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Corrida espacial

A nova febre lunar

Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Índia e China “aceleram” rumo à Lua

  • PorTim Radford, do The Guardian / Tradução: Franco Iacomini
  • 26/09/2007 20:24
O cozinheiro Raimundo Nonato em uma das cozinhas do filme "Estômago" | Fotos: Divulgação
O cozinheiro Raimundo Nonato em uma das cozinhas do filme "Estômago"| Foto: Fotos: Divulgação

Londres – Por que todos estão indo para a Lua? Porque ela está lá, porque ela poderia responder questões sobre a história da Terra, porque é um assunto inacabado para a Nasa – a agência espacial americana –, e porque seria um ensaio para uma missão tripulada a Marte. Na última segunda-feira, cientistas britânicos confirmaram que a Nasa está considerando a realização de uma nova versão da Beagle 2, o mal-sucedido módulo britânico que deveria ter enviado informações de Marte no Natal de 2003.

Mas se a Beagle 2 voar novamente, desta vez adaptada para atuar como uma sonda em busca de água no Pólo Sul da Lua, não será a estréia dos britânicos no satélite. Eles faziam parte da equipe que planejou a missão de três anos da Smart 1, em 2006. Na ocasião, a Agência Espacial Européia (ESA) encerrou o projeto com um choque planejado do artefato sobre a superfície lunar.

O Japão acaba de lançar uma sonda espacial chamada Selene, também direcionada à Lua. A China deve seguir o exemplo nas próximas semanas com Chang’e 1, e a Índia prepara a sonda Chandrayaan-L para a primavera do hemisfério Norte. Quem puxa a fila é a Nasa, com o projeto – anunciado em 2004 pelo presidente americano George Bush – de estabelecer uma base lunar tripulada em 2019. A ESA pode ser parceira nessa iniciativa.

Desde o começo da "febre lunar", em 1959, houve 80 tentativas de alcançar o satélite. Doze astronautas americanos coletaram rochas lunares entre 1969 e 1972, mas apenas a última nave Apollo le-vou um geólogo, Harrison Schmitt, com treinamento suficiente para saber pelo que estava procurando.

Segundo os cientistas, a Lua é provavelmente uma porção da Terra ejetada há 4 bilhões de anos, e por isso é considerada uma relíquia preservada da Terra dos primórdios. Seu lado escuro poderia ser o lugar perfeito para estudar o vento solar, os raios cósmicos do espaço distante e as estrelas de luminosidade fraca. O melhor de tudo, no entanto, é que ela está a apenas 380 mil quilômetros de distância. Se a humanidade realmente pretende meter-se numa jornada de seis meses a Marte, nosso vizinho mais próximo seria um local acessível para testar o equipamento, assegurar que ele funciona e voltar rapidamente caso algo não dê certo.

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