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Após mensagem de Obama

Aiatolá pede que EUA "mudem de atitude" com Irã

Ali Khamenei disse que ainda não viu nenhuma mudança no novo governo. Declaração é resposta a vídeo em que Obama pede fim dos conflitos

  • PorG1/Globo.com
  • 21/03/2009 14:24
O aiatolá Ali Khamenei discursa neste sábado (21) na cidade sagrada iraniana de Mashhad | AFP
O aiatolá Ali Khamenei discursa neste sábado (21) na cidade sagrada iraniana de Mashhad| Foto: AFP

O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, declarou neste sábado (21) que a república islâmica mudará de comportamento se o presidente americano Barack Obama modificar a atitude dos Estados Unidos a respeito de Teerã.

"Não temos nenhuma experiência do novo governo e do novo presidente dos Estados Unidos. Observaremos e julgaremos. Mudem e nossa atitude mudará. Se vocês não mudarem de atitude, saibam que nosso povo se reforçou e ficou mais forte nos últimos 30 anos", declarou Khamenei para milhares de pessoas reunidas na cidade sagrada de Machhad, nordeste do país.

"Nosso povo não aceita que se proponha uma negociação e que ao mesmo tempo se esgrima a ameaça da pressão", acrescentou, no discurso de Ano Novo que foi exibido pela televisão estatal.

O presidente Obama tomou a iniciativa histórica de dirigir-se diretamente às autoridades iranianas, a quem ofereceu superar 30 anos de hostilidade em uma mensagem divulgada por ocasião do ano novo persa na noite de quinta-feira.

O líder iraniano insistiu em que a abertura tem ser traduzida em atos.

"Não vemos nenhuma mudança. Se o senhor diz a verdade, por quê não vemos nenhuma mudança? Os dirigentes americanos e os outros devem saber que não é possível enganar o povo iraniano e atemorizá-lo", completou.

Khamenei reiterou que os iranianos não esquecerão o apoio dos Estados Unidos a Saddam Hussein durante a guerra Irã-Iraque (1980-88) nem o ataque a um avião comercial iraniano por um navio de guerra americano no Golfo em 1988, que matou 290 pessoas.

Também comentou a proposta americana de retomada das relações diplomáticas, rompidas há 29 anos pela ocupação da embaixada dos Estados Unidos em Teerã.

"Nos falam de negociar e restabelecer as relações diplomáticas. Mas o que mudou? Onde estão os sinais de mudança? Suspenderam as sanções ao Irã, desbloquearam nossos capitais confiscados nos Estados Unidos, acabaram com a propaganda hostil a nosso país, interromperam o apoio incondicional ao regime sionista?".

O líder supremo do Irã agradeceu aos Estados Unidos pelas sanções impostas ao país, porque, segundo ele, permitiram o fortalecimento de Teerã. Ele citou como exemplo a entrada em órbita de um satélite e os progressos no campo nuclear.

Khmanei criticou ainda o trecho do discurso de Obama no qual afirmou que o Irã não pode ocupar o lugar que corresponde ao país no mundo recorrendo ao "terror e às armas", antes de pedir a Teerã uma opção pelos meios pacíficos.

"O presidente Obama envia uma mensagem de Ano Novo e na mesma mensagem acusa o povo iraniano de apoiar o terrorismo e buscar a produção de armas atômicas", lamentou.

"Não sabemos quem toma as decisões nos Estados Unidos. Se é o presidente, o Congresso ou outros. No que nos diz respeito, atuamos com lógica e não de modo emocional. Tomamos nossas decisões depois de fazer cálculos precisos", advertiu.

Estados Unidos e Irã não têm relações diplomáticas desde 1980, um ano depois do Irã ter se tornado uma república islâmica com a derrubada do xá Reza Pahlevi, que era apoiado por Washington.

As relações entre Washington e Teerã ficaram ainda piores durante o mandato do republicano George W. Bush, que se negou a dialogar com o Irã por causa do programa nuclear e incluiu o país no "eixo do mal", ao lado de Coreia do Norte e do Iraque de Saddam Husein.

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