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A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou ontem uma moção pedindo ao Irã que liberte Sakineh Ashtiani, condenada a morte por apedrejamento por ter cometido adultério. O texto, de autoria do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), fala sobre a tradição brasileira de defesa dos diretos humanos e da oferta, feita pelo presidente Lula, de conceder asilo à iraniana e sua família.

Mãe de dois filhos, Sakineh foi condenada em maio de 2006 a receber 99 chibatadas por ter um "relacionamento ilícito" com um homem acusado de assassinar o marido dela. Sua defesa diz que Sakineh era agredida pelo marido e não vivia como uma mulher casada havia dois anos, quando houve o homicídio. Mesmo assim, Sakineh foi, paralelamente à primeira ação, julgada e condenada por adultério.

O Brasil já havia conversado com o governo do Irã antes que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferecesse, na semana passada, asilo à mulher iraniana.

"Não foi simplesmente um pronunciamento do presidente. O presidente se pronunciou porque já tinha anteriormente orientado o Itamaraty nessa direção", disse o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Dias antes de se mostrar disposto a ajudar, Lula havia sugerido que iria se manter afastado da polêmica que envolve a condenação da mulher iraniana por adultério. Depois voltou atrás.

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