Pilotti Duarte

            Na verdade não, o capitalismo cria a necessidade de consumo exatamente porque ele precisa de um crescimento constante, coisa que sequer temos planeta pra sustentar, e isso inclui todas as esferas de consumo, por isso mesmo a classe D foi tão importante no “boom” econômico brasileiro dos governos petistas (e é importante em todo o sistema, por isso a RBU é discutida de forma bastante série nos países desenvolvidos, porque todo mundo (literalmente) precisa estar na esfera de consumo do capital) e também por isso é importante que o bloco dos BRICS se mantenha consumindo (daí as inúmeras críticas internacionais ao Temer).

            Sobre o dinheiro dos empresários/capitalistas, esse vem de renda (“dinheiro morto” que não produz) de privilégios que eles obtém desde sempre (no Brasil, desde as capitanias hereditárias, por exemplo, com muita gente até hoje vivendo de renda proveniente das terras dessa época) nos EUA tem-se um pouco menos disso (muito pouco) mas temos, ainda assim, o capital social presente no vale (e nas empresas de TI) proveniente das famílias de classe média alta que criaram os empresários que hoje comandam as maiores empresas do ramo.

            O dinheiro do grande capital não vem de produção ou negócios, vem de renda, acreditar que isso vem de empresas e negócios é crer na fábula co capitalismo, que é mentira.

          • Binho_0

            Apesar q a Sadia, num caso mais próximo da gente, faliu justamente pq mudaram o foco: os caras acharam q poderiam ganhar apenas com renda e deixar a produção de lado. Faliram e foram comprados pela Perdigão. Mas como eu torço contra essa indústria agora, acho bom q eles metam os pés pelas mãos. E esse caso me parece uma exceção. Mas, de fato, a grana dos capitalistas já está toda ganha. Eu ainda não li o livro do Piketty, mas acho q ele diz mais ou menos isso sobre o nosso futuro: alta concentração de renda na mão de poucas famílias, graças as heranças q passam de geração em geração. Como te disse em outros momento, vou estudar sobre decrescimento e ver onde isso me leva. Tb acho q não vamos ter como sustentar esse consumo, especialmente pelo impacto ambiental q se ainda não é profundamente sentido por todos, uma hora será.

      • Carlos Gabriel Arpini

        O negócio vai além do valor extrínseco. Vide Marvel x DC, cujo custo direto é o de uma revista ou um ingresso de cinema.
        Acho que a internet apenas deu visibilidade e alcance a algo que sempre existiu. Lembro-me de pequeno assistir a discussões sobre refrigeração a ar ou a água ou Brahma x Antártica de maneira tão ou mais apaixonada que as discussões atuais.

        • tuneman

          Com certeza. O que eu citei foi apenas 1 exemplo. Existe uma dezena de níveis diferentes de fanboys.

    • n3h

      É um assunto interessante, não só por pessoas mais novas, mas também pessoas com mais idade. Ainda na área da tecnologia, pessoas com conhecimento descartam qualquer uma alternativa simplesmente porque no meio em vivem/trabalham usam um determinado ecossistema, e quando você entra para falar de um sistema similar ou até mesmo que o que ela esta usando não é inovador porque já existia uma versão que a comunidade open-source tinha desenvolvido, fica bem “alterada”. (tenho todo o respeito por pessoas mais velhas que eu e até prefiro conversar com elas por terem maior conhecimento que eu)

  • Ligeiro

    Emily, se me permite uma pergunta besta: poderiam convidar algum contribuinte do MdU ou participante das comunidades (seja ela no Facebook, Telegram ou Disqus/comentários) para algum futuro podcast? :)

    • Interessante a idéia. Talvez enriqueça as discussões com um ponto de vista “externo” ao do Manual. @emilycantonunes:disqus?

      • Maicon Bruisma

        Apoio. Se quiserem me chamar pra falar sobre sistemas, smartphones, wearables ou inteligência artificial e suas aplicações eu estou à inteira disposição 😁

    • Carlos Gabriel Arpini

      Bem legal a ideia!

  • Saulo Benigno

    Turma encontro do Manual Do Usuário, quando vai ter aqui em SP?

    Ia ser legal, que acham?

    • n3h

      Seria interessante.
      Talvez ter com alguma(s) palestra dada por algum(ns) usuário do MdU.

    • Ligeiro

      A ideia não é ruim, mas depende da disposição. Uma sugestão é que caso tenha um evento geek, nerd ou que a galera dirá que vai, combinemos um encontro lá.

  • Binho_0

    Compartilho com vcs aqui a minha tentativa de montar uma mochila prática pra mim. Estou dando ênfase em leveza e praticidade de poder guardá-la facilmente, em poder ficar com ela no transporte público sem atrapalhar a vida de ninguém (quem anda de busão sabe o aperto q é o corredor) e tb se for assaltado minimizar o preju. Tendo isso em vista pensei no seguinte: 1 tablet onda v80 plus com windows; um teclado go da logitech; um carregador de celular; um cabo usb de 2m; uma pasta de neoprene pra guardar tudo; um mouse pequeno logitech; um celular (q vai no bolso, mas pode ir na mochila tb); uma mochila quechua de 10 litros; saquinhos plásticos pra proteger a coisa toda chuva; uma blusa corta vento; documentos; e uma pequena bolsa com remédios. A ideia ter tudo isso na faixa do 1 kg ou 1 1/2 kg. Eu tenho uma mochila, q só ela pesa isso e cansei de carregar coisas pesadas por ai. Eu só preciso mesmo ter um equipamento q me permita fazer algumas coisas básicas qdo estou na rua no caso de alguma emergência do trabalho e um tablet com windows me pareceu a solução ideal pra poder ter tudo o q tenho no notebook, q geralmente carrego por aí. Vcs já tentaram reduzir o peso da mochila de algum modo?

    • Ed

      Eu sempre gosto de ver mochilas/bolsas que sejam funcionais porém minimalistas, em que se carrega no dia a dia somente o que se precisa todos os dias. Você sempre pode adicionar alguns itens específicos para dias específicos.

      Eu acho que esse setup ainda está meio grande para se carregar por aí o tempo todo, e imagino que ultrapasse um pouco a faixa de peso desejada (posso estar errado, é claro).

      Já que você pretende carregar um tablet (touchscreen por definição), acho que dá pra dispensar tanto o teclado quanto o mouse, já que o tablet serviria apenas para coisas básicas quando estiver na rua. Dependendo do tempo que você passa sem uma tomada por perto, no entanto, seria mandatório incluir um power bank. Blusa corta vento acho que é algo a se levar de acordo com a previsão do tempo do dia, não pra manter como um item fixo. Documentos? No dia a dia em geral o único necessário é o RG ou a CNH. Os saquinhos plásticos você não vai usar todo dia, mas como o peso deles é desprezível dá pra manter na bolsa de boa. Remédios? A menos que você faça algum tratamento, só um pra dor de cabeça já está ótimo. E 1 ou 2 band-aids, sério.

      • Binho_0

        Então… eu tenho q editar algumas imagens e um cliente q eu atendo usa um page builder q tem funções essenciais q são ativadas apenas pelo mouseover… Daí não tem jeito pro mouse. Mas é um mouse pequeno e muito bom da logitech. Tem uma ergonomia boa tb e como eu sinto dores nas mãos, não tenho escapatório por esse motivo tb. Eu li q esse tablet q escolhi tem bateria fraca, por isso vou legar um carregador leve de celular (o do samsung q eu tenho) e um cabo cumprido pra poder deixar ele ligado enqto trabalho. E por trabalho entendo ter q passar uma ou duas horas numa determinada tarefa num lugar qualquer com internet. O notebook pra isso serve perfeitamente e em vários casos é ele quem eu vou levar, mas para não ser pego de surpresa, preciso dessa mochila assim qdo sair sem ele, pq só o celular não dá conta ou qdo dá demora muita muito por conta da tela diminuta. O teclado tb é necessário pra edição de textos mais longas e, cara, eu sofro com teclados virtuais… Talvez o teclado do iPad ou do Samsung S3 sejam perfeitos, mas aí já seria uma mochila caríssima e não é por aí q estou indo. E a depender do q for, a edição do texto pode ser longa… O modelo q eu comprei foi esse: http://www.logitech.com/en-us/product/keys-to-go?crid=1221. Ele é muito fino e leve (180 gramas), então acho q vai servir pra caber na mesma case em q vou colocar o tablet. Vou tentar um case resistente à água, pq eu não tenho muito saco pra esperar chuva passar. Comprei um refurbished mesmo e saiu bem barato.

        A blusa, cara, aqui em sp é essencial. Tem muita virada de tempo e ambientes com arcondicionado no talo. O corta vento é o mais leve e portátil de todas as blusas. Vc enrola ela e fica pequena na mochila e pesa só umas poucas gramas. Como perdi peso, agora o frio me atinge com mais força. O ideial é uma capa de chuva, mas ainda não achei uma boa q seja leve. Eu tinha uma, mas ela não resistia muito à chuva não e era escura. Prefiro roupas mais claras pra andar por aí e evitar q os motoristas tenham um motivo a mais pra não me ver.

        Remédio é isso mesmo: só pra curativos e um pra dor de cabeça.

        Qdo tiver com todo o equipamento eu vou pesar e ver a quanto chegou, mas tô nessas expectativa de ficar bem leve.

        • Ligeiro

          Da capa de chuva uma dica: compre capas de chuva para trabalho pesado em lojas de material de construção ou equipamentos de segurança. As vezes tu dá sorte e acha um barato e leve.

          Só que lembrando que não existe uma capa de chuva perfeita. Capas leves são feitas de plástico mais fino – para você que provavelmente anda de bicicleta ou a pé, estragará fácil. As melhores são feitas de uma variação mais fina de lona, já que são trançadas como um tecido, dando mais resistência. Talvez tu tenha sorte se pesquisar por “capas de chuvas para ciclistas”, pois aí poderá achar modelos mais específicos e “desenhados” para uso do jeito que imagina. :)

          • tuneman

            já dei essa dica da capa para um camarada motociclista.
            dá pra comprar capa, botas, oculos mais barato do que nas lojas “especializadas” em motociclismo. =P

          • Ligeiro

            Quando eu tinha moto, usava uma capa de chuva as vezes também. Mas pela praticidade, comprava mais “capa de motociclista” em loja de motociclista mesmo (ia na famigerada “Rua General Osório”, em São Paulo).

          • Binho_0

            O corta vento q eu tô usando é para ciclista, mas não é impermeável. O impermeável tem um problema: dá muito calor. Não dá pra ter tudo, claro, mas o impermeável pouco respirável é o mais barato. O respirável é caríssimo… Tenho preferência pela jaqueta impermeável por servir tb pra esquentar num frio de surpresa e num ambiente frio por conta do ar condicionado. A capa protege mais, mas é mais limitada no uso…

      • Binho_0

        E esqueci de comentar: o tablet tb vai servir pra ler os pdfs. Eu tinha um tablet, mas me desfiz dele e acabei me arrependendo, agora q vou ter q ler um cacetada de pdfs…

    • Ligeiro

      Na minha mochila (que recentemente troquei – era uma Targus, agora uma Case Logic), vai todas as ferramentas de trabalho básicas que preciso. Dá uns 2 a 3 kg em média.

      Fazer o quê?

      • Binho_0

        3kg é muito. Tem q proteger as costas, então.

        • Ligeiro

          Tem toda razão. O problema é que dependo do material na mochila e não tenho mais um veículo para transportar. Enfim.

  • Ligeiro

    Há alguns anos argumentava contra o Uber e o Bitcoin, dizendo que ambos seriam problemáticos no futuro.

    Uber devido a agressividade ao tentar entrar em um mercado sem suporte político, e o Bitcoin por prometer algo (uma finança descentralizada) que não poderia cumprir (vide que parte dos bitcoins estão na mão de chineses, e o mercado está na mão de especuladores).

    Resultados:
    ——
    Uber: diversas acusações contra a empresa, atuações políticas para restrição da atividade de “motoristas por aplicativos”, etc… Hoje noto que a mesma está investindo pesado em propaganda no Brasil para convidar as pessoas a dirigirem para a empresa. Estranho. No Brasil, há relatos que o Uber não opera em várias regiões de São Paulo, “por questões de segurança”.

    Em compensação: outras empresas entraram na concorrência após a regulamentação de mercado e política. Criado serviços também baseados na ideia, mas que operam em periferias.
    —–
    Bitcoin: confusões quanto a descoberta dos desenvolvedores originais, super inflação da moeda digital, porém esta começando a ter oscilações severas dependendo das condições do mercado de “moedas digitais”. Criação de um “fork”. Especuladores pipocando por aí ganhando dinheiro com taxas em cima da compra e venda de bitcoins. Roubos e ataques virtuais em cima de carteiras de bitcoins. Consolidação do serviço para pagamento de serviços criminosos.

    Em compensação: ajudou a transferir recursos para pessoas com problemas em seus países. O sistema blockchain foi reconhecido como um sistema seguro para registro bancário.
    ****
    No final eu não estava tão errado nas minhas especulações. Uber aos poucos vai caindo, e o Bitcoin está se tornando uma bolha econômica que a qualquer momento vai explodir.

    • zevitch

      bitcoin e outras moedas digitais hoje são pura especulação, quanto ao futuro ninguém sabe…a única certeza é que a tecnologia das moedas digitais vai se tornar mainstream, e será utilizada em muitas áreas, inclusive obviamente no sistema financeiro

      quanto ao Uber (e assemelhados) foi uma das melhores ideias que apareceram nos últimos tempos…a empresa Uber pode ser problemática, mas a ideia de transporte sob demanda é prática demais, e veio para ficar

      • Ligeiro

        Então. De fato, a tecnologia de blockchain se mostrou viável e confiável em algum nível. Provavelmente pode ser que até bancos e governos usem-o para gerenciar a economia. O Bitcoin perde o valor, mas a tecnologia por trás não. Houve uma falha de ego em quem criou as tecnologias da dita moeda virtual, nisso, perdeu com a especulação e a exposição sem controle.

        O Uber nada mais é que o 99 Táxis ou Easy Táxi, sem os táxis. Então a ideia já existia, mas não no estilo proposto por Uber, que no final bagunçou os serviços de táxi (algo que os governos no fundo queriam fazer de qualquer maneira, e até São Paulo provavelmente tolerou o Uber por causa disto. São Paulo quer licitar os serviços de táxi). Serviços de motorista particular existiam de outra forma no Brasil e no mundo. Só que o Uber “abaixou o nível” deste tipo de serviço.

        O Uber tentou monopolizar as tecnologias de operação por smartphone – ao ver um ambiente aberto para ganhar mercado, foi conquistando de forma abrupta. Diferente do Easy, ou o 99, onde ambas foram taxista por taxista convence-los a usar.

        Não nega-se a influência do Uber nas relações dos serviços de transporte particular hoje. No entanto, ao mesmo tempo é possível dizer que o Uber atropelou o momento, já que a expectativa era tentar convencer os taxistas a mudarem sua maneira de agir. O Uber criou uma nova expectativa no consumidor, rebaixando por dumping o valor de um serviço de táxi. Se não fosse isso, não teria criado uma revolta geral, muito menos os então motoristas não se voltariam contra a empresa em alguns aspectos.

        • Jamais existiria “momento certo” se fosse tentado de outra forma. Táxi existe há décadas e nunca mudou; nunca mudaria se se esperasse por um “momento”. Eu tenho uma série de críticas à Uber, mas acho que, no fim, esse atropelo serviu para tirar o gesso do transporte individual e colocar essa discussão na roda.

          Se houve algum atropelo, esse se refere aos motoristas. O modelo da Uber só funciona com corridas baratas e o elemento humano é o mais caro da cadeia — alguns analistas estimam que os carros autônomos acarretarão uma redução de 3/4 no preço das corridas de Uber/Cabify/etc. A Uber talvez tenha chegado uma ou duas décadas antes da hora. (Porém alguém poderia argumentar que, se não fosse agora, esse papo de carro autônomo tergiversaria para outras questões ou nem estaria na agenda pública.)

          • Ligeiro

            Então. Ao menos no Brasil havia um movimento iniciado para mudar a política de concessões de táxis. O Uber, coincidentemente chegou um pouquinho depois – em São Paulo já tinham feito algumas manifestações relativas a impedir a mudança. Todos nós aqui pelo menos concordamos que o Uber quebrou o muro relativo a conversa sobre o transporte individual :)

            Novamente: antes do Uber havia o Easy Táxi ou 99 (não me lembro quem chegou primeiro, mas me lembro que reportagens falavam sobre os esforços dos criadores para a aceitação do sistema). Então de alguma forma o momento foi esta época mesmo. Edit: e no final atropelou o momento, pois o Uber chegou de forma agressiva, tentando conquistar o mercado na marra (e conseguiu, mas não sem se ferir). Enquanto taxistas brigavam politicamente para não perder o título eterno do ponto, o Uber chegava com seu mantra de “esqueça o táxi”. Os taxistas acharam um novo alvo e o governo disse “Ufa!”.

            Neste meio tempo, outros municípios já estavam adiantados em seus sistemas de troca da concessão e por isso nem deram muito espaço para o Uber operar (não duvido que há cidades que eles usem ainda o Greyball ou similar).

            Quanto ao carro autônomo, acho que a única coisa que ocorreu é que acelerou os investimentos para as tecnologias. Mas vou ser sincero: não acho que os carros autônomos dominarão as ruas facilmente e em pouco tempo. A melhor tecnologia autônoma de transporte atual é as usadas em trens. E é o melhor sistema para transportar pessoas. Prefiro investimentos coletivos do que em sistemas individuais.

            Os trens tem uma vantagem plena em relação a qualquer outro sistema autônomo – possuem trilhos. Posso estar errado, mas acho que isso remete a uma segurança maior do que depender do pneu no asfalto, placas e marcações pintadas. Se as ruas tivessem trilhos, não duvido que na verdade poderíamos estar com sistemas autônomos nas ruas, até de ônibus ou táxis.

            O trilho define o domínio do veículo na rua e também funciona como notação para lembrar que passam veículos lá. Quem anda no meio deles é tido como “louco” (vide VLT carioca).

            O ideal é que um sistema autônomo tenha a certeza que o veículo está na rota. Softwares ainda não são bons nisso, mas podemos dizer que o trilho é o melhor hardware para isso.

      • Paulo Pilotti Duarte

        A ideia sempre existiu, se chama táxi.

        A (eles se identificam como “A”) Uber é precarização das relações de trabalho, nada além disso.

        Meu pai resolveu dirigir com a Uber e as contas jamais fecharia caso ele necessitasse disso pra viver (manutenção/compra de carro, seguro, impostos, gasolina, balas + água, tempo parado esperando corrida, etc) e muitos amigos e parentes que foram dirigir com a Uber falam a mesma coisa (vale a pena se você pode se dar ao luxo de não ser um motorista full-time e usar como complementação de renda).

        A Uber transfere todos os riscos pro motorista e lida apenas com os lucros das corridas sem dar qualquer apoio ao “funcionário”.

        O que a Uber mostrou é como o modelo de licenças de táxi estava viciado no Brasil e como tinha muito espaço para melhorar, sem falar que mostra também a face mais cruel do transporte público que jamais atendeu, sequer minimamente, às demandas da sociedade. Um passagem de R$4,05 em POA (com aumento já previsto) bem dizer inviabiliza carro e ônibus pra mim (que trabalho de casa e não estudo mais).

        • zevitch

          eles usam “a” e “o” Uber, suspeito que seja tradução automática

          do ponto de vista do usuário o Uber é uma inovação porque combina tecnologias de smartphones e internet para fornecer um serviço com um nível de utilidade que os táxis tradicionais nunca forneceram

          considero revolucionário porque de longe é muito mais prático que os serviços tradicionais de táxi, tanto assim que mesmo pessoas de baixa renda estão usando o Uber, coisa que não acontecia com os táxis tradicionais

          o sucesso do Uber entre os usuários não tem nada a ver com o “modelo viciado de licenciamento de táxis que existe no Brasil”, já que o Uber não começou no Brasil, e além disso está espalhado pelo mundo, e existem outras empresas que prestam o mesmo tipo de serviço (na China o Uber não conseguiu com a empresa local de transporte (http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/08/chinesa-didi-vai-comprar-negocios-do-uber-na-china-por-us-35-bilhoes.html)

          com relação aos motorista eles já tiveram problemas em vários lugares do mundo, imagino que vão se acomodar de um jeito ou de outro

          • Eles usam “a” e “o”, mas para dizer coisas diferentes: a (empresa) Uber e o (carro/motorista) Uber.

            É uma questão curiosa, essa do “gênero” das empresas, e não tem regra no português que dê conta dela. Escrevi um negocinho a respeito disso recentemente: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/e-a-netflix-ou-o-netflix-que-fala-cesg6t2irtmpgkewjxwxvknv6

          • zevitch

            nem sempre eles são coerentes na escolha do artigo, mas concordo com a explicação

            na prática o uso varia de acordo com o gosto do freguês, porque “o” pode estar referenciando “o” serviço (como eu uso), ou “o” aplicativo

            http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20160711/vale-pena-ser-motorista-uber/392033

            mesmo a página inicial tem o título “Viaje com o Uber – Toque no aplicativo, comece a viajar em minutos”
            https://www.uber.com/pt-BR/ride/

            um outro caso parecido é “o” Google (como eu falo), ou “a” Google (como vejo outras pessoas falarem)

            enfim, vale como curiosidade

          • Paulo Pilotti Duarte

            @ghedin:disqus e @disqus_SLFN3SFxLb:disqus não precisa ter regra para se chegar a um consenso, tem quem defenda que deveríamos nos referir sem o artigo (Assista Netflix, Peça Uber) porque a concordância não se dá em elipses (teoricamente [1] não existe concordância oculta como no sujeito onde é possível termos sujeito oculto) e sendo assim, a concordância se daria no processo de diferenciação do que se pede ou assiste (ainda que mutia gente vá dizer que está concordando com a “empresa” isso é gramaticalmente errado, mas, linguisticamente certo, explico no final).

            Exemplos:

            “Vamos assistir à uma série da Netflix”: porque nesse caso usamos o determinante “de + a” dando um gênero feminino? Porque nesse caso estamos nos referindo a empresa Netflix (não é elipse de substantivo porque Netflix é uma empresa de fato (não é uma aplicação ou um local físico), um substantivo do gênero feminino).

            “Vamos pedir um motorista da Uber”: mesmo caso, Uber é uma empresa que tem motoristas, ou seja, um carro da Uber.

            Essa seria a explicação de um gramático normativo (que espera que se tenha regras sobre a língua) que vocês achariam numa gramática do Napoleão de Almeida ou Cunha & Cintra.

            Na visão de um sócio-linguista ou de um linguista descritivo (quase um etnolinguista) eu digo que depende do uso que as pessoas dão (e esse é um grande problema pros usuários da língua falada de entender, porque fomos ensinados durante anos a buscarmos regras e padrões na língua) ao termo. Uber, Google, Netflix são termos já sedimentados no uso cotidiano, se as pessoas passarem a usar A para designar todos eles não tem discussão que resista ao uso e ao tempo, nem se as empresas passarem a usar A ou O para de definirem, quem determina o que fica e o que sai na língua são seus falantes, de diversas variantes e comunidades de fala.

            A minha tendência é chamar de A Netflix, A Uber e O Google por puro uso cotidiano – pessoas próximas falam assim e eu sigo a onda, como todo o falante – ainda que eu veja muito jornalista forçando o oposto.

            Durante muito tempo o MacMagazine, por exemplo, usou “A Tablet”, por exemplo. Até hoje tablet não é dicionarizado no PT-BR (Volp tem Tablete (s 2g) e Tableta (sf)) mas muita gente “estendeu” a definição de dois gêneros para tablet. Se pegar como feminino, não tem nada que eu (que uso masculino) possa fazer pra mudar.

            Ainda dá pra se discutir porque temos a tendência de “masculinizar” palavras sem gênero definido e como isso pode ser um reforço de um traço social de uma sociedade machista que se reflete na língua (na dúvida, o padrão é o homem/masculino).

            ~~

            [1] Pode ser que já se aceite a concordância oculta, por contexto, uma vez que ela é amplamente usada, mas essa é outra discussão.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Eu não disse que o sucesso deles era por conta do modelo viciado dos táxis e suas licenças (leia de novo para entender melhor) e sim que eles mostraram como esse sistema era viciado aqui no Brasil e como esse modelo deles fez as pessoas perceberam que o transporte é algo muito importante e que pode ser absurdamente melhor e mais barato e, principalmente, não precisa ser dependente de se ter um carro na garagem.

            Sobre os motoristas, é óbvio que vão se acomodar de algum modo, é a lógica capitalista de tudo: acomodar os pobres com cada vez menos saídas e dinheiro, concentrando renda (no topo) e riscos (na base).

  • n3h

    Estou pensando em comprar uma mochila “carteiro” sem muito lero lero (mais minimalista, não aquelas cheio de bolsos etc..) com parte de couro, parte lona (para não parecer muito “tiozão” na faculdade kk), pois queria algo que durasse (estou disposto a gastar até uns R$300,00 – não sei se é o suficiente). Alguém tem alguma ideia de onde comprar ou marca que posso encontrar aqui em SP? (Sei que estou sendo um pouco exigente com descrição da mochila, mas para um universitário, é osso conseguir R$300,00)

    • Binho_0

      não compre couro animal…

      • n3h

        :)

      • Paulo Pilotti Duarte

        Ainda existe couro animal?
        Só vejo couro ecológico pra vender atualmente.

        • Binho_0

          Esse couro tem origem animal. Só a forma de produzir q é dita sustentável, então eles evitam química pesada no couro. Mas continua sendo animal… Tentei explicar pra uma rede de loja q tem pegada social q eles deveriam evitar produtos de couro, a Oriba, e eles disseram q só aproveitavam o couro q estava disponível q vinha por conta do abate de animais pra produção de carne. O pessoal da Oriba não sacou q abatem o animal pra aproveitar 100% dele e q não tem sobra de nada. Tudo é pensado pra ter algum destino… E eu cai nesse conto do couro ecológico uma vez e dancei…

          • Paulo Pilotti Duarte

            Couro ecológico é PVC (vinil).

          • Paulo Pilotti Duarte

            Couro ecológico é PVC (vinil), ou seja, é sintético.

            Não que o PVC não tenha sérios problemas em relação ao ambiente (a produção dele é extremamente danosa) mas daí vamos recair no velho problema de sempre.

            [Eu tinha respondido a primeira parte pelo Disqus direto e ao que parece não enviou a mensagem]

          • Binho_0

            Esse de pvc é o couro sintético… couro ecológico usa couro animal, infelizmente e de ecológico não tem nada.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Ahhhh … eu tenho uma bolsa de couro sintético, e só hahaha

            Jamais tive dinheiro pra sequer olhar as coisas de couro animal nas lojas, então não é algo que eu saiba muito sobre.

          • Binho_0

            pois é… nunca curti nada de couro, pq dá trabalho de manter, é caro e, sinceramente, é quente demais pra mim, por exemplo, se for pra usar uma jaqueta. mas tem couro em muitos lugares: tipo num allstar barato tem, em detalhes de roupas etc. comprei um jeans barato e tinha uns pedaços de couro; a moça da loja disse q não era animal, era ecológico. comprei e depois fui pesquisar e cai nessa. mas acho q nem a vendedora sabia a diferença… ou quis me enganar, vai saber. como foi em outra cidade a compra, não deu pra devolver. agora o brasil vai explorar pra valer o couro de jacaré e de jumento. os animais, não importa a espécie, não tem muita saída, são coisas pra gente matar e usar como quiser.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Verdade isso sobre couro, eu nunca gostei de tênis de couro. Sempre tive All Star de lona ou tênis de corrida de tecido. Uma das coisas que eu mais detesto é tênis de couro. Jaquetas de couro sempre me pareceram demasiadamente caras, arrogantes e pretensiosas. Jamais me interessei.

            ~~

            Pessoas são descartáveis no mundo capitalista.

            Eu posso não comprar um tênis ou jaqueta de couro, mas, acabo comprando uma jaqueta Adidas em promoção e que provavelmente foi feita por trabalho semi-escravo na Ásia. É complicado viver num sistema pensado para ser cruel com quem tem menos capacidade de se defender, seja um animal no brete pro abate ou uma criança cortando cana no interior do país.

            Único modo de minimizar isso é morar no interior, longe da cidade, e viver do que eu coleto, caço e produzo (comida e moradia) sem energia elétrica (que fomenta hidrelétricas), sem internet e computadores (que fomentam trabalho (semi) escravo) e sem contribuir pro capitalismo estatal (que gera fome, desigualdade e miséria).

            Acho inevitável a dor e o sofrimento da vida como um todo (a existência humana é, por si só, geradora de dor e de sofrimento em diversas espécies, no planeta e nos outros seres humanos), então eu apenas faço o máximo pra ser menos destrutivo diariamente.

            Acho que apenas por negação da vida (a morte por via consciente, ou seja, o suicídio) é que se tem uma saída com dignidade mínima dessa existência. Sem isso, pode-se minimizar o máximo que conseguir mas, mesmo assim, vamos ter uma pegada de sofrimento atrás da gente.

          • Binho_0

            Vc vê a abominação dessa bomba de hidrogênio. Qual o sentido de uma coisas dessas em nossas mãos? Nenhum, já q é devastadora de todas as formas de vida.

            Agora, sem dúvida. Nossa existência sempre causará sofrimento a alguém e aos outros seres vivos. Nossa existência aqui, depois dessa explosão de seres humanos habitando o planeta (e crescendo) não terá um bom resultado… Mas pense q formas de organização tribal, tá certo q tem idealização nisso pra caramba e a gente não tem como saber como é uma já q não vivemos numa e o q sobraram delas já sofreu interferência, viviam de forma relativamente harmoniosa. Talvez qdo esgotarmos quase todos os recursos da Terra, o q reste é um tanto disso, formas tribais de vida apenas, pq já não teremos o domínimo sobre a natureza em meio tanto lixo e sucata – não restará natureza alguma pra dominar.

            Deixar existir, nesse sentido, não é uma solução, sendo q mesmo causando algum sofrimento, mínimo q seja, tb podemos causar seu oposto e de muitas formas. Ajudar manter um outro ser vivo e protegido, por exemplo, é uma forma de equilibrar as coisas. Mundo perfeito não tem, claro, mas certamente temos como alterar muita coisa ao nosso redor.

          • Ligeiro

            Já usei jaqueta de couro pois andava de moto. E digo: salvou minha pele :) (Cai de moto uma vez e sem a jaqueta, teria ralado a pele legal).

          • Binho_0

            Tem materiais mais eficientes pra proteger motociclistas… Não carece usar couro animal pra isso.

    • Ed

      Eu tenho há alguns anos uma nesse estilo, só que com jeans no lugar da lona, e realmente não tem nada de tiozão-style nela, muito pelo contrário, tem uma elegância moderna e “urbana”. Vira e mexe alguém gosta e me pergunta dela :-).

      Infelizmente ela já saiu de linha faz tempo, e mesmo na época custou mais que isso (uns 400, salvo engano), mas o investimento valeu a pena para mim. Uso diariamente, desde que comprei, para ir ao trabalho e à faculdade. O modelo é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=gA_7etQTc3s

    • Frederico

      Acho que a baggagio pode ter algo assim. Comprei minha mochila com eles e foi uma adas melhores compras que já fiz

    • Nanda Souza

      Compra uma bolsa de couro legítimo e seja feliz. Dura muito. A galera aí reclama que o couro consome muitos recursos, mas o que adianta comprar produto que vai durar um ano e é feito com trabalho escravo? Compra na Nordweg, tenho uma e é maravilhosa.

  • Frederico

    Alguém ouviu e curtiu o novo álbum do QOSTA?

    • tuneman

      Ouvi um pouco, mas não curti.
      Parece que eles estão mais preocupados com a maneira de gravar do que com as músicas em si.
      o que você achou?

      • Frederico

        Na primeira ouvida fiquei meio decepcionado, mas com like a clockwork o mesmo havia acontecido. E aí nas ouvidas seguintes comecei a gostar bem mais

        Não entendi seu comentário sobre a maneira de gravar

        • tuneman

          Tipo o que o red hot e foo fighters tem feito. Discos muito bem gravados e masterizados. Mas não empolgaram….
          O red hot me decepcionou muito. Achei as músicas muito lentas. Poxa, bastava ter tocado um pouco mais rápido. Hehehe.
          U2 é outra que tem investido em baladas faz um bom tempo….

          • Frederico

            Entendi
            Curti bastante Dark Necessities, mas não ouvi as outras direito ainda

            FF parei em Wasting Light (que gosto muito), esqueci do album novo e que bom que já tem outro saindo logo ali.

            É que o rock “meio que morreu”, dizem
            Eu pelo menos to por fora de bandas novas (late 2000’s e2010’s)