i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
califórnia

Atiradora dos EUA prometeu lealdade ao Estado Islâmico, dizem autoridades

    • Folhapress
    • 04/12/2015 14:19
    Pessoas realizam vigília em lembranças das vítimas do ataque em um centro de serviço social na Califórnia | MARIO ANZUONI/REUTERS
    Pessoas realizam vigília em lembranças das vítimas do ataque em um centro de serviço social na Califórnia| Foto: MARIO ANZUONI/REUTERS

    A mulher que ajudou no ataque a tiros em San Bernardino, Califórnia, prometeu lealdade ao Estado Islâmico em um post no Facebook, de acordo com o FBI, a polícia federal americana.

    Não há evidências de que a facção terrorista dirigiu a mulher, Tashfeen Malik, e seu marido, Syed Rizwan Farook, a realizar o ataque, que deixou 14 mortos e 21 feridos, disseram as autoridades, que falaram sob condição de anonimato pelo fato de a investigação estar em andamento.

    Em média, todo dia há um ataque de atiradores nos EUA

    Leia a matéria completa

    “Por enquanto, acreditamos mais que eles se radicalizaram sozinhos e foram inspirados pela milícia do que receberam ordens para fazer o crime”, disse uma das autoridades.

    O post foi retirado da rede social e não está claro quando os oficiais federais o obtiveram.

    Investigação

    Agentes explicaram que a possibilidade de ligação com jihadistas foi levantada após evidências de que Syed Rizwn esteve em contato, durante vários anos, com extremistas islâmicos dentro e fora dos Estados Unidos. Além disso, um arsenal com mais de cinco mil cartuchos para pistolas, rifles e fuzis, além de 12 bombas caseiras, foi encontrado na residência do casal responsável pelo massacre.

    De acordo com agentes do FBI, que falaram sob a condição de anonimato, Syed Farook esteve em contato inclusive com uma pessoa nos EUA que era investigada pelas autoridades federais por suspeita de terrorismo nos últimos anos.

    O casal de atiradores foi morto horas após a chacina, em troca de tiros com policiais num subúrbio residencial de San Bernardino, quando tentava fugir numa caminhonete preta alugada antes do crime.

    Atiradores abrem fogo em instituição na Califórnia e matam pelo menos 14 pessoas

    Leia a matéria completa

    Patrick Baccari, colega de trabalho de Farook, disse que estava sentado na mesma mesa do atirador durante uma confraternização de fim de ano no centro, quando ele “desapareceu de repente”. Há relatos de que teria saído “aborrecido”. Baccari disse que, quando Farook voltou com a mulher e começou o tiroteio, ele ficou escondido num banheiro e sofreu ferimentos leves por estilhaços que atravessaram a parede.

    “Se eu não tivesse ido ao banheiro, provavelmente estaria no chão, morto”, contou Baccari, acrescentando que o tiroteio durou cinco minutos.

    Farook foi descrito pelo colega de trabalho como reservado, que disse ainda não ter notado sinais de comportamento incomum. “No início do ano, ele viajou para a Arábia Saudita, por cerca de um mês, e voltou com uma mulher. Depois, deixou a barba crescer”, complementou Baccari.

    Já Kuuleme Stephens perdeu o amigo Nicholas Thalasinos, de 52 anos, no tiroteio. Em entrevista à revista “Time”, ela contou que Thalasinos lhe revelou que tivera uma discussão com Farook duas semanas antes da chacina, em que o autor do massacre disse que o Islã era pacífico e que os americanos não compreendiam a religião.

    Kuuleme acrescentou que ambos trabalhavam juntos e que, regularmente, discutiam política e religião, e que Thalasinos era judeu e contundente defensor das causas pró-Israel.

    Por sua vez, um dos imãs da mesquita Dar Al Uloom Al Islamiyah, em San Bernardino, que era frequentada por Syed Farook, afirmou não ter detectado sinais de radicalização no atirador nas últimas semanas. O imã Mahmood Nadvi, de 39 anos, encarregado de conduzir as leituras na mesquita, condenou a chacina.

    “Os atos que vimos não representam o que diz o Corão: mataram irmãos e irmãs”, disse.

    De acordo com os registros do divórcio dos pais de Farook, o atirador cresceu numa família marcada pela violência, com a mãe acusando o pai de ser violento e alcoólatra. A mãe de Farook, Rafia Sultana, alegou, em 2006, que o marido, também chamado Syed, a agredira enquanto os filhos estavam presentes, chegando a atirar um aparelho de TV contra ela e a jogando contra um carro.

    Rafia também relatou ter sido forçada a sair de casa com três dos filhos porque o marido a assediava “verbal e fisicamente, e se recusou a sair de casa”.

    Farook tinha ascendência paquistanesa. Segundo a investigação do FBI, ele fez uma viagem à Arábia Saudita, de onde voltou com a mulher, Tashfeen Malik, que tem passaporte do Paquistão, com visto de “noiva”, para casamento em território americano em até 90 dias.

    Segundo o FBI, não se sabe ainda se os dois passaram por outros países na viagem. Antes de eles saíram para cometer a chacina, deixaram a filha, de apenas 6 meses, com a mãe dele, alegando que iam a uma consulta médica.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.