Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
Sapato de salto alto em rua de Buenos Aires, parte de uma instalação montada durante protesto por justiça às vítimas de feminicídio em frente ao Palácio da Justiça na capital da Argentina, 17 de fevereiro
Sapato de salto alto em rua de Buenos Aires, parte de uma instalação montada durante protesto por justiça às vítimas de feminicídio em frente ao Palácio da Justiça na capital da Argentina, 17 de fevereiro| Foto: JUAN MABROMATA / AFP

Motoristas que quiserem tirar habilitação ou renovar a documentação para dirigir na Argentina precisarão passar por um curso sobre temáticas de gênero. A Agência Nacional de Segurança Viária do país publicou uma resolução no Diário Oficial em 19 de fevereiro com as regras que visam promover a igualdade entre mulheres e homens no país, segundo noticiou a imprensa local na quarta-feira.

A partir de agora, o programa de formação de condutores, exigido para a habilitação, incluirá um módulo da parte teórica que abordará a questão de gênero, com os seguintes tópicos, segundo a resolução publicada no Diário Oficial: "Papéis e estereótipos; identidade de gênero; violência de gênero, tipos e modalidades de violência. Masculinidades: patriarcado e heteronormatividade. Mitos sobre violência. Feminicídios, travesticídios, transfeminicídios e crimes de ódio. Recursos, ferramentas e formas de abordagem contra a violência na condução de veículos automotores e no transporte. Acesso e participação de mulheres e diversidades no setor de transporte."

O anúncio oficial da nova medida será feito nos próximos dias pelo ministro do Transporte da Argentina, Mario Andrés Meoni, segundo o Infobae.

"As grandes mudanças socioculturais e tecnológicas que têm sido produzidas através dos anos trazem consigo a necessidade de adaptar os conteúdos dos cursos de formação", justifica o texto da resolução.

Para complementar as medidas detalhadas na resolução, o Ministério do Transporte argentino divulgou um guia especial para a adaptação de placas e sinalização de trânsito com perspectiva de gênero. O texto promove o uso de "linguagem inclusiva, reconhecendo e visibilizando as mulheres e diversidades, coletivos até agora invisibilizados no setor de transporte, resultado de estereótipos e limitações culturais vinculadas a competências supostamente masculinas".

Segundo o guia, a redação no âmbito do setor de transportes e de sinalização de trânsito deve preferir substantivos genéricos no lugar do uso universal de termos masculinos, para incluir mulheres, homens e identidades LGBTI+. Por exemplo, no lugar de "Los peatones" (os pedestres), a alternativa recomendada é "Las, les y los transeuntes"; em vez de "o presidente", o preferível é "a presidência"; ou, no lugar de "los niños" (os meninos, as crianças), "la infancia".

Caso um aluno seja reprovado no curso, poderá se inscrever novamente depois de 30 dias. O curso poderá ser feito até um máximo de três vezes ao ano.

30 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]