[Review] Samsung Chromebook: um navegador é o bastante?

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11/6/14, 9h40 11 min 31 comentários

Faz algum tempo que o navegador passou a protagonista em desktops e notebooks de usuários casuais. A consolidação da web como plataforma tornou o Chrome e outros navegadores os apps campeões de uso, muitas vezes relegando o sistema operacional a uma base sem muita importância para as atividades do dia a dia.

Atento a isso, o Google criou um sistema operacional que é apenas um navegador, o seu navegador. O Chrome OS foi anunciado em 2010 e lançado um ano depois. No Brasil, os Chromebooks, como são chamados os notebooks que rodam o sistema, só chegaram agora, em 2014.

O modelo da Samsung em que escrevo este review e que será objeto de análise nas linhas que seguem se sobressai por peculiaridades em uma plataforma que, por si só, já levanta sobrancelhas e chama a atenção. Lá fora, é o Chromebook mais barato disponível, e foi o primeiro a vir com um SoC ARM, o que dispensa o uso de ventoinha para evitar que o processador frite. Ser diferente não é sinônimo de ser útil, então vejamos o que a Samsung preparou para convencer o consumidor de que, sim, um navegador é o bastante. Continuar lendo [Review] Samsung Chromebook: um navegador é o bastante?

[Review] G Flex: tela flexível, poderes de regeneração e alguns comprometimentos

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23/5/14, 21h31 10 min 2 comentários

Um smartphone grande chama a atenção, mas existe algo ainda mais chamativo: um smartphone grande e torto. Em todo lugar onde tirava (com um pouco de esforço) o G Flex, da LG, do bolso, as pessoas olhavam curiosas, perguntavam se estava tudo bem com ele e faziam cara de interrogação ao olhar para o aparelho curvado. Eu também fiquei assim quando o vi pela primeira vez. Passada a surpresa inicial, o que sobra? É o que responderei nos próximos parágrafos.

Um smartphone original por fora, mais do mesmo por dentro

O G Flex é um smartphone fora da curva. Custa caro, tem especificações boas e tecnologias pioneiras — além da tela flexível, o acabamento nas costas se regenera sozinho.

G Flex: lindo por fora, convencional por dentro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Isso, a regeneração do plástico atrás, eu não testei, mas a demonstração dessa capacidade mutante é bem impressionante. Como contra, só a maior incidência de fiapos grudados e marcas de engordurar, maiores que a média. O toque nessa área é meio estranho também, parece que o plástico é “fofo”, mas na hora em que se aperta, ele não afunda. Na verdade tudo é meio esquisito ali atrás, para o bem e para o mal.

Os botões, todos concentrados na parte de trás, ainda preservam o frescor de novidade. Antes dele, somente o G2, onde essa intervenção fez sua estreia, e o G2 Mini trouxeram tal configuração. É… diferente, e ganha pontos positivos por liberar as laterais de botões. Na prática, entretanto, acabei não usando tanto esses botões em prol do knock on, uma opção que permite liberar e bloquear o aparelho dando dois toques na tela. Sempre uso isso quando disponível e é mais rápido e prático.

Os botões do G Flex ficam atrás.
Foto: Rodrigo Ghedin.

São poucas características que distinguem o G Flex do mar de smartphones high-end, mas em um segmento tão mais do mesmo, uma que seja já é suficiente para destacar algum modelo. Fora as três citadas acima, por dentro o G Flex é bem convencional: traz um Snapdragon 800, 2 GB de RAM e 32 GB de memória interna, especificações padrões dos aparelhos topo de linha do final de 2013, começo de 2014.

Apesar do tamanho, o G Flex é mais confortável de segurar do que outros de mesma estatura — no meu caso, uso o Lumia 1320 como parâmetro, o único outro de smartphone de 6 polegadas que já passou por aqui. Em relação ao modelo da Nokia, o G Flex é mais compacto; não sei dizer até que ponto a curvatura do corpo auxilia na ergonomia, pelo menos não em uso (na mão ou ao ouvido). No bolso ele se adapta melhor à coxa e embora ainda seja desconfortável na maior parte do tempo, vez ou outra dá para esquecer que o G Flex está ali.

A tela curva do G Flex

Para demonstrar a tela curva, um iPhone em cima do G Flex.
Foto: Rodrigo Ghedin.

As peculiaridades da tela vão além do seu formato côncavo. Ela nem precisaria ser assim. A sensação é que tanto LG, quanto Samsung com o Galaxy Round, “dobraram” suas telas para mostrar visualmente que elas têm essa propriedade. A grande vantagem da tecnologia, chamada P-OLED, é que por ser flexível ela não estilhaça quando se choca contra coisas duras, tipo o chão. Outro teste que não fiz por motivos óbvios, mas fica aí a esperança de que acidentes como este se tornem, no futuro, histórias para contarmos aos nossos netos.

Não duvido que lá na frente o P-OLED se prolifere e vire padrão na indústria. Antes disso, as fabricantes terão que contornar alguns inconvenientes vistos na tela do G Flex. Toda nova tecnologia tem, afinal, comprometimentos.

Não são problemas graves, só uns detalhes que em modelos AMOLED ou LCD atuais não são mais vistos. Começando pela resolução. Em um smartphone intermediário como o Lumia 1320 é compreensível a utilização de um painel HD (1280×720), afinal é preciso economizar em algum lugar para reduzir o preço final. O G Flex custa quase o dobro do Lumia 1320, é caríssimo sob qualquer ponto de vista, de modo que não há desculpa financeira para não trazer uma tela Full HD. A tecnologia simplesmente não está madura o bastante para alcançar esse nível.

Essa resolução não costuma ser ruim em telas menores — vide as do Moto X e Nexus 4, ambas com 4,7 polegadas e nenhuma reclamação em termos de definição ou qualidade. Espalhar a mesma quantidade de pixels em uma área maior, de 6 polegadas, é complicado. A densidade chega a 245 PPI, valor insuficiente para olhos mais críticos.

O P-OLED do G Flex funciona meio que como uma viagem no tempo para quem usou smartphones AMOLED há dois, três anos. Dependendo do ângulo, ela ganha uma tonalidade verde e algumas cores, como o azul claro (tipo os botões de responder nos comentários do Manual do Usuário) deixam um rastro ao rolar a página. Além do preço de etiqueta, existem outros que early adopters costumam pagar. No caso do G Flex, uma tela aquém do que se espera de um smartphone topo de linha em 2014.

Desempenho, personalização e autonomia

G Flex de costas.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não há muito do que queixar em relação ao uso do G Flex, salvo o malabarismo que é preciso fazer nas tentativas de manuseá-lo com uma mão — a maioria, frustrada. Nesse sentido, aliás, o Android da LG traz alguns truques para aproveitar a grande área útil disponível, sacadas legais como a fileira extra de números do teclado, a capacidade de jogá-lo para um dos lados a fim de facilitar a digitação com uma mão, e a divisão de dois apps na tela.

Além desses mimos úteis, esse Android (versão 4.2.2) ainda recebeu um tratamento estético parcial bem-vindo. O esqueumorfismo visto em smartphones anteriores da LG deu lugar a um padrão de ícones flat bem bonitos. Pena que as alterações estéticas se restringiram a eles; menus e outros elementos continuam com um visual de gosto duvidoso, e a salada nas configurações típica da empresa ainda se faz presente.

São tantas opções que, agora, a área de ajustes foi dividida em quatro partes. E piora: as melhores vêm desativadas por padrão, coisas como o método “swipe” do teclado, a firula que mantém a tela acesa quando a câmera frontal detecta um par de olhos a encarando, e aquela outra de silenciar uma chamada virando o aparelho de costas na mesa. Eu me pergunto o porquê dessas decisões, coisas que só não me intrigam mais do que o ringtone padrão para tudo fora ligações, o “life is goooood”. Não se ofenda, LG, eu sei que é seu slogan e até acho ele simpático, mas como ringtone, e com essa entonação, é um negócio bem irritante.

São problemas de usabilidade e complicações desnecessárias feitas em uma área ganha — bastaria usar o Android padrão do Google e acrescer os mimos positivos que estão enterrados ali nos ajustes. Ainda assim, não são impedimentos absolutos, nem algo muito grave na experiência de uso. Apesar de tentar, a LG ainda não conseguiu inviabilizar o uso do seu ótimo hardware. Dá para ser feliz com o G Flex, e boa parte disso decorre do ótimo desempenho que ele apresenta.

A bateria tem 3500 mAh e apenas compensa o tamanho do aparelho e da tela, que deve consumir mais energia do que modelos menores. Consegui sair de casa e voltar com energia em níveis pouco acima do que testemunho diariamente com um iPhone 5. Não salta aos olhos, mas dificilmente te deixará na mão.

Câmera

A câmera do G Flex tem 13 mega pixels e é apenas mediana. Ela apresenta algumas tendências meio chatas, especialmente a lentidão: nos testes, é comum ela recorrer a velocidades que variam de 1/20 a 1/30, o que pode ser tempo demais para fotos mais rápidas. Resultado: borrões nas suas fotos. A presença de um sistema de estabilização de imagens poderia amenizar esse problema, mas ele não existe.

Achei também o pós-processamento um pouco agressivo às vezes, o que prejudica o detalhamento e deixa alguns elementos, como rostos humanos, artificiais.

É uma câmera que poderia estar em qualquer modelo intermediário ou topo de linha, só não em um dos mais caros do mercado. Várias outras, de smartphones mais baratos, apresentam resultados melhores. No fim, ela não o deixa na mão, mas que exige mais do fotógrafo — cuidados com a iluminação, firmeza na hora do disparo, atenção aos modos disponíveis, como o HDR e por aí vai.

Alguns exemplos:

Exemplo de foto com o G Flex.
Velocidade de 1/30 com luz do sol resultou nisso. Foto: Rodrigo Ghedin.
Exemplo de foto HDR do G Flex.
HDR, velocidade 1/150. Foto: Rodrigo Ghedin.
Crop em 100% de uma foto feita com o G Flex.
Crop 100%, velocidade 1/2272. Faltou detalhamento na bomba de combustível. Foto: Rodrigo Ghedin.

Veja essas e outras imagens, em resolução natural, nesta galeria.

Boas ideias que precisam amadurecer

Com 6 polegadas, o G Flex é grande.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Há muito a se gostar no G Flex. Sua tela é charmosa (e legal para ver vídeos, faltou dizer!), a durabilidade é maior que a média graças ao painel P-OLED e à carcaça que se regenera, e apesar de persistir em alguns erros típicos dos seus Android, a LG mostrou que tem algum senso estético em software com o novo pacote de ícones.

Para quase tudo o que tem de bom, porém, sempre vem um “mas” na sequência. Ora é pela limitação da tecnologia, como os inconvenientes da tela; ora por decisões controversas nos rumos tomados no projeto, como as intervenções no Android. Na média o G Flex é um smartphone bacana, mas funciona melhor como curiosidade tecnológica do que como companheiro para o dia a dia.

E o preço agrava essa declaração: ele custa muito caro. R$ 2.699, para ser exato, ou, procurando bem, por até cerca de R$ 2.300 em lojas do varejo confiáveis.

O G Flex é quase uma prova de conceito. Como tal, ele cobra duas vezes, primeiro na fatura do cartão, depois nos poréns do uso cotidiano. Em outras palavras, com esse valor é possível pegar um smartphone que que faz mais e melhor, só que com a tela reta e dura. Não só possível, como recomendável.

Apesar das ressalvas, no geral gostei e vejo com bons olhos experimentações do tipo no segmento. Alguém tem que começar com essas novidades e de qualquer maneira acredito que a LG não colocou o G Flex no mercado esperando vender horrores. Seja lá quais foram seus motivos, méritos a ela por dar a cara a tapa e tomar a iniciativa.

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[Review] G Pad 7.0 V400, o tablet mais simples (e barato) da LG

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29/10/14, 11h05 8 min 3 comentários

Todo novo iPad que a Apple anuncia se torna objeto de desejo por quem busca um bom tablet. A Samsung tem alguns diferenciais nos seus melhores modelos: o Galaxy Note Pro é praticamente um quadro para a canetinha bacana que vem junto, e o Galaxy Tab S, uma tela deslumbrante. A LG, por sua vez, aposta em custo-benefício e disso saiu com um dos melhores do Brasil, o G Pad 8.3. A Dell lançará em breve o surpreendente tablet mais fino do mundo.

Toda fabricante se esforça para, nos tiers superiores, oferecer o melhor da tecnologia atual a seus clientes. O único problema é que isso custo caro, precisa gerar lucro e, para fechar a conta, os preços passam longe de serem baratos. Como nem todos podem dar mais de dois salários mínimos em um tablet, a alternativa são os modelos simples que cabem em orçamentos apertados — se duvidar, até pagando à vista.

O G Pad 7.0 V400, da LG, é o membro mais barato da família de tablets da fabricante sul-coreana. Ele foi lançado no final de setembro com o preço sugerido de R$ 599. Hoje, já é encontrado por bem menos. Para quem busca um tablet para atividades simples, como navegação web e leitura, importa saber se a economia na compra cobra o preço durante o uso. Estive com uma unidade nas últimas semanas a fim de responder essa pergunta. Continuar lendo [Review] G Pad 7.0 V400, o tablet mais simples (e barato) da LG

O Nexus 5 é o Cruzeiro do brasileirão: um campeão discreto

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10/10/14, 14h49 6 min 19 comentários

Encontrei algumas fotos do Nexus 5 perdidas numa daquelas pastas temporárias na área de trabalho que, pelo tempo que estão ali, dá quase para dizer que viraram pastas fixas. E aí pensei: escrever sobre ele? Sim ou não? Só algumas palavras, talvez… Ah, por que não?

Os smartphones da linha Nexus têm uma gênese diferente da dos demais. Eles são fabricados por empresas tradicionais da telefonia móvel, como Samsung e LG, mas são vendidos como aparelhos do Google. Diferentemente do que rola com um Galaxy S5 ou G3, as fabricantes não mexem no Android; é a experiência pura e isso, por si só, destaca essa linha. Pela lógica parece que não, mas aqui, menos é mais, e ter o Android sem penduricalhos, aplicativos extras e personalizações duvidosas é um grande plus, diria até que é o principal motivo para se comprar um Nexus. Continuar lendo O Nexus 5 é o Cruzeiro do brasileirão: um campeão discreto

[Review] Capas para iPhone e iPad da Prodigee

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3/10/14, 10h00 6 min 4 comentários

Em mais de uma oportunidade manifestei, aqui e em outros meios, meu desapego pelos smartphones. Eu abraço o risco (no sentido de arriscar, não o risco na tela). Não uso capinha, case, nada disso para proteger meu aparelho. Gosto dele ao natural, com o tamanho, peso e equilíbrio concebidos pela fabricante ainda que, desnudo, ele fique mais suscetível a acidentes.

As marcas de um gadget carregam um certo charme, são histórias contadas sem palavras. Isso vale não só para objetos inanimados; para a gente, também. O iPhone 5, meu atual smartphone, é especialmente sensível. Digo, ele é duro na queda (no meu caso, nas quedas), mas aquela borda chanfrada só de olhar fica detonada. E alguns tropeços depois, ela está assim: Continuar lendo [Review] Capas para iPhone e iPad da Prodigee

[Review] G3, o primeiro smartphone global com tela QuadHD

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1/10/14, 13h00 11 min 20 comentários

Com hardware e software virtualmente idênticos, as fabricantes de smartphones Android sempre buscaram, desde o início, por diferenciais para se destacarem da multidão. Dessa busca resultaram as skins e personalizações do sistema e apetrechos de hardware, tudo isso no mínimo questionável.

É bem difícil fazer um smartphone topo de linha ruim em 2014. Se ser bom é o básico, como então chamar a atenção sem cair nos pecados citados acima? Uma saída é apelar para marketing. Outra, adotada pela LG no G3, terceira versão do seu topo de linha, é empurrar para mais longe os limites da tecnologia e, ao mesmo tempo, torná-la mais simples. O G3 ganhou um banho de loja e tem a tela com maior resolução do mercado. É o suficiente para levá-lo ao trono dos smartphones Android? Continuar lendo [Review] G3, o primeiro smartphone global com tela QuadHD

[Review] Gear Fit, o elo perdido entre smartwatches e pulseiras fitness

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22/9/14, 9h31 8 min 8 comentários

Enquanto Google, Apple, Motorola e outras gigantes tentam resolver o quebra-cabeças que é colocar um relógio inteligente que seja útil, bonito e durável , a Samsung, que também integra esse time, paralelamente tem uma aposta low profile: uma pulseira para monitorar exercícios físicos com tela, que exibe as horas e tem algumas funções extras.

O Gear Fit é o elo perdido entre smartwatches e pulseiras fitness como a SmartBand, da Sony. Será que ele é a melhor personificação desse ressurgimento dos relógios? Descobriremos agora. Continuar lendo [Review] Gear Fit, o elo perdido entre smartwatches e pulseiras fitness

[Review] Tegra Note, o tablet Android para quem joga

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2/9/14, 13h00 8 min 8 comentários

Marca tradicional entre entusiastas de PCs, a Nvidia ainda busca a mesma reputação em dispositivos móveis com seu SoC Tegra. Até agora, mesmo com cinco gerações, ainda não convenceu nem a mídia, nem os consumidores de que o coração verde é um diferencial que vale a pena exigir na hora de comprar um smartphone ou tablet. O último a desembarcar no Brasil com a missão de reverter tal cenário é o Tegra Note, da Gradiente.

Equipado com o SoC Tegra 4, o Tegra Note é, antes de um produto da Gradiente, um projeto da própria Nvidia. O modelo de distribuição lembra bastante o de integradores nacionais que licenciam dispositivos de OEM chineses e só fazem o rebranding e/ou a montagem no Brasil. O mesmo Tegra Note é vendido por fabricantes diferentes dependendo da região do globo onde você estiver — nos EUA, EVGA; no Reino Unido, Advent; na Rússia, Gigabyte, e assim por diante.

Um tablet de sete polegadas, o Tegra Note promete ser rápido, especialmente em jogos, sem se esquecer de outras características importantes nesse tipo de equipamento, como boa tela e longa autonomia. Ele cumpre a promessa? Veremos a seguir. Continuar lendo [Review] Tegra Note, o tablet Android para quem joga

[Review] Moto E: a Motorola repete o milagre no segmento de entrada

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12/8/14, 9h00 7 min 20 comentários

É quase inacreditável que a mesma Motorola do Motoblur e implementações desastrosas do Android de três, quatro anos atrás seja essa mesma que tem nos brindado com smartphones excepcionais e relativamente baratos. Demorou para uma fabricante entender que menos é mais, que o Android puro e hardware de qualidade são coisas que todo consumidor aprecia.

Depois de se destacar com RAZR i, D1 e D3, e de lançar os elogiados e bem sucedidos Moto X e Moto G, a prova de fogo é este Moto E que hoje passa pelo crivo do Manual do Usuário. O desafio era manter a experiência de uso consistente dos irmãos mais caros em um conjunto ainda mais barato que o do Moto G. Já adianto que, no geral, a Motorola conseguiu, mas há detalhes que merecem explicações detalhadas. Vamos a elas, pois. Continuar lendo [Review] Moto E: a Motorola repete o milagre no segmento de entrada

[Review] Acer C710: quando o pioneirismo não sustenta o produto

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25/8/14, 14h56 6 min 13 comentários

Primeiro Chromebook a chegar ao Brasil, o Acer C710 está perto de completar um ano no país e dois desde que foi lançado lá fora. Com sucessores já disponíveis em outros países e cada vez mais difícil de ser encontrado nas lojas daqui, optei por fazer um review mais sucinto em vez daquele tradicional. Há algo que se destaque neste equipamento? Venha comigo para descobrir.

Não fosse pelo logo do Chrome na tampa, o C710 seria facilmente confundido com os melhores netbooks — apesar de soar contraditória essa descrição. É um projeto bem conservador, com conexões legadas, um teclado bem esquisito e visual familiar. Bem familiar mesmo: pelo menos lá fora trata-se de um sabor do Aspire One, a linha de notebooks de entrada com Windows, que passou por um processo de rebranding.

As configurações são bem básicas: processador Celeron 1007U dual-core rodando a 1,5 GHz, 2 GB de RAM e um SSD de 16 GB. Todo de plástico, o Acer C710 herda algumas virtudes e uns tantos defeitos dos antigos netbooks. Continuar lendo [Review] Acer C710: quando o pioneirismo não sustenta o produto

[Review] Lumia 1520, um grande Windows Phone

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1/7/14, 11h18 8 min Comente

O Lumia 1520 encerra, por ora, uma sequência de smartphones enormes que passaram pela minha análise. Por coincidência, é o mais caro e poderoso de todos esses. Com tela de 6 polegadas, especificações de ponta e rodando Windows Phone, existem queixas nesse dispositivo para além do tamanho incômodo? É o que tentarei responder neste review. Continuar lendo [Review] Lumia 1520, um grande Windows Phone

[Review] Lumia 1320, um Windows Phone enorme com crise de identidade

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14/5/14, 14h48 9 min 11 comentários

Qual o limite físico para um smartphone? A resposta a essa questão, hoje, pode estar ultrapassada na próxima geração de celulares espertos. Afinal, quem imaginaria alguns anos atrás que aparelhos com telas de 6 polegadas seriam não só aceitáveis, mas desejáveis? De olho nessa demanda, a Nokia anunciou não um, mas dois modelos grandalhões: o topo de linha Lumia 1520, e o intermediário Lumia 1320, que agora passa pela análise do Manual do Usuário.

Se a tela chama a atenção, em outros aspectos tão importantes quanto o Lumia 1320 não salta à vista. Ele é o ápice de uma tendência recente e disseminada, a de colocar configurações medianas atrás de telas enormes numa tentativa de levar o conforto e prazer visual de modelos caríssimos, como os da linha Galaxy Note, da Samsung, a bolsos menos privilegiados.

Recentemente vimos aqui, por exemplo, o Xperia C, smartphone da Sony com tela de 5 polegadas e configurações que não convencem. Mas e nesse caso do Lumia 1320, no que a mistura resulta? O Windows Phone pesa a favor ou contra no uso diário? Essas e outras perguntas, respondidas abaixo.

Cara de high end, tamanho de gente (muito) grande

O tamanho do Lumia 1320 intimida.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A linha Lumia, da Nokia, vai de modelos simples e baratos até os super avançados, com tecnologias inovadoras, algumas inigualadas, e que cobram um preço alto por isso. Apesar da flexibilidade em preço e qualidade, uma coisa não muda: a identidade visual dos smartphones.

Seja um Lumia 520, seja um 1520, é fácil identificá-los como membros de uma mesma família. Apesar dessa uniformidade, existem algumas rupturas estéticas entre esses celulares irmãos. O Lumia 1320 combina mais com modelos que não foram grandes destaques da Nokia, casos do Lumia 820, ou Lumia 620. Os cantos arredondados e a câmera simples no corpo são os maiores indicativos de que não temos aqui um “garoto propaganda” da Nokia, muito menos um que brilhe em configurações.

A crítica acima não significa, em absoluto, que o Lumia 1320 é feio. Ele é um smartphone sem invencionices que deve agradar a um público maior do que outros mais arrojados, como o Lumia 1020 e seu calombo traseiro. São poucos botões, os tradicionais/obrigatórios do Windows Phone, dois conectores, um para os fones de ouvido em cima, outro para o cabo microUSB embaixo, e os três botões táteis frontais do sistema da Microsoft. As câmeras são discretas, bem como os microfones e saídas de áudio. É um aparelho que exala sobriedade, e talvez em excesso: ele chega a flertar com a falta de inspiração.

Bordas arredondadas do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Embora prefira os modelos mais ousados, é impossível reunir críticas consistentes ao design do Lumia 1320 com uma exceção inescapável: seu tamanho. E olha que a Nokia ainda tentou, com alguns artifícios ergonômicos, mitigar esse “problema”: vistos isoladamente, alguns atributos físicos parecem exagerados, mas colocados em contexto (afinal, estamos falando de 6 polegadas de tela), a espessura de 9,8mm e o peso de 220g não transforma o aparelho em um trambolho. Pelo contrário, ele parece mais fino e mais leve do que os números nos levam a pensar.

O problema é que não há mágica ou engenharia que consiga tornar as outras medidas espaciais, 164,2mm de altura e 85,9mm de largura, confortáveis. É impossível manejar o Lumia 1320 com apenas uma mão e colocá-lo no bolso é, para dizer o mínimo, desconfortável. Ações triviais, como sentar-se em uma cadeira, entrar no carro e até mesmo andar não podem ser feitas sem que aquele volume no bolso não se faça sentir. O Lumia 1320 te lembra sempre da sua presença, ininterruptamente, e essa atenção obsessiva não é exatamente um ponto positivo. É incômoda.

Tela grande, especificações nem tanto

As configurações do Lumia 1320 estão longe de serem ruins. No período de testes, ele não demonstrou lentidão, ou me fez esperar muito por qualquer comando – salvo o irritante “Retomando…” ao voltar em apps, mas aí é coisa do Windows Phone já que ainda está para nascer hardware capaz de evitar esses pequenos atrasos na multitarefa. Ele é, para todos os efeitos, tão rápido quanto outros modelos topo de linha que vieram antes, como os Lumias 920, 925 e 1020.

Lá dentro, temos um SoC Snapdragon S4 com processador dual core rodando a 1,7 GHz, combinado com 1 GB de RAM e apenas 8 GB de memória interna – com generosos 7,28 GB de espaço para o usuário, é verdade. Se o Lumia 1320 sobra em desempenho, em outros aspectos, começando pelo espaço para armazenar apps, jogos, fotos, músicas e outros arquivos do usuário, ele poderia ser melhor.

Nesse caso específico, existe um slot para cartão microSD (até 64 GB), acessível ao remover a tampa traseira. É suficiente para aliviar a falta de espaço, mas não é o ideal. (Embora a tampa seja removível, a bateria não é. Essa configuração, que vem aparecendo com frequência na indústria, permitem armazenar cartões, como o SD e o SIM card, sem comprometer a estética, além de permitir a troca de capas, um ponto de personalização que, aparentemente, as pessoas gostam bastante.)

Lumia 1320 suspenso.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A tela do Lumia 1320 chama a atenção pelo tamanho – ainda são raros e, portanto, impressionantes smartphones enormes. Além de grande, a tela é bem boa: responde bem aos toques, os ângulos de visão são bem amplos, a fidelidade de cores, acertada. Ela também é brilhante e conta com algumas tecnologias de melhoramento da Nokia, como a ClearBlack, que dá um reforço nos pretos, algo importante por se tratar de um painel IPS e não AMOLED, que leva vantagem na reprodução dessa cor.

Tudo muito bonito, tudo muito bom, com uma exceção: a resolução. O Lumia 1320 tem resolução HD – 1280×720. É uma resolução alta. Já disse, em outras oportunidades, que ela pode ser suficiente, mas desde que outra medida, o tamanho físico da tela, não seja tão grande quanto 6 polegadas. Feitas as contas, ficamos com 245 pixels por polegada, uma densidade que, para uma tela desse porte, se faz notar de um jeito negativo.

Comparativo entre Lumia 920 e Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Vista sozinha, a tela do Lumia 1320 dá sinais de que faltaram pixels. Não que ela seja ilegível, ou ruim de modo geral, mas textos menores não são tão definidos quanto em telas mais densas, e ícones e textos pequenos mostram serrilhados com os quais não estamos acostumados há pelo menos dois anos em dispositivos de ponta. Se colocada ao lado de uma tela mais densa, como a do Lumia 920/925 (mesma resolução, mas com 4,5 polegadas), as deficiências de uma tela tão grande com uma resolução intermediária ficam mais evidentes.

Mais uma vez esse modelo revela que é, afinal, um intermediário – longe de ser ruim, mas cheio de características que não chegam ao que existe de melhor hoje no mercado. A resolução menor traz um efeito colateral positivo, a economia de energia. Ele meio que se anula ante a tela enorme (iluminá-la deve consumir muita bateria), mas é aí que o tamanho físico do Lumia 1320 traz o trunfo definitivo para uma longa autonomia: ele permite acomodar uma bateria enorme, com 3400 mAh. É uma carga altíssima, suficiente para ficar um dia e meio, até dois de uso intensivo longe da tomada. Raras são as baterias que chegam a esse patamar, nesse ritmo de uso. A do Lumia 1320 é uma dessas poucas e merece elogios portanto.

A câmera indiferente do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Fechando o rol de configurações, a câmera também não chama empolga. Tem 5 mega pixels e nada que lembre a qualidade dos Lumias com tecnologia PureView. Espere dela o mantra para câmeras em celulares que, nos últimos anos, apenas modelos topo de linha têm conseguido ultrapassar: quebra o galho com bastante luz, vai se tornando cada vez mais inútil na medida em que a escuridão aumenta.

Alguns exemplos:

Pudim ao ar livre: bom (nos dois sentidos).
Esta foto ficou tão boa quanto o pudim — cortesia do Sol.
Sem luz natural, a câmera do Lumia 1320 decepciona.
À noite, o ruído fica bem aparente e é mais difícil focar.
O Lumia 1320 não resiste ao teste da foto com luz artificial.
Crop em 100%. Repare como há bastante ruído e perda de definição.

Para ver essas e outras fotos em resolução máxima, visite esta página.

O Lumia 1320 é um smartphone a procura de público

Detalhe na tela do Lumia 1320.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Desde que liguei o Lumia 1320 pela primeira vez, venho tentando entender a quem ele se destina. Smartphones grandes costumam trazer configurações de ponta, o que não é o caso. Modelos intermediários têm telas mais mundanas, de apelo maior. Novamente, não é o caso. Talvez o público que coloca tela gigante como prioridade seja relevante o bastante para levar a Nokia a construir algo como o Lumia 1320, um smartphone que tem cara de high end, mas não passa perto de ser um.

Apesar dessa crise de identidade, o fator preço pode pesar favoravelmente e tornar o Lumia 1320 um sucesso comercial. Seu sugerido é de R$ 1.399, o que coloca em uma disputa ingrata com smartphones Android superiores, como Nexus 5, Moto X, G2 e Galaxy S4. Mas em promoção, o Lumia 1320 já rompeu a barreira dos R$ 1.000. Aí, nesse patamar, as coisas ficam mais interessantes: é um valor condizente com o que ele oferece e, de quebra, o consumidor interessado ainda leva uma telona para casa – para o bem e para o mal, ainda é um grande diferencial nessa faixa de peço.

Links para comprar o Lumia 1320.

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