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Uma maioria de três quartos dos membros da Assembleia Nacional do Paquistão escolheu nesta quarta-feira (5) o líder da conservadora Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), Nawaz Sharif, como chefe de Governo para os próximos cinco anos.

Na votação realizada na câmara baixa do Parlamento paquistanês, Sharif obteve 244 dos 317 votos emitidos.

A designação de Sharif era segura graças a grande maioria que o PML-N alcançou nas últimas eleições, realizadas no último 11 de maio, a qual ainda contou com apoio de vários candidatos independentes e de outras forças políticas.

Após a votação, o novo chefe de governo agradeceu ao povo do Paquistão pela escolha e afirmou que "o Paquistão já sofreu muito com os ditadores" e que o país e a democracia "devem caminhar sempre unidos".

Este é o terceiro mandato de Governo do líder do PML-N após os dois períodos em que foi primeiro-ministro, durante a década de 90.

Em ambas as ocasiões Sharif teve que abandonar o cargo antes do fim da legislatura, sendo que em 1999, no segundo mandato, seu Gabinete foi deposto por um golpe de estado liderado pelo então chefe do Exército, Pervez Musharraf.

O líder conservador, que desde seu triunfo eleitoral atua como chefe de Governo 'de fato', já anunciou alguns postos fundamentais de seu Executivo e as linhas mestras de um Governo que se centrará a curto prazo na recuperação econômica do país.

O que a priori era grande rival de Sharif no pleito, o ex-jogador de críquete Imrán Khan, não esteve hoje na Assembleia por estar ainda convalescente de uma queda que sofreu pouco antes das eleições e na qual sofreu fraturas na coluna vertebral.

O candidato que substituiu Khan pelo Movimento da Justiça ("PTI"), Javed Hashmi, ficou em terceiro lugar da votação com 31 suportes parlamentares.

Os deputados do saliente Partido Popular do Paquistão (PPP), a segunda força da câmara, votaram por seu candidato, Makhdoom Amin Fahim, que alcançou 42 votos no total.

O processo eleitoral que culmina hoje Paquistão se desenvolveu com relativa normalidade apesar da violência dos talibãs que marcou a campanha e a jornada eleitoral, enquanto os prazos constitucionais foram respeitados escrupulosamente.

O primeiro-ministro interino que pilotou a transição entre Governos, Hazar Khan Khoso, foi despedido ontem da residência oficial do primeiro-ministro com honras em espera que Sharif jure hoje o cargo perante o presidente do país, Asif Alí Zardari.

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