Logo do Telegram contra fundo azul.

O que o Telegram tem que o WhatsApp não tem?

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19/11/18, 16h15 10 min 23 comentários

Talvez você já tenha sido intimado por um amigo ou colega a baixar o Telegram em seu smartphone. Os fãs — alguns, praticamente evangelizadores — do aplicativo russo costumam ser insistentes no trabalho de conversão de usuários do WhatsApp ao deus, digo, rival Telegram. Segundo eles, o Telegram é muito melhor que o WhatsApp. Será?

De um ponto de vista puramente objetivo, sim. O Telegram oferece mais e melhores recursos, tanto que costuma “inspirar” o WhatsApp, antecipando em meses e até anos funcionalidades que tardam a chegar no popular aplicativo do Facebook.

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Lista de conversas no app do Telegram para Android.
A lista de conversas do Telegram para Android. Imagem: Wikimedia Commons.

Multiplataforma e robôs

Para começar, o Telegram guarda as mensagens das conversas na nuvem. Todas criptografadas, mas não de ponta a ponta por padrão, como fazem o WhatsApp e o Signal — o que significa que, nesses apps, as mensagens apenas trafegam na nuvem e, quando recebidas, ficam disponíveis apenas nos smartphones das duas pontas. O Telegram também oferece esse tipo de criptografia, mas não é o padrão. Para ter uma conversa desse tipo, é preciso criar um “chat secreto”.

Se por um lado essa situação gera algum desconforto, por outro permite que diversos aplicativos de smartphones, tablets e computadores sincronizem as conversas sem depender do smartphone ligado, como é o caso do WhatsApp. Acabou a bateria do celular, mas está com o notebook ligado? Dá para conversar com os contatos do Telegram sem qualquer problema.

E o que não faltam são aplicativos baseados no Telegram. Por ter o código-fonte aberto, qualquer um pode pegá-lo, mexer em algumas coisas e lançar essa variação no mercado, mantendo a compatibilidade com a rede. Um brasileiro, por exemplo, lançou o ZapZap em 2014, cuja única diferença para o aplicativo oficial do Telegram é a “decoração” com tons nacionalistas.

O Telegram se orgulha dessa farta disponibilidade. Em seu site oficial, lê-se, quase no topo da página, “um app nativo para cada plataforma”. Um aplicativo ser “nativo” significa que ele foi desenvolvido especificamente para aquele dispositivo, em vez de ter o mesmo código reaproveitado em vários. Essa abordagem dificulta o desenvolvimento, mas costuma resultar em apps melhores, mais estáveis e mais rápidos. Os do Telegram são realmente bons.

Acessar suas conversas de qualquer dispositivo sem que o smartphone precise estar por perto é um grande diferencial em relação ao WhatsApp, mas não justifica a fama de “superior em recursos”. Há tanta coisa no app que mesmo quem acompanha seu desenvolvimento nem sempre está a par de todas.

Citando algumas mais destacadas, temos a presença de robôs. O blog oficial os explica da seguinte maneira: “robôs [ou bots] são simplesmente contas do Telegram operadas por software — não por pessoas — e que geralmente contam com recursos de inteligência artificial. Eles podem fazer qualquer coisa — ensinar, brincar, pesquisar, transmitir, lembrar, conectar, integrar-se com outros serviços ou até mesmo passar comando para [dispositivos de] Internet das Coisas”.

O @PollBot, por exemplo, permite criar enquetes em grupos. Já o @GithubBot monitora alterações em códigos de aplicativos feitas em um repositório qualquer no GitHub. O @HotOrBot é uma espécie de mini-Tinder para grupos. Existe uma loja inteira com robôs, incluindo os “inline”, aqueles que podem ser invocados em qualquer conversa — os outros precisam ser adicionados, em conversas individuais com o próprio robô ou dentro de grupos.

Print do robô Webpage Bot arrumando um link do Manual do Usuário.
Este robô “conserta” a pré-visualização de links dentro da plataforma do Telegram. Imagem: Telegram/Reprodução.

Grupões e canais

Por falar em grupos, aqui reside outra diferença marcante do Telegram. No WhatsApp os grupos limitados a 256 pessoas já têm causado transtornos no Brasil e em outros países onde o app é popular, como a Índia. Se o Telegram tivesse a popularidade do WhatsApp, o estrago seria potencialmente maior.

Existem grupos normais no Telegram e esses são mais limitados que os do WhatsApp — só cabem 200 pessoas em cada. Por padrão, nesses grupos qualquer um pode editar o nome e a imagem e adicionar mais pessoas. O Telegram recomenda tais grupos para “compartilhar coisas com amigos e família ou colaborar em equipes pequenas”.

O Telegram também conta com “super grupos”, que é onde as coisas ganham proporções inacreditáveis. Em um “super grupo” cabem até 100 mil (!) pessoas. O histórico é compartilhado, ou seja, uma edição em uma mensagem (elas podem ser editadas, outra diferença para o WhatsApp) se reflete na conversa para todos os membros do grupo. Você só pode apagar as suas mensagens. Alguém que entre no grupo vê todo o histórico de conversas. Há administradores com poderes, para moderar a discussão. E até 100 mil pessoas. É muita gente.

Ainda tem mais: canais. Um canal, no Telegram, é um método de distribuição de conteúdo em massa. Ao assinar um, você não “conversa” com o canal; em vez disso, passa a receber mensagens dele. É uma espécie de blog em formato de conversa. Você sabe quantos assinantes um canal pode ter? Infinitos. Não há limite.

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Outras coisas legais

Outros recursos por ora exclusivos do Telegram:

  • Opção de usar um nome de usuário (@usuario), dispensando o compartilhamento do número de telefone para conversar com estranhos;
  • PIP, ou picture-in-picture, para ver vídeos de fontes como YouTube e Facebook — um player flutua na janela e permite rolar a página para ver as mensagens mais recentes da conversa sem perdê-lo de vista.
  • Aumentar a velocidade dos áudios, o que pode ser bem útil para aquele amigo que manda mensagens muito longas.
  • Praticamente não há limitações de tamanho e quantidade de arquivos transferidos entre os usuários.

WhatsApp só copia

Interfaces de figurinhas do WhatsApp e Telegram, lado a lado.
O WhatsApp (esquerda) ganhou figurinhas muito tempo depois do Telegram.

A lista acima, de exclusividades do Telegram, já foi maior. Sem pressa, o WhatsApp tem incorporado alguns recursos mais triviais do rival.

Foi no Telegram que as figurinhas (stickers), por exemplo, surgiram. Afixar conversas importantes no topo da lista, também. O convite para ingresso em grupos mediante link é outra inovação que apareceu primeiro no Telegram. Até mesmo a resposta a mensagens específicas em grupos também foi “inspirada” no Telegram.

Competição do tipo é muito bem-vinda e, embora seja uma situação mais rara, o contrário também acontece. Até hoje, por exemplo, o Telegram não permite arquivar mensagens, coisa que o WhatsApp faz há bastante tempo. E tem o Status, o clone do Snapchat que quase meio bilhão de pessoas usam e que não existe no Telegram — nesse caso, para alívio de alguns.

A história do Telegram

O Telegram foi idealizado pelo russo Pavel Durov e lançado em agosto de 2013. A sua forma jurídica é uma complexa mistura de empresa de capital fechado e sem fins lucrativos; segundo Durov, o Telegram foi feito assim para “proteger a equipe de influências desnecessárias” e os usuários de requisições de dados por governos. É o segundo projeto bem sucedido de Durov. Antes, ele havia fundado a VK, maior rede social da Rússia.

Entre o final de 2013 e meados de 2014, Durov alega que foi pressionado a vender suas ações na VK para Ivan Tavrin, dono do Mail.ru, um serviço de e-mail muito popular na Rússia. Em abril de 2014, ele foi dispensado do cargo de CEO da VK. Na ocasião, Durov alegou que a VK havia sido tomada por aliados do presidente Vladimir Putin e que a sua saída teria sido motivada por negativas em ceder dados de usuários da rede social envolvidos em protestos contra o governo russo.

Durov deixou a Rússia em seguida e conseguiu cidadania no minúsculo país caribenho São Cristóvão e Nevis graças a uma doação de US$ 250 mil, feita à Fundação de Diversificação da Indústria Açucareira do país. Em paralelo, colocou US$ 300 milhões em bancos suíços para financiar seu aplicativo e sua nova vida.

Por um breve período, entre 2014 e o início de 2015, o Telegram estabeleceu sua sede em Berlim. Dificuldades em conseguir vistos para todos da equipe puseram um fim na estadia do Telegram na Alemanha. Desde então, Durov e sua equipe mudam de país constantemente. O último paradeiro deles, segundo reportagem da Bloomberg de dezembro de 2017, é Dubai.

Mesmo distante fisicamente da Rússia, Durov voltou a ter atrito com o Kremlin. Em abril de 2018, a Justiça russa determinou o bloqueio do acesso ao Telegram em todo o país depois que Durov, novamente, negar acesso às autoridades a dados de supostos grupos terroristas na plataforma. Só que, ao fazer isso, a Rússia bloqueou milhões de IPs das nuvens da Amazon e Google, usadas pelo Telegram, afetando centenas de outros serviços online no país.

Os bastidores tumultuados não se refletem ao usuário final do Telegram. Embora tenha bem menos usuários que o WhatsApp — são 200 milhões contra 1,5 bilhão do aplicativo rival do Facebook —, o Telegram tem a fama de ser melhor servido de recursos, o que, como vimos acima, é justificada.

Vale a pena usar o Telegram?

Uma característica pouco comentada, mas muito importante do Telegram é que mesmo repleto de recursos avançados ele continua fácil de usar. O usuário mais ressabiado pode ignorar robôs, figurinhas e outros recursos que facilitam, mas que não são imprescindíveis ao uso do aplicativo.

O WhatsApp cresceu assustadoramente desde que foi comprado pelo Facebook, em 2014. Esse crescimento não se deu livre de polêmicas. Em 2018, os dois fundadores do WhatsApp deixaram o Facebook, com relatos de que o rompimento não foi nada amigável, reflexo de divergências irreconciliáveis entre a visão da dupla para o app e a da direção do Facebook.

Em 2018, o WhatsApp se abriu para empresas e se prepara para exibir anúncios no Status. E embora seja um ícone diferente na tela do smartphone, o WhatsApp ainda é uma propriedade do Facebook, empresa que usa os meta dados das conversas para alimentar a máquina de anúncios segmentados da rede social de mesmo nome e do Instagram e que está envolvida até o pescoço em escândalos no tocante à privacidade dos usuários.

Resumidamente, sim, vale a pena dar uma conferida em alternativas. Além do Telegram, o Signal, da fundação que fornece a criptografia usada no WhatsApp, é outra boa opção multiplataforma. Para quem usa iPhone, o iMessage da própria Apple também tem todas as melhores características de um bom app de mensagens (exceto a auditoria externa).

Compartilhe:
  • Gertrudes, a Lhama

    Ótima matéria, Ghedin! Tocou em vários pontos importantes, mas não se aprofundou muito, algo que é bom para quem recebeu o link pra ela como uma tentativa de convencimento.

    Apenas acho que a história do app em primeiro lugar pode fazer a galera que só quer saber o que tem de melhor se desinteressar. Daria pra botar ela mais pro final de boas.

    Sobre o app: estou usando diariamente já fazem uns dois anos. Consegui migrar todo o meu círculo social próximo, inclusive o grupo da família (de “primeiro nível”, pelo menos).

    Inicialmente minha motivação era só pelo fato de o app ser melhor mesmo. Sync na nuvem sem gambiarras, app desktop decente, compartilhamento de arquivos melhor, e até mesmo a usabilidade bem superior (no Android pelo menos, já no iOS eles são mais semelhantes). Mas conforme o tempo passa, chegam mais e mais motivações pra pular fora do mensageiro do Zuckerberg.

    Já larguei Facebook, Messegern, Instagram, há tempo, mas o WhatsApp é mais difícil mesmo de simplesmente sair. Contatos da faculdade, alguns de trabalho, ou mesmo aquele estabelecimento que só atende por WhatsApp ainda requerem o aplicativo.

    Mas é bom que mesmo aos poucos o pessoal vai se conscientizando. Não vai acontecer um “boom” na migração, mas o que percebo é que cada vez mais tem gente querendo largar o WhatsApp, e levando mais algumas pessoas consigo.

    Eu não acredito que um dia o Telegram (no Brasil) vá se tornar aquele “todo mundo tem” que o WhatsApp é hoje, mas acho que vai chegar sim a um ponto onde os principais contatos estarão nele, e pelo menos as conversas mais importantes estarão lá.

    • Legal o relato! Nessa questão da posição da história do app no texto, você tem razão. (A falta que faz um editor para revisar as matérias que você escreve!!) Dei uma mexida no texto, acho que ficou melhor. Obrigado!

  • Cesar Cardoso

    “Para começar, o Telegram guarda as mensagens das conversas na nuvem.”

    Se você trabalha numa gaiola de Faraday E não quer ligar seu telefone no WiFi corporativo porque o proxy é bizarro, é uma ENORME vantagem.

    • Gertrudes, a Lhama

      A confiabilidade dos “backups” também. Pra qualquer tipo de mensagem importante, é muito útil. Já tive mensagens importantes no WhatsApp que perdi ao trocar de celular/ROM por causa do backup ferrado deles (agora, eu nem deixo mais acessarem o Drive)

  • Uso o Telegram desde 2015. Antes usava ele como se fosse o WhatsApp, mas depois que descobri os bots e canais percebi o quanto o app é superior. Depois que o Facebook comprou o WhatsApp decidi parar de usar o app verde. É até engraçado quando digo que não uso o WhatsApp. O que faz muitos abandonarem o app é que quando entrar nao veem muitos contatos e nao sabem que da pra achar canais e grupos legais na lupa. A ex do @grupoTelegramChat e @fugitivosdowhats

  • sempre foi melhor mas as massas querem o zapzap.

    • Kreeztiano ᢇ

      A minha massa prefere almôndegas e molho de tomate.

  • Frederico

    Telegram é um grande canivete suíço pra mim
    Se tivesse algumas forma de colocar contatos em pastas, estaria perfeito.

  • Capitão Caverna

    As únicas coisas que sinto falta mp whatsapp são as que vc colocou no “Outras coisas legais”.
    O resto, pra mim, é inútil.

    Quanto a segurança, ultimamente tenho visto vários vídeos (youtube) e posts (medium) de gente que entende de segurança.
    É dificil para os usuários do telegram entenderem que o whatsapp é sim mais seguro que o telegram.
    A nuvem e a criptografia sob demanda são os grandes problemas do telegram.
    E o whatsapp esbarra nos metadados.

    Já o signal não tem nenhum desses problemas, porém, não tem tantos recursos quanto os dois acima.

    No geral, os mensageiros seguem a sina dos serviços/produtos mais usados: aquele que é o mais usado, é invariavelmente o mais odiado.
    Vide windows.

    • Yago Oliveira

      Nao tenho problema nenhum em admitir maior segurança no WhatsApp. A questão de uso é mais pessoal: está disposto a trocar sua privacidade por segurança? A resposta divide as pessoas.

  • ande

    Usar o fato de que o Telegram *não* fornece criptografia de ponta-a-ponta como algo *positivo* é ir contra o próprio lema de privacidade.

    O singelo benefício de não precisar ter precisar ter o celular ligado para sincronização em prol de ter *todas as suas conversas* podendo serem lidas por (escolha sua empresa/nacionalidade favorita aqui) não me parece como uma opção melhor do que o WhatsApp, infelizmente.

    O fato do Telegram não usar esses dados hoje, acredito eu, seja somente porque eles estão atrás no mercado e fazer isso nesse momento seria um tiro no pé. Não há nenhuma garantia que os dados “apenas trafegam” na nuvem e que não são armazenados. Acredito em tecnologia e não em super-heróis que se auto-exilam da Rússia em prol da privacidade, e por esse ponto, hoje o WhatsApp é uma melhor opção que o Telegram em termos de privacidade.

    Se eles levam a sério a questão de privacidade, deveriam usar criptografia de ponta-a-ponta por padrão.

    • Você tem razão, @andebrb:disqus. Não quis, com o texto, passar a impressão de que o modelo de criptografia do Telegram é superior ao do WhatsApp — até porque não é o que penso; uso o Telegram, mas sempre que possível dou preferência ao Signal ou ao iMessage.

    • Mas ai ficamos na dúvida: será que eles usam ou não os dados? Nos termos de privacidade do app eles informam que não. Diferentemente do Whatsapp que compartilha os metadados. Outra coisa que me incomoda bastante no Wpp(e signal também) é o fato de todos poderem ver meu número num grupo.

  • Régis

    Eu me sinto bem servido pelo WhatsApp. Melhorou muito. O que pega ainda é a questão do backup, principalmente quando se muda de plataforma. No mais, é o simples que funciona: ligar e sair andando…

    • ….e o fato de se for usar o cliente desktop, ter de ficar com o celular conectado?

      Telegram não tem disso…

      • Régis

        Sim, tem isso também, mas vou te falar uma coisa: pra mim, é até melhor (falo de mim).. Se a versão web funcionasse como o Telegram, acho que eu iria acabar abusando (acho que já uso o WhatsApp demais!)… É um limitador saudável.

    • Whatsapp faz bem o que se propõe a fazer (envio e recebimento de texto, foto e vídeo), por isso é tão popular. O que eu gosto do Telegram é que além você fazer a maioria das coisas que o wpp você consegue mais com menos recursos do dispositivo. Quanto eu tinha wpp vivia apagando besteiras da galeria (algumas até constrangedoras, quem nunca recebeu o negão da pi**c@ do wpp?).

  • Muito legal o texto, o único problema é que o WhatsApp tem algo que o Telegram não tem: meus amigos.

    Tomara que Markito passe a errar feio nos novos updates (assim como fez com o Messenger) para que as pessoas passem a buscar alternativas em outro canto porque até agora eu consegui convencer um total de 0 pessoas dizendo que o Signal é o melhor de todos. =/

    • Existe outro caminho ativo, que não depende de deslizes da direção do WhatsApp: trazer pessoas próximas ao seu app preferido. Só converso com minha família próxima (pais e irmãs) pelo Signal, por exemplo. Tipo a corrente daquele filme com o menino de O Sexto Sentido, sabe?

  • Eu sei! Eu sei!

    Nunca recebi Fake News no Telegram…. parece que os usuários são mais aptos à vivência numa sociedade moderna.

  • Ze Andrade

    Bots e Canais são os recursos que acho mais interessantes no Telegram. A criptografia é um ponto controverso e sempre gera debate. Também gosto muito do Signal, sobretudo para gerenciar SMS (comecei a usar quando ele ainda era chamado de TextSecure). Gostaria de saber se alguém o utiliza (ou testou) o Kik e o Wire, e qual a opinião sobre os mesmos – deixo como sugestão de pauta para o @ghendin

  • Rojedo

    Tenho usado os dois atualmente mas sempre preferi o Telegram. Poder baixar alguns aúdios direto do Youtube tem feito uma diferença enorme pra mim, já que passo um bom tempo no metrô sem conexão.