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condenado na indonésia

Brasileiro acusado por tráfico de drogas será morto no domingo

Preso há 11 anos ao transportar cocaína em uma asa delta, Marco Archer Pereira esgotou os pedidos de clemência para o governo local

  • PorEstadão Conteúdo
  • 15/01/2015 21:02
Marco Archer (à dir.) e seu advogado Utomo Karim: sem clemência no corredor da morte | Divulgação
Marco Archer (à dir.) e seu advogado Utomo Karim: sem clemência no corredor da morte| Foto: Divulgação

Sentença

Paranaense também aguarda execução no corredor da morte

Além de Marco Archer, outro brasileiro também pode ser executado por tráfico de drogas no país asiático: o paranaense Rodrigo Gularte.

O surfista, de 41 anos, foi preso em 2004, no aeroporto de Jacarta, com 12 pacotes de cocaína que estavam escondidos em oito pranchas.

Gularte, que na época morava em Florianópolis e seguia para Bali, estava com dois amigos, mas assumiu a autoria do crime de tráfico internacional de drogas sozinho.

Mesmo depois da luta de sua família para trazer seu julgamento para o Brasil, Rodrigo foi condenado à morte por fuzilamento em primeira instância, no dia 7 de fevereiro de 2005 e também aguarda a execução.

A extradição do brasileiro não foi possível porque a Indonésia não figura na lista de países com os quais o Brasil mantém acordo de transferência de presos.

  • Rodrigo Gularte quando foi preso em 2004: cocaína em pranchas

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, será um dos seis réus executados na Indonésia no domingo. Segundo o jornal australiano The Sydney Morning Herald, o governo indonésio disse que não vai aceitar os pedidos de clemência feitos pela defesa do brasileiro.

Condenado em 2004 por tráfico de cocaína, ele deve ser o primeiro estrangeiro a ser executado na Indonésia em 2015. Moreira foi detido em 2003, ao tentar entrar pelo aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta.

O método de execução não mudou desde que o decreto sobre a pena de morte foi assinado pelo primeiro presidente em 1964. O réu é acordado no meio da noite e vendado. Perguntam ao prisioneiro se ele quer permanecer em pé, sentado ou deitado quando o pelotão de fuzilamento atirar contra ele.

A Indonésia tem leis muito rígidas em relação às drogas e geralmente executa traficantes. Mais de 138 pessoas estão atualmente no corredor da morte, a maioria por esse tipo de crime. Cerca de um terço deles é estrangeiro.

O procurador-geral Muhammad Prasetyo disse que os condenados serão executados simultaneamente, aos pares, na prisão na ilha de Nusa Kambangan, ao sul de Java, e na cidade de Boyolali, região central de Java.

Clemência

O governo brasileiro informou que continua "acompanhando estreitamente" o caso de Marco Archer. Ele teve mais um pedido de clemência negado pelo presidente da Indonésia, Joko Widodo.

Em nota, o Itamaraty disse que o governo está analisando as ações que ainda podem ser adotadas, mas não deu detalhes.

De acordo com reportagem do jornal Jakarta Post, da Indonésia, a procuradoria geral do país decidiu que não irá mais atrasar a execução do brasileiro. Ele teve a revisão do caso recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça do país.

Em 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o primeiro pedido de clemência pelo brasileiro, que foi negado. Em setembro de 2012, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o encontro bilateral com o então presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, para interceder pelo brasileiro. Ela entregou ao líder indonésio uma carta apelando para que o brasileiro não fosse punido com a pena de morte.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a presidente Dilma Rousseff pediu na última semana para conversar com o presidente para fazer um novo pedido de clemência pelo brasileiro.

Preso há 11 anos, Marco Archer é carioca e instrutor de voo livre. Na ocasião de sua prisão, ele confessou ter recebido US$ 10 mil dólares para levar a droga do Peru, com conexão em São Paulo.

Mão pesada contra as drogas

O presidente da Indonésia afirmou que vai rejeitar todos os pedidos de clemência das 64 pessoas no corredor da morte por tráfico de drogas.

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