O presidente Barack Obama  em campanha na cidade de Portland, Oregon: tour por todo o país em busca de votos | Kevin Lamarque/Reuters
O presidente Barack Obama em campanha na cidade de Portland, Oregon: tour por todo o país em busca de votos| Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, em um último apelo aos seus eleitores, que o futuro da sua agenda política depende dos aliados que forem eleitos na eleição parlamentar de terça-feira, na qual o Partido Democrata está ameaçado de sofrer grandes perdas.

"A todos os que estão ouvindo: lembrem-se, o futuro cabe a vocês. Mas se vocês não se envolverem, alguém vai moldá-lo por vocês... Uma das melhores formas de fazer isso é votar hoje", disse Obama em entrevista a uma rádio de Los Angeles.

A eleição parlamentar de terça-feira é de certa forma um referendo sobre seus primeiros dois anos de mandato e Obama destacou feitos alcançados por seu governo, que tomou posse em meio à pior crise financeira das últimas décadas.

Ele citou a retomada do crescimento econômico - embora lento e inconsistente - além da ampla reforma no sistema de saúde pública e a redução das tropas no Iraque.

O presidente admitiu que o crescimento do emprego é inferior ao que deveria ser, mas prometeu continuar focando o combate ao desemprego, junto com a melhora na educação.

"Em todos os campos, as coisas melhoraram nos últimos dois anos. Só podemos manter isso se tivermos alguns amigos e aliados no Congresso e nas assembléias estaduais", disse Obama falando do Salão Oval à rádio KPWR, uma emissora com público jovem, cujo slogan é "Onde vive o hip-hop".

Apesar do que diz Obama, a frustração do eleitorado com as dificuldades econômicas - principalmente o desemprego - deve se refletir em uma ampla vitória republicana, possivelmente até conquistando a maioria na Câmara.

A perda da maioria entre os deputados poderá frear a pauta legislativa de Obama, a não ser que ele encontre uma forma de obter a colaboração dos republicanos.

A entrevista de Obama é parte dos esforços democratas para combater a falta de entusiasmo do seu eleitorado. As pesquisas mostram que os republicanos estão mais propensos que os democratas a saírem de casa para votar na terça-feira - que nos EUA é facultativo.

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