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Representantes de Washington e Pequim se encontraram nesta segunda-feira em hotel na capital italiana
Representantes de Washington e Pequim se encontraram nesta segunda-feira em hotel na capital italiana| Foto: EFE/EPA/Riccardo Antimiani

Representantes dos governos dos Estados Unidos e da China se reuniram por mais de oito horas a portas fechadas em um hotel em Roma nesta segunda-feira (14) para, entre outros assuntos, abordar a guerra na Ucrânia, e os americanos saíram convencidos de que Pequim ajudará a Rússia na guerra – algo que os dois aliados haviam negado ao longo do dia.

“A chave aqui é primeiro fazer com que a China recalcule e reavalie sua posição. Não vemos sinal dessa reavaliação”, disse uma autoridade americana ao jornal britânico The Guardian. “Eles já decidiram que vão dar apoio econômico e financeiro e ressaltaram isso hoje. A questão realmente é se eles vão mais longe.”

Logo após o encontro, o Financial Times informou que os Estados Unidos disseram a aliados que a Rússia solicitou equipamentos militares da China, incluindo mísseis, drones e veículos blindados, e que Pequim “respondeu positivamente”.

Oficialmente, fontes da Casa Branca apontaram que, na “discussão substancial” em Roma sobre o conflito na Ucrânia e outras questões bilaterais, as partes “também enfatizaram a importância de manter as linhas de comunicação abertas”. Participaram do encontro o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, e o diretor do Escritório da Comissão de Relações Exteriores da China, Yang Jiechi.

Anteriormente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, havia negado que a Rússia tenha pedido ajuda, assim como a embaixada chinesa em Roma, que acusou os Estados Unidos de “espalhar informações falsas” sobre a questão ucraniana.

“A posição da China sobre a questão ucraniana é consistente e clara. Sempre desempenhamos um papel construtivo no apoio à paz e na promoção de negociações”, postou a embaixada no Twitter.

“O dever mais importante neste momento é exercer contenção e reduzir as tensões, em vez de adicionar combustível ao fogo, para promover uma solução diplomática”, acrescentou.

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