Smart TV com Android TV pendurada na parede.

Preciso me preocupar com vírus e invasões em Smart TVs?

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10/7/18, 16h11 5 min 7 comentários

Em 2016, as Smart TVs se tornaram o tipo de TV mais vendido no Brasil. Conectadas à internet, elas facilitam o acesso a serviços de streaming (Amazon Prime Video, Netflix e YouTube, por exemplo), dispensando acessórios extras como Apple TV e Chromecast. O novo universo aberto pela internet trouxe mais do que o conteúdo sob demanda. De carona, vieram as ameaças típicas de outros dispositivos conectados, como smartphones e computadores. É preciso se preocupar com invasões e vírus na TV?

Camillo Di Jorge, country manager e especialista em segurança da informação da ESET, empresa especializada em segurança digital, diz que sim. Do controle remoto de microfones e câmeras embutidos ao uso delas como porta de entrada para invasões à rede doméstica, a TV passou a ser mais um vetor para ataques virtuais. (A ESET oferece uma solução de segurança específica para Android TV.)

O assunto não é recorrente na imprensa e nunca é citado na publicidade das fabricantes, mas há pesquisas e precedentes que justificam o alerta, como esta reportagem da Consumer Reports de fevereiro deste ano. Afinal, qualquer coisa conectada à internet está sujeita a ataques remotos, até mesmo torradeiras — de verdade.

Apesar disso, o questionamento às fabricantes gerou estranhamento. “É a primeira vez que ouço falar disso”, disse por telefone Marcelo Gonçalves, gerente de marketing e comunicação da Sony do Brasil.

Gonçalves explicou que as Smart TVs da Sony usam o Android TV, uma variação do popular sistema do Google feita especificamente para TVs. Isso, segundo o executivo, ajuda a reforçar a segurança: “O consumidor consegue baixar os apps que já estão pré-definidos no Google Play. É diferente de um computador, em que ele consegue se conectar e salvar um arquivo [potencialmente malicioso] na área de trabalho”. A Sony, em parceria com o Google, tem uma série de normas e padrões para evitar o pior, garante o executivo.

A Samsung, que utiliza uma plataforma própria em suas TVs, o Tizen, informou em nota que “monitora continuamente os riscos de segurança em todas as nossas plataformas de Smart TV”. A empresa orienta seus consumidores a ficarem de olho nas atualizações: “A melhor ação que os consumidores podem tomar para garantir a contínua segurança de qualquer dispositivo é manter sempre seu software e aplicativos atualizados”.

Atualizar sempre e confiar

Manter o sistema e os apps atualizados parece ser a única ação proativa que é consenso entre a indústria e especialistas em segurança. Felizmente, a maioria dos produtos oferece a opção de tornar o procedimento automático, ou seja, sempre que a TV detecta uma nova atualização, ela faz o download e a instala sozinha. Esta é, também, a única medida concreta ao alcance do consumidor a fim de mitigar os riscos.

Mesmo assim, antes é preciso confiar na boa índole da fabricante e em sua agilidade no fornecimento das atualizações, o que nem sempre acontece.

Não é raro que esses pacotes de correções e novidades demorem meses para serem entregues ao consumidor. E já houve casos em que a própria fabricante pisou na bola. Em 2016, a Vizio, que atua no mercado norte-americano, foi flagrada coletando e vendendo dados agregados do uso de 11 milhões de Smart TVs sem o consentimento dos consumidores. Após ser processada pela Federal Trade Commission (FTC), a empresa cessou a prática e concordou em pagar uma multa de US$ 2,2 milhões.

No caso do Android TV, a demora entre a disponibilidade de novas versões pelo Google e a liberação da fabricante aos consumidores pode levar meses — foi assim com a atualização da versão 5.0 para a 6.0 nas TVs da Sony. E, seguindo a lógica dos smartphones, existe também a possibilidade de abandono de TVs consideradas velhas, com menos de cinco anos no mercado, mas já fora de linha. Não existe um “iPhone das TVs”, ou seja, um modelo que libera atualizações em tempo hábil e por muitos anos após a compra.

Para o consumidor, é tudo muito difícil. Mesmo saber que algo está errado com a TV não é trivial — ao ser violada, ela não mostrará uma máscara de Guy Fawkes ou letrinhas brancas contra um fundo preto na tela, como no cinema. O ataque e as consequências são discretos.

Questionei o especialista da ESET se jogar essa preocupação ao consumidor é válido. “É uma abordagem que nunca me ocorreu porque sempre penso que o usuário é responsável pela sua segurança”, respondeu Di Jorge. O que parece injusto levando em conta que o consumidor tem uma área de ação bastante restrita — basicamente, manter sistema e apps atualizados. Talvez outra abordagem seja mais promissora. Uma sistêmica, que transfira o fardo do consumidor para uma parte teoricamente mais preparada para lidar com a situação, como a fabricante.

Foto do topo: Sony/Divulgação.

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  • M**** de tendência…. quero uma TV FHD sem ser smart e não existe…
    Não uso TV pra nada a não ser como monitor, e monitor de 40″ nunca vi (e pelo preço que venderiam, vem veria).

    Agora, se eu usar a TV apenas como monitor, não tenho que me preocupar com nada disso…

    • Yago Oliveira

      Se usa a tv como monitor porque não obtém então um monitor? Tem tamanhos menores e sem perfumaria.

      • 40″

        É isso.

        • Macgyver Freitas

          É só n conectar na internet, um problema a menos pra se preocupar

          • Meu uso do computador vai de trabalho à entretenimento, está na sala, junto do da esposa e o do filho.

            Não vejo/tenho sinal de TV há 14 anos. Os serviços de Streaming que utilizo estão no computador e teoricamente não ficam obsoletos (como ocorreu com a TV do trabalho).

            Por isso que reclamo de não haver TV FHD de tela grande sem ser smart.

          • Macgyver Freitas

            Sim entendo, mas como a procura de TVs q n são smart hj em dia é pequena, a escala de produção seria pequena, oq aumentaria o preço, então vc acaba pagando menos numa smart q é produzida em larga escala, do q pagaria numa sem smart, isso vale pra qlq modelo novo, modelos um pouco antigos ainda da pra encontrar oq vc quer, uma Sony 40″ FullHD tá R$1400 sem smart, e R$1500 com smart (olhei no zoom), uma Samsung tá o msm preço com ou sem smart. Mas se for ver uma 4k, aí realmente n tu n acha sem smart. E as q tem são pq tão no estoque, acho q já até pararam de produzir FullHD, e o preço das FullHD de 49″ é quase o mesmo de uma 4k de msm tamanho, valendo mais pegar o modelo 4k

  • Andréia Lúcia Souza Santos

    Minha Smart TV deixou de ser Smart. De um dia para o outro deixou de aparecer a tela home com os apps e o menu de lista de entradas onde escolhemos qual aparelho conectado a TV iremos usar. Ao entrar em contato com a LG, a mesma indicou reiniciar o aparelho, o que não é possível sem ter acesso ao menu home, ou levar para assisteassi tecntéc por motivo de defeito.
    Minha tv e de 2012 e a última atualização foi em 2016. Pode ser vírus?