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Imagem de satélite mostra fumaça do incêndio florestal Bootleg, no Oregon, EUA, 18 de julho
Imagem de satélite mostra fumaça do incêndio florestal Bootleg, no Oregon, EUA, 18 de julho| Foto: EFE/EPA/NASA/ Gazeta do Povo

O maior dos diversos incêndios ativos nos Estados Unidos alcançou dimensões tão grandes que já gera suas próprias condições climáticas, o que dificulta o trabalho dos bombeiros, informaram as autoridades locais na terça-feira (20).

O fogo chamado de Bootleg, no sudeste do estado do Oregon e perto da fronteira com a Califórnia, já queimou mais de 157 mil hectares (uma área maior do que a da cidade de Los Angeles), destruiu pelo menos 117 construções humanas, matou animais de criação, devastou pastagens e consumiu plantações desde que foi declarado, no início de julho. As chamas estão sendo combatidas por mais de dois mil bombeiros.

"O fogo é tão grande e gera tanta energia e calor extremo que está mudando as condições climáticas. Normalmente, a situação meteorológica indica o que o fogo vai fazer. Neste caso, o fogo está dizendo o que vai acontecer com o clima", explicou o porta-voz do Departamento Florestal do Oregon, Marcus Kauffman.

Somente incêndios de grandes dimensões como este são capazes de afetar o clima, o que complica ainda mais as tarefas de extinção, pois não é possível saber como será a evolução das chamas no curto prazo.

  • Imagem de satélite mostra fumaça do incêndio florestal Bootleg, no Oregon, EUA, 18 de julho
  • Vista aérea de uma pirocúmulo ou "nuvem de fogo" sobre o incêndio Bootleg, no Oregon, 14 de julho
  • Bombeiro combate as chamas do incêndio Bootleg, no Oregon, EUA, 15 de julho
  • Avião DC-10 Tanker lança retardante de chamas sobre o incêndio Bootleg, no Oregon, EUA, 15 de julho
  • Bombeiros combatem as chamas do incêndio Bootleg, no Oregon, EUA, 17 de julho
  • Bombeiros combatem as chamas do incêndio Bootleg, no Oregon, EUA, 17 de julho
  • Incêndio Bootleg no Oregon, EUA, 17 de julho

Imagens gravadas por satélite nesta terça-feira mostram uma enorme coluna de fumaça que, do sudeste do Oregon, se deslocava para o norte até a fronteira canadense, a cerca de mil quilômetros de distância.

O incêndio afeta uma área montanhosa e vegetativa na Floresta Nacional de Fremont-Winema e os bombeiros acreditam que não conseguirão extinguir as chamas totalmente até o início de outubro.

Segundo as autoridades, o incêndio já atingiu uma enorme extensão do estado do Oregon, que é maior do que a Grã-Bretanha, mas os impactos às pessoas não foram tão grandes porque o estado majoritariamente rural tem baixa densidade populacional. Se um incêndio dessa proporção atingisse áreas mais densamente povoadas da Califórnia, por exemplo, milhares de casas já teriam sido destruídas, disseram especialistas à imprensa local.

Mesmo assim, pelo menos 2 mil residências foram evacuadas e outras 5 mil estão em área de risco. Pelo menos 70 casas foram consumidas pelas chamas, segundo a Associated Press.

Os efeitos do incêndio podem ser vistos em Nova York, na outra costa do país, onde os moradores puderam ver a fumaça encobrindo o céu da cidade e dando um tom avermelhado ao sol nesta terça-feira.

Além do fogo no Oregon, outros 80 grandes incêndios ocorrem em várias partes do oeste dos EUA, vários deles na Califórnia, onde a seca extrema após um inverno quase sem chuva e com temperaturas elevadas nas últimas semanas anteciparam a temporada de incêndios em vários meses.

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