Post livre #101

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8/9/17, 19h18 1 min 67 comentários

Sexta-feira pós-feriado nem devia existir, vocês não acham? Por que mesmo que não fazemos como em outros países e mudamos os feriados de dias para emendar com os finais de semana? Aliás, essa foi a parte legal do feriado: passei a semana em Porto Alegre, minha cidade natal, e por lá tive a sorte de encontrar um leitor do Manual do Usuário que não só me reconheceu como veio se apresentar. Daniel André Beck, obrigada! É sempre muito legal conhecer nossos leitores ao vivo e, principalmente, saber que temos leitores gaúchos também! Mas, afora o feriado, sobre o que mais vocês querem falar?

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  • Essa semana acabou Twin Peaks — e tudo indica que definitivamente.

    Foi lindo.

    • Paulo Pilotti Duarte

      A primeira temporada foi uma das melhores coisas da TV americana.
      A segunda, nem tanto.
      O filme é nem nota 6.

      Estou por ver essa nova temporada, dizem que é muito boa.

  • Antes um Dom Pedro I libriano com sua monarquia parlamentarista e quarto poder do que um Darth Temer leviano e sua ré-publica de canalhas. https://twitter.com/momentsbrasil/status/905769314480992258
    Qualquer semelhança não é mera coincidência. https://uploads.disquscdn.com/images/83be3844fafdedbd0b1be3c42106d217a4cca22a44e9531d6d00a4e443a2a09f.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/fd573fa9b5d2dc020f0176e1290e1521ab71a5532363363993028c377b7b9a54.jpg

    • Paulo Pilotti Duarte

      Os ruralistas venceram, isso é uma das piores coisas dessa república.

      https://www.youtube.com/watch?v=cYHDIt_I-Fc

    • sério que você que você gostaria HOJE de um poder moderador na mão de um homem branco, velhaco, europeu, rico e conservador? Amigo, isto o Temer já está fazendo!

      • O Temer consegue dissolver o congresso e automaticamente convocar novas eleições? Por que era isso que o poder moderador permitia ao Imperador.

        • Na prática, foi exatamente isto o que ele fez — sem, no entanto, tê-lo feito…

          • Contraditório.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Na verdade, não.

            Do ponto de vista econômico o congresso está dissolvido de fato, refém de propinas e vendas de cargo e com uma oposição incapaz ou desinteressada em barrar reformas impopulares (basicamente porque isso servirá de munição anti-conservadora nas eleições de 2018, caso elas aconteçam).

            Nada, porém, que o jogo republicano brasileiro do presidencialismo de coalizão não permita, de maneira canalha, legalmente. O congresso hoje – e sempre – é um balcão de negócios onde os donos atendem pela bancada BBB (boi, bíblia e bala) os interesses daqueles que se alinharem ideologicamente a sua causa e pagarem mais dinheiro.

            Na letra fria da lei, não, claro, o congresso não foi dissolvido desde 1990 quando assumiu o Collor, mas, na prática (ou, de acordo com uma possível interpretação), ele não existe mais.

      • tuneman

        tipo um colega meu falando de como os tempos da ditadura não tinham tanta violência.
        aí eu falo “você abriria mão de sua liberdade de pensamento pra ter mais segurança publica?”
        silêncio….

        • O que entendemos por segurança? Não vermos pobres na rua que possam assaltar os mais abastados (que eles)?
          Onde estariam essas pessoas?
          Segurança pública é muita coisa também.

          • Ligeiro

            Teoricamente segurança pública é a estrutura de proteção patrimonial e pessoal. Mas isso é simplório.

            Um pobre pode roubar um rico e um rico pode roubar um pobre. Isso é a questão da segurança patrimonial. Só que infelizmente tem os fatores sociais – pobres geralmente ficam presos, ricos saem sob fiança ou “amizade” com a autoridade.

        • Só lembrando que salvo contexto histórico do século XIX e suas teses naturalistas descabidas de superioridade branca e masculina, tecnicamente o Império foi um regime democrático. Como bem apontou o @paulopilotti:disqus ainda que indiretamente, práticas condenáveis de fisiologismo se replicam, mas apenas ressalto que não é de hoje. Desde a chegada de D. João VI em 1808 que o toma lá dá cá vem sendo a verdadeira lei pétrea da política brasileira, qualquer que seja o regime.

          • Paulo Pilotti Duarte

            A corrupção é a marca do dinheiro.

            Tire o lobby nos EUA e você vai ver a corrupção por lá aumentar muito em pouco tempo (isso que já tem).

            Essa política é anterior a qualquer regime e nasce junto com a economia. A sociedade deveria amenizar e minimizar esse tipo de postura com mecanismos de punição e distribuição de renda/poder, com poderes independentes e políticas e mecanismos de “checks and balances”, isso na teoria, na prática, em qualquer lugar do mundo, o dinheiro manda e o capitalismo agradece ao poder central do Estado (o problema da solução liberal é exatamente crer que o Estado é o agente problematizador desse sistema e ignorar o dinheiro como fonte comum desses).

            Em qualquer época o que barra a corrupção e o sistema como um todo é o medo de perder o poder, ser preso ou sofrer consequências das suas ações que lhe tirem exatamente da vida social da cidade/estado que você está, porém, quando o poder central, que deveria julgar e punir, é cooptado pelo capital, a corrupção é a moeda corrente e a troca de favores se dá como força motriz do sistema.

            Ou, relembrando a novela Vale Tudo: inocentes e peixes pequenos são presos enquanto os verdadeiros donos do país, os peixes grandes de fato, das famílias ricas, estão soltos e mandando uma banana pro país (e sendo defendidos como grande força que gera riqueza no país).

            https://www.youtube.com/watch?v=9XiVx67wOwg

        • Ligeiro

          Mas tem gente que “abre a mão da liberdade de pensamento para ter mais segurança”. Pode não parecer, mas na verdade isso é até mais comum do que parece.

          Senão não existiria um “Marcha da Família com Deus e pela Liberdade” por exemplo. Ou as pessoas em uma comunidade tomada pela violência, mas que tem alguma proteção, denunciaram as pessoas que estão contra a lei. Não denunciam pois dependendo da proteção, não a incomoda, e ela não é atingida pela violência lindeira – isso é psicológico também.

          A ditadura matou um monte de gente contrária ao regime, mas como eu já disse algumas vezes por aqui, tem que pegar quem apoia o extinto regime e saber deles os porquês. Principalmente de quem viveu a época da ditadura e não sofreu nada, e dissemina o “lado bom” da ditadura.

          Sem hipocrisias? Tenho pensado que é mais fácil ficar quieto e ir vivendo sem reclamar dos poderes do que reclamar dos poderes em um todo. Ao menos tu é visto como “alguém que não fará mal”, então provavelmente não é visado por nenhum lado.

      • Ligeiro

        Isso do jeito que você falou não é preconceito de esteriótipo?
        Se um cara negro, jovem, africano, pobre e liberal conseguisse ser mais corrupto que os brasileiros ou europeus, o que iria achar?

        • Não é.

          • Ligeiro

            Mas por quê?

          • Como pode existir preconceito contra uma classe hegemônica? Não faz sentido.

          • Ligeiro

            Mas a hegemonia é dos seres humanos, da classe política, ou do quê?

            Ghedin, o que ele (gabriel) falou não é diferente de eu falar (de forma estúpida): “sério que você que você gostaria HOJE de um poder moderador na mão de um homem preto, novo, afrodescendente, pobre e liberal?” É um esteriótipo, é uma imagem. E do jeito que é colocado, gera mais segregação. E a propósito, do jeito que escrevi alguém provavelmente copiaria e levaria para estes fóruns de “bolsominions” e ainda adicionaria “traficante” ou outras “pechas” só para aumentar o preconceito… O foco está mais nele pegar o conjunto de palavras e associar com a cor de pele.

            Acho que as pessoas não estão ligando muito para cor de pele, mas sim para capacidade de se organizar politicamente.

            Eu diria assim: “a gente não quer pessoas igual ao Temer no governo – conservadores que só pensam em si e em seu grupo escuso”. Ponto. Ou “sério que você quer continuar com ditos “conservadores” que vivem apenas de seu próprio ego e relações escusas com gente que esquece do social?” Aqui, sem “gente branca” ou “gente negra”.

            Depois eu poderia pesquisar sobre “corruptos negros” por exemplo. Mas aí talvez seria preconceito meu, não? Esse é o ponto. Vou pesquisar sobre corruptos. Se eu fosse um sociólogo atrás da questão de quebrar (ou estudar sobre) preconceitos, aí sim tabularia quantos brancos são corruptos e quantos negros são corruptos.

            A gente tem que tomar cuidado com este tipo de coisa, com o foco da palavra.

  • Maicon Bruisma

    Sobre a possibilidade do Google comprar a HTC, vocês acham que seria uma boa?
    Muitos falam que se acontecer será ruim pq a Motorola foi comprada e vendida, e sua essência destruída. Já eu acho que ela já tava ruim e foi a Google que deu um jeito nela, e ainda deu um tchan no mercado, melhorando os produtos em geral graças à competitividade que a linha Moto criou. Se a Google comprar a HTC, além de poder fabricar o próprio telefone (de verdade, pois o Pixel foi desenhado pelo Google mas fabricado pela HTC) será que vai ter mais alguma coisa, tipo, como fez com a Motorola em relação ao mercado estagnado?

    • Concordo 100% com sua visão em relação à Motorola — ser comprada pelo Google fez bem tanto para a própria Motorola quanto para o mercado — e acho que o fenômeno pode se repetir. A HTC não tem nada a perder, analisando números recentes das suas vendas. Imagino que não hajam problemas relacionados às parentes, que impedem várias empresas de lançar seus produtos nos States (tipo a Xiaomi), afinal, o Pixel feito pela HTC está a venda lá.

      • Fez tão bem que venderam a Motorola para a Lenovo pouco tempo depois. Não faz muito sentido — mas, até aí, a compra da Motorola Mobility também não fazia. Difícil entender o Google

        • Venderam pois supostamente não conseguiram criar um negócio com as patentes. Imagino que os executivos de Montain View esperavam fazer rios de dinheiro com a Motorola, e convenhamos que é um pouco difícil fazer isso cobrando pouco pelos aparelhos.

          • O Google ficou com as patentes da Motorola Mobility quando vendeu a empresa à Lenovo: https://spectrum.ieee.org/tech-talk/at-work/innovation/google-highlights-value-of-patents-in-motorola-sale-to-lenovo

            É bem provável que elas tenham pesado (muito) lá atrás, na decisão pela compra da Motorola, mas inegável que o Google tinha por objetivo fazer funcionar o negócio de smartphones da Motorola sob seu guarda-chuva.

            Pode-se argumentar que as intervenções do Google fizeram bem à Motorola e ao Android em geral, mas é como no futebol: nem sempre o melhor vence e a venda tão precoce à Lenovo é um sinal de que… bem, não deu, paciência.

            Vendo o histórico de outras first-parties que tentaram o mesmo movimento, é de se questionar se isso funcionaria em alguma circunstância. Estou pensando na Microsoft, que comprou a Nokia em circunstâncias similares e foi outro fracasso.

          • Faz sentido. Mas agora a questão parece ser a Samsung.
            Particularmente gosto da idéia de um terceiro jogador nesse mercado. Com a saída do Windows 10 Mobile e do BlackBerry 10 OS, essa cadeira ficou vaga, mas parece que a Samsung quer ocupa-la, de uma forma (através do Tizen, que eu acho que não dará certo) ou de outra (dando poderes para sua customização, e aqui estou falando da BixBy e da TouchWiz usada na linha Note; o Android, por sua natureza open source, pode ser o próprio concorrente). Isso sem falar nas chinesas e seus forks de Android, caso da Xiaomi.
            Na disputa por um mercado que eu acho que já não existe mais (o de terceira opção), corre por fora o Sailfish, mas seu sucesso depende da Rússia, e exceto pelos Xperias roda do o sistema da finlandesa, eu não ouvi falar mais nada sobre a encomenda russa à Jolla por um fork do Sailfish.
            No fim, a idéia de um Google dono de uma fabricante de smartphones, e com uma linha própria com marketing mais agressivo do que tinha com os Nexus pode ser um ataque contra esse terceiro jogador, especialmente a Samsung e as chinesas.

          • Nunca existiu terceira opção.

      • Maicon Bruisma

        Penso o mesmo, a HTC não tem nada a perder com a venda.

    • Parece que o Pixel é desenvolvido para ser um smartphone de massas e, consequentemente, brigar com a Samsung. Antes, o Google parecia ter receio de incomodar os parceiros com um produto desse tipo, mas parece que isso sumiu com o Pixel. Nesse cenário, faz sentido comprar a HTC já que eles estão querendo competir com os demais…mas não entendi o porquê de ser “ok” agora lançar um produto como Pixel.

      Por mais que eu goste dos smartphones do Google na época da Motorola, não me parece que o Moto X foi um sucesso em termos de mercado. Nada mudou depois do Moto X entre os flagships, Samsung e Apple continuaram liderando esse mercado. O Moto G foi um divisor de águas aqui no Brasil, mas para o padrão Google, conseguir o melhor mid-end é muito pouco para justificar ficar com a Motorola.

      Em outras palavras, realmente não fazia muito sentido manter a Motorola nesse cenário, mas agora a estratégia deles é outra para vender hardware próprio…vejamos se usar a marca própria.junto de um fabricante tradicional faz a coisa engrenar.

      • Maicon Bruisma

        O Moto X mostrou que não precisava muito para ser bom, que um top de linha não precisava ser estupidamente caro. Fora que alavancou o uso do Google Now graças ao Moto Voz, as outras viram que estavam ficando para trás, outras coisas como a Moto Tela surtiram efeito na concorrência fazendo elas desenvolverem soluções semelhantes. Ele não foi um senhor das vendas, nem um divisor de águas, mas foi um degrau a mais para a visão de otimização de software e agregação de features realmente úteis.

        • O primeiro saiu pelo mesmo preço dos concorrentes, nas faixa do $600, a partir da segunda geração que os preços baixaram. Além da mudança de preço, abandonaram a questão da ergonomia com uma tela de 5.2 e colocaram hardware com specs de ponta porque o usuário prefere specs/tela.

          Concordo que trouxe coisas interessantes, mas todos os fabricantes grandes trouxeram coisas interessantes em suas skins que foram amplamente adotadas. Eu pessoalmente adorei o primeiro Moto X, achei apenas ruim o design muito “barato”, mas adorava o tamanho, recursos e Android limpo.

          Mas essa filosofia “minimalista” não atingiu o grande público, grandes fabricantes continuam se dando bem lançando milhares de aparelhos, com skins pesadas e telas enormes. Em resumo, o mercado não parece ter mudado de rumo com o Moto X como esperado.

    • Daniel André Beck

      Acredito que, uma possível compra da HTC, tenha mais a ver com as tecnologias e patentes envolvidas com o HTC VIVE do que com a área de smartphones. Desenhar e fabricar os próprios Pixel seria uma vantagem a mais: integração hardware + software, tecnologias proeminentes como os sensores de pressão nas bordas (U11), áudio 360 Real-life Recording (Google assistente?)…

      • Maicon Bruisma

        É, eu foquei mais nos smartphones, mas faria até mais sentido o Google focar no Vive, unir com o Tango e Daydream e criar um dispositivo que realmente faça diferença.

  • Frederico

    Tentei abrir conta no Inter e que aplicativo ruim! Não consegui porque acusava falta dr conexão mesmo com Wifi e 4G funcionando a plenos pulmões.

    • Ed

      Poxa, sério? Abri uma pra mim no mês passado, só pra ver como é, e funcionou tudo de primeira.

    • Pedro

      Banco Inter é bom demais!

  • D’ Carvalho

    Galaxy s8 cairá abaixo de r$2000 até final do ano?

    • Frederico

      Tomara

    • Luan Farias

      Acho que não. Até uns R$2300 chega. Menos que isso acho que fica difícil. Meu smartphone de 2015 ta pedindo as contas e queria pegar um S8. Vou aguardar o lançamento do iPhone e tô torcendo pra impactar no custo do S8. Esperando uma queda por volta dos R$100 no valor do aparelho.

  • Paulo henrique

    Sugestões de perfil para seguir no Medium.(Conteúdo em Português) Alguém?

  • Paulo Pilotti Duarte

    Santander Cultural em Porto Alegre sendo atacado fisicamente (público e obras) pelo MBL porque está ocorrendo uma exposição de arte queer.

    O que dizer dos liberais brasileiros que não conseguem aceitar que uma instituição privada faça o que bem entende com o seu dinheiro e expõe o que e quem bem entende em seus espaços privados?

    • Não há nada mais conservador que um liberal com poder no Brasil…

    • Gedson Junior

      Liberal de cu é rola

    • Não concordo e repudio qualquer ataque físico ao banco. Mas pelo que eu vi do teor da exposição, que não era nada inocente – atacando religiões alheias – era de se esperar alguma comoção deles.

      Concordo contigo que uma instituição privada pode fazer o que bem entenda, assim como a opinião pública possa reagir como quiser (novamente sem violência). Mas esperar que sejam respeitados, quando eles mesmos começam com o desrespeito, aí já acho querer um pouco demais.

      • Ligeiro

        Por milênios religiões e grupos sociais atacaram pessoas que iam “contra a moral e os bons costumes”. E nisso empacotou homossexuais, pensadores, etc…

        Eu não discordo que o ideal é não atacar qualquer um, mas quando a pessoa (ou um grupo social) sofre com esta repressão secular, e finalmente tem o direito de “revidar”, estranho alguém reclamar.

        Nem todo mundo conseguiu ser a Rogéria, a atriz que procurou se destacar pelo o que ela é, e ao mesmo tempo abriu as portas do respeito ao gênero. Mas acho que podemos pegar o mesmo respeito que se deu a Rogéria para se aplicar a qualquer outra pessoa similar. Mesmo que ela ataque a religião – o que não é ideal, mas ei! Eles por gerações as atacaram!

        É que nem os “Racionais MCs” ou “Face da Morte”. Eu odeio este estilo de “rap gansgsta”, mas entendo que a música deles nasceu do repúdio ao mecanismo social que marginalizou pessoas de favelas. Infelizmente em contra partida Racionais foi “romantizado demais”, ao invés de ser “reflexionado”. As músicas viraram desculpa para criação de criminosos (sim, preconceito da minha parte, não nego). É a favela atacando os outros… :

      • Paulo Pilotti Duarte

        Foda-se o teor da exposição e foda-se se a arte choca um grupo de pessoas. É exatamente assim que a arte funciona, sem atrito ninguém pensa e ninguém para de ser gado.

        Violação de propriedade privada e censura, vindo do pessoal “liberal”, é algo que só no Brasil deve existir.

        Muito disso é culpa do discurso moderado da esquerda brasileira que pisa em ovos o dia todo querendo ser “sensata” quando enfrenta um bando de gente desonesta e que flerta com nazismo, fascismo e tenta o tempo todo cercear o pensamento (escola sem partido tá aí) usando noticias e dados falsos.

        • Ligeiro

          Quanto mais vocÊ fode outros, mais os outros vão querer foder com você.
          A dita “esquerda sensata” é a mesma que faz autocrítica em relação a política brasileira.

          Se quer usar de violência contra outros, seja seu próprio exemplo e não reclame da falta dela no alheio.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Não sei que esquerda é essa que você fala, então vou ignorar sumariamente essa parte. E, eu não faço parte dela e não sou, de modo algum, pacifista ou adepto da via pacifica para transformação do país e ruptura do capitalismo (deve ser culpa de estudar cada vez mais economia e perceber como as elites sempre manipulam a população com o discurso de democracia e diálogo).

            Falando do Brasil, por aqui parece que a esquerda é quem sempre precisa se defender da violência (ou se justificar em não cometer nenhum ato violento), ainda que ela seja culpada por uma ínfima parcela dessa; ao passo que a direita sequestra o discurso de paz e democracia enquanto ataca a diretamente a paz (diversidade, direitos e liberdades) e a democracia sempre.

            Chegou a hora de parar de ser bode expiatório e querer dialogar com um bando de ignorantes boçais. Que os filhos de cada mega-empresário sejam enforcados com as tripas dos pais, sem isso, nunca vai mudar nada e a elite sempre vai vencer (enquanto o povo se preocupa bovinamente em ser sensato e dialogar).

          • Ligeiro

            (da esquerda): procure pensadores de “esquerda democrática”. Sério.

            (provocação básica) A Venezuela está precisando de pessoas como tu. Tenta lá.

            Agora sério: cara, só ver Venezuela e outros países com crises internas onde justamente usam este discurso de que “para transformação do país precisa de violência”. Por lá, um cara que “se diz de esquerda, anti capitalista e tudo mais” está usando de violência contra a própria população que busca alimento e estabilidade social. Os “filhos de mega empresário” da Venezuela hoje mora nos Estados Unidos e a renda dele é gerada lá. E a renda local? E o filho do pobre? E os milhares que buscaram refúgio em países vizinhos?

            As brigas de tribos em países africanos, onde por anos e anos o pessoal gera guerras que matam mais inocentes que nunca.

            Síria (e os dilemas internos), Oriente Médio (e a porcaria da interferência americana), etc…

            Sim, continue aí esperando uma revolução violenta. Nesta guerra sem sensatez, mais gente vai perder do que ganhar. Boa sorte.

            Você só provavelmente está se revoltando contra o que chamam de “direita” no Brasil, esse pessoal do MBL e outros. Ou a “elite clássica política”. Os mesmos que censuram (dizendo que é boicote) um evento que para muitos pode até não ser agradável, mas também não tinha violência ali, ou algo prejudicial aos outros. (teoricamente).

            Se violência resolvesse para acabar com o problema da política, era fácil demais: só matar todo mundo julgado (conforme seu julgamento) como errado e cabou. Simples. Fácil demais. O que vem em seguida? Porque geralmente depois de uma morte, vem sempre um totalitário (não importa o espectro) que regula toda a sociedade.

            Acho que esquece que parte da população o que quer mais é apenas estar no lugar do mega empresário. Ou ganhar dele algum trocado para ficar de boca fechada e viver a vida simples dele. É…

          • Paulo Pilotti Duarte

            Vou tentar pegar os pontos principais, mas tu misturou MUITA coisa nesse comentário e assumiu muita coisa errada ou, pelo menos, coisas incapazes de serem auferidas de forma eficaz.

            1) Venezuela não aboliu a propriedade privada dos meios de produção, ou seja, esquerda burguesa. Essa esquerda é justamente o que eu critico.

            2) A África está como está exatamente por culpa do imperialismo do capital, principalmente de potências como França e UK.

            3) A direita do Brasil é o MBL sim, se nos EUA ela é diferente, não importa muito politicamente. O MBL é liberal-consevador (o que os americanos chamam de neoconservative), o Bolsonaro é ultranacionalista (protetor do estado grande e forte). São dois espectros, ambos de direita, não existe direita pura (ou esquerda) e não é porque você tem outro entendimento que isso muda ou deveria mudar.

            4) A população quer mais é estar no lugar do mega empresário exatamente porque compra a lógica do patrão e do capital, acredita que eles devem ter privilégios por serem ricos e aceitam essa desigualdade absurda porque o capitalismo lhes vende a ideia de que eles podem, um dia, estar no lugar do mega empresário. Anos e anos de doutrinação (pra usar uma palavra que a direita neocon brasileira agora) em prol do empresário e dos interesses do patrão

            Conclusão rápida

            Em nenhum lugar do mundo se mudou algo com paz e diálogo. Eu quero ruptura, quero guerra e quero a morte do sistema atual porque entendo que com ele nenhuma estrutura de poder jamais será modificada (o sistema foda, diria o Cap. Nascimento) apenas os atores dos escalões mais baixos mudam.

            Se você acredita em outra via, tudo bem, mas exponha-a e espere ser questionado (como eu estou sendo) e levante o mínimo de subsídios para manter ou mudar a opinião. O que não dá é pra misturar tanta coisa num mesmo argumento.

          • Ligeiro

            Mas se estou misturando tudo no mesmo argumento é porque tudo está no mesmo argumento.

            Pessoas esperam algo das outras. E pessoas com diferentes formas de educação vão atrás do que lhe foi educado, do que foi repassado culturalmente.

            Ao menos no Brasil, nos últimos 30 anos, tivemos um problema – chegou uma dita “liberdade”, sem liberdade. Ao menos nos primeiros 20 anos (Collor – Lula), as coisas vieram nos trancos e barrancos, mas a população ficou sem fazer muito esforço também, esperando muito de lideranças ou idealistas.

            Os 10 anos seguintes (Dilma – Temer), entramos na era digital, e ao invés de seguir a cartilha utópica (mas necessária) dos criadores da internet, acabamos brigando conosco mesmo.

            Diante da minha admitida enrolação acima, questiono-lhe: quais lugares onde uma guerra resultou em uma mudança para um sistema confortável à sua população?

          • Paulo Pilotti Duarte

            Depende do que você entende por “confortável” e por guerra.

            Gueras de independência foram várias e melhoraram a vida das pessoas. A luta dos milhões de homossexuais americanos anos anos 70 e 80 pode ser considerada uma guerrilha, assim como os conflitos raciais dos anos 60.

            Mais anteriormente tivemos as lutas sindicais do Reino Unido que resultaram numa jornada de trabalho menor. As revoltas contra a escravidão. Temos o movimento das suffragettes.

            Ainda luta como a dos sindicalistas italianos dos anos 60 ou dos anarco-sindicalistas brasileiros dos anos 30 e 40 (que resultou, depois de muitas mortes, na CLT, hoje depredada pelo Temer e sua quadrilha (foi o STF que disse, não eu)).

            Em todos esses movimentos tivemos uma melhora substancial da qualidade de vida dessas pessoas e todas chegaram por meio de violência, luta, atritos e rupturas sistêmicas no corpo social.

            A questão é que você acredita na guerra como sendo uma ação de destruição do Estado (como segunda guerra ou uma guerra civil) quando na verdade a revolução por meios violentos é muito mais uma luta interna, contra o inimigo invisível do capital e da organização social burguesa que coloca trabalhadores contra trabalhadores do que uma guerra de fato.

            Repito: sem atrito, sem violência, sem ruptura sistêmica nada mudará.

          • Ligeiro

            Justamente: as pessoas estudaram história e viram tudo isso acontecer. Fazendo um julgamento cru e preconceituoso da minha parte, muitos vão pensar: “oras, para quê tudo isso? Por isso que não vou em manifestação! Não vou me matar pelos outros”. Sim, é uma daquelas falácias, você diria, mas só você ver seus arredores para ver se não bate.

            A CLT que eu saiba foi o ditador Getúlio Vargas que instituiu, não? (E sim, Temer é ruim, os políticos que estão com ele também, e quem votou nele, incluindo quem votou na Presidente e no vice também – lembremos, ele também foi eleito.)

            Beleza, acho que era isso que eu queria entender: “luta interna”. O tal “inimigo invisível do capital” nada mais é que a ganância humana. O capital, tal como acumulação, é a ambição dos humanos em querer algo como se julgando um “merecedor maior”.

            Se isso se muda com violência, está pedindo para matar humanos gananciosos – que é um grande número de seres humanos.

            Já vi que é difícil botar nesta forma as coisas. Ambição em algum aspecto as pessoas tem – você, se notar, tem ambição em “acabar com o capital, a sanha dos grandes empresários”. Beleza. E o que vem depois? Se vier uma utopia, tou dentro. Mas sei lá.

            Muitas vezes, após o vácuo de uma luta, surge outros totalitaristas. As tais lutas que você disse que aconteceu na verdade também são fruto de reflexões após estas lutas. Quando pessoas morrem, algumas se perguntam se a morte não foi em vão.

            Os movimentos nos Estados Unidos contra as manifestações de direita acho que são exemplos de luta não violenta. Tirando os “anti-fa”, que acabam sendo tão extremos quanto os próprios “fascistas” que lutam contra; tem gente que vai para a rua para pedir paz e respeito. Gritam, as vezes ofendem, mas não noto violência neste tipo de manifestação.

          • Paulo Pilotti Duarte

            A CLT é promulgada pelo Getúlio depois de muitas mortes de anarco-sindicalistas pelo país.

            A parte da ambição é determinismo (algo que tangencia o “pessoas são ambiciosas e por isso o capitalismo funciona e é o melhor sistema” que os liberais do IMB adoram repetir). Não tenho como argumentar com/contra isso.

            Sobre os movimentos nos EUA, eles são bastante violentos sim, o porém é que essa violência é mais diária – nos embates no dia-a-dia – do que nos grandes movimentos e manifestações (essas atraem muita gente de fora do coletivo deles, por isso mesmo não tem tanta violência abertamente). Temos poucos dados sobre esse tipo de coisas porque, como era de se esperar, o governo americano não divulga nada desses embates. O chão-de-fábrica norte-americano era muito forte, o Rust Belt, que votou massivamente no Trump porque esse prometeu revitalizar as fábricas, por exemplo teve diversas lutas, greves e assassinatos de sindicalistas na época da fuga das montadoras de Detroit para outros locais do mundo. Não era um movimento notoriamente de esquerda mas era um movimento de trabalhadores operários em busca de mais proteção na sua relação com o patrão (ou seja: atrito com o status quo).

            Como eu disse, é complexo mensurar violência em movimentos desse tipo, mas, te garanto que raras foram as ocasiões em que algo mudou sem violência bilateral.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Postado agora a pouco (para você ter uma ideia do pensamento do MBL, NOVO e da nossa elite de direita aqui no Brasil):
            #DeOlhoNosVereadores

            ~~

            Estamos inaugurando uma nova seção aqui na página, a #DeOlhoNosVereadores. Com essa hashtag, queremos mostrar o que os vereadores estão e não estão fazendo. Por isso, aceitaremos que as assessorias dos vereadores nos enviem, via inbox, trabalhos e projetos dos políticos para divulgar por aqui. Na medida do possível, também iremos atrás de material, incluindo aquilo que os vereadores gostariam que não viesse a público. Enfim, queremos que esta seja uma ferramenta para os cidadãos e cidadãs saberem detalhadamente o que os seus representantes estão fazendo.

            Para começar, um #DeOlhoNosVereadores de mau gosto. Felipe Camozzato, do Partido Novo, no Twitter, fez a “piada” que consta na imagem, sobre a passagem do furacão Irma em Cuba. Esse evento (que atingiu Cuba na categoria 5, ou seja, com ventos de mais de 250 km/h) deixou pelo menos dez mortos no país e um rastro de destruição (http://cbsn.ws/2jhAvgB). A questão aqui não é ser contra ou a favor do regime cubano (o MOL já se manifestou contra, por ser uma ditadura), mas o fato de um agente público rir de uma catástrofe climática que destruiu um país e matou pessoas.
            O vereador parece não saber que o PIB per capita de Cuba (índice mais usado para medir a renda da população) foi, conforme dados estimados da CIA, em 2016 (http://bit.ly/KR9LNm), maior do que o da Jamaica, El Salvador, Dominica, Belize e Guatemala (para citar nações da América Central) e que Equador, Paraguai e Bolívia (nações da América do Sul). Todos esses países adotam regime capitalista. Ou seja, em termos materiais, a situação de Cuba é melhor do que seus vizinhos.

            Camozzato deveria saber que certas “piadas”, principalmente quando envolvem a morte de dezenas de pessoas, não são adequadas para um vereador. Ele já encerrou o seu tempo de militância no MBL (http://bit.ly/2xBD7bl) e precisa aprender a importância do seu cargo. A cegueira ideológica, quando assume o seu lado cruel e desumano, é potencialmente perigosa. Alguém precisa alertar isso ao vereador.

            REF: https://www.facebook.com/MeuOnibusLotado/photos/a.815670761871654.1073741827.815664655205598/1240202729418453/?type=3&theater

          • Ligeiro

            Dispenso sobre o MBL. Não precisa me provar o que eles já se provam por si só – um bando de ignorantes que tentam ser influenciadores políticos e ganharem com isso… (E não tenho conta no RBS, mas peguei a ideia).

      • Paulo Pilotti Duarte

        É bom avisar todo mundo pra banirem o IT do Stephen King das livrarias.

        https://i.imgur.com/xlxm1Jm.jpg

    • Frederico

      Não tinha dinheiro público também?

      • Paulo Pilotti Duarte

        Tinha recursos da Lei Rouanet.
        Lei Rouanet não é dinheiro público é “incentivo fiscal” pra iniciativa privada.

        • Explica melhor isso aí.
          Incentivo fiscal é o Governo abrindo mão de arrecadação para que a iniciativa privada também invista.
          Logo, por que não seria dinheiro público?

          • Paulo Pilotti Duarte

            Esse dinheiro não é do governo (nunca foi), ele poderia ir pro governo se a empresa resolvesse pagar e não fazer nada, como ela faz, ela decide que não vai dar pro governo e vai fazer algo cultura (e o governo aceita porque é um bom negócio).

            Não é renúncia fiscal, que daí sim, nesse caso seria o governo abrindo mão de ganhar dinheiro.

            O Pirula explicou isso no vídeo dele sobre a questão, desse mesmo modo inclusive, porque a nossa (des)educação tende a achar que isso é um dinheiro “público” investido em projetos culturais.

          • Público ou não, isso não interfere em absolutamente nada no problema.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Não deveria né, porém, a grande desculpa da imensa maioria das pessoas é “isso foi feito com o meu dinheiro” (como se isso fosse verdade) e por isso o governo deveria “ouvir a população” (o que no caso é ouvi-los e ignorar todo o resto da sociedade) para fazer algo.

            A ideia de que “imposto é roubo” cria muito dessa ilusão do dinheiro público. Muitos vereadores de Porto Alegre do partido NOVO e PSDB estão usando isso como argumento máximo para justificar as ações.

          • Desculpa, mas nesse ponto tendo a não concordar com o entendimento do Pirula.
            A empresa não simplesmente decide não dar o dinheiro. O governo apresenta uma proposta (lei Ruanet) em que com base em projetos pré aprovados por ele a empresa deixa de pagar impostos e investe num projeto. Não é simplesmente ela não querer pagar o imposto, mas o Governo aceitar não recebê-lo por que entende que o investimento em cultura vale essa renúncia.

          • Paulo Pilotti Duarte

            Eu entendo, mas questão é achar que isso é dinheiro público investido, não é. Nunca foi.

            O que existe é uma possibilidade mediante, projetos submetidos por agentes de cultura e pré-aprovados pelo governo, mais precisamente a junta do MINC, para buscarem captação de recursos tanto com PF como PJ, a empresa usar um percentual do IR dela em cultura (ela ganha com o marketing e o governo incentiva a cultura com um dinheiro que ele não tem em caixa).

            A empresa decide onde ela aplica o dinheiro que é dela, exclusivamente, no projeto que ela julga que seja bom. Por curiosidade ela pode investir na Lei Rouanet 4% do IR que ela paga.

            O dinheiro, portanto, é da empresa (privada) e não Estado ( público).

            Devemos ter críticas aos critérios usados pelos avaliadores do MINC quando vão avaliar o projeto, aos projetos que passam (temos escritórios especializados em passar projetos na lei) e em como as empresas privadas usam isso como escudo de sonegação. Mas esses pontos não estão sendo levantados nem por você e nem por quem critica a lei ou a exposição do Santander.

            Porém, ainda acho que isso é tergiversar sobre o assunto principal, prática comum à direita BR, que usa dados falsos e faz conclusões antes de largar a hipótese (por exemplo), e usa essa prática pra nublar o debate do que realmente importa. E as pessoas que não compactuam com essa ideia não podem cair nessa armadilha e ficar discutindo coisas menores enquanto eles fecham exposições baseados em uma moral dúbia e desonesta e achismos tirados do rabo.

          • Só para não correr nenhum risco. Não sou contra a lei Ruanet. Pelo contrário, acho que ela é importante. Não concordo com o Cirque du Solei junto com o Bradesco terem seus projetos aprovados, a Claudia Leitte ou artistas similares. Mas a idéia da lei me é importante no cenário atual de desvalorização da cultura.
            Também não concordo com o fato dela ter promoção ao realizar isso, pois o ganho ao não pagar o imposto já é financeiramente grande, mas essa é outra história. Entendo a nossa discussão sobre de quem é o dinheiro mas isso realmente é o menos importante.
            Alias sou completamente contra (isso pode não ter ficado claro) o fechamento da exposição e achei a atitude do Santander pequenez, não acredito que eles não imaginasse que poderia existir um risco num país tão conservador de que ocorresse alguma situação pelo menos próxima ao acontecido.
            Nem vou falar do tal MBL que tem de liberal apenas o mas funciona como arauto do conservadorismo.

        • Frederico

          Ah, então belez