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Apenas metade dos eleitores da Bósnia compareceram às urnas neste domingo para escolher à presidência colegiada e renovar o parlamento central e das duas entidades autônomas do país, segundo a Comissão Eleitoral Central (CIK, sigla em bósnio).

A alta abstenção é cinco pontos maior que a do pleito anterior e muito acima do que apontavam as pesquisas de intenção de voto.

Na República Sérvia houve participação de 53,1% do eleitorado, enquanto na Federação da Bósnia e Herzegovina foi de 48,2%.

Espera-se que os primeiros resultados sejam anunciados por volta da meia-noite local (19h de Brasília).

As eleições foram marcadas pelo discurso nacionalista e de enfrentamento étnico dos líderes croatas, muçulmanos e sérvios, sem que o debate político focasse nos graves problemas econômicos e sociais do país.

O elevado grau de abstenção é sintoma do cansaço e da desconfiança dos bósnios em relação à classe política e às distintas administrações, que se estima que cumpriram apenas 3% das promessas eleitorais do pleito de quatro anos atrás.

Os grandes protestos sociais que explodiram em fevereiro deste ano não se refletiram nas propostas dos políticos durante a campanha eleitoral, com poucas referências à economia, à pobreza e à corrupção.

Nestas eleições, que acontecem pela sétima vez desde o fim da guerra (1992-1995), cerca de 3,3 milhões de cidadãos com direito a voto elegem os três membros da presidência colegiada, formada por um muçulmano, um sérvio e um croata.

Também escolhem os deputados do parlamento central e das assembleias das duas entidades autônomas do país.

Além disso, os servo-bósnios votaram para escolher seu presidente e os muçulmano-croatas para renovar os parlamentos locais das dez províncias que formam sua região.

O principal desafio das novas autoridades bósnias será desbloquear o avanço do país rumo à União Europeia e melhorar a economia.

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