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Autoridades colombianas acusam ELN por ataque que deixou 21 mortos

O atentado desta quinta-feira foi o pior já ocorrido em Bogotá desde que um carro-bomba da guerrilha das Farc matou 36 pessoas em um clube em 2003

    • Da Redação
    • 18/01/2019 11:20
    Especialistas trabalham no local de um ataque com carro-bomba contra uma escola de treinamento de cadetes da polícia em Bogotá | JUAN BARRETO/AFP
    Especialistas trabalham no local de um ataque com carro-bomba contra uma escola de treinamento de cadetes da polícia em Bogotá| Foto: JUAN BARRETO/AFP

    As autoridades colombianas responsabilizaram o grupo guerrilheiro de extrema-esquerda Exército da Libertação Nacional (ELN) pelo ataque com um carro-bomba na Escola de Cadetes da Academia General Santander, em Bogotá, nesta quinta-feira (17). O Gabinete do Procurador irá imputar acusações ao Comando Central do ELN como mandantes do ato.

    De acordo com a polícia nacional, 21 pessoas morreram, incluindo o autor do atentado, e 68 ficaram feridas, das quais três eram menores de idade. Nove feridos ainda estão em observação em hospitais da capital colombiana, duas em estado delicado. As 20 pessoas que morreram eram cadetes da escola.

    Em coletiva de imprensa, o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez Neira, informou que além do motorista do carro-bomba, que morreu no ataque, José Aldemar Rojas Rodríguez, foi identificado um segundo envolvido no atentado, chamado Ricardo Andrés Carnavajal Salgar, de 39 anos. A polícia chegou a ele por meio de interceptações telefônicas e o capturou às 2h30 desta sexta-feira (5h30 em Brasília). No momento da prisão, Carnavajal Salgar levava consigo um telefone, uniformes e um manual de combatentes. Segundo Neira, ele será acusado de terrorismo e homicídio agravado.

    O carro usado no ataque foi o ponto de partida da investigação. Ele havia sido registrado pela última vez em Arauca, cidade dominada pelo ELN, e em 2017 havia sido comprado por um  membro do ELN chamado Maurício Mosquera. Em maio de 2018, o automóvel passou para o nome de Rodríguez, o que indica, segundo o ministro da Defesa da Colômbia, Guillermo Botero, que o atentado estava sendo planejado há pelo menos dez meses.

    As autoridades disseram que, com base em informações da inteligência colombiana, é possível afirmar que Rodríguez e Salgar faziam parte do ELN. Rodríguez, vulgo Kiko ou El Mocho, era especialista em explosivos do grupo guerrilheiro e fazia parte do ELN há 25 anos. Ele não tinha a mão direita, que perdeu entre 2008 e 2010.

    O grupo guerrilheiro não reivindicou a autoria do atentado. 

    Desde o acordo de paz firmado entre o governo colombiano e as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) – que agora é um partido político chamado Força Alternativa Revolucionária do Comum –, o ELN mostrou disposição em conversar com as autoridades para alcançar um acordo de paz semelhante para o grupo. Uma negociação chegou a começar em 2017, mas não foi adiante. A administração Iván Duque afirmou nesta sexta-feira que não há e não haverá qualquer diálogo com o ELN até que todos os sequestrados pelo grupo sejam libertados e que o grupo pare com todas as ações criminosas. De acordo com o alto comissário para a paz, Miguel Ceballos, nove pessoas foram sequestradas pelo grupo terrorista desde que Iván Duque tomou posse, no início de agosto de 2018.

    O atentado desta quinta-feira foi o pior já ocorrido em Bogotá desde que um carro-bomba da guerrilha das Farc matou 36 pessoas em um clube em 2003.

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