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Ativistas enfrentaram a polícia em manifestação diante da embaixada britânica, em Buenos Aires | Enrique Marcarian/Reuters
Ativistas enfrentaram a polícia em manifestação diante da embaixada britânica, em Buenos Aires| Foto: Enrique Marcarian/Reuters

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Moradores querem vínculo com britânicos

O governador das Ilhas Malvinas, Nigel Wood, afirmou que o governo argentino não conseguirá mudar a posição dos moradores do arquipélago, que, segundo ele, querem continuar vinculados ao Reino Unido.

Em entrevista publicada na edição de ontem do jornal inglês The Times, Wood considerou um equívoco a decisão argentina de dificultar a chegada de navios às Malvinas.

"Seria um enorme erro de cálculo se pensavam que isso convenceria os moradores das Falklands [o nome dado pelos britânicos às ilhas] a pressionar o governo do Reino Unido a entrar em negociações com a Argentina", afirmou.

O governador das ilhas ainda disse que está apreensivo com a possibilidade da suspensão do único voo que comunica o território com a América do Sul, provocando "incerteza" na população local. O avião faz a rota entre o aeroporto de Mount Pleasant e Santiago, no Chile, uma vez por mês.

O jornal The Times revelou ainda que Cameron aprovou um plano de contingência militar que aumenta o efetivo das Forças Armadas no Atlântico Sul em decorrência da agressividade do discurso do governo de Cristina Kirchner.

No dia 8, o premiê britânico afirmou que não negociará sobre a soberania das ilhas e disse que manterá "vigilância" sobre o acordo entre os países do Mercosul para não permitir a entrada de navios do arquipélago.

Folhapress

Policiais e manifestantes entraram em confronto ontem do lado de fora da embaixada britânica em Buenos Aires, capital da Ar­­gentina, em meio à crescente disputa diplomática sobre as ilhas Malvinas, chamadas de Falkland pelos britânicos.

Nesta semana, o primeiro-mi­­nistro da Grã-Bretanha, David Ca­­meron, disse que a Argentina adotou uma postura "colonialista" a respeito da soberania das ilhas, que são reivindicadas por Buenos Aires. Cameron ordenou o reforço militar das ilhas, à medida que se aproxima o aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas (1982).

A tensão também ocorre em meio a uma ofensiva diplomática britânica na América Latina, mais especificamente no Mercosul, com a visita do chanceler britânico, William Hague, ao Brasil.

Segundo os jornais argentinos, a visita de Hague precede uma viagem que o próprio príncipe Wil­­liam, herdeiro na linha sucessória do trono britânico, fará às Malvi­­nas em fevereiro ou março. Wil­­liam, que é piloto, deverá fazer a viagem para cumprir "missões de treinamento" nas Malvinas, para completar horas de voo e obter uma promoção à patente de capitão, informou o site do jornal ar­­gentino Clarín.

O ministro do Interior da Ar­­gen­­tina, Florêncio Randazzo, disse à Radio Mitre que a reivindicação da Argentina sobre as Malvi­­nas é uma política de Estado "irrenunciável" e que o governo argentino continuará a insistir para que o governo britânico negocie a questão.

O ministro argentino lembrou que a Grã-Bretanha não acatou resoluções da Organização das Na­­­­ções Unidas (ONU) que pedem para Londres dialogar com a Ar­­gentina a respeito da futura soberania das ilhas. Cameron afirmou nesta semana que os habitantes das ilhas é que têm o direito de decidir se querem ser britânicos ou argentinos.

O vice-presidente da Argen­­ti­­na, Amado Boudou, e o Ministro de Relações Exteriores Hector Timerman disse que Cameron es­­tá ignorando a História e que todos sabem que a Grã-Bretanha é, há séculos, a principal potência colonialista do mundo.

O embaixador da Argentina nos Estados Unidos, Jorge Argüel­­lo, disse que as declarações do premiê britânico foram "destemperadas" e provavelmente "elas são fruto de uma certa impotência, ante um contexto doméstico que nós sabemos estar bastante complicado" no Reino Unido.

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