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Ministro da Economia da Argentina, Nicolas Dujovne, conversa com a imprensa após reunião com o FMI | ERIC BARADAT/AFP
Ministro da Economia da Argentina, Nicolas Dujovne, conversa com a imprensa após reunião com o FMI| Foto: ERIC BARADAT/AFP

A Argentina só tem duas saídas, segundo o presidente Mauricio Macri: a realização de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e zerar o déficit fiscal até o próximo ano. O recado, segundo o site de notícias Infobae, foi passado aos empresários da segunda maior economia da América do Sul durante as comemorações do 24º aniversário da União Industrial Argentina (UIA), a principal entidade empresarial argentina.

A situação não é das mais confortáveis para o presidente: nos últimos 30 dias, o peso perdeu 28,6% frente ao dólar, segundo a plataforma de serviços financeiros Oanda. Para tentar conter a desvalorização da moeda, o Banco Central aumentou, na última sexta-feira, a taxa básica de juros de 45% para 60% ao ano. E a previsão da Bloomberg é de que o PIB do país encolha 1,9% neste ano. Em janeiro, a previsão era de um crescimento de 3%. 

O país deu os primeiros passos para tentar acelerar a liberação de parcelas do empréstimo de US$ 50 bilhões acordados com o FMI em junho. Uma equipe liderada pelo ministro da Economia, Nicolás Dujovne, se reuniu nesta terça-feira com a diretora-executiva da entidade, Cristine Lagarde. A ideia é antecipar os recursos que seriam encaminhados em 2020 e 2021. 

Avanços nas negociações com o FMI

“Tivemos avanços”, disse ela ao jornal Ambito Financiero. Segundo a diretora, se buscará um acordo rápido para “fortalecer ainda mais o programa das autoridades argentinas”, respaldado pelo organismo internacional. 

O ministro disse ao jornal Clarin que o objetivo é de que o acordo seja votado pela diretoria do FMI até a segunda metade de setembro. “Para isso é necessário que haja um acordo técnico para passar pelos diferentes departamentos do fundo.” 

A Argentina também está buscando apoio nos Estados Unidos. A missão liderada por Dujovne se encontrou com David Malpass, secretário de assuntos internacionais do Tesouro americano. Um dos objetivos, de acordo com o jornal Ambito Financiero, é buscar negociar um acordo para obter empréstimos do Tesouro norte-americano. 

Macri também conversou por telefone com o presidente americano Donald Trump, que por meio de nota publicada pela Casa Branca, destacou que o chefe de Estado argentino está “fazendo um excelente trabalho com a situação econômica e financeira.”

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